Esnobando o Amor
15 Capítulo 11 – Despedida de Solteiro.
Notas iniciais
Despedida de solteiro. Cara, que loucura. Mal acredito que vou me casar amanhã! Está tão perto, e cada vez mais tenho vontade de sair correndo e não voltar até a Fátima me esquecer. Mas eu vou ficar firme, afinal estamos muito em cima para cancelar tudo.
“Se der errado, eu peço o divórcio.” – pensei comigo mesmo, enquanto encarava meu reflexo no espelho. Eu estava usando uma camisa azul marinha com as mangas dobradas até os cotovelos, e um botão a mais aberto em cima, deixando à mostra uma pequena parte do meu peitoral. Na parte de baixo vestia uma calça jeans preta, e um par de sapatênis combinando com a camisa.
Passei meu perfume por todo o corpo, tomando um “banho de perfume”, como diz Vera. Peguei meu celular, desliguei o ar-condicionado e sai do quarto, mas quando passei pela porta, dei de cara com Cristina e Vera também saindo do quarto. Meu queixo caiu quando eu a vi. Ela usava um vestido preto colado no corpo e que deixava suas costas quase inteiras peladas. Assim fica difícil esquecer essa mulher! Como ela consegue ser tão gos...
– Algum problema Rodrigo? – perguntou ironicamente, me olhando numa falsa curiosidade e interrompendo meus pensamentos.
– Nenhum. – menti dando de ombros – Estão indo à festa da Fátima é? – continuei mudando de assunto. Era óbvio que elas estavam indo para a festa, mas eu precisava inventar alguma coisa para ter Cristina ao alcance do meu olhar por mais tempo.
– Sim, e você deve estar descendo para a sua, não é? – questionou com um tom monótono.
– Sim, claro. – respondi depois de a encarar em silêncio por alguns segundos.
– Então, até mais. – se despediu com um sorriso falso e acenou.
– Até. – falei acenando de leve com a mão, aquela situação estava me deixando louco.
As observei descer e respirei fundo, alisando meus cabelos na tentativa de me recompor. Me aproximei das escadas e fiquei espiando de lá de cima. As duas mulheres desceram e arrancaram suspiros de todos, e se a mulher de Gerson não estivesse ao lado da minha, eu teria uma conversinha muito séria com ele pelo jeito que ele as olhou naquele momento. Observei minha filha também. Ela estava linda num vestidinho azul escuro, um pouco maduro para a idade dela, mas eu entendo. Também não gostei nada do jeito que Caio a olhava, já faz tempo que estou de olho nesse moleque e eu ainda pego ele para termos uma conversa não muito agradável.
Esperei todos saírem para finalmente descer. A casa estava vazia, mas previa que em poucos minutos estaria lotada. Me sentei no sofá e fiquei esperando até aparecem os primeiros convidados, e como o previsto, em pouco tempo o jardim estava lotado de homens bebendo como se não houvesse amanhã.
–-
O jardim estava todo organizado em mesas espalhadas por todo canto, um bar perto da piscina e um palco do outro lado, onde provavelmente teria algum show de strippers mais tarde.
Suspirei já cansando de tudo aquilo, enquanto meus amigos bebiam e contavam piadinhas sem graça. Eu confesso que não estava lá mais muito sóbrio, mas preferi ficar na minha. Olhei em volta e vi Gerson saindo do jardim, me levantei do bar e o segui.
– Hey, aonde vai? – perguntei tocando seu ombro, fazendo-o virar-se para mim.
– Elisa ligou, e Cristina quer vir para casa. – respondeu me olhando meio confuso.
– Para casa? Mas como ela pretende ficar aqui com essa barulheira toda? – questionei realmente confuso, franzindo o cenho.
– Sim, segundo Elisa elas querem vir para casa e ponto. – afirmou, me fazendo estranhar.
– Okay né, então traga-a para cá, vou dar um jeito de acabar com a festa o mais rápido possível. – indaguei olhando em volta, e percebendo que não seria uma tarefa fácil.
– Tudo bem, estou indo. – falou e saiu, e eu vi Caio se juntando a ele um pouco depois e saindo junto.
Me virei e logo veio um amigo meu me atazanar.
– Rodrigo! Que cara de preocupado é essa?! É seu último dia livre amigão! Eu liguei para as strippers, e elas estão a caminho! – exclamou animado agarrando meu pescoço com um braço e segurando o copo de bebida na outra mão, e eu lhe devolvi com um sorriso falso.
– Okay, mal posso esperar! – menti me livrando dele e saindo de perto. Não estava lá com muita paciência para aturar bêbados com conversa fiada para cima de mim.
Fui até o jardim lateral e vi o cantinho do balanço que construíra com Cristina logo que nos mudamos para essa casa. Era um local cheio de boas lembranças, e sempre me dava uma certa alegria, misturada com esperança. Alegria, pois era o que esse lugar nos proporcionava, e esperança de que um dia teríamos aquilo tudo de novo. Me sentei no balanço e comecei a me balançar fracamente, tentando equilibrar o copo de whisky enquanto me movimentava. Me lembrei de vários e vários acontecimentos aqui, e suspirei me entristecendo. Será que depois de tantos anos, essas lembranças felizes desse lugar se tornariam tristes? Será que nunca mais teria esses momentos alegres aqui? Eram tantas perguntas, mas tão poucas respostas...
Estava mergulhado em meu mar de pensamentos, quando ouvi uma voz se aproximar.
– Rodrigo, você tem que vir aqui, AGORA! – exclamou Gerson me olhando preocupado.
– O que está havendo? – perguntei parando de me balançar.
– É a Cristina, ela está...Pulei do balanço ao ouvir o nome dela e passei por ele correndo, sem deixa-lo terminar de falar. Cheguei até a área da piscina e vi uma multidão cercando o palco, e me aproximei também. Ao ver Cristina lá em cima, meu coração subiu à boca e eu saí me enfiando no meio da multidão, até ficar colado no palco.
– Essa é uma homenagem especial para nosso querido noivo, o Rodrigo. – falou minha ex-mulher no microfone, sorrindo maléfica ao me ver próximo ao palco.
(PLAY!)
Deu um sinal para o DJ, que colocou para tocar a música SexyBack do Justin Timberlake ft. Timbaland, e começou a rebolar sobre o palco, levando vários homens à loucura. Abriu lentamente o zíper do vestido, fazendo uma cara extremamente sexy. Desceu uma manga, depois a outra, e deixou a peça de roupa escorregar por seu corpo, tudo num ritmo lento. Deu um passo para frente, se livrando totalmente do vestido, ficando apenas com seus sapatos de salto alto agulha e pretos, num sutiã e uma calcinha da mesma cor do sapato e com detalhes em renda, que deixava qualquer um louco.
Fiz uma cara não muito feliz para aquilo, afinal apesar de ela estar extremamente gostosa daquele jeito, eu não queria que ela ficasse assim para uma multidão de homens desejosos, e sim somente para mim dentro de um quarto, na cama de preferência. Subi no palco furioso antes que ela aprontasse mais alguma, e conforme me aproximava, ela me chamava com o dedo.
– Cristina, já chega... – tentei falar mas ela me interrompeu, colocando um dedo sobre meus lábios e levando a outra mão em meu cinto com vontade. O desabotoou com facilidade, e o puxou lentamente, se afastando cada vez mais de mim, sem tirar o sorriso traquina na cara. Ao tirar todo o meu cinto, pegou-o com uma mão em cada extremidade, cheirando-o e o lambendo logo em seguida, fazendo a maioria dos homens ali gritarem e assobiarem. Sorriu satisfeita e colocou o cinto em meu pescoço, me puxando para si com um olhar sedutor. Estudou meu rosto por um tempo antes de colocar o objeto que antes estava em meu pescoço em volta de seu pescoço, ficando com as mãos livres. Acariciou cada um de meus braços com os dedos de uma mão, indo parar em minha bunda, a apertando com vontade e rindo. Dei um pulinho e fiquei tenso em seus braços, a olhando com uma mistura de tesão e reprovação. Aquilo era jogo sujo.
Subiu as mãos arranhando minhas costas por cima da camisa, e cravou as unhas de uma mão em minha nuca e puxou meu cabelo com a outra. Sorriu novamente e desceu as mãos por meu peitoral, sentindo-o com as palmas. Em um movimento rápido, abriu a camisa estourando os botões, e me olhou com aquele sorriso safado. Passou as mãos por meu peitoral agora desnudo, analisando cada parte dos meus músculos. Escorregou as mãos até minha calça e a desabotoou lentamente, pressionando sua mão contra meu membro, que já estava bem animadinho por sinal. Eu não estava mais aguentando aquilo. Se ela abaixasse minhas calças, todos veriam minha situação, e sem contar que eu precisava tê-la. Olhei para as pessoas, que assistiam tudo atentamente, e a primeira coisa que vi foi meu melhor amigo Max “comendo” Cristina com o olhar. Agora é que eu ia acabar com aquilo mesmo!
Agarrei a cintura de Cristina e a beijei calorosamente ali mesmo, mas não demorei muito para me separar. Senti o gosto de bebida de álcool em seu hálito, o que confirmava o que eu já imaginava. Sorri malicioso e a peguei no colo, desci do palco e me enfiei com ela na porta que ligava o jardim com a sala. A coloquei no chão e a medi com os olhos, respirando fundo ao ver seu corpo quase nu, logo ali.
– O que estava fazendo Cristina? – perguntei tentando me conter.
– O que você acha Rodrigo? – rebateu rindo sarcasticamente – Eu não consigo conviver com o fato de que você vai se casar com outra amanhã. – confessou olhando para baixo, seu semblante se tornando triste.
– Eu também não. – sussurrei sorrindo e me aproximando – Eu amo você. – afirmei com um sorriso bobo, segurando seus braços.
– Eu também te amo Rodrigo... – murmurou ainda olhando para seus pés, e eu agarrei em seus cabelos e ergui sua cabeça para mim, unindo nossos lábios com urgência. Eu precisava daquilo.
Mantive uma mão em seu cabelo e a outra coloquei em sua cintura, a puxando mais para mim, grudando nossos corpos ao máximo.
– Vamos sair daqui... – falei junto ao seu ouvido com uma voz sexy, e sorri ao senti-la se arrepiar.
Ela apenas assentiu e eu a peguei no colo novamente, deixando seu corpo tocar o chão um pouco antes da porta do quarto de hóspedes. Ataquei sua boca novamente com paixão e em meio a mãos bobas e carícias, consegui encontrar a maçaneta da porta, abrindo-a e empurrando nossos corpos para dentro. Sem demoras ela tirou de vez minha camisa, e logo enfiou a mão dentro de minha calça desabotoada, massageando meu membro por cima da cueca. Suspirei começando a ficar impaciente e abri seu sutiã rapidamente, descendo as alças com meus dentes e o deixando cair. Encarei aqueles belos seios que não via a tantos anos, e sorri maravilhado. Como eu podia deixar uma mulher daquelas escapar?
Levei uma mão em cada seio e os apertei com vontade, ao som da mesma música que tocara durante o strip-tease, que agora tocava novamente. Voltei a beijá-la e afastei nossos corpos até sentá-la na beira da cama. Me ajoelhei para ficar mais ou menos de sua altura e a olhei no fundo dos olhos antes de atacar seus seios com a boca, dando leves mordidinhas neles. Fiz isso em um de cada vez, depois desci minha boca mais, chegando em sua calcinha. Entendendo o que eu queria fazer, ela se ajeitou melhor na cama, abrindo as pernas para mim. Sorri satisfeito e tirei sua calcinha com as mãos lentamente, jogando-a em um canto do quarto. Comecei estimulando sua intimidade com os dedos, aumentando a velocidade cada vez mais. Ouvi um gemido abafado e sorri, aumentando ainda mais a velocidade, logo substituindo meus dedos por minha língua, que se movimentava ritmicamente em seu ponto de calor. Me afastei e a olhei satisfeito, com um sorriso malicioso. Nos ajeitei agora deitados completamente na cama e a beijei, logo sentindo sua mão acariciando meu sexo cada vez mais rápido. Arfei e ataquei seu pescoço, já não aguentando mais tantos jogos.
– Cristina, eu não aguento mais... – murmurei ofegante, e a vi sorrindo.
– Nem eu... – sussurrou em meu ouvido e abaixou minha calça e minha cueca rapidamente, e eu a ajudei a me livrar delas.
Me posicionei sobre ela e penetrei lentamente, começando com movimentos lentos e com saudade, mas de repente não aguentava mais e acelerei os movimentos, assim como aumentei a intensidade das estocadas.
“Come here girl!
(Go 'head be gone with it!)
Come to the back
(Go 'head be gone with it!)
VIP!
(Go 'head be gone with it!)
Drinks on me
(Go 'head be gone with it!)
Let me see what ya tworkin' with
(Go 'head be gone with it!)
Look at those hips!
(Go 'head be gone with it!)
You make me smile
(Go 'head be gone with it!)
Come here child!
(Go 'head be gone with it!)”
“Vem cá menina!
(Vá em frente com isso!)
Venha para a parte de trás
(Vá em frente com isso!)
VIP!
(Vá em frente com isso!)
Bebidas em mim
(Vá em frente com isso!)
Me deixe ver com o que você está requebrando
(Vá em frente com isso!)
Olhe para os quadris!
(Vá em frente com isso!)
Você me faz sorrir
(Vá em frente com isso!)
Vem cá criança!
(Vá em frente com isso!)”
Já não haviam mais gemidos abafados nem preocupações, apenas nós dois unidos, um dentro do outro, como deveria ser sempre. Gemíamos alto e uníssonos, até que finalmente atingimos o ápice juntos, como não fazíamos a muito tempo.
– Eu te amo... – sussurrei ainda dentro dela, e a beijei amorosamente.
– Eu também amo você... – falou baixinho e sorriu cansada, retribuindo o beijo com o mesmo sentimento.
Rolei para o lado e arfei, passando a mão em meu rosto suado. A ouvi respirando fundo também e se ajeitando na cama. Olhei para o teto por um tempo e me levantei da cama.
– Você já vai? – perguntou se sentando e me olhando.
– Eu só vim ligar o ar. – respondi sorrindo e pegando o controle sobre uma cômoda. Liguei o ar-condicionado e levei o controle até o criado mudo.
Me deitei novamente ao seu lado e nos cobri com um lençol. Ficamos deitados de conchinha até pegarmos no sono, ambos cansados e satisfeitos.
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