Escola de Magos - Interativa

9 O Poder das Adagas de Merlina


Notas iniciais
Bom capítulo.

A chamas comiam soltas. Kimmy ria das mortes que estava provocando por diversão. Ela e suas adagas mágicas estavam tocando o terror no Bosque Imenso, uma floresta-cidade distante de New Nebraska, mas bem próximo da Vila das Coroas. Praticamente todas as casas eram cercadas de uma grande quantidade de árvores.

— Há quanto tempo eu não faço isso. Essa gritaria toda... esse desespero... relaxa a minha alma. – contemplou Kimmy, pegando uma criancinha pelo cabelo logo em seguida e quebrando seu pescoço com um movimento circular com a mão em que estava a segurando. – Criança tola. Veio em direção ao perigo e morreu de forma não honrosa. Que cresça no inferno.

Em meio àquela zona de guerra gerada apenas por ela, um guarda com uma armadura bem pesada e uma lança enorme de prata chegou e apontou para Kimmy, gritando:

— Pare já com essa tortura toda! O Bosque Imenso não é lugar para suas brincadeiras! Saia daqui ou eu vou ter que acabar com a sua vida.

Na gargalhada, ela respondeu:

— Eu vou fazer essa cidade virar cinzas. Não é opção. É necessidade. Quer me deter? Venha. Tente. Morra. – ela pegou as suas adagas e apontou para o céu, fazendo com que vários raios atingissem o guarda e o partisse em incontáveis pedaços. Em seguida, continuou andando rumo à prefeitura, um dos lugares da cidade que ainda não estava coberto por chamas.

Vários guardas vieram com tudo, mas bastou Kimmy colocar as mãos em suas adagas para que eles explodissem, gerando uma rápida chuva de sangue sobre a assassina brutal que por fim entrou no prédio das autoridades municipais.

— Estou procurando pelo prefeito! – disse ela, pegando um funcionário, pelo colarinho, que tentara escapar pela mesma porta em que ela entrou.

— Eu não sei, senhora. Ele saiu há uns dez minutos atrás, antes dessa confusão começar. Por favor. Não me mate. Eu tenho criança pequena, sou o único que dá o sustento em casa.

Kimmy ficou pensativa, mas ignorou o pedido de misericórdia do rapaz. O jogou no chão e rapidamente esmagou a sua cabeça com o pé:

— Espero que sua família passe fome, agora. Eu quero achar esse filho da puta do prefeito. Ou vocês me digam onde ele está ou terão o mesmo fim desse homem trabalhador, pai de uma criança que não tem mais pai, agora! – gritou para os funcionários que estavam escondidos atrás de suas mesas, apenas observando toda aquela cena de terror.

Todos ficaram em silencio. O medo os impediu de abrir a boca, apenas pensar por socorro. Kimmy, impaciente, bateu as adagas – uma na outra – e o corpo de todos ali dentro implodiram, deixando apenas os ossos de fora.

Ela continuou e dessa vez, subiu as escadas. Em segundos, chegou em uma sala onde estava escrito “Gabinete do prefeito”. Sorriu e chutou a porta com tudo. De susto, o prefeito caiu da cadeira onde estava sentado, onde estava rezando.

— Achei você. – comemorou ela, se teletransportando atrás da autoridade máxima daquela cidade.

— O que você quer? Deixe a minha cidade em paz! – gritou ele, tentando escapar se arrastando pelo chão.

— Você vai me fazer um grande favor. Se o fizer, essa cidade vai voltar ao normal. Não vou conseguir recuperar as vidas inúteis perdidas, mas pelo menos ninguém mais morrerá. Topa ou não topa?

O prefeito, sem dar ouvidos a assassina, tentou fugir pela porta, mas ela fechou sozinha. Na verdade, Kimmy a fechou com o poder de suas adagas.

— Por favor! Vá embora! O que você quer?!

— Eu, Kimmy Aretha, diante as Adagas Mágicas de Merlina, peço a sua autorização para tomar o Bosque Imenso e possuir essa cidade para os meus fins. Pronto, mais formal que isso só se eu te mandar um e-mail.

— O que? Você quer a minha cidade? Você é louca! Assassina!

Kimmy sentou na cadeira do prefeito e colocou seus dois pés sobre a mesa. Em seguida, começou a limpar o sangue que tinha em suas adagas douradas, dizendo:

— Pense bem. Você se importa com sua cidade? Com o seu povo? Acredito que sim. Se você aceitar, eu salvo o que resta. Se você recusar, eu dizimo essa cidade toda e vou atrás de outra. E sabe o melhor? Que você poderá viver caso der a autorização para as Adagas. É só dizer, eu autorizo. Não vai machucar.

O prefeito começou a chorar, mordendo os lábios para não cair na tentação. Mordeu tanto que um pedaço de sua língua saiu de sua boca, mas logo foi curado pelas adagas da inimiga.

— Por favor. Não mate mais ninguém. Tenha misericórdia. O que você é?

— Eu sou Kim... já te falei o meu nome. Para com essa putaria e autorize a minha posse. Você tem família? Amigos? Pense neles. Não quer a morte deles, quer?

Ele ficou em silencio, engoliu o choro, levantou-se e respondeu:

— Não... Prometa que vai nos livrar de tudo isso... Eu... Eu... autorizo a sua posse.

Kimmy sorriu e as adagas começaram a brilhar. Todas as chamas que tomavam a cidade desapareceram, mas os corpos e o sangue derramado de todos os feridos e assassinados permaneciam. Feliz e realizada, ela levantou e caminhou em direção ao prefeito:

— Essa cidade deve ter apenas um mandante. Te vejo no inferno. – ela o assassinou, girando suas adagas no peito dele, chutando-o em seguida para fora do prédio, pela janela. – A partir de hoje essa cidade é minha e, de agora em diante, essa cidade irá se chamar Grande Gardena.

Em alguns pontos da cidade torres gigantescas surgiram do nada. Monstros humanoides com mantos sagrados apareceram para servirem de vigilante. E o prédio da prefeitura se tornou um castelo gigante, uma fortaleza.

Uma hora depois, Grande Gardena se tornou a nova moradia da Red Crown, ou melhor, o Império das Coroas Vermelhas.

— Precisava de uma chacina desse tamanho, Kimmy? Você vai ter que limpar tudo antes que o mestre brigue contigo. – advertiu Irvin.

— Eu consegui uma linda cidade, mais do que isso, uma floresta misturada com residências. Do jeito que ele gosta. Desse jeito, ele vai poder fazer seus feitiços e rituais. E você? O que você fez para me dar tal bronca? De certo você deve achar que aquela vila abandonada servia para alguma coisa. Deixa de ser tagarela e trata de recrutar magos para o nosso Império. Em breve o mestre vai chegar e comemorar seu novo título. – retrucou ela, nervosa.

— Mau agradecida. Você adorou aquela vila abandonada. Vivia noites e mais noites na promiscuidade com os espíritos andarilhos de lá. Enfim, isso não vem ao caso. Vou contratar crianças para limparem todo esse sangue derramado. Em seguida eu cuido dos recrutamentos. Entretanto, eu também quero uma posição de destaque. Um bom cargo. Diga isso ao mestre. Ele e você precisam de mim.

Kimmy, em sua sala, deu risada e concordou com a cabeça. Irvin saiu pela porta, batendo-a depois.

— O mestre vai ficar tão feliz... Posso até ver amanhã cedo: “Kimmy Aretha se torna a Imperatriz de Grande Gardena”. Há! Há! Há! Há! Estou me sentindo poderosa! Linda! Rica! Ninguém pode me deter. Ninguém vai.

Notas finais
Até sábado.