Escute Seu Coração
29 Capítulo XXIX
Os personagens de Saint Seiya pertencem ao tio Kurumada e é ele quem enche os bolsinhos. Todos os outros personagens são criações minhas, eu não ganho nenhum centavo com eles, mas morro de ciúmes.
ESCUTE SEU CORAÇÃO
Chiisana Hana
Beta-reader: Nina Neviani
Capítulo XXIX
Os dourados chegam à academia onde as meninas de Agatha treinam. Celina está lutando contra Angélica, enquanto Violet faz musculação. Agatha instiga as duas que estão lutando. Os rapazes entram na academia. Ao ver Shura, Angélica se distrai e é atingida por um chute, indo ao chão violentamente.
(Angélica, levando a mão ao rosto) Putz, Celina! Que chute!
(Celina) Presta atenção!
Shura corre até a moça.
(Shura) Você está bem?
(Angélica, olhando para ele incrédula) Você está aqui de verdade! Uou! (abraçando-o) Que saudade!
(Shura) Eu também estava com saudade!
Violet larga o aparelho em que se exercitava e pula no colo de Aldebaran.
(Violet) Baixinhooo!
(Aldebaran) Violetinha!
(Violet) Ai, que bom!! Achei que só ia ver você no Natal!
(Aldebaran) Eu também, querida, eu também.
Celina olha para Máscara da Morte fazendo bico. Ele se aproxima.
(Máscara) E aí, com saudade de mim?
(Celina, de braços cruzados) Eu? Nem lembrava que você existia.
(Máscara) Mentira. Você sentiu falta do seu italiano favorito.
(Celina) Quem disse que você é meu italiano favorito?? Se enxerga.
(Máscara) Seu corpo disse tudo quando estávamos lá em Rozan.
(Celina) Disse coisa nenhuma, italiano. Você foi bonzinho, deu pro gasto, mas já vi melhores.
(Máscara, agarrando-a pela cintura) Viu coisa nenhuma!
(Celina) Pára com isso. Tem gente olhando.
(Máscara) Estão todos ocupados, ninguém vai ligar para nós dois.
(Celina, antes de beijar MdM) É mesmo.
Noutro canto da academia, Saga e Agatha trocam um beijo caloroso.
(Saga, abraçando Agatha) Gostou da surpresa?
(Agatha) Adorei. Mas como foi isso? Decidiram vir todos do nada?
(Saga) Fomos para o casamento de um amigo nosso na China. Aproveitamos a proximidade e resolvemos vir vê-las.
(Agatha) Adoro atitudes impetuosas. São muito excitantes.
(Saga) Hum... demais...
(Agatha) Mas Saga... você tem alguma notícia sobre aquele nosso assunto?
(Saga) Não, querida, infelizmente.
(Agatha, triste) Entendo. Bom, acho que devo encerrar o treinamento. Vamos lá para casa, não é?
(Saga) Não. Vamos sair para jantar, claro.
(Agatha) Saga, estamos todas de roupa de treinamento. Melhor irmos para casa.
(Saga) Hum... Então pedimos o jantar lá, o que acha?
(Agatha) Ótimo. Vamos namorar um pouquinho e daqui a pouco eu chamo as meninas.
Camus, Milo e Kanon estão sentados num canto. Lily está sentada no canto oposto.
(Kanon) Aí, não vou ficar aqui segurando vela. Vou dar uma volta aqui no quarteirão. Vocês não querer ir?
(Camus) Daqui a pouco, Kanon.
(Kanon, saindo) Certo.
(Camus, discretamente apontando para Lily) Então é ela a razão de sua ansiedade?
(Milo, nervoso) Quem? A magricela? Imagina! Ela... ela... ela... ela não tem peito, nem bunda, nem nada e...
(Camus) E você se apaixonou por ela mesmo assim.
(Milo) Apaixonei coisa nenhuma!
(Camus) Não é o que parece. Milo, a gente não se apaixona por um par de seios.
(Milo, em tom de confidência) Ela não é nem um terço do meu padrão de beleza, mas eu não paro de pensar nela. Desde o casamento de Shiryu que eu não tiro essa magrela da cabeça. E eu sentia uma vontade inexplicável de vê-la outra vez.
(Camus) O escorpião está amando. Que bom!
(Milo) Bom coisa nenhuma! E depois, quem é você para falar de amor? Nunca o vi apaixonado por ninguém.
(Camus) Só porque não viu não significa que eu nunca tenha me apaixonado.
(Milo) Ah, conta essa história direito, gelinho!
(Camus) Outro dia. Agora o assunto é você apaixonado pela mocinha. Vai lá falar com ela.
(Milo) Claro que não vou!
(Camus) E por que não?
(Milo) Porque eu ainda não sei se quero mesmo me envolver com ela. E também tem a possibilidade de ela não querer. Já levei um fora da irmã bonita que eu nem gostava, imagina se eu levar um fora da feia de quem eu gosto!
(Camus) O caso é grave. Você adimitiu que gosta dela e ainda por cima está com medo de levar um fora. Gravíssimo.
(Milo) É, eu gosto dela. Pronto. Falei.
(Camus) Mas me conta, quando foi que você percebeu isso?
(Milo) Ainda no casamento. Depois do fora que eu levei da Rose, eu fiquei olhando a magrelinha na festa. O olharzinho tristonho dela me deixou fascinado.
(Camus) Fico feliz. Agora você vai criar juízo.
(Milo) Juízo... Vou é ter um prejuízo e dos grandes. Entrei na faculdade pensando em pegar as gatas, mas eu só penso na magricela.
(Camus) Você é uma figura. Vou dar uma volta lá fora. Aproveita e vai falar com ela.
(Milo) É, né? Vai lá. Pelo menos se eu levar um toco ninguém vai ver.
(Camus, rindo) É.
Rozan.
Começa a anoitecer e todos voltam para casa. Shunrei vai fazer o jantar, com a ajuda de Saori e Seika. June, Shina e Pandora também na cozinha, mas apenas observam as cozinheiras.
(Seika) Shunrei, já que você vai morar lá perto da gente, vou querer umas aulas de culinária. O Seiya reclama direto que nem eu nem Shina sabemos cozinhar.
(Shina) Isso é verdade. Eu não sei mesmo cozinhar.
(Shunrei, rindo) Ah, eu dou umas aulinhas, sim!
(Pandora) Pois eu não sei cozinhar e não tenho intenção de aprender. Ikki parece avestruz, come qualquer coisa.
(Shunrei) Shiryu também come de tudo, mas se estiver gostoso é bem melhor, né?
(Seika) Ah, claro!
(June) Eu até sei cozinhar, mas vou ter que aprender a preparar as coisinhas vegetarianas que o Shunzinho gosta.
(Shina) Ah, isso é muito simples. Pega um pé de alface, rala uma cenoura, corta um rabanete, taca um pedaço de tofu e está pronto. Aliás, tofu é de chorar de ruim.
(June) Não é tão simples assim! E meu lindinho não vai passar a vida comendo alface, né?
(Pandora) Compra rúcula, acelga, chicória.
(Seika) Ahrg... coitado do Shun.
(June) Pois é, mas eu vou fazer o quê? Ele gosta!
(Seika) Shakito é todo light também. Ele não come carne de boi.
(Shina) Entope ele com frango!
(Seika) É, né?
Enquanto isso, os rapazes estão comportadamente sentados na sala, esperando pelo jantar.
(Dohko) Pode ir comigo lá fora um instante, Shiryu?
(Shiryu) Claro, mestre.
(Dohko, saindo, sussurrando) Tenho muita coisa para contar pra você.
(Shiryu, acompanhando-o, rindo) Imagino do que se trata.
(CONVERSA CENSURADA! CONTINHA SPOILERS DE "SORRISOS SEGREDOS E ENGANOS")
Pouco depois, Shunrei serve o jantar. O clima é leve e alegre, como sempre é quando estão todos juntos. Ao fim da refeição, todos se reúnem na sala.
(Shun, sentando-se à mesa) Parece que estamos de novo na véspera do casamento de vocês, não é?
(Shunrei) É verdade! Todo mundo junto outra vez.
(Shiryu) Só falta Hyoga para completar o grupo.
(June) O casamento de vocês também foi um dia muito especial para nós dois, não é, Shunzinho?
(Shun, corando) É sim.
(Ikki, rindo) É, pra mim também. Descobri o poder do matinho atrás da casa!
(Dohko, rindo) Você utilizou o quintal para fins obscuros?
(Ikki, com uma expressão maliciosa) Põe obscuro nisso.
(Seiya, emburrado) Ô, vamos mudar de assunto, por favor! Esse me irrita!
(Shaka, pensando) Mas que moleque mais pervertido! É uma péssima influência para a Seika.
(Dohko) Seiya está certo, mas não porque o assunto o irrita. Temos senhoritas à mesa.
(Ikki, rindo) Só a Seika é senhorita. As outras já deixaram de ser senhoritas há muito tempo.
(Shun) Ikki!
(Ikki) Por acaso estou mentindo?
(Dohko) Bom, esqueçamos as intimidades alheias. Então, meus filhos, como estão se sentindo agora que estão às vésperas da mudança para Tóquio?
(Shiryu) Estamos muito bem, mestre. A casa de lá está razoavelmente pronta, faltam apenas alguns detalhes que resolveremos depois.
(Shunrei) Vai ser uma nova etapa em nossa vida, mas vai dar tudo certo.
(Dohko) Claro que vai. Vocês vão ter muitas flores no caminho.
(Shiryu, abraçando Shunrei) Assim espero.
(Saori) Ah, Tatsumi, você podia falar sobre aquele assunto que conversamos outro dia.
(Tatsumi) Qual assunto, senhorita?
(Saori) As mães dos rapazes.
(Ikki, levantando-se) Esse assunto não me interessa.
(Shun, puxando-o) Interessa, sim. Vamos ouvir sobre nossa mãe.
(Tatsumi) Senhorita, não é um assunto adequado.
(Saori) Claro que é.
(Shun, emocionado) É, Tatsumi. Fala da minha mãe.
(Tatsumi) Eu não a conheci muito bem. Apenas a vi algumas vezes. Ela era uma das preferidas do senhor Kido.
(Ikki) Ah, difícil de saber isso, né? Ele teve dois filhos com ela. Está mais do que na cara que ele gostava mais de transar com ela.
(Shun) Ikki, pára! Tatsumi, continua.
(Tatsumi) Eu não sei muita coisa. Só sei que ele a tratava com muito carinho. Tanto que a trouxe para o Japão.
(Shun) Ela era alemã, não é?
(Tatsumi) Era, sim. Quando ele a trouxe, ela já estava grávida do Ikki.
(Ikki, irônico) Ó, que meigo! (saindo) Na boa, não estou nem aí.
Pandora sai logo atrás dele.
(Pandora) No fundo, você bem que gostaria de saber da sua mãe, não é?
(Ikki) Gostaria coisa nenhuma. Não preciso mais de mãe.
(Pandora, abraçando-o) Vou fingir que acredito.
(Ikki) Pára, Pand.
(Pandora) É bom saber que você tem sangue alemão.
(Ikki) Que diferença faz?
(Pandora) Ai, isso torna você meu conterrâneo.
(Ikki) Que conterrâneo coisa nenhuma! Eu sou seu marido, caramba!
(Pandora, feliz) É a segunda vez que você fala que é meu marido.
(Ikki) E eu não sou mesmo?
De volta à sala...
(Shun) Ikki disse que ela se chamava Leonore.
(Tatsumi) É. Mas eu não sei mais que isso.
(Saori) Você não sabe onde ela morava?
(Tatsumi) Sei. Quando ele a trouxe da Alemanha, comprou uma casinha perto do orfanato.
(Shun, bastante emocionado) Você podia me levar lá?
(Tatsumi) A casa foi demolida há alguns anos.
(Shun, chorando) Puxa...
(Saori) Shun, eu procurei coisas sobre a sua mãe. Queria ver se descobria onde ela foi enterrada, mas ela foi cremada. Sinto muito.
(Shun) Eu não achei que houvesse mesmo um túmulo...
(Saori) Shiryu, eu também procurei informações sobre a sua mãe.
(Shiryu, seco) Saori, não precisava ter se dado ao trabalho.
(Saori) É inacreditável como não há registro, nem de hospital, nem de nada. Ela deve ter tido você em casa...
(Shiryu) Realmente não importa. A minha família é a minha esposa, meu filho que vai nascer, meu pai do coração, meus irmãos e você.
(Saori) Obrigada por me incluir.
(Shiryu, rindo) Como não incluiria? Para todos os efeitos, eu sou seu tio!
(Saori rindo) É mesmo! Vocês são meus tios! Que engraçado!
(Seiya) Eu sou tio da Saori? Caraca.
(Shina) Não é de verdade. A senhorita Saori não é mesmo neta do Kido.
(Seiya) Ainda bem...
Tóquio.
Milo se aproxima de Lily e senta ao lado dela.
(Milo) Oi.
(Lily, sem olhar para ele) Oi.
(Milo) Parece que sobramos, né?
(Lily) É.
(Milo) Chato, né?
(Lily) Já estou acostumada.
(Milo) É?
(Lily) É.
(Milo) Hum... lembra de mim?
(Lily) Aham. Você estava no casamento do amigo do namorado da June e seu nome é Milo.
(Milo, sorrindo) É, sim.
(Lily, olhando para ele) Milo é nome mesmo?
(Milo) É.
(Lily) É engraçado.
(Milo) Você acha?
(Lily) Aham. Nunca vi outra pessoa com esse nome.
(Milo) Não é muito comum. Você não treina com elas?
(Lily) Não.
(Milo) E a sua outra irmã?
(Lily) Foi embora.
(Milo) Ah...
(Lily, pensando) Agora que já perguntou da minha irmã, posso apostar que ele vai sair.
(Milo) Então, Lily, quantos anos você tem?
(Lily) Dezoito.
Milo tenta continuar conversando com Lily, mas as respostas dela são sempres lacônicas, o que começa a deixar o escorpião nervoso. Agatha chama as meninas para voltarem para casa.
(Milo, pensando) Salvo pelo gongo! Ela nem liga para mim. Como é que uma mulher pode não ligar para mim? Eu sou lindo, mas ela nem me olha direito. Não estou gostando desse negócio de me apaixonar...
Continua...
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