Notas iniciais

desculpem a demora...

Miguel chegou ao castelo de Dom Luís em poucos minutos.

Olhou para as janelas ao alto, e não vira nenhuma luz. Nada que representasse Amélia ainda acordada.

Quando viu os guardas saindo de uma imensa porta feita de madeira avermelhada, tratou logo de esconder-se. Subiu rapidamente em uma árvore e continuou sua observação dali, sem preocupação, pois sabia que ninguém o veria.

Os soldados colocaram-se de costas para o portão e ficaram a conversar.

Miguel, ativou sua audição vampírica e conseguiu ouvir o que conversavam.

- Tu ouvistes, ó pá?! O que estão a dizer?!

- Sobre os tais vampiros?

- Isto. Ouvistes que estória mais estranha??

- Estranha??? — disse quase rindo- acredito que isto seja lorota! Onde já se vira! Vampiros!

- Pois acredito. Tu não vistes as mortes no vilarejo próximo? ... estão morrendo de forma sobrenatural, gajo. Em todos os defuntos encontraram marcas no pescoço.

- Deixe de ser maricas. Não existe vampiros, ó gajo. Isto é a maior lorota que inventaram no meu tempo de vida.

- Não sei não...

O soldado que não acreditava riu. O outro se calou. Acreditava na estória.

Miguel riu-se. Se ele fosse um de seus irmãos já tinha tratado de mostrar áquele soldado que a estória era pura realidade.

Eles existiam.

Um facho de luz fraca despertou a atenção de Miguel. Em algum cômodo, havia uma pessoa acordada.

Seria Amélia? Ou seria outro? .

Avistou alguém na janela. Observou por uns instantes e sorriu.

Aqueles fios lisos e dourados não o deixaram enganar.

Era Amélia. Ficou a olhar cada movimento que seus cabelos sedosos faziam ao vento.

A luz do luar refletia na pele branca e aveludada da menina. Manuel tinha razão em apaixonar-se por ela, pois era linda.

Miguel queria falar com ela, mostrar-se.

Desceu da árvore cautelosamente para que os soldados não o vissem.

Andou até a janela onde Amélia se encontrava.

Notas finais

quem gostar manda review....