Notas iniciais
Leitores, de coração - ME DESCULPEM. Eu perdi o HD e mais de dez capítulos escritos. Fiquei horrorizado e triste ao mesmo tempo. Pensei em desistir da fanfic já que teria de reescrever tudo de novo. Entretanto, achei injustiça com vocês e resolvi reler os capítulos postados e eu tive várias ideias de enredo e personagem. Uma chama acendeu e pensei: "Vou escrever muito mais para eles e capítulos melhores do que os que eu perdi serão criados." Então eu criei outro roteiro, outros acontecimentos e aqui está o primeiro capítulo depois da minha pausa interrupta. Boa leitura!

As fuligens pairavam sobre a vila quebrada. Os corvos comiam restos de animais em decomposição. A Crown Village – vulgo Vila das Coroas – já foi um lugar de paz. Agora não passa de escombros, corpos mortos, rastros de sangue e árvores mortas. O Grupo 1 tinha acabado de chegar via um portal interdimensional, gerado por magos transportadores da escola.

Aquele clima todo fazia mal para Kristie, a mais sensível magicamente. Sua pele estava toda arrepiada e ela imaginava o grito de socorro dos donos dos corpos mortos que encontrava pelo caminho. Entretanto, o silencio reinava naquele lugar deserto. A facção da Coroa Vermelha também não estava ali, por sorte dos alunos.

— Esse lugar é tenebroso... nem a chuva deu conta de limpar o sangue que está há muito tempo nesses escombros. – comentou Kristie, tampando os olhos com as duas mãos a cada vez que via alguma coisa nojenta, como línguas que não se decompunha pelo excesso de radiação jogadas pelo caminho.

— O foda é que jogaram a gente aqui nesse campo minado. O Rob não nos deu nenhuma instrução. Mandou a gente pegar essa Pedra Ônix e já era. Não sabemos nem o que podemos enfrentar, mas eu juro que um dia eu mato esse filho da pulga. – reclamou Max, socando os punhos, determinado a dar um cacete no emissário de missões da Embryo.

— Vocês reclamam muito. Tirem essa missão como aprendizado. Pode ter certeza que vamos sair vitoriosos daqui e com essa bendita pedra na mão. Por isso, não vamos ficar parados. Eu tive uma ideia para nos ajudarmos aqui. Vou executar essa magia pela primeira vez, então não sei o que vai acontecer. – tentou aliviar Dayna, que apertou o passo até passar os seus amigos que estavam na entrada da vila. Ela colocou as duas mãos no chão, conjurando uma aura amarela em seu corpo e um círculo mágico da mesma cor no chão. – Espero que funcione... Magia de Invocação: Águias Negras.

De dentro do círculo mágico, como se ele fosse um portal, saíram dezenas de águias em direção ao céu. Um chafariz de pássaros, aparentemente. O restante do grupo aplaudiu aquela bela magia com paixão. Dayna ficou um pouco tonta, mas conseguiu ordenar os pássaros a sobrevoarem toda a vila a procura de alguma coisa. Os olhos das águias tornaram-se seus olhos. A precisão dos invocados se tornou a precisão do invocador.

Em alguns minutos, os pássaros desapareceram. Nada foi visto naquela vila vazia. Brian, inquieto, chamou a atenção de seus amigos:

— Galera! Vamos embora daqui! Rob nos colocou em um lugar nada a ver. Não tem nada aqui. Só um lugar destruído. Nada mais. Vamos voltar antes que escureça.

Arvel engoliu seco ao olhar para trás e só ver uma rodovia gigantesca e nada mais, perguntando:

— Ok, mas não sabemos onde estamos. O portal se fechou. Como nós vamos voltar para o Embryo?

Max, com fogo nas pernas como sempre, perguntou para Dayna:

— Você consegue invocar cinco cavalos? Ou uma águia gigante para nos levar até a nossa cidade?

Dayna pensou um pouco e respondeu, apontando uma opção:

— Eu posso invocar três cavalos já que eu exagerei nas águias. É o suficiente, assim eu fico com um e vocês dividem em duplas.

Kristie, enjoada, reclamou:

— Eu não quero dividir meu cavalo com ninguém. Não sou obrigada. Estou cansada, preciso de conforto e é isso que vai ser. Você divide seu cavalo com alguém e eu vou sozinha.

Dayna começou a dar risada debochadamente, retrucando:

— Há! Há! Há! Há! Kristie, desastrosa como você é capaz de cair do cavalo antes mesmo de montar. Vá com Brian no comando, eu vou sozinha e Arvel guia com o Max atrás de garupa. Deixa os mais focados no “volante” pois temos que encontrar algum lugar para eu poder descansar a minha magia. Me recompor. Não aguentarei por muito tempo.

Depois de uma discussãozinha clichê do Max, o grupo concordou com a escalação de Dayna e partiram rodovia ao infinito bem após dela invocar os pocotós.

***

Dayna já estava cansada. Os cavalos estavam rápidos demais e sua magia estava pelo fim. Em alguns momentos sua estamina caia e ela piscava profundamente, mas voltava ao normal para salvar seus amigos daquela situação embaraçosa que Rob os tinham colocado.

Por milagre de Merlina, todos avistaram uma cabana no meio do nada. Digo, no meio de várias árvores estranhamente estranhas. Uma cabana pequena e circense, de lona preta e com as estacas que a prendiam no chão com chamas roxas em suas pontas. Um local de poder, como diziam os bruxos mais experientes do mundo.

— Vamos entrar na cabana e ver se tem alguém lá dentro! – gritou Max sem pensar, fazendo Dayna rir dele.

Todos pararam, desceram do cavalo. Dayna deu um sorriso de felicidade, mas depois “puff”, caiu com tudo no chão. Precisou ser pega por Brian. Ele se sentiu como se estivesse salvando uma princesa desmaiada de um dragão feroz de sete cabeças. Coisa do Brian.

— Vamos chamar primeiro. Não sabemos quem está aí dentro. – sugeriu Arvel, muito calmo para o nosso gosto. – Quem sabe não tem alguém que possa nos ajudar, não é?

Todos ficaram com medo e ninguém chamou, mas Brian teve uma ideia. Invadiu a cabana com tudo, gritando como se Dayna estivesse morrendo em seu colo:

— Alguém ajude essa garota! Pobre indefesa que desmaiou no meio do nada. Pelo amor de Merlina, alguém cure essa pobre alma indefesa. Óh! Meu Deus. Quem pode me ajudar, já que sem querer eu invadi essa cabana!? Óh! Espero que ninguém me mate. Eu tenho amigos e eles precisam de ajuda. Socorro! Não me matem por invadir aqui.

Brian a colocou em uma das várias cadeiras que tinha ali, rentes a lona. Era uma cabana mística, com uma grande mesa redonda no centro e uma bola de cristal bem grande para enfeitar toda aquelas prateleiras de ervas e órgãos de animais. Ainda bem que Dayna estava inconsciente. Ela não gostaria de ver aquilo.

Nessa cabana, tinha a entrada, depois as cadeiras junto da mesa e atrás uma cortina que dava acesso à algum outro lugar. Desse lugar saiu uma linda cigana, com cabelo branco das pontas azuis. Uma boina entupida de cristais brilhantes e um vestido vermelho formado de seda e rubis. Ela, com um sorriso no rosto de ter visto alguém naquele fim de mundo, brincou:

— Você tem um coração gentil, mas é um péssimo ator. Como posso ajudar?

Notas finais
Já que eu fiquei tanto tempo sem postar, eu resolvi postar esse hoje, então eu vou escrever o capítulo de sábado amanhã e prometo, não irei deixar mais nenhum sábado sem capítulo. Novamente me desculpo e peço compreensão de todos. Até sábado galerinha.