Escola de Magos - Interativa
10 Bola de Cristal
Notas iniciais
Na cabana da cigana, chamada Swish Lara, o Grupo 1 estava descansando, enquanto ela os encarava esperando por uma resposta. Eles estavam com medo, mas por conta do desmaio de Dayna não quiseram sair. Novamente, ela perguntou – com sorriso no rosto:
— Como eu posso ajudar vocês?
Um olhou para cara do outro, esperando alguém responder. Max, sem paciência, respondeu em tom nocivo:
— Queremos ir até New Nebraska, onde nós moramos. Somos estudantes da escola Embryo. Viemos para uma missão, mas acabamos nos perdemos e não temos uma direção sequer. Você poderia nos ajudar?
— Até que enfim alguém respondeu. Primeiramente vamos tratar dessa guria desmaiada. Eu tenho uma cama aqui atrás, eu durmo nela. Coloque-a lá e eu revelarei tudo o que quiserem. Afinal, sou uma cigana poderosíssima. – disse ela, levantando-se para dar passagem pra Brian, que colocou ela na cama da cigana.
O quarto da cigana, espremido na parte traseira da cabana, era preenchido por quadros flutuantes e estátuas de deuses de alguma outra religião pagã. Brian reparou rapidamente para não dar na cara e saiu rapidamente dali, juntando-se com os outros nas cadeiras disponíveis.
— Então vocês estão perdidos, correto? Há algo além que vocês queiram além de uma direção? Prever o futuro, alguma localização de algo que procuram ou alguma outra coisa útil? – Swish queria trabalhar. Há muito tempo atrás entraram na cabana pela última vez, mas para vistoria governamental.
Arvel, inteligente, pegou sua cadeira e ficou mais perto da cigana. Encarou ela como se estivesse vendo um filme muito interessante. Não piscava. Ela ficou intimidada, mas se acostumou com tal olhar e esperou ele perguntar:
— Primeiro, queremos saber onde a Pedra Ônix se encontra.
Ela sorriu, olhou para todos e depois alisou suas mãos sobre a bola de cristal no centro da mesa. Brilhando, a luz que dali saiu revelou a resposta:
— Há uma cidade perto daqui. Spritten. Ela é gigantesca. Uma metrópole. No centro dela tem um cemitério. Vocês encontrarão algumas pistas nesse cemitério. O ladrão dessa tal pedra passou por lá. Opa... a luz apagou. Isso é tudo que eu pude ver hoje. O uso da bola de cristal é limitado, então só daqui há algumas horas eu vou poder usá-la.
Brian levantou a mão, esperou todos olharem para ele e por fim perguntou para a cigana:
— Para que lado fica New Nebraska?
Arvel estranhou a pergunta e interviu com tom de dúvida na voz:
— New Nebraska?! Temos uma missão para cumprir. Não estamos mais perdidos. Vamos pegar essa pedra ou vai saber o que vamos passar nas mãos do Rob. Ele é muito exigente e maluco também.
Brian riu e replicou:
— Eu sei, Arvel. Entretanto, precisamos saber para qual lado ir depois de concluirmos a missão. Não sabemos se um novo portal será aberto assim, do nada, depois de tudo isso. Então, cigana, pode nos informar para qual lado fica a nossa cidade?
— Primeiramente, meu nome é Swish. Swish Lara. Segundo, a cidade de vocês fica na mesma direção de Spritten. Entretanto, New Nebraska fica do outro lado do estado. Na ponta do Norte. Estamos na ponta do Sul. A pé vocês demorarão semanas para chegar. Posso até dizer meses. Não foi à toa que vieram em um portal.
Todos ficaram incomodados com a distância, mas não se deram por vencido. Inclusive Dayna, que tinha acabado de acordar e escutado um pouco da conversa. Ela olhou para todos aqueles animaizinhos mortos em vidro e perguntou:
— Para que tudo isso? Esses animais?
Swish olhou para ela e sentiu o motivo da pergunta. De certa forma, adivinhou sobre sua magia. Levantou-se e foi em direção a saída da cabana, abrindo a cortina que servia como porta. Respirou fundo e respondeu:
— Isso são para meus rituais. Oferendas. Agora, já que vocês conseguiram o que queriam, saiam. Tenho trabalho a fazer. Antes disso, preciso confessar algo que testemunhei. Eu vi isso na bola de cristal, mas não muito nitidamente. Um de vocês, até o final dessa missão... morrerá.
— O que? – perguntou Max, assustado. – Você lançou uma maldição na gente, sua bruxa maldita?!
— Há! Há! Há! Há! Isso é fácil de responder. Não sou uma bruxa e sim cigana. Na verdade, quase bruxa. Enfim, não lancei nada. Uma bola de cristal serve para ver o futuro e encontrar coisas, não lançar feitiços ou maldições. Por gentileza, saiam daqui agora. Está anoitecendo e em noite de lua cheia a coisa fica preta aqui.
Esclarecido a dúvida de Max, todos saíram pela abertura. Swish Lara olhou um pouco eles caminharem até a beira da rodovia e depois desapareceu junto com sua cabana. Arvel olhou para trás, mas nada mais estava ali, apenas o gramado e as árvores.
— Que mulher maluca... será que é verdade o que ela disse? Alguém de nós... morrer... isso seria tão... assustador de imaginar... eu não quero morrer... eu não posso morrer. – Kristie ficou com receio, olhando em suas mãos e colocando as mãos em seu peito.
Max sorriu para todos, que estavam amedrontados com a previsão da Swish. Feliz e determinado, ele jurou:
— Eu vou proteger todos vocês com a minha velocidade. Ninguém vai morrer. Vamos nos tornar um só e proteger a si mesmo. Eu amo vocês e nada irá acontecer com ninguém. Seremos vitoriosos.
Quietos e esperançosos, a maga invocou seus cavalos novamente e apontou para o norte – para onde eles deveriam galopar. Saíram disparados como se estivessem em uma corrida. Estavam mais velozes que antes, já que Dayna estava descansada.
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Depois de quase uma hora de cavalgada, eles chegaram em frente a placa de boas-vindas de Spritten. Desceram do cavalo na intensão de descansar antes de entrar na cidade, mas assim que pisaram os pés no chão ficaram presos, como se uma cola os proibissem de andar.
— O que está acontecendo aqui?! – perguntou Max, vibrando suas pernas com muita velocidade para sair daquela situação, mas sem sucesso.
— Estamos presos no chão. Nossos pés estão colados no asfalto. O que está acontecendo, porra?! – Brian ficou nervoso, deixando seu corpo coberto por chamas. De certa forma, seus sapatos derreteram e um círculo mágico apareceu sob seu corpo, desfazendo o “grude”. – Galera! Consegui sair! Vou ajudar vocês.
Brian tentou dar um passo, mas sentiu em suas costas algo afiado. Uma espada. Uma arma bem afiada na mão de um mago ladrão, com grande quantidade de poder mágico conjurada em sua ponta:
— Se eu fosse você não faria isso. Eu quero todos os seus pertences. Isso é um assalto.
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