Escolhas

1 1 - Vizinhos.


Notas iniciais
Oii pessoinhas! Sou a Maria Luiza, ou Malu como quiserem rs' Essa é a minha fanfic, com aquele temazinho dlç sobre os romances na adolescência! Sei que a maioria dos leitores gostam de histórias assim (ou não) kkk Vou tentar dar uma misturada e colocar um pouquinho de tudo para não ter apenas um único foco. Os personagens principais são apenas 3, mas é claro, terão antagonistas e co-protagonistas também. Por enquanto eu estou adorando os personagens. Pensei nas personalidades de cada um com muito carinho, e estou me apaixonando por eles aos poucos hehe' Então é isso... Espero que vocês gostem tanto quanto eu, do primeiro capítulo. Uma boa leitura : )

25 de Março, 2004 – SP

O barulho do caminhão de mudanças que estacionou bem na frente da minha casa foi alto o suficiente para me desconcentrar. Quando me dei conta, a bolinha de gude já estava rolando em direção ao outro lado da rua.

— Lá vai outra! Quer prestar atenção, Leo?! – a voz da Juliana me trouxe de volta a terra.

Nós estávamos brincando no passeio durante o final daquela tarde.

— Ah... Foi mal.

— É a sua vez de buscar – ela me lançou aquele mesmo olhar de desaprovação, toda vez que eu ficava distraído quando resolvíamos jogar alguma coisa.

— Tudo bem – não protestei e me levantei para ir procurar.

Dois homens saíram do caminhão quando atravessei a rua, e de lá começaram a tirar várias caixas e alguns moveis. Um homem de bigode abriu a porta da casa e sorriu quando viu que eles estavam lá.

Fingi estar procurando a bola de gude da Ju, mas na verdade estava mais curioso em saber quem seriam os novos moradores. Fazia poucas semanas que os antigos vizinhos tinham vendido aquela casa, e geralmente demorava para aparecer novas pessoas que quisessem comprar, mas desta vez foi rápido, pois eles já estavam lá.

Uma moça de cabelos curtos e castanhos apareceu logo após o homem baixinho. Deduzi que fosse a esposa dele. Será que eles tinham filhos? Estava mesmo precisando fazer novos amigos, já que a Juliana era a única que morava no mesmo bairro que eu.

— Leo! – ouvi ela me chamar.

— Já estou indo! – gritei de volta e dessa vez realmente comecei a procurar pelo objeto.

— Cuidado com essa caixa Luiz! – a mulher disse em voz alta. – São os brinquedos da Elisa.

Elisa.

Então eles tinham uma filha.

Torci a boca meio desapontado. Não ia ser dessa vez que teria algum amigo por aqui. Pelo menos a Juliana ia ter outra companhia além da minha. O jeito era me contentar em jogar bola somente no colégio.

Não demorei muito pra achar a bolinha de gude, e voltei pro passeio esperando pelas reclamações dela.

— Que demora!

— Não tava achando – disse ao entregar.

— Você já perdeu quatro bolinhas minhas, a próxima eu pego uma das suas.

— Como se você já não tivesse feito isso... – revirei os olhos.

— Os novos vizinhos já chegaram? – ela finalmente pareceu perceber o caminhão de mudanças ali na nossa frente.

— Já.

— Será que eles tem filhos?

— Filha.

— Sério? – os olhos dela brilharam com a noticia. – Como você sabe?

— Ouvi a mulher comentando – dei de ombros. – Só espero que não seja chata que nem você.

— Ah, cala boca! – ela tentou me empurrar, mas desviei rindo. – Quantos anos ela deve ter?

— Sei lá, Juliana. Podemos continuar?

— Tá chateado porque não é um garoto? – ela perguntou, rindo.

— Já tá na hora de aparecer um. Não aguento mais ter só meninas nesse bairro.

— Deixa de besteira, talvez ela tenha algum irmão.

— Duvido muito. Eu sou azarado pra essas coisas.

— Então vamos perguntar – ela se levantou e puxou meu braço, mas continuei sentado – Vem Leo!

— Eu não. Vai você.

Sem olhar, deduzi que ela tinha colocado as mãos na cintura, o que fazia toda vez que era contrariada por mim. Sabia que ela não iria insistir, pois nunca conseguia me obrigar a nada.

— Tudo bem, eu vou. Fica aí brincando sozinho.

— Vou mesmo.

Ela saiu andando em direção a casa da frente e eu continuei onde estava. Por um lado seria até bom saber se essa tal de Elisa tinha ou não um irmão. Se eu tivesse sorte, da mesma idade que eu.

[..]

Anoiteceu e eu resolvi ficar em casa jogando. A Juliana ainda não tinha aparecido aqui, provavelmente fez amizade com Elisa, e com certeza estavam brincando de boneca. Hunf... Garotas.

A campainha tocou e minha mãe me gritou para pode ir atender. Fui resmungando, pois a porta ficava bem ao lado da cozinha, onde ela estava. Antes que pudesse dizer alguma coisa, Juliana entrou passando direto para a sala. Pegou meu controle remoto e se jogou no sofá.

— Que invasão é essa? – perguntei, tirando o controle de suas mãos.

— Leo, aquela garota é insuportável!

— Que garota?

— A Elisa! A filha dos novos vizinhos!

— Ué... Insuportável por que?

— Não falou uma palavra dês de que me viu. Ficou lá brincando com as milhões e milhões de Barbies que tinha no quarto. Eu fui super simpática com ela, falei várias coisas, perguntei várias coisas, mas a garota só ficava calada fazendo de conta que eu não estava ali.

— Será que ela já percebeu o quão chata você é? – brinquei, levando um beliscão em seguida.

— Não tem graça! Estou com raiva até agora! Ninguém nunca me ignorou assim!

— Vai ver ela não queria conversar. Custava você respeitar a menina?

— A mãe dela ainda veio se desculpar comigo, dizendo que ela era autista. O fato dela saber desenhar não quer dizer que...

— Autista? – parei de jogar um segundo para analisar aquela frase.

— Sim. E daí?

— Nossa Juliana como você é burra! – bati a mão na testa, sem acreditar. – Não é artista, é autista!

— Qual a diferença?

— É uma doença! Por isso ela não interagiu com você!

— Doença? – a testa dela se franziu, e pude ver que ela realmente estava por fora.

— É, não sei explicar direito. Depois você pergunta pro meu pai. O caso é que você não deveria ficar chateada com ela, porque esses comportamentos não são de próposito.

— Puxa... – ela tocou nos lábios, parecendo bastante chocada. – Eu não sabia.

— Novidade. Você nunca sabe de nada – dei de ombros, voltando a jogar.

— Seu idiota! – ela me atacou com uma almofada, mas não tirei os olhos da TV. – Você devia ter vindo comigo! Essas coisas só acontecem quando você me deixa sozinha!

— Eu não tinha como adivinhar.

— Mas tinha como evitar. Indo até lá comigo!

— Amanhã você vai lá de novo e pede desculpas, pronto. Pra que tanto drama?

— Amanhã?! Amanhã não! Eu preciso ir agora até lá!

— Boa sorte, então.

— Você vai vim comigo.

— Ah Juliana, não inventa. Quem fez besteira foi você e não eu.

— Leonardo... Se você não vier comigo agora, eu juro pelo Nidoking, que nunca mais falo com você!

— Sério? Mas meu aniversário já passou – brinquei. Adorava irritar ela.

A Juliana sabia que com ameaças e chantagens eu não cedia nada do que ela pedia pra mim, porém eu tinha meus pontos fracos. E o lado ruim de te-la como melhor amiga, é que ela conhecia todos eles.

— Tudo bem então. Estava pensando em te dar emprestar o Halo dois, que o meu pai comprou, mas já que você não...

— Eu vou! – larguei o controle rapidamente e me levantei. – Eu vou com você.

Poucas foram as vezes que vi a Juliana abrir um sorriso tão grande. Talvez eu me arrependesse depois de ir até lá, mas o jogo que ela iria me dar, compensaria muitas coisas, afinal.

Notas finais
Olááá de novo!!! E então? O que acharam? Simpleszinho? Também achei '-' Estou aberta a qqr tipo de critica! Se gostaram ou não, vou ficar feliz em saber que tomaram um tempinho para ler e comentar! O próximo estará postado em breve, então vejo vocês lá ♥ Bjus ;*