Escolhas

1 Amizade inesperada


Notas iniciais
É o primeiro livro que posto, então quero que me falem se gostaram.

Eu estou andando pela floresta e pensando no convite que me foi feito pelo chefe dos Volturi, Aro. Seria legal entrar para o clã Volturi, ser um deles, igual a minha mãe, mesmo eu não sendo nada parecida com eles e seus costumes de beber sangue humano. Pelo menos, eu passaria mais tempo com minha mãe, Renesmee.

Até que uma brisa vem em minha direção e traz um cheiro familiar.

—Vampiro!- Falo baixo demais.

Mesmo este sendo um cheiro familiar, não é o bastante para eu saber de quem é. Então começo a tremer em um segundo, mas não me transformo em loba, antes de ver o seu rosto.

De repente, eu a avisto saindo da floresta, entrando no meu campo de visão. Ela é pálida, assim como qualquer vampiro, tem os cabelos vermelhos como fogo que incendeia uma noite escura e tem os olhos vermelhos, num vermelho que mostrava que ela bebeu sangue humano ontem à noite ou até mesmo neste dia. A sua pele brilha como diamante na luz do sol, mesmo não sendo um dia de sol forte.

Ela parece não querer me atacar, mas por precaução eu me mantenho na defensiva não quero ser pega de surpresa.

—Eu não irei te atacar, pelo menos não agora. –Fala ela com uma expressão tranquila. –Como você se chama? –Pergunta, mais tranquila do que antes.

—Cindy Cullen Black. –Falo, quase rosnando.

—Você é uma Cullen!? Eu não sabia que tinha uma mestiça na família. — Diz ela, no começo um pouco surpresa, mas se recupera e começa a rir com a própria afirmação.

—Como você sabe dos Cullen? –Pergunto nada alegre.

—Eu conheço Carlisle há muito tempo, para ser mais precisa desde quando ele transformou Edward. Nós éramos grandes amigos, até que uma discussão nos separou. Isso foi antes dele transformar Rosalie. Então eu resolvi voltar, foi péssimo perder uma amizade como a nossa. –Ela explica.

Eu decido levá-la, ia ser bom ver meu bisavô Carlisle feliz por reatar uma amizade. Eu sei que ele não gosta de discutir com amigos.

Eu fico o caminho inteiro atenta em seus passos e em seus movimentos. Mesmo não parecendo querer atacar ela era a inimiga.

Estávamos chegando quando eu lembro que não sei seu nome, então penso em perguntar.

—Você não me disse o seu nome. –Falo, olhando para baixo.

Antes que ela pudesse falar, meu bisavô aparece na janela e murmura surpreso:

—Wendy!

Nós íamos atravessar o rio, quando Wendy acelera para chegar até o meu bisavô mais rápido e eu chego logo em seguida. Carlisle também brilhava como diamante naquele sol fraco.

Ela começa a falar com uma voz suave e delicada:

—Me desculpe velho amigo, na época eu não era a favor de um vampiro montar uma família ou ter uma nova dieta, agora eu estou começando a ver que é bom fazer umas mudanças de vez em quando.

Eu sei que meu bisavô ia perdoar ela, isso estava escrito em seus olhos.

—Claro, nossa amizade é muito valiosa para ser perdida. –Diz ele.

Eu os deixo conversando a sós e saio por onde entrei, não quero falar com ninguém neste momento, só quero pensar. Então fui para a floresta me sentar num tronco de arvore caída. E penso, até que minha cabeça fica mais confusa e eu ainda não sei se devo me tornar ou não uma Volturi. Penso no por que ser uma e se isso seria bom para mim.

Enquanto me perco em pensamentos no meio da floresta perto de casa, ouço alguém se aproximar. E vejo meu avô Edward saindo da floresta e vindo se sentar ao meu lado.

—Avô! -Falo como um comprimento. -Eu preciso que você me ajude, eu não sei o que fazer.

Como eu sei que ele leu meu pensamento e já sabe so que eu estou falando, nem me preocupo em explicar.

—Eu não posso te dizer o que fazer, mas posso te dar uma dica. –Diz ele gentil. –Se você entrar no clã Volturi, você terá que beber sangue humano.

Então ele me deixa para que eu fique pensando.

Agora eu tenho que pensar no que falar para o meu pai, no que falar para a minha mãe quando eu aoarecer lá e principalmente, o que responder para os Volturi. E começo a me distrair cada vez mais, até que eu ouço a voz de alguém ao meu lado e começo a tremer:

—Eu sei que não é da minha conta, mas você está com duvida, não é? –Pergunta Wendy ainda brilhando.

—Sim, Aro me convidou para entrar no clã Volturi. –Eu falo, mas decido continuar para ela não tirar a conclusão errada. –Eu não estou com duvida se quero ou não entrar nos Volturi, eu estou com duvida no que falar para os Volturi. A minha mãe é uma deles e eu não quero que eles a machuquem.

—Eu posso te ajudar. –Diz.

—Por que você quer me ajudar? Você odeia rezcorys. –Falo com uma voz amarga.

—Parabéns por descobrir isso, senhorita obviedade. –Fala com sarcasmo. –Bem, eu já passei por isso. Só que na época eu tinha acabado de brigar com Carlisle, então eu entrei para o clã. Eu já tinha colocado o colar da família quando o Aro me pediu em casamento e eu percebi o que eu estava fazendo. Eu estava magoada e acabei fazendo uma escolha ruim.

—Então você saiu do clã? –Pergunto.

—Pra falar a verdade, eu fugi dos Volturi e estou fugindo até hoje, não sei como eu não fui pega ainda. Talvez eles não quisessem me caçar de verdade. –Diz ela dando de ombros.

Fico um tempo pensando no que ela me disse e resolvo fazer mais perguntas.

—Posso fazer algumas perguntas para você, Wendy? –pergunto.

—Claro, mas depois eu que vou fazer algumas perguntas. –exige ela.

—Tudo bem. –Respiro fundo — Você tem um poder? Pode me dizer qual é? –Pergunto.

—Tenho, controlo o fogo. –Fala.

—Você gosta dos Volturi? –Pergunto.

—De vez em quando eles cometem uma injustiça, mas tem que ter alguém para ser o líder e não deixar que nada de errado aconteça. –Ela fala. E isso me deixa confusa, como alguém podia gostar deles?

—Acho que agora é a sua vez de me fazer algumas perguntas. –Falo.

—Você tem algum poder Cindy? –Pergunta ela.

—Não. –Falo meio triste, pois a maioria de vampiros que eu conheço tem poder. Mas eu tembém tinha que lembrar que eu não era totalmente vampira, além de ter uma parte humana, tinha uma parte lobisomem.

—Você já pensou em matar ou machucar pessoas, sendo elas vampiros ou humanos, quando Aro te pedisse?

Essa pergunta me ajuda finalmente a ter certeza da resposta que vou dar para o convite de Aro, então respondo com convicção a pergunta de Wendy.

—Não, por isso eu não vou entrar no clã, eu sou muito diferente deles, eles bebem sangue humano e eu nem bebo sangue animal.

E nós ficamos conversando sobre a vida. Este tempo foi o bastante para virarmos amigas, mesmo Wendy não gostando de minha parte lobisomem.

Notas finais
Vlw por ler! =D