Os personagens de Saint Seiya pertencem ao tio Kurumada e é ele quem enche os bolsinhos. Todos os outros personagens são criações minhas, eu não ganho nenhum centavo com eles, mas morro de ciúmes.

ESCUTE SEU CORAÇÃO

Chiisana Hana

Beta-reader: Nina Neviani


Capítulo XXVIII

Avião da Fundação GRAAD, voando de Rozan para Tóquio.

Sentado ao lado de Camus, Milo esfrega as mãos uma na outra.

(Camus) Você está com medo de avião?

(Milo) Claro que não! Está louco?

(Camus) Então por que está nervoso?

(Milo, hesitante) Ah, estou ansioso para pegar japinhas! Uma noite de sexo selvagem com duas ou três.

(Camus) Você é um pervertido...

(Milo) Sou mesmo.

(Camus) Mas não me engana, não. Esse nervosismo é outra coisa.

(Milo) Não é nada! Se você quiser eu deixo você participar da suruba, desde que não encoste em mim.

(Camus) Nem morto!

(Milo) Não sabe o que está perdendo.

Do fundo do avião surge um barulho estranho: Rooooooooooooooooonc

(Máscara da Morte) O Debão tem a doença do sono, cara! Onde o gigante encosta, ele dorme.

(Shura) Dorme e ronca!

(Saga) Deixem o gigante cochilar. A viagem é curta, não vamos ter de aguentar os roncos dele por muito tempo. E tentem não brigar, por favor.

(Milo) Ei, não fica dando ordem!

(Shura) Você não é mais o Grande Mestre, meu querido.

(Máscara da Morte) Mas ele é o Grande Maluco.

(Saga) Vai começar, Emanuele?

(Máscara) Não ligo mais, pode me chamar de Emanuele.

(Kanon) Olha, milagre acontece.

(Máscara) Pois é. Pra você ver como acontece, até traidor é perdoado.

(Kanon) Olha só quem fala! O colecionador de cabeças de inocentes. Muito santo você é.

(Máscara) Pelo menos eu não traí Athena.

(Saga) Parou! Parou! Sem confusão, pessoal.

(Kanon) Acerto contas com você mais tarde, Emanuele.

(Máscara) Pode vir. Não tenho medo.

(Saga) Haja paciência. Haja paciência, viu?

S — — — — A- — — — I — — — — N — — — — T — S — — — — E — — — — I — — — — Y — — — — A

Rozan.

Os homens já estavam na porta da casa de Shiryu e Shunrei esperando as mulheres há vinte minutos.

(Ikki) Mulher é uma maravilha, mas torra a paciência. Vinte minutos para vestir uma calcinha e um sutiã.

(Shiryu) Se fosse só isso seria rápido. Mas elas ainda se enchem de protetor solar...

(Shun) Arrumam o cabelo...

(Aiolia) Passam batom...

(Seiya, fazendo cara de safado) Colocam a depilação em dia!

(Ikki) Falou o tarado!

(Seiya) Você também é.

(Ikki) Mas eu faço o que eu penso e você não!

(Shaka, murmurando) Dois pervertidos...

(Dohko, para Shaka) É mesmo. (apontando para a porta) As senhoritas.

Shunrei é a primeira a sair da casa.

(Shunrei, abraçando Shiryu) Demoramos muito?

(Shiryu) Um pouco.

(Shunrei) É que foi difícil fazerem a escolha dos biquínis.

Pandora sai da casa.

(Ikki, ao vê-la enrolada numa canga do pescoço para baixo) Ô, Pand o que é isso? Virou muçulmana?

(Pandora) O protetor solar que tem aqui não é fator 60, querido. Por isso a canga.

(Ikki) Mas precisa se enrolar toda?

(Pandora) Precisa. Eu não vou torrar minha linda pele.

(Ikki) Deixa de frescura, Pand. O sol já está fraco.

(Pandora) Fraco uma ova. Amanhã quem vai estar ardendo sou eu.

(Ikki) Tira logo essa droga, Pand.

(Pandora) Nem a pau.

(Ikki) Está bem. Fica com essa canga ridícula.

Seika também sai de casa.

(Seika, batendo palmas) Ah, Shakitooo! Que bonitinho de calção de banho!

(Shaka, envergonhado) Seika, por favor.

(Seiya) Ele parece uma lesma.

(Seika) Não perguntei sua opinião. (dando uma voltinha) Shakito, como estou?

(Shaka, envergonhado, olhando rapidamente para Seika) Está muito bonita, Seika.

(Seika) Obrigada! (pensando) Poxa, não ia ser ruim se o Shaka fosse tarado como meu irmão...

Shina sai da casa com Saori.

(Seiya, ao ver Shina e Saori de biquini) U-a-u! O que é isso? Estão muito gos...

(Shina) Se completar a frase, você apanha.

(Seiya, boquiaberto) Vale a pena. Estão muito gostosas. (Shina dá um tapa na cabeça de Seiya; ele pensa) Ai, por todos os deuses! Hoje ou a Shina me mata ou eu morro de tesão.

(Dohko) Senhorita Kido.

(Saori, rindo) Não estou muito à vontade de biquíni na frente do Grande Mestre.

(Dohko) Ah, eu? Imagina! Aqui eu sou só mais um adolescente como os outros.

(Saori) É, ainda tem os outros. Estou de biquíni na frente dos meus cavaleiros.

(Dohko) O que tem de errado nisso? Relaxe, senhorita.

(Saori) Vou tentar.

June sai logo atrás de Shina e Saori.

(June, saindo da casa, para Shun) Gostou?

(Shun) O biquíni é um tanto... pequeno... mas você está linda, Ju.

(June) Obrigada. Você também está um fofo com esse calção grande demais.

(Shun) Ah! Ficou engraçado, né?

(June) Ficou fofinho!

(Seiya, olhando para June, pensando) Caraca. Muito boa! A loira camaleoa é coisa de louco!

(Shina) Seiya! Você perdeu alguma coisa no biquíni da June?

(Seiya, gaguejando) E-e-eu? Imagina.

(Dohko) Bom, já que as moças estão prontas, vamos lá, meninada?

(Shaka, pensando) Meninada... a que ponto cheguei? Ouvir alguém me incluir numa "meninada" é o fim.

Todos seguem Dohko até o lago que se forma abaixo da cachoeira. Lá, todo mundo entra na água, menos Pandora, que permanece na margem, sentada embaixo de uma árvore.

(Ikki, saindo da água e aproximando-se dela) Vai ficar aqui fora?

(Pandora) Vou. Já fiz muito em aceitar vir.

(Ikki) Você ficou gata de biquíni verde.

(Pandora) Nem me fale nesse biquíni. Era o mais escurinho que tinha. Olha os outros, Ikki. Rosa, azulzinho, lilás, branco! Nem morta eu uso rosa!

(Ikki) Não faz seu estilo, mas ia ficar engraçado.

(Pandora) Eu não sou palhaça para ficar engraçada. Agora a sua cunhadinha tem vocação para palhaça. Dá uma olhada. O biquíni é pelo menos dois números menor, os peitos estão quase saindo pelos lados e ela não está nem aí.

(Ikki) Olha, pela primeira vez na vida vou ter que ficar do lado da June.

(Pandora) Como é que é?

(Ikki) E daí que o biquíni ficou pequeno? E daí que os peitos estejam saindo pelos lados? Ninguém tem nada a ver com os peitos dela, Pand. Se ela está se sentindo bem, então está tudo certo.

(Pandora) Gente! Nunca pensei que ia ouvir você falar algo assim.

(Ikki) A pessoa tem de ser autêntica, Pand.

(Pandora) E eu não sou?

(Ikki) É. Você é uma doida. E eu gosto de você assim.

(Pandora) Doido você também é.

(Ikki) Eu sou. Vamos para a água.

(Pandora) Está bem, meu ogrinho.

Ikki e Pand entram na água. Shunrei e Shiryu brincam . Ela se apóia nas costas dele e dá um impulso para trás.

(Shiryu, abraçando-a) Nada de movimentos bruscos, Shu. Por favor.

(Shunrei) Está tudo bem, amor.

(Dohko, aproximando-se dos dois) Shiryu, deixe Shunrei se divertir. Desse jeito você fica chato.

(Shiryu) Estão os dois contra mim?

(Shunrei) Não, meu amor. Mas não queremos que você fique paranóico. Eu e o bebê estamos muito bem.

(Shiryu) Certo. Mas vamos fazer brincadeiras mais leves, ok? Eu fico com medo de acontecer alguma coisa com vocês.

(Shunrei, rindo e agarrando o pescoço dele) Está bem, senhor papai paranóico. Brincadeiras leves!

Dohko sorri largamente olhando os dois. Um pouco mais adiante, Seika e Shaka estão abraçados. Com a mão direita, ela acaricia a nuca do namorado de forma bastante sensual.

(Seika) Shakito, Shakito, você me deixa louca.

(Shaka, pigarreando) Ehr... Seika, acho que é hora de termos uma conversa muito séria.

(Seika) Agora não, amor. Só me beija. Depois a gente fala.

(Shaka, muito sério) Seika, é muito importante. Dessa conversa depende o futuro do nosso relacionamento.

(Seika, arregalando os olhos) Nossa! Então fala.

(Shaka) Seika, eu costumo ser muito sincero, eu não gosto de enrolações, então vou direto ao ponto. A primeira coisa é que eu não gosto de ser chamado de Shakito. (Seika arregala os olhos) A segunda é que não adianta tentar me convencer a fazer coisas irregulares, porque isso só vai acontecer quando nos casarmos. E se não for assim, é melhor terminarmos tudo.

(Seika, boquiaberta) Eu nem sei o que dizer. Estou chocada.

(Shaka) Eu sei. Mas como eu disse, não gosto de enrolações. Seika, eu gosto muito de você, você é a primeira pessoa por quem me apaixono, mas não é por isso que eu vou esquecer todas as convicções de uma vida inteira.

(Seika, depois de uma longa pausa) Está bem, querido. Vou tentar me controlar e não vou mais chamá-lo de Shakito.

(Shaka) Que bom. Eu só falei isso porque eu realmente gosto de você, Seika.

(Seika) Eu também gosto muito de você. E vou me comportar.

Seika e Shaka brincam na água e trocam beijos discretos. Enquanto isso, June e Shun pulam das pedras para a água, dando cambalhotas. Num intervalo entre as brincadeiras, os dois conversam.

(June) É um milagre você ainda não ter falado nos estudos, na aula de piano que você vai perder...

(Shun) Ah, eu até pensei que poderia estar lá, adiantando a matéria, mas está tão legal aqui que não é tão importante.

(June) Que bom, querido. É bom apreciar esses momentos. Você pensa demais na escola.

(Shun) Eu sei. Eu sou certinho.

(June) É muito certinho. Mas eu gosto assim.

June beija o namorado de forma bastante sensual.

(Shun) Ju, aqui não... meus irmãos estão aqui.

(June) Ai, desculpa... esqueci dos seus irmãos. Bom, se bem que o Seiya, do jeito que anda a perigo, ia até querer entrar na dança.

(Shun) Argh! Não!

(June) Não mesmo!

Ela o beija sensualmente outra vez.

(Shun) Ju, essas coisas só devem ser feitas entre quatro paredes.

(June, rindo) Eu sei, estou brincando! Vamos saltar de novo!

(Shun) Vamos!

Dohko percebe que Saori está sentada numa pedra, pensativa, e se aproxima dela.

(Dohko) A senhorita não devia estar se divertindo como os outros?

(Saori) É. Vim para cá com a intenção de descansar, mas minha cabeça não pára um minuto sequer, Dohko. Além do mais, estou sem par, não é? Meu noivo está lá na Grécia.

(Dohko, sentando-se ao lado dela) Por falar em Grécia, é a mudança para lá que está deixando a senhorita tão preocupada assim?

(Saori) Um pouco. Eu quero ir. Realmente quero. Mas não sei se é uma coisa viável.

(Dohko) A única coisa que eu posso dizer é ouça seu coração.

(Saori) Ele me diz para ir.

(Dohko) Então a senhorita já sabe o que fazer.

(Saori) É, acho que eu sei.

Num ponto mais afastado do campo de visão dos demais, Seiya e Shina namoram. O clima esquenta e o rapaz se anima mais que o necessário...

(Shina, separando-se dele) Isso está ficando muito freqüente, Seiya.

(Seiya) A culpa é sua. Me deixa louco. Se demorar muito eu morro.

(Shina, nadando para longe dele) Morre nada. Além disso, o que é mais difícil é mais gostoso.

(Seiya) Você é uma torturadora de primeira! Quando eu morrer, não diga que não avisei! (olhando para onde os outros estão e pensando) Ninguém vai notar se eu ficar uns minutinhos sozinho ali atrás das pedras, né?

(Shina, gritando) Vem pra cá, Seiya! Agora!

(Seiya, resmungando) Caraca. Nem sozinho dá pra eu me aliviar... (gritando para Shina) Já vou, amoreco!

S — — — — A- — — — I — — — — N — — — — T — S — — — — E — — — — I — — — — Y — — — — A

Los Angeles.

Apart-hotel onde Hyoga mora. Ele acaba de ensaiar a apresentação que fará durante a semana.

(Hyoga) Bom, é isso. Está tudo pronto para a apresentação.

(Rumiko) Ficou ótimo! No final das contas eu gostei do seu texto, apesar de você ter feito o "favor" de me excluir do seu trabalho.

(Hyoga) Desculpa, Rumiko. Mas é que eu achei o monólogo mais interessante.

(Rumiko, abraçando-o) Eu só perdôo porque você vai me beijar em cena na minha apresentação.

(Hyoga, rindo) Certo.

(Rumiko) Hyoga, estamos namorando?

(Hyoga, hesitante) É, estamos. Foi tudo meio rápido demais.

(Rumiko) Eu sou muito apressadinha, não é?

(Hyoga) Um pouco. Mas não sei se é culpa sua. Ultimamente tudo na minha vida tem acontecido em uma velocidade aterradora.

(Rumiko) Vou tentar ir mais devagar.

(Hyoga) Tá.

S — — — — A- — — — I — — — — N — — — — T — S — — — — E — — — — I — — — — Y — — — — A

Tóquio.

O avião com os dourados acaba de aterrissar. Eles desembarcam rapidamente, alugam dois carros e vão direto para a casa de Agatha. O carro dirigido por Saga vai na frente, indicando o caminho para o que Shura dirige. Dentro do primeiro carro, Saga, Kanon e Aldebaran seguem em silêncio. Já no outro carro...

(Milo, levantando o braço e cheirando a axila) Ainda bem que meu desodorante ainda não está vencido.

(Camus, rindo ironicamente) É, não é? Como é que você vai "pegar japas" com o desodorante vencido, né?

(Milo) Meu querido, até fedendo eu pego, tá? Mas cheirosinho é melhor.

(Máscara) Cheirosinho? Que conversa de boiola. Macho que é macho, tem cheiro de macho.

(Shura, dirigindo) Também não é assim, MdM. A não ser que você namore uma porca, é desejável estar limpo.

(Máscara) Mulher de verdade não tem frescura, gosta de cheiro de homem!

(Camus) Talvez as malucas que saem com você gostem.

(Máscara) Franceses não são lá muito limpinhos, então fica na sua, gelinho. Todo mundo sabe que vocês se perfumam para esconder a fedentina.

(Camus) Fedentina tem a senhora sua mãe.

(Máscara) Mamãe às vezes esquecia mesmo de tomar banho. Era uma mulher sem frescura. Mas não se escondia debaixo de litros de perfume.

(Camus) Ah, cala a boca, Máscara.

(Milo) Aí, o Saga parou! Pára também, energúmeno espanhol.

(Shura, parando o carro atrás do de Saga) Estou começando a concordar com o gelinho. Você está ansioso demais para quem só quer "pegar japa".

(Milo, saindo do carro) Ah, me deixa em paz!

Os outros também saem do carro e se aproximam de Saga, Kanon e Aldebaran.

(Saga) É aqui. Elas moram aqui nesse prédio. Eu vou lá falar com o porteiro, ele já me conhece.

(Shura) Vai lá.

Saga retorna com cara de desconsolo.

(Saga) Elas não estão.

(Shura) Caramba! Perdemos a viagem.

(Adebaran) Poxa. Queria tanto ver a Violet.

(Saga) Nem tudo está perdido. Eu acho que sei onde elas estão.

(Aldebaran) Beleza! Então vamos lá! Estamos esperando o quê?

(Saga) Nada! Vamos agora!

Os rapazes entram novamente nos carros.

(Milo, com um braço para fora do carro, batendo na lataria) Vamos lá, espanhol! Acelera!

Shura, Camus e Máscara da Morte olham intrigados para ele.

(Milo) O que foi? Eu adoro velocidade!

Continua...

Notas finais
Eu ia colocar essa parte na side! Eu realmente devia colocar lá...