Escrava do destino

4 Alegria e repugnância


O dia mais esperado da semana chegou. Ela se prepara vestindo o uniforme escolar. Sua mãe entra no quarto.

— Filha, ansiosa?

— Um pouco.

— Tenho certeza que dará tudo certo. Uma garota linda com um cérebro incrível. Lembra de quando seus professores ficavam impressionados com sua inteligência? — A mãe começou a chorar. Percebe que sua filha está crescendo, se tornando adulta.

— Chamará muita atenção com seus cabelos soltos, tenha cuidado com os garotos e professores.

— Mãe... Por favor né, menos. Eu sei me virá.

O pai entra no quarto.

— Claro que sabe, minha filhinha tem treinado desde de novinha, se alguém se meter com você estará perdido.

Ela olha seu reflexo no espelho por uma última vez e ao ouvir o que o pai falou, se lembra do sonho estranho que teve sobre seus cabelos e seu treino.

— Pai, porque eu treino desde de pequena?

— Ah filha, foi bem estranho, mas eu e sua mãe tivemos o mesmo sonho, igualzinho e então achamos que era um presságio ou uma visão de que seria necessário, então a colocamos para treinar.

— Entendo, estranho mesmo. — Ao ouvir isso, seus pelos se arrepiaram.

“-Será que o que aconteceu na noite do aniversário foi verdade ou um sonho?” — Pensaria a respeito disso depois.

Ela se despede dos pais e vai ao colégio. Não gostava de ônibus porque são sempre lotados de pessoas e como não tinha tanto contato com pessoas, o que era mais uma consequência da sua prisão domiciliar, foi a pé, ela sabia onde ficava o colégio já que ela tinha ido fazer as provas para que pudesse entrar e por precaução, sempre andava com um mapa na bolsa. Chegando no colégio pela primeira vez como aluna, ela percebe que tem tantas pessoas que já fizeram amizades ou que já tinham, enquanto ela estava sozinha. Ela colocou seus fones de ouvidos com uma música que a faz se sentir única e prosseguiu em direção a sala de aula. Os corredores lotados de alunos e como ela já sabia, olhos seguiam seus passos acompanhados de cochichos.

Quando ela entrou na sala de aula, o professor já estava esperando todos os alunos entrarem, até que ela percebeu que tinha quatro rostos familiares, os rostos da noite do seu aniversário, e próximo deles uma cadeira vazia, ela tentou mudar a direção para sentar em outro lugar, até que o professor falou:

— Boa tarde senhorita Sehrafina, serei seu novo professor de História, me chamo Tadeu. Sua carteira é aquela lá.

Quando ela se virou para saber onde sentaria, se surpreendeu ao saber que seria ao lado dos quatro rostos conhecidos e revirou os olhos. Chegando lá, sentou-se e sentiu uma cutucada no braço.

— Olá senhorita Sehrafina, lembra de nós? — Quem teria cutucada era Fiona.

Sehrafina olha para eles e tenta fazer uma piada com um sorriso que não chegou aos olhos.

— Dos meus sonhos?

— Não foi um sonho aquilo e acredito que você sabe disso. Mas para que você se lembre, eu sou Fiona, ele Zen, Obi e Naruse.

O sinal tocou logo em seguida fazendo o professor se pronunciar.

— Bom dia a todos, estamos no segundo ano e gostaria de apresentar a vocês os novos cinco alunos transferidos para o nosso colégio.

Ele apresentou Sehrafina, Fiona, Zen, Naruse e Obi, e em seguida iniciou a aula. Sehrafina olha em volta e começa a duvidar se não estar sonhando. Ela não sabia que aqueles rostos seriam também transferidos. Seria coincidência demais?

Quando o sinal toca mais uma vez para a hora do intervalo, o professor dá um aviso:

— Alunos recém chegados, o primeiro intervalo do dia tem 30 minutos de lanche e os outros intervalos vão diminuindo. Tenham um bom intervalo.

Os alunos começaram a sair e Sehrafina sente que os quatros jovens a olham com intensidade.

— Não vai lanchar, princesa? Quer que eu traga para cá? — Perguntou Zen.

Sehrafina olha com uma cara de indiferença e se levanta.

— Eu só quero deixar bem claro que não sou princesa alguma e que não precisam ficarem no meu pé. E obrigada, eu comi bastante antes de vir achando que não davam ou vendiam lanche. Agora, se me dão licença, vou olhar o colégio.

Ela sai com seus fones no ouvido e os quatros a seguem. Irritada, senta numa mesa sozinha, até que os quatros jovens sentam do lado. Ela retira os fones.

— Eu não entendo porque, mas já não basta alguns olhares sobre meu cabelo, e agora vocês com seus cabelos coloridos também na mesma mesa que a minha chamando mais atenção?

E Naruse responde:

— Eu gosto que eles olhem mesmo, tem até umas gatinhas olhando para cá.

Fiona dá uma cotovelada e responde;

— Não ligue para eles e você sabe que para onde for, nós estaremos por perto.

— Até no banheiro?

— É por isso que sou mulher, até no banheiro. – Fiona rir. – Brincadeira.

Sehrafina com raiva já daquilo, se levanta e vai para o terraço da escola mesmo sendo só para os funcionários. Ela havia impresso o mapa e decorado cada parte daquele colégio, sempre precavida para caso acontecesse algo, saberia como se salvar.

— Acho que está na hora de você ver que somos nós daquela vez em que você fez aniversário, ver que somos seus anjos e protetores. — Disse Fiona.

Sehrafina pensou:

“-E mais uma vez eles falando que são anjos. Estavam mais para perseguidores. O dia estava ótimo, mas porque estragar? Já não bastava a noite do aniversário, agora iriam ficar no mesmo colégio e mesma sala. Karma? Provavelmente.”

— Vai começar a fanfic de serem anjos de novo. Está na hora de acordarem e verem que são huma...

Ela é interrompida pelo líder da sala que chega no terraço com a testa franzida:

— Não sei se vocês viram, mas, essa área é restrita para alunos.

— Foi mal, acho que nos perdemos. — Respondeu Naruse.

Sehrafina ao notar que a culpa era sua por ter ido até ali e arrastado eles, interrompe antes que o líder responda a Naruse.

— Peço desculpas líder, a culpa foi minha.

O líder observa Sehrafina, se afasta da porta do terraço e fala:

— Gostaria de um tour pelo Colégio nesses 25 minutos de intervalo?

Zen percebe que ele falou direcionado para Serafina e antes que pegasse no braço dela, ela já está caminhando em direção ao líder, que fala:

— Meu nome é Seojun, prazer em conhece-los. — Apontando para a porta. Sehrafina é a primeira a sair seguida pelo líder e depois por Fiona, Zen, Naruse e Obi. — Não é comum alunos irem para o terraço, raramente encontro alguém por aqui e só encontrei vocês aqui porque todos estavam falando dos cinco recém chegados terem subido as escadas para o terraço. Se um servidor encontrasse vocês aqui, estariam com problemas.

O líder andava ao lado de Sehrafina mostrando as salas de aulas, de jogos, de descanso até que chegam na biblioteca. Serafina não conseguia entrar, parou na entrada. Eles a olham sem entender, até que Zen quebra o silêncio.

— Você nunca viu uma biblioteca deste tamanho?

Seus olhos corriam de um lado para o outro. Mesas espalhadas com alunos, barulho de folhas passando, um silêncio jamais antes visto em um local quase cheio de pessoas, livros e mais livros nas prateleiras. Dois andares literalmente cheios de livros. E ao notar que ainda estava parada e com os cincos olhando para ela, fala:

— Eu nunca vi nada igual. — E sorrir, um sorriso largo, branco e que chegou aos seus olhos, um sorriso de orelha e a orelha. Todos os cincos viram o sorriso dela, um sorriso puro, um sorriso lindo. O líder toca no pulso dela puxando, fazendo com que ela entre na biblioteca, antes que ela desse mais um passo Naruse pega no braço dele e fala:

— No tempo dela, irmão.

Seojun ao notar o que tinha feito pede desculpas e começam a andar. Sehrafina sentia o cheiro de livros, de produtos de limpezas, de poeira e de vida. Parecia um sonho. Se uma simples biblioteca de colégio de ensino médio era assim, imagine uma de universidade. Se sentia maravilhada, ela sentia que os cincos estavam observando ela babar por aqueles livros, ela não ligava se parecia uma criança entrando em uma loja de brinquedos, ela não ligava se eles estavam rindo dela ou o que quer que fosse. Ela não ouvia nada, só ouvia os livros, os seus pensamentos voltados para o que estava ao seu redor. Passou cada minuto olhando cada prateleira, pedia desculpa quando esbarrava em alguém, e uma vez tropeçou no seu próprio pé e Obi falou:

— Para alguém treinada, parece que quando está admirando algo, é capaz de se ferir sozinha.

Ela não respondeu, depois pensaria naquilo. Parecia que estava em um universo e estava amando cada segundo, até que ouviu o sinal tocar te tirando do transe.

— Aaaaaaaa, gostaria de passar o dia aqui.

E fez carinha de bico se virando para o grupo que seguia. Zen, Fiona e Seojun riram com aquela birra e Fiona:

— Se fosse depender da sua escolha, acho que não só o dia, mas o resto da vida.

Todos riram de novo.

— Ok, ok, vamos.

Sehrafina se sentia feliz, tão feliz que até esqueceu que Zen, Fiona, Naruse e Obi estavam por perto o dia todo. O intervalo tocou de uma aula para outra e ela foi até a carteira de Seojun.

— Obrigada pelo Tour, mas tenho que confessar duas coisas.

O quarteto perseguidor — era assim que ela chamava mentalmente eles — olhavam e pareciam ouvir cada palavra que ela dizia, então ela ficou do outro lado para que o líder ficasse olhando para ela, impedindo deles notaram qualquer expressão, por mais que eles estivessem sendo legais o dia todo, ela queria privacidade. Estava cansada de ser uma prisioneira vigiada.

— O quê, senhorita Sehrafina? — Ele olhava atentamente ela.

— Eu havia estudado a planta desse colégio para caso eu me perdesse ou algo acontecesse, eu saberia onde ir.

— Eu percebi que você sempre estava um passo a minha frente, mas não imaginei que era tão precavida. Tem alunos que passam meses para aprender onde fica cada local e tem uns que saem sem nem saber.

— Ficar a um passo à frente das coisas é um dos meus dons. — E piscou para ele. Era a primeira vez que ela fazia aquilo com um garoto, geralmente só fazia com a mãe ou o pai, mas já tinha visto bastante aquelas cenas na TV. Sempre funcionava, porque não funcionaria na vida real? Ela notou que ele sorriu. — A segunda coisa, era que eu fiquei maravilhada com aquela biblioteca, e com isso, eu gostaria de saber se podemos ir lá outra vez? — Sehrafina estendeu a mão e notou que Seojun ainda sorria para ela, se levantou e apertou sua mão.

— Achei que nunca perguntaria isso, senhorita Sehrafina.

— Oh, não. Não precisa me chamar de senhorita, pode me chamar me Sehra.

Sehra saiu da sala e foi beber água no fim do corredor, antes de chegar no bebedouro viu Zen chegando:

— Parece que já se acostumou com o ambiente, princesa.

Ela se vira mudando a expressão para entediada e responde:

— E parece que um certo alguém não vai parar de me chamar de princesa. O que os outros pensaram quando ouvirem isso?

Zen riu maliciosamente.

— Várias coisas.

Ela notou a malícia, já tinha visto aquilo em programas românticos.

— E parece que você gosta dessas "várias coisas". — Ela podia ser inocente e privada do mundo, mas estudou bastante os humanos nos diversos programas de TV para perceber que estava em um jogo. — Senhor cavaleiro, sinto lhe dizer, mas outro alguém também quer sua atenção. — Ela aponta para as trás de Zen e antes que pudesse beber água, ele fala:

— Então você estava gostando da minha atenção também? Já que falou "Outro alguém também".

Ela engasgou com a água e ele rir. Ele era tão bonito que era impossível não cair nas armadilhas dele.

Uma menina cutucou as costas dele e entregou um envelope e saiu correndo entrando na segunda sala. Ela ficou imaginando o que teria escrito, mas sem dúvidas nenhuma era uma carta de amor, corações foram desenhados e pintados ao redor da carta que fora selada com um batom vermelho, o que era estranho porque a menina estava sem batom nenhum. Ela engole mais um pouco de água e ao erguer a cabeça percebe que Zen ainda estava lá esperando para ela, olhando com uma expressão de desinteressado e fala:

— O deserto é tão seco assim?

E dar uma gargalhada tão gostosa que se fosse em um filme, ele seria o protagonista. E ela:

— Ganhou o título de palhaço quando? — Antes que ele respondesse, ela aponta para a carta. — Não vai abrir?

— Não, não quero fazer a pessoa que escreveu isso ter falsas esperanças.

— Mas você não vai dar nenhuma chance?

— Não. — Ele dar uma pausa e fala de novo. — Estar com ciúmes ou inveja? Já já tenho certeza que sua carteira terá cartões também.

Ela riu, mas ele não.

— Eu sei que sou linda, mas não tanto quanto vo... — Antes que pudesse terminar a frase, o professor bate palmas em direção a eles apontando para entrar. Ela começa a andar e Zen a segura pelo braço.

— Não vai terminar a frase?

Ela olha para a mão dele segurando o braço dela e ele rapidamente a solta. Sehra sai andando e Zen logo atrás. Ela senta em seu local e percebe que Fiona está olhando para ela e pergunta.

— Aconteceu o quê?

— Já recebeu alguma carta? Zen acabou de recebem uma.

Eles olham para Zen que está rindo de volta.

— Não quero criar falsas esperanças a ninguém.

Naruse fala:

— Já abriu? Tem o que dentro? Sabia que o rostinho angelical ia despertar alguém em horas. Quero para mim também.

Eles riram e o professor começa a última aula. Eles estão se ajeitando para ir embora quando dois garotos da outra sala chegam em Fiona. Ela rir balançando seus cabelos dourados e aponta para a porta para que os rapazes saiam, mas eles permanecem rindo. Sehra quando sai acidentalmente bate em um rapaz.

— Não ver por onde anda... gatinha?

Ela se assusta. Ele era alto, tinha cabelos negros como os seus na altura do ombro, metade raspado, argolas nas orelhas e notou uma tatuagem descendo pelo pescoço, não dava para ver o que era. Chutou que deveria ser do terceiro por causa do uniforme desgastado.

— Desculpa. — Ela tenta passar, mas ele impede e passa por detrás dela abraçando pelas costas. Ela está presa. — Por favor, pode me soltar?

— Que isso, gatinha? Não está gostando do abra...

Antes que ele terminasse de falar, ela pisa com toda a força no pé dele e a solta fazendo com que ele manque e diga um “Ai!” alto.

— Está louca? Isso doeu bastante, gatinha selvagem!

Sehra começou a andar quando é puxada pela bolsa. E ela começa a pensar:

"- só pode ser brincadeira. "

A bolsa é soltada da mão do rapaz fazendo ela ir em direção a frente tropeçando e antes que caísse Zen estende o braço. Ela olha para ele e seu olhos não estão brilhando, quando ela ouve o cara da tatuagem — era assim que ela o chamaria agora — falando:

— Para onde está indo?

— Se eu fosse você, não tocaria nela. — Disse Naruse interrompendo.

— E quem é você? Estou conversando com a gatinha selvagem.

— Não a chame de gatinha selvagem. — Respondeu Zen com uma voz autoritária.

Alunos começavam a se reunir, uns com celular nas mãos e outros cochichando. Fiona chegou ao lado de Sehra colocando seu braço envolto do seu ombro e Obi fala.

— Vamos embora.

— Ela não vai, me deve desculpas por quase quebrar meu pé.

Sehra pensou:

“- Ah pronto, agora sou a errada da história e que deve desculpas.”

— Eu não devo desculpa nenhuma, você que me agarrou sem permissão.

Fiona fala:

— Ele o quê?

Sehra olha para ela sem entender porque ela estava perguntando já que estava tão perto.

— Vamos embora agora. – Obi repetiu de novo.

O cara da tatuagem percebeu que o corredor estava ficando cheio de alunos, se vira de costa e fala:

— Nos veremos novamente, gatinha selvagem.

Sehra passa pelo corredor humano e começa a suar frio, era também a primeira vez que tocava em tantas pessoas, até que Zen entra na frente dela pegando a sua mão e pedindo licença ao passar. As meninas rapidamente corando ao notar a beleza de Zen, logo atrás está Fiona, Obi e Naruse. Quando na saída do colégio, ela respira profundamente e Fiona entrega uma garrafa de água.

— Obrigada, Fiona. — Quando ela levanta a outra mão, nota que ainda está segurando com força a mão de Zen, uma mão com calos, porém macias e a solta rapidamente, dizendo — Desculpa, eu... eu... – E se cala.

Ela nota que a expressão de Zen ainda é neutra, seus olhos ainda sem brilhos.

— Não tem problema, princesa.

Obi interrompe:

— É por isso e outras coisas, senhorita Sehrafina, que você tem que estar por perto. Muitas pessoas tem intenções ruins e ao notar seus cabelos coloridos, alguns podem pensar que você seja uma aluna "rebelde".

— Deu tudo certo, com ou sem vocês eu daria um jeito.

Naruse rir com escárnio:

— Claro, ele segurando sua bolsa nas costas, você ia sair fácil.

— Eu ia dar um jeito!

Sehra saiu andando rapidamente em direção a sua casa, quando Fiona a puxou pelo braço.

— Muitas coisas já acontecerem antes, e dessa vez não quero que estraguem. — Disse Sehra de dispendindo sem olhar para trás.

E correu até que os pulmões parecessem que iam explodir, ela sentiu que os quatros estavam atrás dela, mas ela correu mais rápido. Pulou o portãozinho do jardim e entrou disparada em casa fechando a porta. Ela não estava acreditando que passou por tudo aquilo em um só dia e ao lembrar do abraço nas costas, ela correu para o quarto fechando as cortinas, arrancou o uniforme e entrou no banheiro correndo para a banheira.

Uma coisa que Sehra e nem seus pais contavam, era que no dia do assalto, o ladrão havia agarrado ela por traz e colocado uma faca em seu pescoço que fez um leve corte que até hoje tem a cicatriz. Por mais que tivesse quebrado o braço dele, a sensação de repugnância ficou. Passou meia hora no banho, se esfregando e principalmente esfregando as partes em que não era cobertas pelo uniforme, tentando limpar qualquer coisa que achava que havia ficado dos contatos. Ao olhar sua mão, lembrou que Zen havia segurado ela.

Ela dormiu na banheira e acordou com uma batida na janela de vidro, ela se levantou, não sabia como que não havia morrido afogada. Ela se enrolou na toalha e ouviu mais uma vez a batida na janela. Se não tivesse batido de novo, teria dito para si mesma que era um pássaro, mas aquela batida de novo a fez abrir a porta e notou os 4 rostos familiares do outro lado. Os rapazes ao notar que ela estava de toalha viraram de costas e saíram, foi tão rápido que ela voltou para o banheiro gritando. Fiona gargalhando gritou:

— Abra a janela, Cinderela!!!