Eros
8 C-carta?
Notas iniciais
entaaao... agradecam a Lisandra-chan que me emprestou o not
Postando mais cedo como presente de natal!!
Enjooooy ~
Sério... Essa coisa de ‘condição’ ta me preocupando. Não sei que tipo de gente ele é, e nem do que é capaz, então eu devo SIM temer sua proposta.
– Quero que me diga quem é essa garota que me mandou o tal bilhete. – Ah, só isso? ISSO?!! Espera ai... Não tem como lhe apresentar a garota, por que... Ela não existe!
– P-porquê quer saber quem é? – Que pergunta mais retardada.
– Oras! É simples assim... Se você recebesse uma carta aparentemente anônima, gostaria de saber de quem ela veio não é? E com certeza usaria essa ocasião pra conseguir. – Sim, a de ‘troca de favores’.
O pior é que eu poderia... Na verdade é algo bem simples. Eu lhe mostro uma menina qualquer e digo que foi está quem escreveu o bilhete. Então ele mata sua curiosidade, e eu recebo a tão esperada carona!
– Tudo bem. – Concordei. – Segunda-feira, na escola. – Seria o jeito.
– Sim. – Mordeu a barra de chocolate. Mirando-me com certa... Estranheza? Não... Perversidade? Quase lá... Luxúria. Sim, era assim que me encarava. E desse jeito eu ficava com ainda mais medo e repreensão. QUE DIA AGITADO E MONSTRUOSAMENTE ESTRANHO!
Ah! Se eu tivesse planejado alguma artimanha pra enrolar meus pais, eu jamais tinha me metido numas situações como essas. Talvez agora eu estivesse em meu quarto jogando Crash, ou tentando zerar um game qualquer. Mas não, o idiota teve que fazer mais uma dúzia de idiotices e acabar desse jeito! Mentindo absurdamente pra conseguir uma carona; estudando com seres anormais; dormindo num sofá onde um gato reina; comendo porcarias gordurosas... As lamentações são tantas que levaria um bom tempo pra ditar todas. E pra completar o ciclo de maravilhas da vida de Matt, terei de esperar esse loiro maldito comer mais uma caixa, não... Um fardo inteiro de chocolates antes de sequer pensar em voltar pra casa!
Esperei, e esperei muito! Talvez uma hora. Com certeza Lana deve estar preocupada, ou talvez esteja comemorando naquele submundo dos doces. E aposto meu pé que é a segunda opção. Afinal, tia Lana... Será sempre tia Lana.
Graças a Kami! Parece que chegou a última barra de chocolate... E torço para que ele não tire uma ‘extra’ de dentro do sapato ou algo assim... Se não eu desisto e volto pra casa a pé. Ou pelo menos tento.
– E então... Vamos? – A frase que eu tanto esperava!
– Sim. — Tentei não demonstrar a felicidade que sentia.
Me guiou até o lado de fora do tal bar, que agora pude ver que é chamado de ‘Coruja’... Que nome mais... Ah! Sem comentários pra isso também.
Entramos no carro, aquele preto e velho TÃO famoso. Por dentro não era detonado quanto aparentava ser. Era estofado de couro preto, como aquelas roupas que ele trajava. Não tinha mais nenhum detalhe tão importante, mais me chamou atenção um chaveiro de dado pendurado na chave. Engraçado.
Aquilo me fez lembrar do Near.
– Sabe ao menos o nome da rua onde mora? – Perguntou duro.
– N-não... Mais sei andar por aquele bairro, posso achar minha casa. –
– Sim. – Tá bem... Em termos de conversa ainda não consegui identificar a ‘má pessoa’ que Near tanto falou. Esse cara parece até meio... Simpático. Talvez o chiclete desbotado tenha se referido ao fato de Mello jogar no outro time, mais nunca pensei que o branquelo teria problemas ou preconceito com isso, aliás, ele é sempre tão indiferente...
Por enquanto dirigia o carro devagar, mais pelo que já vi, ele é o tipo de ‘piloto revoltado’, e a qualquer momento podia acelerar esse troço e nos matar.
Bem que previ.
Começou a avançar cada vez mais rápido, e eu já pedia perdão pelos meus pecados novamente. Quase mostrei um lado constrangedor da minha personalidade quando atravessou o sinal fechado, ou quando não respeitou os pedestres na faixa e quase atropelou uma mulher.
Garoto louco!
Depois de minhas poucas falhas cardíacas, chegamos ao bairro. Ele parou em frente a sua casa, e como dali eu já sabia ir para a minha, só bastava agradecer pela carona.
– Obrigado. –
– Não agradeça, não foi de graça. Esqueceu do trato? – Claro que não... Dá pra esquecer facilmente uma merda que a gente faz?
– Eu sei... Não me esqueci. –
– Ótimo! Até segunda. – Praticamente me jogou para fora do carro.
– Sim, até. – Pelo menos estou FINALMENTE a salvo agora. Longe de bar, rodovia, praça... Tudo!
Mais agora só espero que segunda nunca chegue.
Andei uns dois minutos pra chegar ao ‘doce lar’, agora me basta torcer para que aquela maldita mulher esteja em casa!
– Oi! – Chamei batendo fortemente na porta. As luzes estavam apagadas... Péssimo sinal.
Estava sem o celular e sem nada pra me comunicar com ela. Infelizmente parece que terei de esperar aqui fora até que resolva aparecer.
5 horas depois... 08hrs09min da manhã.
– Ah! Oi Matt! – Abri lentamente os olhos que pareciam grudados por causa do frio.
– Lana? – Falei baixo, não descartando o tom de indignação.
– Eu me esqueci de você, desculpe por não ter voltado na praça... Me perdi no caminho. – Perdeu? Você tinha ido do outro lado da rua! Mais deixa pra lá, é até melhor assim que pelo menos ela não descobre pelo que eu passei.
– Tudo bem... Não tem problema. – Levantei-me do chão. Ainda bem que hoje ainda é domingo, porque se já fosse segunda, eu teria perdido a aula.
– Nossa garoto... Vamos, entre logo! – Abriu a porta. – Você está tão pálido que está parecendo um cadáver! – Agora vem se preocupar não é sua... – Vou pegar uma bebida pra esquentar esse sangue. –
– Não precisa... – É claro que não! A ‘bebida’ que ela se refere não é nada saudável. – Se puder esquente uma água, vou fazer um chá. –
– Pode deixar! – Foi para a cozinha, não sei como que ela pode ter essa energia toda depois de passar a noite fora!
– Ei Lana... – Chamei com a voz mais alta para que escutasse. Fui andando até o outro cômodo onde ela já preparava a água no fogão.
– Que foi Curupira? – Afê.
– Depois que você se ‘perdeu’. – Ironizei. – Para onde foi? –
– Oras! L-lugar nenhum... – Só eu percebi que ela esta mentindo?
– Se não contar, escondo todas as suas porcarias e doces... – Tentei impor, mesmo sabendo sua reação.
– Quem pensa que eu sou? Sua irmã mais nova? – Se eu tivesse uma... A resposta seria sim.
– A questão não é essa. Você não é uma criança, então não devia se comportar como uma. – Se virou para me encarar, agarrou minha blusa e me puxou com certa força para mais perto de si de modo ameaçador.
– Não te interessa para onde fui ou deixo de ir. Eu não me intrometo na sua vida, então não faça o mesmo. – É ela tem razão. Por um acaso previu tudo isso e não se meteu nos meus assuntos para que eu não o fizesse também? Hm, isso só aumenta mais minha vontade de desvendar quem é você Lana.
– Certo, certo! – Tentei parecer compreensivo. – Não toco mais no assunto. – Em vez de retrucar ficou calada, e voltou ao que fazia.
– Você gosta de hortelã? – Perguntou normalmente.
– É... Gosto. –
Esse período ‘fora de casa’ realmente valerá à pena... Descobrirei sobre a vida da tão indecifrável tia Lana, além de saber mais sobre aquelas outras pessoas que me envolvi, inclusive... Mello, que tanto me deixa intrigado.
Aliás... O que será que aquele loiro está fazendo agora?
Notas finais
mais enfim...
Um bejasso grande a vcs... e um pra Lisandra-chan!
(amiga de infancia da Nako que nao via a muuuito tempo... e que também é uma perva como nós xD)
Abraco a ela! (e o not nao tem ce cidilha D:)
FELIZ NATAAAAAL!
e até o próximo ♥
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