Notas iniciais
Espero que gostem! (:

Paro um minuto para respirar, mas como sempre ninguém me da descanso. Todos querem me vencer, mas eu sou invencível. Eu quase nunca encontro nenhum soldado de Exodus para treinar, na maioria das vezes tenho que treinar apenas com arco e flecha, assim posso treinar sozinha. Enquanto limpava o suor que escorria pela minha testa, Zenon aproveitou, e com sua espada deu um golpe perto do meu rosto. Me assustei com barulho da espada perto da minha orelha. Me joguei para trás e empurrei minha espada de encontro com a dele.

Meus inimigos geralmente tem mais força do que eu, então eu sempre tenho que ser mais inteligente do que eles. Em um movimento rápido, puxo a minha espada e lanço-a entre seu braço e sua espada, logo ele caí, e eu mais uma vez ganhei.

Zenon se levanta, e me lança um olhar de desgosto enquanto limpa seus joelhos sujos de terra. Antes que eu pudesse dizer o quanto sou boa ele disse:

- Você não tem o direito de falar nada, eu estava distraído hoje.

- Você está distraído todos os dias irmãozinho.

-Cale a boca, Lechana.

-Não.

-Você é extremamente inconveniente, você sabe disso né?

Mostrei-lhe a língua.

-Fraco.

-Arrogante.

-Oh, por favor. Está com raiva só porque perdeu mais uma vez.

- Claro que não.

Zenon é o meu irmão mais velho, o príncipe de Kvenland. Ele sempre fica irritado quando perde para mim. Eu realmente nem sei porque ele ainda tenta me ganhar.

-Vamos, o pai está nos esperando. — ele disse, mas vendo que eu continuei parada, repetiu- vamos logo. E me dê essa espada.

-Não, a aposta era: se eu perdesse te daria a espada, caso contrário ela permaneceria comigo.

-Lechana, me dê essa arma agora!

-Não.

-Lechana, pela Lua, você nem vestida adequadamente está, me dê essa espada imediatamente!

Vendo que ele estava ficando vermelho, eu dei a espada para ele.

-Tome. Bebezão.

-O quê?

-Nada.

Enquanto andávamos de volta para o castelo, os criados nos cumprimentavam completamente felizes.

Eu odeio ser chamada de princesa, eu prefiro capitã. Mas novamente, ninguém se importa com a minha opinião. Eu não sou uma princesa, eu não nasci no reino, fui achada fora destes muros, portanto não sou como nenhum deles. Exodus me ama com a mesma intensidade que ama seus filhos, ao menos é o que eu acho, mas eu sempre serei a filha bastarda aos olhos dos outros. Graças a minha rudez, eu virei a capitã dos soldados de Kvenland. Para mim não foi rudez, mas digamos que talvez eu tenha irritado o 'pretendente' que meu pai gentilmente me arrumou. Mas para a minha desgraça, ser rude não adiantou nada. Não quero me casar, quero ser uma guerreira, eu quero ajudar os camponeses!

Quando chegamos á sala do trono, os guardas, com seus uniformes verde e prata, fizeram continência e abriram a porta, mostrando um mar de gente. Antes que pudéssemos entrar papai disse:

-Temos visitas diretamente do reino de Thule.

Meu noivo estava sentando ao lado de Exodus, sorrindo abertamente. E por um momento, por um milésimo de segundo, eu perdi o controle. Mas logo me recompus, embora ainda tenha vontade de arrancar aquele sorriso infeliz de sua boca.

-Onde estavam meus filhos? — Exodus perguntou.

-Treinando.- respondeu Zenon.

O príncipe idiota se meteu na conversa:

-Você perdeu de novo?

Ele não respondeu, eu podia ver suas bochechas corarem, que fofinho.

-É perdoável perder para Lechana, ela é uma grande campeã.

Eu quase sorri, mas me lembrei que o odeio, então engoli o sorriso. E o encarei.

Ele parou de sorrir.

Isso mesmo, tenha medo de mim.

Mas o clima da sala logo esfriou com a entrada de Dafar, rei de Thule e pai de Alex, meu noivo.

-Que bom que estamos reunidos, perdão pela demora. Tive que fazer algumas execuções no meu caminho para cá: Uso de magia. Espero que aprendam a lição.-disse enquanto andava para perto de meu pai- Exodus, tomei a liberdade de lacrar todos os poços e os canos, pois ficaram sem água para aprenderem a não abrigar seres mágicos dentro de casa. Mas isso não é importante, vamos falar sobre a união que acontecerá futuramente entre nossos filhos.- olhou para mim com aqueles olhos amarelos totalmente assustadores e sorriu.

Enquanto os sussurros me davam ordens:

Não perca o controle.

Eu quase nunca faço o que eles mandam, mas dessas vez eles estavam certos, eu não podia perder o controle ou tudo iria por água a baixo.