Escrito nas estrelas Parte ll
6 Marcada
Claire
– Não tem medo de perder todo o seu dinheiro? — Dou um passo atrás, e ergo meu queixo, posso estar assustada, mas não deixarei que esse mostro perceba. — Por que é isso que vai acontecer se você apostar.
Um prototipo de um sorriso sem humor aparece no seu rosto.
– Humm.. a gatinha está mostrando as garras, mas que falha a minha, nem fomos apresentados ainda. Muito prazer kyle Prior, e você deve ser a Claire.
– Prior? deus eu devo ter aterrissado em um planeta de loucos.
Eu olhei bem pra ele, não isso só pode ser um pesadelo.
– O que foi? a ideia de que eu seja um Prior te desagrada tanto assim?
– Não! você pode ser filho até do demônio que pra mim não fará diferença.
– Então o que te incomoda?
– O sangue que corre em minhas veias, está bom ou quer mais? não sei nem o que eu estou fazendo aqui conversando com você. Com licença.
Quando tento passar, ele segura o meu braço.
– Você deveria ter orgulho do sangue que corre em suas veias. Enquanto você o renega eu gostaria de tê-lo nas minhas.
– Se você é um Prior como pode não ter o sangue da família correndo pelas suas veias?
– Da mesma forma que seu sobrenome é Eaton e você não tem o sangue deles correndo nas suas.
Ele solta o meu braço, adoraria tirar essa expressão de superioridade do seu rosto.
– Com licença. — esse cara sabe como tirar alguém do serio.
Ele começa a andar ao meu lado, o problema é que mesmo eu andando rápido, ele me acompanha com facilidade.
– Deve parar com isso!
– O que foi agora? — pergunto irritada.
– você está fugindo.
Paro de andar e o encaro.
– Olha só você não é ninguém pra vir apontar meus erros! guarde seus comentários pra você, ou dê pra quem te pedir.
– O Arthur não havia dito que você era tão intensa.
– Você chama o seu pai de Arthur? se ele foi um pai tão bom que você quer ter seu sangue, por que não o chama de pai?
– Você também o chama pelo nome! e sim ele é um pai muito bom. Espero que você veia a descobrir isso um dia.
– Não me interessa estreitar os laços com o seu pai.
Volto a andar, mas esse cara não desgruda. Encontramos com o Tobias e a Tris, eles parecem estranhos. O Tobias não consegue me encarar. A Tris está um pouco despenteada, não muito, mas se você observar direito, sua roupa está um pouco amassada e a do Tobias também. De repente a ficha cai, olho para longe e tento normalizar a minha respiração.
– Que bom que encontramos vocês, estava acompanhando a Claire até a sala de reuniões. O Arthur já está nos esperando.
– Oi? que reunião?
– Você tem que aprender disfarçar suas emoções menina! — ele sussurrou para mim, pensar que ele tinha sacado o que estava acontecendo ali me deixou mortificada. Mas algo na forma de me chamar de menina me deu uma sensação de déjà vu.
– Não me interessa que reunião é essa. Divirtam-se.
– Hey, volta aqui. Você vai entrar ai, sentar e ouvir. Pare de bancar a garota mimada.
O meu rosto começou a esquentar, a raiva passando por mim através de ondas, depois do que ele fez com o Gabriel ele ainda pensava que tinha moral para me dizer alguma coisa.
– Mimada? onde raios eu encontrei alguém pra me mimar? pode me dizer já que me conhece tão bem.
– Você não consegue encarar seus problemas de frente. Sempre está fugindo deles. Você acha que conhece o lado ruim da vida, mas deixa eu te dizer uma coisa. — ele segura o meu queixo e me encara. — Isso que você viu até hoje não é nada. Acorda garota. Enfrente seus medos.
– Vá para o inferno Kyle Prior, acha mesmo que preciso dos seus conselhos, logo dos seus? você é um idiota arrogante que se diverte diminuindo as pessoas. Só assim pra se sentir poderoso, pisando nos outros. Pois deixa eu te dizer uma coisa, não quero e nem preciso dos seus conselhos e nem dos seus sermões.
– Ok, faça da sua vida o que você quiser. Não é problema meu. Você é muito jovem, tem tempo para aprender com os erros.
Todos ficarão calados, quer dizer a Tris e o Tobias já estavam quietos enquanto nos discutíamos. Esse cara é realmente muito cruel. Ele faz e diz coisas sem se importar que vá machucar as pessoas. Dia após dia eu tento esquecer que o meu relógio corre mais rápido do que os demais. Enquanto muitas pessoas vivem até os 100 anos, eu nem sei se vou chegar até os 22. Mas já estou cansada de ignorar isso. Vou morrer mesmo, não posso fazer nada para mudar isso.
– Tenho certeza que vou conseguir aprender muita coisa com os meus erros antes de morrer. Afinal quatro anos não é um tempo tão curto assim.
Abro a porta a minha frente e entro. A Sarah estava com a mão na maçaneta da porta. Em seu olhar vejo uma pergunta. Não consigo responder. Só balanço a cabeça e engulo o choro, enquanto ela desaba nos meus braços.
Fale com o autor