Escrito nas estrelas Parte ll
14 Atacados
Tris
Acordei com o barulho de uma explosão, ao meu lado o Tobias já estava pegando sua arma e correndo para a porta, eu o segui. No corredor encontramos o Gabriel e a Clara terminando de se vestir enquanto corriam. Quando chegamos do lado de fora o tio, o Kyle a sarah e o Uriah, já estavam correndo até o chalé, ou que restou dele. Quando nos aproximamos pude ver o estrago, não havia mais estrutura, o chalé tinha sido destruído pela explosão e o que restou estava sendo consumido rapidamente pelas chamas.
– Meu deus! a Claire está ai dentro. — A joelhada no chão a Sarah chorava enquanto o Uriah tentava acalma-la, mas todos estávamos abalados. O kyle começou a ir em direção as chamas seguido pelo Tobias. Não acredito que eles estavam pensando em fazer isso.
– Tobias! — o meu grito pareceu tirar o restante de nos do torpor, a clara e o Gabriel conseguiram chegar até o Tobias antes de mim, mas o Kyle continuava andando em direção ao fogo como louco gritando pela Claire. O Tio Arthur foi rápido e o derrubou, quando cheguei para ajuda-lo o Kyle estava se debatendo.
– Não! me soltem, vocês não entendem não posso perde-la de novo.
– Se acalme Kyle! não há mais nada que possa ser feito. — A voz do Tio soou firme, mas ele também estava arrasado.
– Não! me soltem, precisamos tirar ela de lá.
– Não dá! temos que encontrar quem fez isso. — Com essas palavras ele tentou se soltar.
– Quando eu encontrar o responsável por isso, vai se arrepender de ter nascido.
Uma serie de tiros quebrou o silêncio, um dos nossos soldados apareceu correndo.
– Senhor, eles nos superam em números! não vamos conseguir segura-los por muito tempo, vocês tem que sair daqui.
– Não vamos a lugar algum, deixem que venham, estaremos esperando! — a voz do Kyle saiu ameaçadora.
– Senhor eu não aconselho fazer isso!
– Eles já conseguiram o que queriam. O que mais querem? — Ele gritou bem alto.
Nesse momento, alguns tiros foi disparados em nossa direção, corremos em direção as arvores, que era o que tínhamos de mais próximos. Alguns homens armados apareceram na clareira e começamos a atirar, eles vestiam roupas comuns, algumas até mesmo sujas e rasgadas. Eles provavelmente eram rebeldes, mas por que eles iriam querer a Claire morta, para eles ela era mais valiosa viva.
Corri em direção a arvore em que o Tio Arthur estava, não muito longe de mim enquanto ele me dava cobertura.
– Precisamos sair daqui! Ou vamos ser mortos.
– Como esses malditos nos encontraram?
– Boa pergunta. No dois! — ele acenou com a cabeça e disparamos nossa arma, derrubando dois homens que estavam próximo a piscina em frente ao chalé.
– O Kyle não vai querer ir.
– Não temos escolha, nossas armas não vão conseguir para-los. — Assim que essas palavras sairão da minha boca, um tanque de guerra abriu caminhão se posicionou perto da casa principal.
– Meu deus! — dissemos eu e o Tio Arthur juntos, o canhão estava direcionado para a casa e a Lara estava lá dentro. Antes que pudéssemos fazer alguma coisa o canhão disparou, pedras e concreto voarão em todas as direções. Os tiros se repetirão mais duas vezes até que não restasse pedra sobre pedra no que foi um dia uma casa linda de campo. Todos estávamos congelados, até o Kyle começar a atirar feito louco indo na direção dos rebeldes.
– Clara! — Eu gritei e ela rapidamente se jogou em cima do Kyle, levando os dois ao chão, antes que uma saraivada de balas viessem em sua direção, Disparamos as últimas balas que tinhamos para dar cobertura aos dois. — Para os carros! Agora.
O Gabriel e o Uriah levantaram um Kyle inconsciente do Chão e corremos para o carro. Os rebeldes pararam de atirar, talvez por que eles já tinham conseguido o que queriam nos deixaram ir. A Sarah estava no volante, Assim que o Kyle estava dentro do carro saímos em disparada, seguidos pelo carro em que a Clara, o Tio Arthur e o Tobias estavam.
– Ele está ferido.
– Só está inconsciente, a Clara bateu com a arma na sua nuca.
– Sem ferimentos a bala?
– Acho que não, só tem um pouco de sangue na cabeça.
– Sarah quer que eu dirija? — no banco da frente lágrimas desciam pelo rosto dela, ela balançou a cabeça. — Elas não mereciam isso.
Todos ficamos calados, do meu lado o Kyle começou a acordar. Eu não queria estar na sua pele. Ficar desacordado por mais um tempo seria muito bom pra ele, pois o que o esperava aqui fora era muito doloroso para suportar sozinho. Sei que ele não era muito próximo da filha e seja lá o que estava acontecendo entre ele e a Claire era recente, mas isso não faz a dor menor.
– O que é isso Sarah? — a voz do Gabriel me trouxe de volta, eu olhei para ele e seu olhar era confuso.
– O que?
– No seu pulso.
– É uma pulseira que a Claire me deu quando eu fiz 12 anos. — seu sorriso era triste. — Me lembro que ela me deu uma e ficou com a outra, e que ela sempre saberia onde eu estava enquanto eu usasse isso.
– Ele esta piscando — quando olhei mais de perto uma pequena luz azul estava piscando em um dos anéis da pulseira, e depois outro, ficando cada vez mais rápido até que todos os anéis da pulseira estavam azuis.- Tira do braço.
A Sarah tirou rapidamente a pulseira e a jogou próximo ao para-brisa, a pulseira que estava azul começou a ficar vermelha e depois verde, voltando novamente para o azul. Um facho de luz como se fosse uma lanterna saiu do circulo que a pulseira formou, mostrando um globo.
– Isso é a Terra. — a voz do Uriah soou chocada.
A imagem foi se aproximando cada vez mais, o contorno do estado de ilinois apareceu, isso era um mapa, a imagem continuou se aproximando até conseguirmos ver dois pequenos pontos em movimento piscando, o de trás se movendo mais rapidamente que o outro. Nunca vi algo parecido com isso, não saberia dizer o que esses pontos significam, mas de uma coisa eu sei, foi a Claire que colocou isso ai.
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