Escolhidos (slenderman)
7 Capítulo 7
Notas iniciais
- Você achou, então. – levei um baita susto, derrubei todas as fotos no chão sem querer, me virei. Era Emilly – Você está quase descobrindo tudo, você é muito esperta. Deve morrer.
O que? Do que ela estava falando? Olhei para a mão dela, ela estava segurando uma faca. Olhei para o rosto dela. Ela estava chorando. Ela estava sendo obrigada a fazer aquilo, eu conseguia sentir. Ela ia me matar, mas parecia que não tinha escolha. Eu conseguia sentir.
- Emilly, você não quer fazer isso. Eu sei agora sobre sua família, Em. Ela é... Legal. Ela segue o caminho certo, ela não é igual a minha. Você não é igual a minha família, nem eu. – Tentei tirar ela da hipnose, mesmo que eu soubesse que isso não é possível.
- Ele está me obrigando a fazer isso Isa, acredite em mim. Eu não quero fazer isso – Ela adquiriu uma expressão de dor – NÃO, VOCÊ DE NOVO NÃO! NÃO, EU NÃO QUERO!
Ela estava lutando com alguma coisa dentro dela. Eu estava muito assustada, nesse momento Pedro apareceu, sem entender muito a situação.
- O que está acontecendo? — perguntou ele, esfregando os olhos com sono. Emilly já ia gritar alguma coisa quando ele tropeçou nos próprios pés (típico do Pedro) e derrubou Emilly no chão. Incrivelmente, Pedro me salvou com sua própria patetice.
- EMILLY, VOCÊ ESTÁ BEM? MEU DEUS, ISABELA CHAME A AMBULANCIA, ELA ESTÁ DESACORDADA! – É, ele não sabia de nada. Teria que contar para ele.
Contei cada detalhe para ele, dês de que me acordei, e também que eu tinha quase certeza que Emilly fora hipnotizada. Ele ficou apavorado com a situação de Emilly, decidimos que a manteriamos desacordada, trancada dentro de um quarto por segurança, até que descobríssemos como a curar da hipnose. Fora isso, Pedro ficou animado com a ideia de que sua família fizesse parte de um “Clã Matador De Criaturas Do Mal”, como ele chamou. Como sempre, Pedro começou a fazer várias especulações de como matar aquilo.
- Ei, Isabela. Você e seu pai foram os únicos de toda sua família que decidiram não ajudar aquela coisa né? – Perguntou Pedro, parecendo interessado.
- Sim, que eu saiba sim. – falei automaticamente, sem pensar muito no assunto – Mas por que tu tá perguntando isso?
- Tipo, e se nossas famílias estiverem interligadas não só pelo fato delas serem inimigas, e se seu pai tivesse se juntado ao nosso clã, e sendo um traidor a sua família ajudou a matar ele? E ele não se defendeu pois ainda não tinha começado o treinamento para ser um caçador dessas coisas? – falando isso, Pedro se levantou da cadeira e foi até o baú com as cartas e fotos.
- Um minuto, “essas coisas”? Quer dizer que existe mais de um? – Se existisse, com certeza estaríamos ferrados.
- É, essas coisas. Acredito que existe mais de um afinal, ele mata pessoas em todo o mundo. Olha aqui. – Ele me entregou um rolo de papel, que eu desenrolei. Havia vários nomes, números – Isso é o nome de todas as famílias que participam desse clã, acho. Olha, tem em todos os lugares. Japão, Estados Unidos, França, Itália, Inglaterra, Venezuela, África do Sul, e aqui no Brasil também! E olha, a família que caça essas coisas no Brasil é a minha e a de Emilly.
Então não é só a família deles que caça isso? Existe mais de um daquilo.
- Como é que se junta a esse clã aí? – perguntei a Pedro, que me olhou como se eu estivesse louca.
- Como é que eu vou saber? Acabei de descobrir isso criatura. – Pedro pensou um pouco, depois abriu um sorriso – Mas essa é uma boa ideia. Se aquele cara tá nos perseguindo, pelo menos vamos estar preparados quando ele aparecer.
Eu e Pedro começamos a procurar no baú, algum endereço, alguma coisa. Emilly continuava desacordada, mas sabíamos que ela estava viva, a cada quinze minutos mais ou menos, Pedro ia no quarto e ouvia as batidas do coração dela. Mas ela só caiu, como ela está a tanto tempo desacordada? Isso era muito estranho.
- Olha Isa, achei alguma coisa! – Pedro falou, sério, enquanto me entregava uma carta para mim – Leia isso.
Concordei com a cabeça, e peguei a carta.
Erica, eu acho que já é hora de contarmos para Emilly sobre os segredos da família, é hora de começar o treinamento, antes que qualquer coisa aconteça a eles. A filha de Estevan se recusou a seguir os passos da família. Como o pai, traiu a causa deles. Acho que ela pode se juntar a nós, poderemos ensinar como se defender, como matar. Pedro tem que ficar um pouco mais velho e mais maduro. Mas ele vai dar um bom caçador, sim. Fale para Emilly hoje a noite, me encontrem no novo endereço da sede.
Embaixo tinha um endereço, e eu o reconhecia. Era a biblioteca. Mas como assim? A sede era na biblioteca?
- Vira a folha, tem mais uma coisa escrita. – Pedro disse, percebendo que eu estava confusa.
Virei a folha, estava escrito alguma coisa em uma caligrafia confusa.
Embaixo das escadas, terceira porta a direita. 2549
- 2549? Isso é tipo um código, certo? Deve abrir a porta. – Falei, olhando para Pedro, que estava mexendo em uma mecha cacheada de seu cabelo, ele fazia isso sempre que estava nervoso.
- É, acho que sim. Vamos para a biblioteca! – Ele estava indo pegar sua mochila, quando se lembrou – E Emilly?
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