Esnobando o Amor

14 Capítulo 10 – Despedida de Solteira.


Notas iniciais
PRIMEIRO CAPÍTULO DO ANO, EEEEE O/ e esse capítulo promete algumas coisas hahaha Eu aconselho a colocar a música para tocar quando eu indicar (PLAY!), apesar de eu falar que começa mais tarde, vai bater melhor com os acontecimentos. Esse é o link (https://www.youtube.com/watch?v=XEjLoHdbVeE), e eu aconselho deixá-lo lá pausado e quando eu falar, dar o play. Vai ajudar melhor a visualizar o momento como eu o fiz! Sem mais delongas, quero desejar um ótimo 2016 e vamos ao capítulo, espero que gostem!

“É sua última chance Elisa.” – disse a mim mesma mentalmente pela milésima vez só hoje. O casamento é amanhã, e se tudo não correr muito bem essa noite, dentro de um dia meu pai estará casado com a amante.Respirei fundo encarando meu reflexo no espelho.

Eu estava pronta para a festa de despedida de solteira da Fátima, que seria no restaurante daquele amigo do meu pai que minha mãe saiu lá, e todas as mulheres que vão ao casamento estão convidadas. Eu usava um vestido azul-escuro tubinho com dois babados logo abaixo da cintura que ia até a metade de minhas coxas, com um cintinho puxado para o dourado acima dos quadris. Nos pés usava uma sapatilha combinando com o cinto, e uma maquiagem em tons de azul com um gloss cor-de-rosa nos lábios. Estava bem elegante por sinal.

Coloquei uma pulseira de strass, uma corrente com um pingente combinando com a pulseira e um brinco que também fazia parte do conjunto. Sorri fraco e peguei minha bolsa, e, antes de sair, olhei para o vestido bufante dégradé, começando por um tom de lilás bem clarinho na parte de cima e terminando com um tom mais escuro na barra que escolhera hoje para usar no casamento amanhã. Era bonito, apesar de não ser o meu preferido. Mas se tudo fosse bem hoje, eu nem precisaria usar esse vestido mesmo.

Desliguei o ar-condicionado, apaguei a luz e desci para a sala, onde encontrei apenas Gerson de pé no meio da sala.

– Onde estão as outras? – perguntei surpresa por ser a primeira a descer.

– Sua mãe pediu para que Vera a ajudasse a se arrumar, e as duas não desceram até agora. – respondeu Gerson, aparentemente cansado de esperar.

– Entendi... – falei me sentando no sofá e pegando meu celular.

– Elisa? – questionou Caio adentrando o cômodo, também arrumado para a festa. Ele usava uma calça jeans e uma camiseta polo azul marinho, com os cabelos bagunçados. Ele estava tão fofo... Só que não, eu hein Elisa.

– Não não, é o Papa. – rebati ironicamente me livrando de meus pensamentos sobre ele.

– Você está linda... – indagou com um sorriso bobo e me comendo com os olhos, okay, não que eu não estivesse gostando, afinal nunca nenhum menino havia olhado assim para mim, mas estava me deixando desconfortável.

– Eu sei, estou sempre linda. – retruquei finalmente, depois de ficar alguns instantes pensando no que falar.

Foi quando ouvi o som de sapatos de salto na escada, me levantei e me virei para ver as mulheres descendo. Primeiramente desceu Vera, que usava um vestido verde claro tubinho simples, com um scarpin prata. Mas todos nós ficamos encantados quando minha mãe desceu. Ela usava um vestido preto tubinho agarrado, o que ressaltava mais ainda suas curvas, com um corte nas costas que as deixava quase totalmente descobertas, e o decote bem alto quase no pescoço. Ela estava elegante e sexy, sem contar que os sapatos de salto combinando com o vestido e alguns acessórios combinados com uma maquiagem escura impactante e os lábios vermelhos sangue a deixava de tirar o fôlego.

– Uau. – falamos Caio, Gerson e eu juntos, enquanto as duas mulheres se aproximavam de nós.

– Vamos? – perguntou minha mãe sorrindo satisfeita, exibindo seus cabelos artificialmente cacheados e todos jogados para um lado só.

– Vamos. – respondeu Gerson depois de alguns segundos a observando. Hoje minha mãe estava de parar o trânsito!

–-

Chegamos no restaurante e ele estava lotado de mulheres, nos despedimos do Gerson e entramos. O local estava completamente diferente do habitual restaurante, haviam poucas mesas e estava iluminado apenas por um globo de luz espelhado e algumas luzes de balada. O som era alto, e a festa mal começara e parecia que estava todo mundo bêbada.

– Eu hein, quanta gente doida num lugar só... – reclamei me desviando de uma mulher que passara correndo com um copo de bebida na mão.

– Se não se sentir à vontade, pode falar que eu peço para o Gerson vir te buscar, ou até um táxi mesmo. – afirmou minha mãe bem próxima de mim para que eu pudesse ouvir.

– E pra onde eu iria? – perguntei ainda bem próxima dela.

– Para a casa da sua tia Luísa... – respondeu se afastando um pouco.

– Acho que não vai dar... – indaguei apontando para uma mulher que se aproximava de nós com dificuldade devido à multidão.

– O que você está fazendo aqui? – questionou minha mãe num tom de voz alto e surpreso, tentando superar o volume do som.

– Eu também fui convidada para o casamento, ué. – respondeu quase gritando, me fazendo rir fraco com a situação.

– Você foi convidada para o casamento? E por que não me contou?! – exclamou a irmã mais velha, parecendo indignada.

– Eu achei que você soubesse! – afirmou Luísa a olhando com o semblante culpado.

– Pois eu não sabia... – murmurou minha mãe.

– Mamãe, aí está você! Achei que não ia te encontrar nunca mais! – gritou Mariana se aproximando de nós.

– A Mariana também veio? – falou minha mãe rindo ironicamente.

– É claro né Cristina, não ia deixar minha filha em casa pra vir pra farra, e aliás, ela também foi convidada para o casamento. – respondeu minha tia agarrando na mão de sua filha – Não desgruda de mim! – advertiu olhando a adolescente – Agora vem, vamos beber Cristina! – pegou o braço de minha mãe com sua outra mão livre e a arrastou pelo meio da multidão até o bar – Duas doses de tequila para abrir o apetite, e dois refrigerantes. – disse piscando para o barman.

– Uou, pode parar, eu não pretendo ficar chapada hoje à noite não. – rebateu minha mãe a olhando com reprovação.

“Ah, você não só pretende como vai!” – pensei sorrindo maléfica para minha tia, que me olhou e sorriu também.

– Ah qual é irmã, aproveita e se joga, afinal amanhã é o casamento do seu ex, pelo menos aproveita um pouco dos benefícios disso vai... – indagou minha tia fazendo uma voz meio manhosa, e pegou os dois copinhos de tequila que o homem colocara sobre o balcão – Aos relacionamentos fracassados! – ergueu um copinho e estendeu o outro para minha mãe.

– Aos relacionamentos fracassados! – repetiu depois de hesitar por um minuto, pegando o copinho e brindando com o da irmã.

As duas viraram o líquido e fizeram caretas, fazendo todas nós rirmos.

“Pelo jeito uma parte do plano já tem sucesso garantido!” – pensei tomando um gole do meu refrigerante enquanto observava as duas bebendo mais uma dose de tequila cada uma.

–-

Vários minutos depois, Mariana e eu estávamos sentadas em um sofá de couro perto do bar observando nossas mães, que pareciam totalmente bêbadas.

– É assim mesmo que eu queria! – exclamei sorrindo satisfeita.

– Acho que já chega, já está na hora de ligar para o Gerson, senão daqui a pouco elas entram num coma alcoólico. – afirmou rindo fraco no final.

– Concordo, vamos dar o sinal para sua mãe. – indaguei me levantando e indo até o bar, acompanhada de minha prima.

Nos aproximamos de onde elas estavam, e aparentemente minha mãe estava tão bêbada que nem nos notou ali. Dei um sinal para minha tia e ela assentiu, voltando a olhar para minha mãe e rir.

– E então, o que acha de causar na festa do Rodrigo? – sugeriu Luísa indo direto ao ponto, com um sorriso malicioso.

– Como assim “causar na festa do Rodrigo”? – perguntou minha mãe com a voz embargada pela bebida, fazendo aspas com os dedos.

– Mostrar pra ele o que ele perdeu... Que tal um strip-tease? – disse sorrindo, como se fosse algo normal.

– Você está pirada Luísa? Nem bêbada eu faria isso, acha... – respondeu rindo, claramente sem ter certeza do que dizia.

– Ah vai Cristina, todo mundo percebeu que você ainda ama o Rodrigo... Não é tarde demais pra tentar, quem sabe depois de uma investida dessas ele decide que te quer e abandona o casamento?

Minha mãe ficou pensativa por alguns minutos, o que estava fazendo eu agonizar. Virou um copo de bebida e olhou para minha tia decidida.

– Eu topo a ideia do strip-tease, ligue para o Gerson. – afirmou indicando para o barman encher seu copo, e fazendo Mariana, minha tia e eu sorrirmos felizes.

– Pode deixar, já vou providenciar isso... – piscou para mim e eu retribui com um sorriso largo, puxando Mariana para fora.

– A primeira parte do plano está cumprida, agora vamos ver como o resto vai. – afirmei pegando o celular e discando o número de Gerson – Oi Gerson, minha mãe pediu para você vir nos buscar... – falei depois que o mesmo atendeu.

– Ir buscar vocês? Mas para onde vão? A festa aqui está longe de acabar. – respondeu e pude perceber que o som estava extremamente alto no fundo.

– Vamos para casa mesmo.

– Mas Elisa...

– Só venha nos buscar Gerson, sem perguntas. – o cortei perdendo a paciência.

– Okay, estarei aí o mais rápido possível. – disse e desligou o telefone.

– Só falta eles chegarem agora... – indaguei tirando o celular da orelha e olhando para o céu.

– Vamos voltar lá para dentro? – perguntou minha prima apontando para o restaurante.

– Claro, vamos. – afirmei adentrando o local novamente.

–-

(PLAY!)

Alguns minutos depois, após outras várias doses de bebidas, vi o motorista na entrada do restaurante acompanhado de Caio, que nos procuravam com os olhos.

– Vá até lá que eu vou chama-las. – falei me levantando do sofá que estávamos novamente e indo até as mulheres – Hey gente, o Gerson chegou. – indaguei apontando para o homem na entrada.

– Ah, mas já? – reclamou minha mãe fazendo biquinho.

– Já, vamos? – rebati sorrindo falsamente.

– Só mais uma dose. – disse gesticulando para o barman.

– Mãe, chega! – a repreendi olhando-a seriamente.

Foi quando começou a tocar Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight) da banda ABBA, deixando a mulherada toda alvoroçada.

– Ai eu amo essa música! – gritou minha mãe se levantando e ameaçando ir para a pista.

– Não não, você não vai pra pista coisa nenhuma! – exclamei a segurando – Vamos para casa agora! – falei a puxando para a saída, onde Gerson esperava com Mariana, e minha tia nos seguiu – O Caio não tinha vindo junto? – perguntei gritando ao perceber que ele não estava mais ali, e com a música alta de fundo.

– Ele foi atrás da mãe dele! – respondeu Gerson também gritando.

Revirei os olhos e parti para ao encontro de Caio, procurando-o por todo lado através da multidão.

“There’s not a soul out there

No one to hear my prayer

Gimme gimme gimme a man after midnight

Won’t somebody help me chase the shadows away

Gimme gimme gimme a man after midnight

Take me through the darkness to the break of the day”

“Não há nenhuma alma lá fora

Ninguém para ouvir minha oração

Me dê, me dê, me dê um homem depois da meia-noite

Ninguém vai me ajudar a afugentar as sombras

Me dê, me dê, me dê um homem depois da meia-noite

Me guie pela escuridão até o amanhecer do dia”

Andava pela multidão enquanto o som ecoava em meus ouvidos, até que finalmente o avistei perto dos banheiros.

– Onde você se meteu garoto?! – berrei o olhando brava.

– Estava procurando minha mãe... Ela disse que vai ficar aqui mais um pouco... – respondeu meio sem jeito.

– E por que você está perdido aqui? – questionei ainda com raiva.

– E-Elisa, já tem um tempo que eu quero fazer isso... Mas nunca tive coragem o suficiente... – falou ignorando completamente minha pergunta, e transbordando timidez e insegurança.

Mal pude abrir a boca para perguntar o que era e senti sua mão na minha cintura me puxando para si, e sem demoras unindo nossos lábios com vontade, com mais segurança do que demonstrava ao falar. Fiquei totalmente sem reação nos primeiros instantes, afinal era meu primeiro beijo... Arregalei os olhos e tentei afastá-lo inutilmente, mas notei que talvez não fosse uma tão má ideia assim. Fechei meus olhos lentamente e pousei minhas mãos em seus ombros, dando passagem para sua língua, que invadiu minha boca me fazendo estranhar no primeiro momento, mas logo comecei a acompanha-lo sem seus movimentos.

“Gimme gimme gimme a man after midnight

Won’t somebody help me chase the shadows away

Gimme gimme gimme a man after midnight

Take me through the darkness to the break of the day”

“Me dê, me dê, me dê um homem depois da meia-noite

Ninguém vai me ajudar a afugentar as sombras

Me dê, me dê, me dê um homem depois da meia-noite

Me guie pela escuridão até o amanhecer do dia”

Senti como se houvesse um milhão de borboletas no meu estômago, e era como se só houvesse Caio, eu e a música alta no fundo. As luzes piscando embalavam ainda mais o momento. Até que depois de vários segundos naquele momento aparentemente perfeito, nós dois nos separamos e ficamos encarando nossos olhos. Estava vidrada em sua íris castanha quando me toquei do que estava acontecendo e corei me afastando dele, me sentindo completamente envergonhada. Não pode ser. Eu perdi meu BV com o filho da empregada, numa despedida de solteira! Não poderia ser pior!

– Temos que ir. – afirmei tentando me esquecer completamente do que acontecera, e me virei seguindo até a saída.

A música acabou e eu finalmente alcancei as pessoas que nos aguardavam.

– Onde vocês estavam?! – perguntou Mariana irritada, nos olhando indignada. Foi aí que notei que Caio estava logo atrás de mim.

– Eu estava procurando o Caio, só achei agora. – menti desviando meu olhar do de minha prima – Vamos?

– Já estava na hora né, vamos. – rebateu a adolescente se dirigindo para fora.

– E cadê sua mãe Caio? – questionou Gerson o olhando confuso.

– Ela disse que vai ficar mais um pouco. – respondeu o garoto que eu não queria olhar na cara durante um bom tempo, quem sabe até nunca mais?

– Ta né... – indagou o motorista, também saindo do local.

Entramos todos no carro e fomos todo o percurso em silêncio, um clima ruim pairando entre Caio e eu. Toquei meus lábios involuntariamente e me lembrei do beijo, deixando um sorriso escapar.

“Isso definitivamente não estava nos planos...” – pensei olhando a rua pela janela do carro.

Notas finais
E aí o que acharam?! Elisa perdeu o BV com o Caio, que fofos né?! *-* E o que vocês acham que vai acontecer nessa festa do Rodrigo hein? *aquela carinha* Comentem! E só eu que tenho tido problemas de formatação aqui no site? Tipo, eu escrevo no word e colo aqui, e quando eu colo a letra fica enorme, e ao ver como vai ficar o capítulo fica tudo num parágrafo só. Não sei o que está acontecendo, então se alguém puder me ajudar, me diga nos comentário ou até nas mensagens privadas! Espero que tenham gostado desse capítulo... Celisa? Elaio? Clisa? Enfim, estou aceitando sugestões para o nome do casal kkkkk beijos! ;*