Espadas de Titânia - Contos De Pathrius

1 Duelo de Vida ou Morte - Capítulo Primeiro


Notas iniciais
Este não é o inicio real de tudo, mais é o ponto onde tudo começa a fazer sentido para ele.

Esta fazendo muito calor e como é de costume na cidade de Kalananis, todos começam a se reunir no inicio da tarde nas Tabernas da cidade e tomar uma idrômisa gelada, bebida local feita com a raiz da planta de mesmo nome, erva da região, bebida meio amarga porem muito energética. Após o segundo sol já ter alcançado o auge do céu algo estranho estava acontecendo. Na Taverna Toca de Lamiir empalado, ao invés de se ouvir as gargalhas e gritarias de pessoas se divertindo, se escutava sons de bater de espadas, madeira quebrando e gritos de medo e bravejar de raiva.

Para aqueles que estão lá dentro podem então saber o que realmente acontece. Um duelo entre um jovem de cabelos castanhos curtos, com roupas estranhas de cores claras, olhar feroz e impiedoso, carregando 2 espadas estranhas, uma totalmente negra e com um brilho vivo, e uma espada branca quase emitindo luz própria; o outro é um Belverni, um pouco baixo para sua raça, vestido com uma armadura de couro reforçada e algumas placas de metal, carregando um Martelo de Guerra com uma marca dos Vulcões de Fennir.

O combate entre os 2 é feroz, parece que ninguém consegue impedi-los de destruir todo o lugar. As pessoas estão desesperadas, alguns apenas por medo, e outros curiosos pois o assunto parece ser as espadas do humano.

E novamente começa a discussão entre ele:

— Você não vai pegar minhas espadas! — diz o humano parando em uma posição defensiva — Eu não as desejei, elas vieram a mim, para que eu possa ser o guerreiro da Justiça.

— Não fale idiotices, humano indigno! — diz o Belverni parando com uma perna sobre um barril enquanto ergue seu grande martelo com uma única mão apontando para o jovem — Não sei como conseguiste este artefato, ou de quem deve ter roubado mas estas espadas não podem ficar com um reles cherv.

— Não sou um reles cherv, Batedor de Fennir — mudando para uma posição de investida — Não entregarei meu tesouro, pois não devem ficar nas mãos erradas.

— Então venha e mostre-me que é merecedor de carregar estas armas sagradas — diz o grandalhão quando esmaga o barril com seu pé e parte pra cima do jovem humano.

— Elas serão meu legado de Justiça, pois fui eu o escolhido — grita o jovem enquanto parte para cima do seu adversário — Não serei derrotado pelos injustos.

Então o Belvenir brande seu Martelo de Guerra com as duas mãos descendo com toda força contra o jovem, porem o rapaz é muito ágil e passa direto sem ser atingido, mas causando dois cortes em seu adversário, causando apenas cortes superficiais na pele dura do brutamontes, mas deixando sua armadura de couro arruinada.

Mesmo perdendo a armadura e sentindo o fio das espadas do rapaz, o Batedor não desiste e faz mais uma investida tentando golpear cegamente, seu dito inimigo, mas ao se aproximar o jovem espadachim tenta bloquear o golpe feroz, deixando todos surpresos pois mesmo sendo muito menor que o Belverni, não foi atingido diretamente, pois as espadas amorteceram o golpe o que só o fez ser empurrado para trás pela monstruosa força do inimigo.

— Não posso continuar a lutar desta forma, Batedor — diz o jovem humano ainda apoiando as espadas contra o martelo como se medisse forças — Se quer as espadas terá que me matar — diz olhando de lado para seu inimigo enfurecido e dando uma finta e desaparecendo em um movimento muito rápido.

Quando menos esperado o grandalhão começa a ser golpeado de todas as direções como se fosse um boneco sendo jogado no ar, apenas era possível ver um rastro avermelhado e com um último e poderoso golpe, ele é arremessado do outro lado da taverna e no lugar onde estava aparece o jovem, que agora mostrava total sinais de cansaço e estava completamente pingando de suor.

O grande Batedor se vê jogado apoiado a parede da taverna coberto de cortes por todo o corpo, e enquanto se esforça para se manter em pé se apoia em seu grande martelo que se despedaça e o faz desequilibrar e cair sentado no chão.

O Belverni então cruza as pernas e da uma grande e profunda inspiração e começa a gargalhar escandalosamente deixando todos agora atônitos e curiosos. O Jovem então vai se aproximando com cautela dele em passos cansados e estende a mão para ajuda-lo a se levantar.

O Guerreiro segura a mão do jovem e se ergue ao mesmo tempo que para sua gargalhada e diz: — Parece que mesmo querendo acabar comigo conteve seu poder de verdade, mas não pense que conseguiria acabar comigo assim tão fácil... — fez uma pequena pausa e os dois se encaram e num breve sorriso eles se cumprimentam agora como irmãos — Você se mostrou digno de carregar as Espadas, o Tesouro de Titânia... Qual é seu nome rapaz?