Notas iniciais

Ficou pequeno esse capítulo... eu acho...

Amélia não conseguira pegar no sono. Levantou-se novamente e ascendeu a lamparina, iluminando todo seu quarto. Foi até a janela e passou a olhar a lua.

No momento, a janela era a liberdade que tinha. Era o único modo de sentir-se livre.

Livre das preocupações exageradas de Dom Luís, do castelo... livre de muitas coisas.

Menos de Afonso.

Repentinamente algo atrapalhou seus pensamentos. Ouviu um barulho como se alguém a chamasse de longe.

Olhou para baixo e viu, um homem, trajando roupas negras, olhando-a com um sorriso.

Um sorriso perfeito.

Amélia sentiu seu coração bater mais forte. Era Miguel. Sorriu também.

Como ele conseguira entrar ali? Como tinha achado sua casa?. A felicidade foi tanta que Amélia esqueceu todas as questões que tinha.

- Amélia... — ouviu-o dizer.

- Miguel...

-Como estás?

- Boa. Como conseguiste entrar?

- Não importa. Vim, ver-te, pois não aguentava de saudade.

- Desculpe-me por não ir até ti mais vezes. Não me deixaram mais passear.

- Acredite, Amélia, estará mais segura se não saíres.

- Tu acreditas nessa lorota sobre vampiros, Miguel?

- Acredito.

Amélia encarou-o por uns segundos. Ele acreditava mesmo? parecia estar falando muito sério.

- Prometa-me que não sairás ao anoitecer.

- Mas Miguel...

- Jura- me?

- Não posso prometer-te o que não cumprirei.

- Tu não sabes o perigo que sofrerá ao andar pela noite! Quero tua segurança. Prometa-me que não sairá.

Ela pensou por uns minutos. Por que ele fazia aquilo? Por que a queria segura de coisas que não existiam? Não esperava que Miguel acreditasse naquilo.

- Amélia...?

- Prometo-te.

Miguel sorriu novamente. Ficara um pouco mais tranquilo por ela prometer que não sairia.

Sentiu uma perfuração no abdômen. Seu sorriso sumiu da face. Levou uma das mãos ao estômago e um joelho tocou o chão. Fome. Tinha de sair para não atacar sua amada.

Olhou-a pela última vez e correu, ouvindo-a chamá-lo.

- Miguel!!! — gritava.

Miguel se foi. Ia se alimentar. iria fazer o que mais odiava : matar.

Amélia não entendeu-o, mas ficou preocupada. Viu-o sumir sem razão. Voltou a deitar- se, pensando.

Por que ele a procurara pela noite? Se viesse pela manhã, poderiam caminhar juntos e conversar mais. Não entendia.

Adormeceu sem perceber.

Notas finais

reviews????