Escolhas

3 Volturi, a família real.


Notas iniciais
Vão aparecer algumas palavras em italiano, são elas: Buon giorno, signorinas, mi può aiutare. (Bom dia, senhoritas, posso ajuda-las?) Questo qui. (Aqui está) grazie (Obrigada) Prego (De nada)

Eu fico o resto do dia pensando e arrumando as minhas coisas para a viagem, pego as passagens que comprei depois do almoço e minha mesada, que meu avô dava, é sempre bom ficar preparada para tudo. De repente ouço um barulho na janela e sinto o cheiro da Wendy, então me viro para olhá-la.

—Oi, Cindy, posso entrar?

—Oi, Wendy, claro.

Ela entra e se senta ao meu lado na cama.

—Você está arrumando as suas coisas? Quer ajuda?

—Já acabei, obrigada. Arrumou as suas coisas?

—Já, só estou levando umas roupas, o que mais eu poderia levar? Uma capa igual as que eles têm? –Fala com sarcasmo e começa a rir, eu rio junto.

—Posso te encontrar na casa do meu bisavô, às seis e meia da manhã?

—Tudo bem, quanto mais cedo fomos pra lá melhor. — E dou um largo sorriso.

Tento imaginar por que ela está tão alegre. Então penso se ela está ansiosa para ver a cara de Aro quando ela aparecer depois de tanto tempo, pois eu estou.

—Então nos encontramos na garagem?

—Isso!

—Está bem. Até logo!

—Até logo!

Ela se levanta e sai pela janela, logo depois eu me levanto e saio do quarto. Meu pai está no corredor.

—Tem certeza que você vai com ela?

—Sim, por quê?

—Por que eu ainda não confio nela.

—Ah, pai, boa noite.

—Boa noite, querida. –Ele dá um meio sorriso e entra em seu quarto.

Eu vou para a sala e saio de casa. Vou me sentar no mesmo tronco que me sentei com a Wendy, de lá eu posso ver a lua cheia. Eu adoro ficar admirando a luz da lua, que é tão bela. Então começo a pensar nos Volturi e meu pensamento vai para o rosto de um em especial. Por que eu estou pensando nele? Ah, deixa pra lá. Ainda não sei o que falar para os Volturi. Bem vou saber na hora, agora é bom eu ir dormir um pouco.

Levanto-me e vou para meu quarto, me arrumo para dormir e me deito. Eu estou com tanto sono que logo durmo.

Abro os olhos, mas está muito claro para ser de manhã. Então me sento na cama, assustada e olho para o quarto onde estou que não é o meu.

—Onde estou?

Quando olho para a porta, vejo uma figura de preto entrando.

—Alec?

—Sim, querida?

Querida? Por que ele está me chamando de querida? E por que ele entrou no meu quarto sem bater? Olho para um ponto fixo, enquanto fico pensando, estava meio lenta por ter acabado de acordar.

De repente sinto uma mão gelada em meu rosto.

—O que aconteceu querida?

Olho para ele, que está na minha frente e tento disfarçar a minha cara de surpresa.

—Nada!

Ele se senta ao meu lado e se aproxima de mim. Quando entendo o que ele vai fazer, ele já estava me beijando. Então acordo assustada. Meu deus, que sonho foi esse?

Pensei um pouco e me lembrei que foi o rosto dele que apareceu em minha mente quando eu estava pensando nos Volturis, mas eu não o conhecia o bastante para começar um relacionamento com ele. Ele só virou meu amigo por que conversávamos quando ele vinha com a minha mãe.

Sento na cama e olho o relógio na parede, eram seis e meia. Estou atrasada, tenho que ir. Levanto e vou ao banheiro, me troco e vou comer algo. Passo no quarto do meu pai, que está dormindo e dou um beijo em seu rosto. Vou para meu quarto para pegar as minhas coisas, ou seja, uma bolsa. Saio de casa e vou me encontrar com a Wendy e com o meu avô.

Já a caminho do aeroporto, o carro fica em silencio, todos preferem ficar pensando do que conversando, até que meu avô fala:

—Tem certeza que vocês vão ficar bem sozinhas lá?

—Sim, avô, nós vamos ficar bem.

—É, só vamos falar com eles e voltar. — Diz Wendy dando um sorriso tranquilizador para que meu avô não se preocupe.

—Então, tudo bem. Chegamos.

—Tchau, avô!

—Tchau, querida! Tchau, Wendy!

—Tchau.

Saímos do carro e vamos para o aeroporto. Entramos na sala de espera e ficamos esperando o vôo. Quando falam o número de nosso vôo, entramos no avião e partimos para a Itália. Essa não foi à viagem mais fácil que eu fiz, mas também eu só tinha feito duas viagens, uma para o Alaska e outra para o Brasil, todas à passeio. Mas não estou indo para a Itália a passeio, estou indo para resolver um pequeno probleminha lá com os Volturi e eu quero fazer isso sem colocar alguém em perigo. Quando o avião pousa já está bem escuro, deviam ser umas dez e meia ou onze horas da noite, saímos do avião e nos direcionamos para onde aluga carro, eu já tinha alugado um por telefone. Entramos na pequena casa que tinha ao lado de um grande estacionamento e vamos até a mesa do recepcionista. Ele é jovem, de olhos azuis, cabelo loiro e pele clara. Quando nos vê entrando dá um leve sorriso e se levanta para poder nos dar a mão, eu a segura levemente e logo a solto, quando ele se vira para Wendy, ela sorri e faz um sinal com a cabeça para não ter que segurar a mão do rapaz. Ele disfarça e limpa a garganta.

—Buon giorno, signorinas, mi può aiutare.

—Buon giorno. Aluguei um carro em meu nome.

—Ah, sì, qual seu nome?

—Cindy Cullen Black.

—Questo qui, Podem vir comigo. Eu as levarei até o carro.

—Richiesto.

—Il tuo benvenuto.

Ele nos leva até o carro e volta para a pequena construção amarelo claro. Eu sigo dirigindo até Volterra, que parece ser diferente, mas isso por que eu estou aqui de verdade e não ouvindo minha mãe contar como é viver aqui. Chegamos nela rapidamente e logo estaciono o carro atrás do castelo dos Volturi. Saímos do carro e vamos para a porta dos fundos.

—Vamos entrar, eles já devem ter percebido nossa chegada. –Diz Wendy abrindo a porta e entrando, eu entro atrás dela e dou de cara com minha mãe.

—Mãe, eu estava com saudades! –Falo a abraçando.

—Querida, eu estava quase indo para casa só para te ver. –E me abraça mais forte.

Eu a solto e vou para perto de Wendy, que está encostada na parede daquele fino e longo corredor de cor cinza.

—Mãe, essa é a Wendy.

—Então essa é a famosa Wendy? Aro já me contou uma história sobre você.

—Oi, prazer em conhecê-la.

Elas se cumprimentam dando as mãos.

—Vou levar Cindy até o meu quarto e já levo você até Aro, acho que ele quer falar primeiro com você.

—Tudo bem.

Nós viramos para o corredor a tempo de ver uma figura de preto se aproximando de mim e pegando a minha mão para beijar.

—Olá, senhorita, faz tempo que não a vejo.

—Oi, Alec, tudo bem? –Falo e dou um meio sorriso.

—Estou bem e você? –E ele também dá um sorrisinho.

—Também estou bem. –Me viro para mostrar Wendy. –Esta é Wendy!

—Wendy! Há quanto tempo não te vejo. Como está?

Ele não a cumprimenta educadamente, pelo contrario, ele a olha com uma pontinha de raiva nos olhos.

—Posso levar Cindy até o seu quarto, se você quiser? –Fala para a minha mãe, ainda olhando para a Wendy.

—Tudo bem, vou levar Wendy até Aro.

Ele se vira para o corredor, eu me viro também e começamos a andar até a pequena porta que dava para o corredor dos dormitórios. Nós andamos em silêncio até chegar ao quarto de minha mãe, ele abre a porta.

—Chegamos.

Eu entro e coloco a bolsa que estava nos meus ombros na cama. Alec entra depois.

—Seu pai te deixou vir com a Wendy? –Pergunta com um sorriso.

—Bem, ele não gostou muito da idéia.

Então ele ficou sério.

—Você já decidiu se vai ser uma Volturi?

—Já, e não, eu não vou ser uma Volturi.

—Ah, que pena, nós poderíamos formar um belo time.

—É!

Ele fica parado perto da porta por um tempo sem falar nada, só olhando para o chão pensativo, como se estivesse em dúvida se falava ou não alguma coisa. Também parecia ter ficado triste quando descobriu que eu não ia ficar.

—Você quer me falar algo?

—Não, nada muito importante.

Nesse instante sua irmã, Jane, aparece na porta.

—Oi, Cindy, você está bem? Faz tempo que não a vejo.

Ela já foi algumas vezes com Alec e minha mãe lá para Forks, mas eu não conversava muito com ela.

—Estou sim e você?

—Estou bem. Venho aqui para pedir que descanse um pouco antes de ver Aro, você deve estar cansada.

—Pensando bem, é bom descansar um pouco. –E quando termino de falar bocejo uma vez para mostrar que estou mesmo com sono, também já é bem tarde e nessa manhã eu acordei cedo.

—Sua mãe já vem para ficar com você. Eu vou indo. Você vem Alec? –Ela olha para ele, como se o chamasse para sair.

—Eu já estou indo, pode ir na frente.

—Está bem, estou te esperando na sala principal. –Fala e saí do quarto de minha mãe, fechando a porta como se precisássemos de alguma privacidade. Talvez ela o conheça muito bem e descobriu que ele tem algo para me falar. Algo que ele não consegue falar.

Alguns segundos depois de ela ter saído ele se vira e fica me fitando, como se estivesse com as palavras na ponta da língua sem conseguir solta-las. Então eu decido perguntar, antes de dar mais um bocejo e não aguentar mais ficar acordada.

—Você quer me falar alguma coisa?

—Eu não sei como falar. –E olha para o chão pensativo. Me aproximo dele para levantar o seu rosto, mas logo que dou um passo, ele também dá um passo. E logo estamos próximos, mesmo assim quando olho nos seus olhos, sinto que devo me aproximar mais. Então minha mãe entra no quarto e eu me afasto de Alec.