Escrito nas estrelas Parte ll
13 Explosão
Claire
Quando acordei de manhã, não imaginei que o dia acabaria assim. O Kyle na minha frente, gritando aos quatro ventos que eu sou dele. Se dissesse que eu não estava feliz em ouvir isso, estaria sendo hipócrita. Que mulher em sã consciência não ficaria feliz ao ouvir isso de um homem tão lindo. Mas depois que nos beijamos no deck na tarde de ontem, ele começou a me ignorar, isso me deixou muito mal.
Quando o Gabriel chegou hoje, ele ficou o tempo todo tentando me animar, a Clara ficou brava então tivemos a ideia de deixa-la com ciumes. Mas eu nunca pensei que o Tobias e o Kyle iriam reagir assim. O Tobias esta com a Tris e o kyle parecia arrependido de ter me beijado.
– Então você acha que pode me ignorar e depois vir aqui e dizer o que eu posso fazer? Você é mais louco do que eu pensei.
– Não sou louco Claire e estou falando serio.
– Você não é ninguém pra me dizer o que fazer, não se esqueça disso.
– Por que você tem que ser tão teimosa?
– E por que você tem que ser tão cruel com as pessoas?
– Eu não sou cruel!
– Olha pra você mesmo, você vive me dizendo que eu fujo dos meus problemas, mas é você que não consegue ficar 10 minutos perto da sua filha.
Ele não me olhou.
– você não sabe o que aconteceu, então não pode dizer nada.
– Então me conte. — eu toquei o seu braço, mas ele se retraiu. Droga ele nunca abaixava a guarda? — Ok, você não tem mais nada para fazer aqui.
– Claire eu não posso...
– Você nunca pode. — eu o cortei. — você não vai superar isso se não enfrentar, lembra? Agora saia.
Ele me olhou, indeciso entre ficar e ir embora. Ele correu sua mão direita pelo cabelo impaciente, a minha formigou de vontade de fazer a mesma coisa. Assim como o último beijo, esse fez meu corpo ganhar vida, como se eu tivesse acabado de levar um choque elétrico. Não senti isso quando o Tobias me beijava, ele era gentil e doce, ao contrário do Kyle que era impetuoso, como se quando me segurava em seus braços nunca mais quisesse soltar.
– Conversamos sobre isso amanhã. — ele disse e relutante ele saiu do quarto, só relaxei quando ouvi a porta se fechar.
O relógio do criado mudo marcava 2 horas da manhã, não fazia ideia de quanto tempo eu estava rolando na cama. O calor estava insuportável, preciso de um banho frio, mas um chuveiro não é o que tenho em mente. Abro as portas do deck que da para o lago, caminho até o final e entro com roupa mesmo. Sem fazer barulho.
Só espero que a Lara não venha para o chalé enquanto estou aqui. Ela começou a fazer isso 1 semana atrás quando ele estava chorando muito e eu a trouxe para dormir comigo. Depois da segunda noite vindo sozinha, comecei a traze-la eu mesma, com medo que ela caísse no lago ou na piscina. Mas hoje eu acabei esquecendo, no entanto ela nunca veio tão tarde. Depois que sair daqui vou até lá pra ver se ela esta no quarto. A água está tão boa que acabo perdendo a noção do tempo.
No deck Simbad o cachorro da Lara começa a latir, ela deve ter vindo, pois eles nunca se separam. Começo a me mover em direção a casa, mas nesse momento começo a ouvir um zumbido muito forte e antes que eu perceba o que esta acontecendo o chalé explode em uma bola de fogo. Pedaços de madeira voam para todos os lados, eu nado no sentido contrario, em direção a outra margem, mas não sou rápida o suficiente, um pedaço de madeira me atinge no ombro e a dor explode no meu corpo me fazendo ver estrelas.
Assim que cheguei a outra margem, deixei que as lagrimas escorressem livremente e o meu corpo fosse embalado pelos soluços. Deus não poderia ser tão cruel, me levantei tropeçando nos meus próprios pés e fui em direção a casa, com uma última esperança aquecendo o meu coração.
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