Eros
1 Como Tudo Aconteceu
Notas iniciais
OLÁ DE NOVOOO MEUS GOSTOSOS ♥
bem bem, prometi fazer mais uma fic de Death Note
e tipo, to tendo umas idéias lindassas pra essa aqui ^^
Primeiro! sobre o titúlo, acho legal explicar (o tio Wiki explica) http://pt.wikipedia.org/wiki/Eros
achei muito interessante, pq to lendo um livro sobre o assunto e talz ^^
Segundo! vo postar os capitulos todas as sextas ok?
É isso... APROVEITEM!
(cap narrado pelo ruivo lindasso)
– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAÊ! – Tem sido somente isso...
– KYAAAAAAAAAAAA!! Sai da frente filho da puta! – ...Desde quando cheguei aqui.
Pois é, está será minha rotina diária a partir de hoje, em uma escola nova, com pessoas novas, pessoas novas e idiotas, que só sabem gritar...
Minhas pernas estão com um cheiro terrível, meu joelho está ralado e meu estomago roncando...
Meu nome é Mail Jeevas... Mas como é um tanto constrangedor ser chamado desta forma, sou normalmente conhecido como Matt, o ruivo que... Só joga .
Por mais que eu odeie esses primeiros dias de aula, dessa vez é diferente... Pois agora estou rodeado de estranhos, loucos, maloqueiros, depravados, entre outros tipos de pessoas que não tenho saco pra mencionar, mas que posso dizer que são os piores tipos possíveis. Como vim parar aqui? É uma longa -nem tanto- história...
Matt FlashBack on
Estava em casa, era só mais um dia de sol. Domingo, 11hrs 15min da manhã. Mais uma vez meus pais arrumavam suas malas, dessa vez com destino a Paris. O motivo no qual nunca me levaram com eles é bem simples... Não tinham ‘tempo’ pra mim. Diziam que era a trabalho, mas duvido, e muito.
– Mail, meu filho. Eu e seu pai teremos de viajar mais uma vez. Espero que entenda. – Ah, claro... Mais uma vez viajariam ‘a trabalho’... É a única coisa que fazem, deixam o pobre filhinho sozinho em casa enquanto passeiam mundo a fora. Que exemplar.
– Tudo bem, eu entendo. – Disse seco. Ela sabia que eu não concordava, mesmo assim não mudava de idéia. – Vão ficar fora por quanto tempo? –
– Esse é o problema... Não vamos voltar tão depressa, e por isso você terá de morar temporariamente com algum de seus parentes. –
– O QUE?! – Só me faltava essa... Ter de morar por um tempo com algum dos meus entes malditos... AH! Vamos ver quem é que vai viajar agora! – Eu não vou de jeito nenhum... –
– Infelizmente você vai. Não tem outra alternativa. Não o deixaremos sozinho nesse longo tempo enquanto estamos de viagem, por mais que esteja acostumado... –
– Mas eu consigo me virar! Eu fico sozinho por uma ou duas semanas! –
– Ficaremos fora por três meses Mail... E você ficar sozinho está fora de questão. – Puta que me pariu, literalmente... Tem que ter outra alternativa... Precisa ter outra alternativa!
– Pensa bem mãe, nenhum dos nossos parentes gostam da gente... Muito menos de mim não é? Não vão querer ficar comigo de jeito nenhum! –
– Eu já providenciei isso... Você poderá ficar com sua avó ou com sua tia Lana. Pode escolher! – Falou empolgada na hora do ‘pode escolher’... POR UM ACASO É DIVERTIDO? É divertido escolher quem fará da sua vida um inferno durante três meses? Não é... Nada divertido.
– Mãe, entenda... Não vão me querer, você sabe bem disso! – É... Nossos parentes sempre julgaram minha família como incompetente e irresponsável. E eles tem toda a razão, de todas, somos a pior...
– Sua tia concordou! E olha que coisa boa... Ela se separou do marido e agora mora sozinha. Não é uma ótima companhia? – Não sabia que esse acontecimento era uma ‘coisa boa’... Mais entre todos os ignorantes da família, minha tia Lana é a mais decente a meu ver... Não é uma boa companhia, de forma alguma. Tia Lana não passa de uma mulher desleixada que gosta de beber e sair com homens à noite, digo isso como sua vida de casada... Agora que se separou do marido... Não sei nem se ficará em casa, muito menos se será uma companhia! Bem, pelo menos é melhor do que minha avó, que só sabe sentar no sofá e assistir TV o dia todo sem deixar que toquemos em nada dentro da casa... É realmente um saco ficar com ela!
– Acho melhor então... Ir pra casa da tia... Pelo menos ela compra porcarias pra comer. – Sim, ela também não faz comida... Como ficou um ano casada?
– Certo... Eu sabia que concordaria em ficar com ela, então já avisei que você iria pra lá. –
– Mais já? –
– É claro Mail! Estamos de saída... Arrume logo suas coisas, vamos te levar. – Nossa! Podiam ter me avisado desse detalhe com antecedência! Como querem que eu me arrume pra passar três meses fora de uma hora pra outra?! PAIS IRRESPONSÁVEIS!
Sim... Subi as escadas tropeçando nos degraus, mesmo indo pra um lugar razoável, nada se compara a nossa casa não é mesmo? Não estava nem um pouco animado pra me ‘mudar’... É! Mudar. Meus pais dizem que vão passar três meses fora, mas no fim vão passar mais do que isso, pois já fiquei sozinho por dois meses e disseram que a viagem duraria uma semana, então significa que vai ser um BOM tempo sem eles.
Arrumei uma mala com algumas roupas do dia-a-dia, e como sabia que mudaria para um lugar meio... Longe, com certeza mudaria de escola, então já levei logo minha mochila e as porcarias dos livros. Desci rápido as escadas e lá estavam os malditos que me colocaram nesse mundo SOZINHO, me esperando na porta para partirmos.
– Vamos então? –
– Sim né. – ''... Porra.'' era o que eu queria ter dito pra terminar a frase.
Entramos no carro e partimos. Seria uma viagem rápida até a casa da tia Lana... Pois ela morava três cidades depois da minha, não muito longe, mais já é distante...
E depois do meu pai xingar uns outros dois motoristas no caminho, e quase atropelar um cachorro que passava na rodovia, chegamos a cidade onde eu moraria por um tempo. Era grande e diferente de onde eu estava acostumado a viver, era bem mais movimentado e tinha muita gente, mas o bairro onde ficava a casa da Lana era mais calmo, parecido com meu 'antigo' bairro. Ah, digo Lana porque apesar de ser minha tia separada, tem apenas 26 anos, então não vejo motivo pra ficar com essa de tia... Soa como uma velha solteirona...
– Chegamos Mail. – Disse meu pai, num tom que parecia alegre por deixar o estorvo pra outro cuidar.
Saí do carro, pegando minhas malas e as colocando na calçada. Fiquei observando a casa pelo lado de fora. Era um sobrado pequeno, dois andares. Não estava nova, somente bem conservada. Era marrom, com portas e janelas brancas, assim como a pequena cerca e o portão que ficava logo de frente a entrada. Depois de analisar bem o novo território, fiquei me perguntado se aquele não era mesmo um bom lugar pra ficar... Parecia bem agradável.
– Mãe... Pai. – Os chamei, queria pelo menos me despedir não é? Afinal ficaríamos um bom tempo sem nos ver. – Tarde de mais... – Já tinham partido, nem mesmo avisaram! ISSO É QUE SÃO PAIS QUE ME AMAM!
– AH! – Suspirei... Peguei minhas malas e entrei pelo portão que fez um rangido por estar meio velho. Toquei a campainha, espero que minha tia esteja em casa, e espero que ela esteja em casa SOZINHA, e não com algum amante ou coisa parecida.
Depois de umas cinco vezes que toquei aquela maldita, a porta se abriu, revelando àquela pessoa que de fato não parecia ser tudo aquilo que diziam. Tia Lana tem cabelos lisos e castanhos até o meio das costas. Tem uma pele extremamente alva, é alta magra e tem a expressão de alguém que... Bebe bastante. Vestia um blusão azul escuro e um short preto.
– Mail? Sua mãe disse mesmo que você viria. – Eu não vim, ela me arrastou... – Entra ai... – Abriu mais a porta e deu espaço para que eu pudesse passar com minhas malas. A casa por dentro era como a casa de uma solteira. Bagunçada, muito bagunçada.
Não acho que seja uma má idéia passar um tempo com ela, afinal, ela não é aquela tia chata, e serve de companhia.
Ela também faz parte da ‘sujeira’ dos Jeevas assim como eu e minha família... Todos os parentes também sempre estiveram contra tia Lana por ela levar a vida... Do jeito dela. Mas por algum motivo a prefiro mais do que os outros palhaços que carregam o mesmo sobrenome.
– Olha garoto, ainda não tenho quarto pra você. Por isso vai passar uns dias dormindo na sala até que eu ache um muquifo pra você ficar. – Falou um pouco mole enquanto acendia um cigarro.
– Ta certo. –
– Ah é! Pode usar a TV, tem comida congelada na geladeira, biscoito e batatas no armário. Se quiser algo que preste pra comer, saia e compre com seu dinheiro... Aliás, você não bebe né? –
– N-não... –
– Já imaginava... Tem outra coisa também... Por mim você poderia ficar aqui o dia todo, mas seus pais insistiram em te colocar numa escola, então esteja lá amanhã. Te dou o endereço e o resto que precisar pra amanhã cedo. E vê se faz o favor de não fazer muita merda por lá. –
– Ok. – Continuei a concordar com tudo o que me ditava.
– Não mate muitas aulas, e tenta prestar atenção um pouco... Converse apenas quando o professor não estiver te vendo, e cuidado pra não ser expulso, senão terá que estudar lá no quinto dos infernos do outro lado da cidade. –
– Sim. –
– E aprende a responder as pessoas direito moleque! Parece que tá morto... Afe. – Revirou os olhos e entrou na sala, se deitando no sofá com uma garrafa de vinho nas mãos. Realmente... Gosto desse jeito da tia Lana!
O resto do dia continuou assim, até parecia que eu estava sozinho ali, pois ela não gostava muito de se intrometer no que eu fazia ou deixava de fazer. Anoiteceu e tratei de me aconchegar no outro sofá da sala, o maior, que era até mais confortável que uma cama comum, e sem demora adormeci.
Algo quente simplesmente do nada tomou minhas pernas, até pensei que estava sonhando, até perceber que estava enganado...
– AH! Desgraçado!! – Acordei aos gritos quando vi um gato calmamente urinando nas minhas cobertas. Mas como é abusado esse felino filho da puta!
Limpei aquela droga, e vi que o relógio marcava 06hrs 45min da manhã.
– MERDA!– Dei um pulo, abri rapidamente minha mala pegando uma roupa qualquer. Vesti ali mesmo uma blusa listrada preta e vermelha, uma calça jeans bem batida e um tênis. Agarrei minha mochila e corri pra fora, levando comigo um pacote de bolachas que peguei no armário e que faria o papel de café da manhã a partir de hoje. Fui correndo desesperado seguindo o caminho que Lana explicou ontem antes de se embriagar.
Enfim! Consegui chegar à escola, sete minutos atrasado é claro... Mesmo assim foi tempo recorde!
Parecia mesmo um primeiro dia de aula, a velha que vigiava a frente da escola quase me bateu com aquela maldita bengala por tentar entrar pelo vão do portão, que já tinha se fechado. E tive o dom de tropeçar feio quando subia as escadas procurando a sala. Até conseguir encontrá-la... Entrei e vi aquelas pessoas desconhecidas, todas me olhando, quer dizer... Me fuzilando com o olhar! O professor agarrou meu braço e me empurrou até a última carteira do canto, na segunda fileira da esquerda, quase me jogando na cadeira...
Matt FlashBack of
E assim vim parar aqui... Meu joelho dói por tropicar na escada, minhas pernas cheiram a urina de gato e meu estomago está falando comigo! Será realmente a MELHOR época da minha vida... Que merda.
Já estava no quarto mês de aula, e com certeza é um saco ser o aluno novo depois de tanto tempo. Se fosse ao menos no começo do ano, onde há várias pessoas novas, até que seria diferente. Mas não importa, sempre acabo me dando bem com todo mundo.
– Vocês farão duplas hoje, darei uma avaliação surpresa. Poderão consultar seus cadernos e os parceiros para poder resolver os problemas. – Falou o professor careca. É, careca... De óculos e terno marrom, baixinho e com cara de fresco.
Todos só faltaram jogar os livros no cara... Normal, aliás, todos odeiam avaliação surpresa. Formaram-se rapidamente em meio aquela muvuca várias duplas. Como não me conheciam nem se habilitaram a me propor como parceiro, mais aparentemente eu já teria um. Na sala tinha um garoto que devia ser o ‘excluído’, teria de me contentar com ele mesmo.
– Ei. – O chamei, ele levantou os olhos enquanto enrolava uma mecha do cabelo esbranquiçado. – Somos os únicos que sobraram, acho melhor formarmos uma dupla. – Acenou com a cabeça positivamente e trouxe sua carteira para perto da minha.
– Qual o seu nome? – Perguntou.
– Matt, e o seu? –
– Near. – Falou baixo, aquele garoto era meio, anormal... Não é atoa que estava sozinho.
Notas finais
Será que vou receber reviews? eu mereço? mereço? mereço?
Será que vai aparecer aqui meus antigos leitores
fofosos? será? será? será?
É! espero que sim ♥
Então... MANDEM MINHAS REVIEWS!
Até a próxima sexta ~
*dançando*
Fale com o autor