Escrito nas Estrelas

11 Extravasando a Tensão


Notas iniciais
Oieeee! Aqui estou eu com mais um capítulo para vocês! Espero que gostem! Obs: Capítulo Hot, se não gosta pode pular esse capítulo.

Gilbert Grissom, o jovem conde Grissom, conhecia apenas uma maneira para aplacar o louco desejo que ele vinha sentindo pela menina Willows. Não estava em seus planos envolver-se com uma garota recém-saída das fraldas, mesmo que fosse extremamente atraente. Só havia um lugar em Las Vegas onde ele poderia obter o que tanto almejava.

Por isso, quando ele chegou a sua residência – o local onde vivia com seus pais – após o longo passeio pelo parque com Sara e os demais acompanhantes, tratou de livrar-se de suas roupas e de tomar um banho refrescante e demorado e enquanto lavava seu corpo imerso na água morna da tina que havia em seu quarto, imaginou como seria fazer amor com Sara Willows. Como seria a sensação de ter o corpo da jovem sob o seu? E que sabor teria sua pele? Os lábios ele já conhecia e ansiava prová-los uma vez mais. Deixou o pensamento de lado, pois em nada o ajudava a acalmar seu amigo atiçado. Concentrou-se na tarefa de escolher uma roupa para a saída.

O guarda roupa masculino era bastante limitado. Compunha-se apenas de camisas, calças, gravatas borboletas, casacas, cartolas, bengalas e sapatos. Dessa forma levou bem menos tempo para arrumar-se que uma mulher levaria. Arrumou-se com aprumo. Escolheu para aquela ocasião uma calça de algodão preta, uma camisa de linho clara, uma gravata borboleta preta e novamente sua inseparável casaca, cartola e bengala também pretas, além do sapato que também era preto. Borrifou um pouco de colônia. Estava pronto. Nem se dignou a falar com seus pais que certamente estavam no quarto de casal. Uma noite de diversão lhe aguardava. Dirigiu-se ao coche, abriu a porta, entrou no veículo, deu a partida e seguiu para seu destino.

Ele parou diante da imensa casa feita de madeira a qual servia para o entretenimento masculino. Possuía dois andares. No térreo ficava o salão onde as moças que trabalhavam ali dançavam com seus clientes, faziam-nos beber e esquecer os problemas que enfrentavam em seus trabalhos e em seus lares. No andar superior ficavam os diversos quartos das garotas e da dona do estabelecimento. A casa noturna comandada por Lady Heather – era assim que ela gostava de ser chamada, ainda que estivesse longe de ser considerada uma milady pela sociedade – era conhecida em todo o Estado de Nevada. Homens de todas as partes vinham para o elegante bordel a fim de divertirem-se. Todos os jovens cavalheiros – e velhos também – solteiros ou casados conheciam e frequentavam a casa para entreterem-se com as lindas meninas de Heather.

Assim que Grissom entrou no famoso bordel todos os olhares femininos voltaram-se para ele. E não era para menos. Ele tinha um porte quase atlético, exceto por uma leve protuberância no abdome que não diminuía sua beleza, era alto, dono de profundos olhos azuis. Foi recepcionado pela dona do lugar.

— Olha só se não é meu querido jovem conde Grissom! – ela o saudou com um abraço efusivo.

Heather era uma mulher alta, corpo esbelto, pele alva, aproximadamente vinte e oito anos – ela herdara o negócio da mãe há uns três anos – era muito elegante, possuía cabelo negro longo liso, olhos verdes bem marcantes devido à maquiagem pesada. Na boca usava um batom vermelho vivo. Usava um vistoso vestido vinho com preto com um profundo decote que deixava à mostra seus grandes seios e uma fenda na saia que não ocultavam suas pernas bem torneadas. Na cabeça usava uma tiara com uma pena de uma ave preta. Ela emanava sensualidade por cada poro de seu corpo.

— Faz tempo que não o vejo por aqui – ela comentou passando o dedo lenta e sensualmente pela face do conde.

— Estie ocupado com os negócios de minha família, mas agora estou aqui.

Grissom estava ciente da presença de diversos homens da sociedade ali. Havia pessoas conhecidas suas e outras as quais nunca havia visto. Fingiu não conhecê-los, principalmente os conhecidos, e concentrou-se apenas nas lindas meninas – se é que poderia chamá-las assim. Fazia parte do código de honra dos cavalheiros não comentarem o que acontecia ou quem viam nos domínios de Lady Heather. O que acontecia lá ficava por lá. Era apenas diversão. Varreu com o olhar um pouco mais o salão e viu velhos duques e marqueses sentados com a mesma garota, sua amante, no colo todos os dias. Não condenava aqueles homens que por culpa da solidão ou por não encontrar satisfação com a esposa, decidiam manter uma daquelas garotas como amante. Problema deles! Ele por sua parte não cairia nessa de modo algum. Estava muito bem solteiro. Elas eram apenas para diversão.

— Qual de minhas meninas milorde deseja esta noite? Estão disponíveis Teri, Sofia, Júlia e Riley – Heather disse baixinho ao seu ouvido, mostrando as garotas seminuas e sorridentes encostadas no bar.

Grissom fitou-as uma a uma. Excluindo umas poucas diferenças físicas que havia entre elas – umas eram mais baixas, outras mais altas, algumas tinham o seio maior, outras o seio menor e todas eram muito jovens – todas as garotas eram louras. Eram lindas sem dúvida, porém não faziam o seu tipo. Por isso respondeu:

— Nenhuma delas. Quero você.

Ela não precisou que Grissom repetisse. Tomou a mão dele entre as suas e juntos subiram a escada que levava aos quartos.

Heather era uma mulher experiente. Sabia muito bem o que os homens que frequentavam seu estabelecimento queriam dela ou de suas meninas. Sendo assim, não era tola a ponto de iludir-se que qualquer um daqueles cavalheiros ou mesmo conde Grissom, um dia viesse a amá-la. Tudo o que almejavam era uma noite de prazer sem cobranças.

Entraram em seu quarto, o maior do estabelecimento, tirou-lhe as vestes vagarosamente e com sensualidade. Vislumbrou com surpresa que já estava duro como pedra e que ele tinha um corpo perfeito. Nunca se cansava de admirá-lo. Agachou-se diante dele e sem esperar qualquer comando por parte dele tocou sua anatomia masculina massageando-o de baixo para cima, de cima para baixo. Ele era grande e grosso. Colocou-o na boca começando um movimento de vai e vem, teve segurança para continuar ao ouvi-lo gemer de prazer.

Não suportando mais aquela sensação inebriante da boca quente envolvendo seu membro, Grissom fez com que Heather se levantasse. Louco de desejo, ardendo para aplacar o fogo que o consumia, ele rasgou-lhe o vestido sem piedade e sem peso na consciência. Não se admirou por vê-la toda nua. Jogou-a sobre a cama. Nem se importou com preliminares. Ao inferno todas elas. Abriu-lhe as pernas e se introduziu com firmeza e habilidade no centro do universo feminino. Ela enlaçou-o com as pernas. Suas estocadas eram vigorosas e firmes, acelerou-as ainda mais e quando chegou ao ápice somente um nome veio-lhe a cabeça:

— Sara – ele disse entre gemidos, jogando-se para o lado. Nem se importou em lançar sua semente em seu ventre. Heather sabia muito bem o que fazer caso algum inconveniente acontecesse.

Heather não se importou por ter seu nome trocado, aquilo era muito comum acontecer. Fazia parte de seu trabalho agir como os três macaquinhos : fingir não ver, não ouvir e não falar sobre o que acontecia entre aquelas quatro paredes.

Grissom vestiu-se rapidamente, retirou algumas notas de sua carteira e pagou a diversão. Pensou que agindo daquela forma se livraria do desejo insano que sentia pela senhorita Willows. Enganou-se. A pequena diaba havia feito moradia em sua alma. Contatou tristemente que não havia maneira de livrar-se daquela tortura. Ou melhor, tinha uma maneira, porém não seria louco a ponto de fazê-lo. Saiu do quarto, desceu a escada e partiu para sua casa. Precisava de um banho gelado.

Notas finais
E então, o que acharam? Leia, comente, favorite, recomende! Faça uma escritora feliz! Nos vemos no próximo capítulo!!