Eros

7 Medo


Notas iniciais
Oe meus gostosos!
bem, eu atrasei né?
(era pra mim ter postado hj cedo D:)
DESCULPEEEEEM A NAKO!
é que meu pc tava no concerto desde sexta, dai eu até agora nem entrei aqui (só de vez em quando no cel) e...
AIH, gomen u.u
mais aqui estou eu! e só uma coisinha a mais... vou viajar sexta, e vo ficar o fim de semana atéeee quarta qe vem sem pc, dai depois eu vejo se da pra ir postando da casa da vó ♥
então, vou avisando que vai ser dificil ir respondendo as reviews e os MP's! gomen por isso também... mais sabem como é fim de ano né u.u
É ISSO! leem as notas finas também... ^^

Medo... Muito medo. Esse lugar é deserto, não há ninguém para testemunhar caso eu seja assassinado ou coisa parecida. Não tenho idéia de onde eu esteja, e nem mesmo de como voltar. MALDITO EMBALO! Tenho que parar de me revoltar com a vida assim... Do nada.

Sabe. São muitas as coisas que desesperam um jovem nos dias de hoje... E isso vai desde descobrir que será pai, até se encontrar perdido, como eu. E garanto que, posso até não demonstrar, mais estou tão desesperado quanto o cara que recebe a noticia da paternidade.

Pode parecer estranho, muito estranho, pois ninguém ‘perde de vista’ uma... CIDADE! Só que o medo não me deixa enxergar... Então, adeus possibilidade de voltar com as próprias pernas!

Mas espera ai.

– Meu celular! – Sim. Aquele lindo telefone. Uma das mais incríveis invenções da humanidade!

Mas espera ai de novo.

EU TINHA EMPRESTADO ELE PARA A LANA! E A MALDITA NÃO ME DEVOLVEU!

– É agora que estou perdido mesmo... EM TODOS OS SENTIDOS! – Batam palmas para Mail.

Vou fazer o que? Atualmente meu plano é sentar aqui no chão mesmo e esperar... Esperar a morte vir me buscar.

– Pior que já vejo até a luz! – Luz? Duas luzes? Faróis? AJUDA!

Graças a Kami-sama! Valeu ai cara... Lhe devo mais uma.

Corri para o meio da pista, afinal, sentado no mato não é o melhor lugar pra se pedir carona.

– EEEI! – Gritava enquanto chacoalhava os braços. Sem dúvidas o motorista pensa: Ou está bêbado, drogado, ou vai tentar me assaltar com essa cara de... Bêbado drogado.

Mais esperança é o que não me falta.

Ou esse cara para e me ajuda, ou ficarei aqui até... Dezembro de 2012 para morrer sozinho no fim do mundo.

Felizmente o carro parou. E infelizmente entrei em pânico ao ver o motorista. No volante havia um homem careca, porém barbudo. Tragava um cigarro... E tinha vários piercings pelo rosto.

AI MEU DEUS!

– O que eu faço agora? – Sussurrei para mim mesmo.

– Ô moleque! Ta fazendo o que aqui? Se drogando? – Sabe moço... Seria muito melhor estar se drogando agora do que num lugar deserto com o senhor. Mas como o destino não me permitiu uma erva forte...

– E-eu preciso de uma carona... – Falei mansinho.

– Então entra ai no meu possante. – Possante com o banco do motorista e um sofá detrás.

Obedeci antes que o tiozão gigante resolvesse mudar de idéia. Só que fui eu quem mudou de opinião ali no momento em que o troglodita me apareceu com uma garrafa de uísque. QUE PORRA É ESSA?!

–E-ei... – Eu diria que isso é imprudente?

Não.

Ou morro num acidente ou sou morto por ele por atrapalhar seu ‘estimulo de vida’. Então que seja do modo mais natural... Arremessado para fora do vidro dianteiro.

– Para onde está indo? – Perguntou com aquela voz emperrada.

– N-não sei... – Respondi quase choramingando. – Não conheço a cidade. –

– Então... Seguinte. To indo para um bar no centro. Te deixo lá e você se vira depois. – Opa! Pelo menos não envolve homicídios.

– Sim. –

Acelerou aquela bagaça que até conseguia se locomover sem fazer tanto barulho.

Às vezes o homem ria simplesmente ATOA, ou começava a cantar. Já estava mesmo no nível da tia Lana na manhã de terça-feira. Ali, ou eu rezava bastante pra chegar ileso, ou para pedir perdão pelos meus pecados antes de morrer e ir para o céu.

E parece que a reza tava funcionando bem. Vi as luzes, as lindas luzes da cidade. Ah! Como senti falta delas nesses poucos minutos de agonia.

– Então... Meu nome é Sill. — Puta que pariu... Isso me lembra... Deixa pra lá.

– Sou... Matt. – Se eu dissesse ‘Mail’, é ai que o cara ia acabar comigo. Aliás esses caras não te dão uma surra até por causa da cor da cueca que você usa?

– E então Matt. Você está aqui na cidade só pra curtir? Estava tão bêbado que foi até a rodovia sozinho? – Vou falar quem é que está bêbado agora mesmo...

– Não, só vim passar um tempo... – Não é bom dar muito papo pra ele.

– Uhum. – Concordou. Concordou com o que seu chimpanzé gigante?

Permaneceu calado depois do pequeno dialogo que tivemos. Ainda bem... Não tava nem um pouco a fim de conversar com ele. O ‘carro’ já se aproximava da entrada da cidade, o que me deixava MUITO alegre. Logo estaria num bar cheio de gente, gente desconhecida mais gente aglomerada, é o que importa. Depois de virar umas esquinas e seguir numa rua reta, Sill parou... Hu...Hahahaha ‘SILL’ É DE MAIS MEU... NÃO DA PRA CONTER O RISO INTERNO.

Descemos do carro, e percebi que o cara era ainda maior do que eu imaginava. Talvez uns 50 metros de altura, e 10 de largura!

– Olha garoto, lá dentro há um telefone, você pode usá-lo se quiser chamar a mamãe. — Afê, porque todos sentem prazer em me zoar?

– Tudo bem. – Andei até o outro lado do carro, em direção a porta do boteco, entrando ali.

O local era iluminado por várias luzes, mais eram daquelas amarelas vagabundas que não clareavam nada. E pra piorar o ambiente estava meio branco por causa da fumaça dos cigarros. TEM QUE SER AMBIENTE DE DROGADO MESMO! Fui andando por meio daqueles caras horrorosos, tentando não esbarrar em nenhum. Onde será que fica a merda do tal telefone?

– O que? – Mudei de idéia ao ver aquilo. Esquece o telefone... Esquece MESMO!

Numa mesinha no canto, estava Mello sentado com uma barra de chocolate nas mãos. Tinha com ele uns caras que eu não me importaria de tentar me livrar só pra se aproximar do garoto. Realmente é coisa do destino, tem que ser! É a melhor forma de conhecê-lo. A situação não poderia ser melhor. Dois coelhos com uma cajadada só... Além de voltar para casa com a carona que irei pedir, conhecerei ‘a loira’. Só que me falta uma coisa, como chegarei até ele? Direi: ‘’ Oi cara! Juro que pensei que você fosse uma garota e resolvi vim bater um papo contigo! Aliás, pode me levar pra casa já que somos quase vizinhos?’’ É um passe direto para o além.

Já sei!

Comecei a revirar aquele bar, tinha um plano, e era INFALIVEL.

– Sill! – O encontrei. – Cara, preciso de mais uma ajuda sua! – Bem, o medo dele havia desaparecido... Ele não era o brutamonte que parecia, era um tio de boa! Então eu poderia contar com sua ajuda.

– Não sabe o número da sua mãe? Cara, se ela anda pela Rua 17 pode crer que eu talvez saiba o número. – Eu não quero saber que tipo de gente anda na Rua 17...

– Não é isso, eu preciso de OUTRA ajuda sua. – Respirei fundo antes de começar a explicar...

(...)

– Nossa Matt, eu não sabia que você era boiola. – Nossa...

– Porra! Fala baixo! Eu não sou bicha... Você entendeu muito bem o que eu quis dizer. – Parece que não entendeu não.

– Tá certo, tá certo! Mais o que quer que eu faça? –

– Preciso arranjar um jeito de falar com ele! –

– HAHAHAHAHAHAHA! – Que foi dessa vez? – Falando assim você REALMENTE fica parecendo um veadinho... Deixa disso, tem tanta mulher por aqui, você vai querer logo um louro magrelo? — DESGRA... Preciso maneirar a boca.

Respire fundo Mail, BEM fundo.

– Tá bem Sill, pense o que quiser. Somente me ajude ok? – Mesmo que seus pensamentos me incluam agarrado a um homem.

– Ok. –

– Preciso somente da sua ajuda pra me livrar daqueles caras que estão com ele... Depois eu me viro sozinho. –

– Deixa comigo. – Espero que eu possa mesmo deixar com ele.

Foi caminhando tranquilamente até eles. O QUE ESSE IMBECIL ESTÁ FAZENDO?

O vi trocando algumas palavras com o cara da direita, que se levantou junto ao outro da esquerda, e se distanciaram do loiro. COMO FOI FÁCIL! Não... Só isso foi fácil, agora é minha vez. E com certeza será a mais difícil.

Fui lentamente, em passos hesitantes, tinha receio da reação que ele teria quando eu me aproximasse. Sentei-me no mesmo sofá que ele, sabe... Aqueles de bar que ficam grudados na parede com uma mesa? Esse mesmo.

Olhou-me de canto, como se desprezasse minha existência ali. Já deu até pra perceber que não presta, bem como Near disse. Primeiro. Ele é um estudante, e o que está fazendo à uma hora dessas num bar? Segundo. Como é menor de idade também, não deveria dirigir... Já são dois motivos pra ser uma pessoa terrível.

Mais nesse caso... Eu também não sou menor de idade pra estar aqui numa hora dessas?

– Err... – Eu parecia um imbecil tentando encontrar um modo de falar com ele. UM COMPLETO IMBECIL! Porque eu estou me esforçando tanto só pra falar com ele? É fácil! Sou curioso...

Se virou para mim, encostando as costas no outro lado do sofá e apoiando o pé direito em cima deste, bem próximo a mim. Mordeu um pedaço do chocolate, fazendo um estalo. Ficou a me encarar como se esperasse o que eu estava pra dizer.

– Bem... Você é... Mello? – Perguntei gaguejando. Apesar dessa encenação toda, eu já tinha um plano. E como eu disse antes, era INFALIVEL!

– Sim. – Disse frio. Mordendo novamente a barra.


– Eu... Estudamos na mesma escola, e... Er... Uma garota da minha classe pediu que eu lhe entregasse uma coisa. – Nossa, apesar de ser meu plano INFALIVEL, pela reação dele... Será FALIVEL.

– O que?! – Exigiu rispidamente a ‘entrega’ da suposta garota.

Lhe entreguei um bilhete, aparentemente uma... Declaração? Ta, não foi a melhor idéia do mundo... Mais é o que vem a mente de um garoto desesperado numa hora como essa.

– Que droga de bilhete é esse? – Encarou-me indignado após ler. – Pensei que todos daquela escola já tivessem compreendido... – Compreendido O QUE, exatamente? – Que não gosto de garotas. –

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!???? O QUE?!!!

P-p-p-peraí... Eu preciso me recompor. PRECISO ME RECOMPOR!

– Então eu não estava errado. – Sussurrei baixo. Estava certo quanto ao loiro não curtir cabelos cuidados e salto alto.

– O que disse? – Perguntou. Preciso parar de pensar com a boca!

– N-nada! – Respondi quase que num grito. – Bem, desculpe, eu tentei avisá-la mais ela insistiu para que eu lhe entregasse... –

– Tudo bem... Aquelas garotas são assim mesmo. – Por um lado concordo com isso... São tão atiradas que ele nem perceberia que o bilhete é uma farsa. Afinal, garotas descentes não se declaram para garotos gays...

– Então... Eu... Er... – Agora vinha a parte que eu mais ansiava. – Pode me dar uma carona? Acho que não moramos tão longe um do outro. – Pelo menos eu poderia pedir. Já cheguei até aqui mesmo... Mais assim na cara de pau é vergonhoso né Mail?

– Se moramos perto, então deve estar longe de casa... – Parece que está funcionando. – Tudo bem, eu te dou essa força. –

– O-obrigado! – UFÁ!

– Mas... Tem uma condição... – OPA! Que condição?

Notas finais
Nhaaam... gostaram meus lindos e lindas? tcharaam!
viram... o loiro surgiu! AMÉEEM!
e agora tem uma condição u.u
não fiquem tão curiosos não ta xD não tem necessidade AINDA.
uashuahsuahsuhsa'
enfim. como vou ficar um tempinho sem ver vocês, eu já desejo um FELIZ NATAAAAL!
tomara que vcs passem com muuitos presentes e lendo muito lemon"
e AH, vo postar agorinha mesmo uma oneshot de natal, então onegai, LEIAM! hoh~
Kissus meus lindos! *chaqualha us sininhos* ♥ ♥