Escrito nas Estrelas
21 O Jantar
Notas iniciais
A noite chegou e com ela veio também a hora do jantar. Na fazenda, ele era servido impreterivelmente às sete da noite e como havia tantos convidados, aquele era o momento de colocar a conversa em dia. No horário estipulado os convivas foram se aproximando um a um e sentando-se nos lugares que o anfitrião lhes indicava. Os assentos das damas foram puxados pelos cavalheiros próximos, como ditava a regra de etiqueta.
As últimas a chegarem foram Sara e Morgan. Embora soubessem que era contra as regras de etiqueta chegar à sala de jantar após os donos da casa, elas não resistiram causar um pouco de suspense com suas entradas.
Quando elas apontaram nas escadas, o público masculino, principalmente conde Grissom, barão Stokes e Greg Sanders, ficaram vidrados, abismados com tamanha beleza das jovens. As duas moças estavam exuberantes em seus trajes. Sara usava um vestido longo azul escuro, com um decote em formato de coração, calçava luvas da mesma cor e os cabelos soltos finalizados em cachos, enquanto Morgan usava um vestido também longo rosa claro sem decote, calçava luvas também cor de rosa e os cabelos presos em trança. Assim que Grssom viu a jovem senhorita Willows, quase perdeu a fala. E quando ela se aproximou um pouco mais, ele pôde sentir que de seu corpo emanava o cheiro de rosas. Nick adiantou-se e puxou o assento para que Sara se sentasse e barão DB Russel o fez para Morgan. Greg lamentou a impossibilidade de ser cavalheiro para com Morgan. Ele nunca a tinha visto tão linda. E sentiu algo que nunca havia sentido por sua amiga. Algo que nem ele mesmo sabia nomear. As jovens tomaram seus lugares. Grissom desejou estar ao lado de Sara para lhe ser, porém, isso lhe foi negado.
― Desculpem-nos o atraso – ambas desculparam-se.
― Tudo bem queridas – respondeu visconde Simon Brown condescendente, permitindo-lhes que se sentassem – Agora sabemos o motivo da demora. Vocês estão deslumbrantes – ele as elogiou.
À cabeceira da mesa estava Simon Brown, o anfitrião da casa, à sua direita estava sua esposa Grace Brown, do lado esquerdo estava o futuro visconde Warrick Brown, ao lado da viscondessa estava seu filho caçula Ted, ao lado de Warrick se encontrava Lady Catherine que por não possuir nenhum relacionamento com ele – as regras de etiqueta ditavam que mulheres casadas não podiam se sentar ao lado do marido – podia permanecer ao lado dele sem problemas, o que agradou muito o futuro visconde.
Ao lado de Ted estava Wendy, esposa de lorde Hodges, enfrente a ela e ao lado de Lady Catherine estava Melanie, a esposa de Ted. As senhoras foram postas juntas propositalmente para poderem conversar livremente. Ainda que a senhora Willows fosse uma viúva, ela tinha assuntos para compartilhar com as outras mulheres. Lorde Hodges, marido de Wendy estava sentado ao lado de Melanie, ao seu lado também estava lorde Albert Robbins. Diante dele estava o barão DB Russel. Ao lado de Wendy estava o marquês Jim Brass. Logo após Russel estava Greg e diante dele estava Morgan. Ao lado de Morgan estava Sara, ao seu lado estava o barão Nick Stokes e enfrente a ela para seu infortúnio – ou prazer – estava Grissom.
Lindsey e Emily, as duas únicas crianças daquela casa, juntamente com suas bonecas foram alocadas em uma mesa própria para crianças bem próxima à mesa destinada à mesa destinada aos adultos.
Na mesa tanto dos adultos quanto a infantil havia muita fartura. Havia sopa de legumes, pão, queijo, várias carnes e vinho. A diferença, a única que havia, era que na mesa infantil havia suco de fruta ao invés de vinho.
O jantar transcorreu bem. Todos conversavam animadamente. Grissom lançava olhares furtivos a Sara e apenas olhá-la fazia seu sangue ferver. Ele sentia um zumbido horrível em seus ouvidos por causa do sangue em suas têmporas e sabia muito bem quem era a responsável. A pequena diaba que estava a sua frente. Por que o aroma dela tinha de ser tão delicado e o sabor tão doce, como as frutas mais maduras e suculentas?
Ela não ousava olhar para ele, a todo instante desviava o olhar, aquele jogo de gato e rato a fazia ficar ainda mais adorável. Talvez a lembrança do momento que tiveram durante a tarde a tivesse deixado sem jeito. Ele por sua parte desejava ter mais uma chance de se unir a ela. Eles foram postos em lugares opostos e de onde estava podia adimirá-la sem reservas. Algo que foi percebido por alguém daquela mesa.
Ao longo de todo o jantar ele se torturou com as mais temíveis fantasias sexuais. Já a havia provado uma vez e ainda queria mais. Imaginou jogar Sara na longa mesa, na frente de todos e rasgar suas roupas e depois se refestelar como havia feito com seus seios anteriormente. Havia delirado que ela escorregaria por debaixo da mesa e engatinharia até ele, desabotoaria suas calças, acariciaria e brincaria com sua virilidade até que ficasse inteiramente tesa tremendo de desejo e depois a colocaria na boca e o faria chegar ao clímax. Havia pensado em sentá-la no colo e fazê-la cavalgá-lo, ou jogá-la no chão, levantar a saia, rasgar sua roupa de baixo e penetrá-la ali mesmo. Havia imaginado possuí-la em todas as peças do mobiliário da sala de jantar e, mais tarde, na sala de música, e em todas as posições possíveis. Entretanto não era possível.
Ele suava frio e tremia de desejo ante os pensamentos impróprios. E a parte mais sensível de seu corpo começava a responder aquele estímulo indecente.
― Sente-se mal conde Grissom? – perguntou-lhe lorde Albert Robbins preocupado ao notar o desconforto do nobre.
― Não. Apenas preciso de um pouco de ar fresco. Se me permitem... – ele pediu licença e somente se levantou quando o anfitrião permitiu-lhe que se ausentasse.
Levantou-se, seguindo para o terraço. Uma vez estando sozinho, respirou fundo algumas vezes. Depois de alguns minutos, sentindo-se mais calmo, dirigiu-se ao seu quarto. Em virtude de seus pensamentos e desejos, tivera uma noite altamente desconfortável.
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