— Estão loucos?! E se eu tivesse sem toalha?!

Fiona dar outra gargalhada e grita de novo:

— Uma vista boa nunca é demais e os meninos iam amar. Abra a janela!

E outra gargalhada de Fiona e Sehra ao abrir a porta ver um galhinho voando na direção da cabeça de Fiona jogado por um dos meninos que estão cochichando, mas que ela não conseguia ouvir. Ela abre a janela e tranca novamente, fechando as cortinas.

— E se...

Fiona interrompe e fala:

— Vá se vestir antes que seus pais cheguem e vejam 3 homens no seu jardim e você assim.

Sehra se veste e logo em seguida Fiona chama os meninos.

— Você está bem depois daquilo? — Perguntou Zen.

Silêncio após a pergunta.

— Vou ficar. Foi um dia intenso para o primeiro dia. — Respondeu Sehra.

Ela sorriu e Zen entrega um frasquinho com um pó para ela.

— Coloque na água sempre que se sentir como hoje. É para aliviar o estresse, feito de ervas.

— Obrigada.

Quando ela agradeceu e pegou o frasquinho, a porta se abre e os pais entram juntos, ela esconde o frasco no bolso do macacão e seus pais param na porta olhando para cada um.

— Colegas da escola te visitando no primeiro dia, Sehrafina? — Perguntou o Pai.

— Sim, pai.

— Pois bem, podem ir para a sala de estudos. Vou levar comida. — Disse a mãe.

— Essa foi por pouco, se chegam um segundo antes, eles achariam que Zen estava me entregando drogas.

— Desculpa o incômodo, planejávamos ir depois de entregar o frasco.

— Bem, tarde demais. Sejam estranhos na frente de qualquer um, menos daqueles dois. Já estou até ouvindo-os falando dos seus cabelos e do brinco de Zen.

Zen interrompe:

— Se quiser, posso tirar agora.

— Ah não, tarde demais, eles já viram.

— Mas foi tão rápido.

— Eles notam tudo. Eu lembro de uma vez que fugir para a pracinha e juro para vocês, me certifiquei de não sujar um milésimo do meu corpo, quando minha mãe chegou falando que fui na pracinha por causa do meu sapato que me entregou.

— Imagine se eles vissem a tatuagem de Zen. — Disse Naruse rindo.

Sehra olha rapidamente para Zen procurando onde estava essa tal tatuagem, qualquer vestígio e nada. Até que ela nota Zen a encarando. Ele dar um sorriso malicioso e pergunta:

— Gostaria de ver?

Ela percebeu que estava em outro jogo e sorriu na mesma intensidade para ele e respondeu:

— Outra hora.

~*~

— Bem, como tudo está ok, devemos ir, obrigada pela recepção e comida, Sehra. — Disse Obi.

— Podem me chamar de Sehra, já falei que não sou uma princesa.

— Isso nos lembra que temos uma missão a ser cumprida.

Sehra ao ouvir aquilo, mais uma dúvida foi adicionada na sua cabeça, mas deixaria aquilo para depois. Então eles foram embora e ela foi para o quarto, pegou seu smartphone, e notou que havia uma mensagem com um número desconhecido: "Está livre esse final de semana?". Abre a mensagem e ver a foto de Seojun e digita:

"- Terei que falar com meus pais sobre."

Ela larga o celular na cama e não estava acreditando em nada do que estava acontecendo naquele dia. Seria um sonho? Os 4 rostos familiares do dia antes do seu aniversário de 17 anos, a confusão com o garoto da tatuagem e um convite para sair, é claro que ela faria qualquer coisa para ir nele, ela quase digitou que aceitaria. Parecia tudo irreal, todos os seus sonhos se realizando. Ela deitou na cama e dormiu.

~*~

Sehra está num corredor pouco iluminado, ofegando e cansada. Havia passado quanto tempo que estava correndo sem parar e finalmente parando para tomar um ar naquele beco? Não sabia, havia perdido a noção do tempo. Podia ser minutos ou horas. Um barulho de alumínio no fim do corredor, um rato nas latas de lixo? Um bêbado? Ou a coisa? Não sabia. Seu coração estava acelerado, a lua mal iluminava nada. Seus cabelos brilhavam como um farol entregando sua localização.

“- Malditos cabelos”, pensou consigo mesmo.

Poderia ter colocado um capuz, um boné, mas não se lembrava do porquê que não havia colocado. O barulho estava mais perto. Garras? Eram barulhos de garras na parede? Mas o que poderia ser? Um leão afiando as unhas? Desde quando tinha leão por ali? Algum zoológico teve problemas e um leão escapou? Não sabia. Suas dúvidas só faziam a ficar mais tensa ainda.

Como enfrentaria um leão se não tinha nem uma pedra pelo chão. O barulho estava mais perto, ela forçava a visão e não conseguia ver nada. Algo dentro dela dizia para correr, fugir, voltar. Mas como aguentaria correr de novo? Suas pernas estavam querendo desabar sem sua permissão.

Outro tipo de barulho por trás é ouvido e Sehra se vira tão rápido que quando olhou para trás novamente viu uma silhueta negra, magra, alta, possuía chifres, longas garras e asas? Sehra não estava acreditando naquilo. Nem em pesadelo tinha visto aquilo. O que era aquilo? A coisa se aproximou, na pouca iluminação da lua, um sorriso tão assustador saia daquela boca cheia de dentes, dentes afiados e grandes. Aquilo estava se aproximando dela e ela não sabia o que fazer, até que o outro barulho foi mais alto. Parecia uma batida, mas uma batida de quê? Ela já tinha ouvido aquele som, mas onde? A coisa se aproximava sorrindo flexionando as unhas, quando pulou em Sehra.