Eros
2 Colegas
Notas iniciais
Tudo bem com vocês?
Bem... como podem ver, não aguentei esperar sexta-feira
chegar xD
então vo postar hoje mesmo (um dia não faz diferença)
Ah, brigada aos meus leitores lindos que mandaram reviews e prometeram acompanhar née? HEHE
recomendo a vocês baixarem as musiquinhas de DN.. (para aqueles que ainda não baixaram...) CORRAM! estão perdendo xD
(Misa no Theme B) preferida da Nako-chan ♥
SHAUSHUASHU' é isso x3
Até lá em baixo.
Estranho... É a palavra que define esse tal de Near, acho que é por isso que estava sem dupla. Ele tinha cabelos bem brancos, e aparência bem infantil, de longe é claro... Sua pele era tão alva que quase chegava a ser transparente. Será que dava pra ver seus órgãos internos? Bem... Usava uma camisa branca, larga, uma calça jeans branca e tênis branco... É o rascunho de uma ovelha!
Nos sentamos juntos, e ali ficamos discutindo sobre o assunto da aula. Apesar de não parecer, ele era bem inteligente. Abordava os exercícios com muita facilidade e simplicidade. O problema era, tudo que dizia e fazia parecia ser meio que, sei lá... Como se diz mesmo? Sem expressão alguma.
- A partir de hoje... Seus parceiros de dupla serão permanentes. Trabalho em equipe é muito importante, e agora tem suas duplas formadas. – Impôs o careca novamente. – Assim será até o fim do ano, então estejam certos de suas parcerias... – Concluiu. Fala sério... Eu vou conviver com o nerd Near até o fim desse ano? Não... Eu não vou ficar aqui até o fim do ano... Logo logo estou voltando para casa e para meu antigo colégio, e ele continuará do jeito que estava, sozinho.
- Não tem problema fazer dupla comigo? – Perguntei a ele. Vai saber se não estava sozinho por vontade própria, e se tivesse uma objeção, que falasse agora não é?
- Não. – Disse empilhando algumas borrachas.
Dei de ombros e continuei com aquela tarefa... Sei lá, será que ele é assim porque está de ‘mau humor’ mesmo ou porque é seu jeito, sua personalidade? Ah, dane-se... Não me importa.
Infelizmente eu não tinha aquela porcaria que o professor havia passado pra gente, eu não tinha a matéria no caderno... Então teria de conseguir pelo menos uma parte dela.
- Er... Você tem as matérias dessa aula? –
-Sim. –
- Pode me emprestar? – Pedi educadamente.
- Vai copiá-las agora? No meio da aula? – É o plano né coisa clara.
- Pretendo... –
- Tá certo. – Esticou o braço que segurava o caderno na matéria. O QUE?! Quanta coisa pra copiar!
- E-ele passa tudo isso? – O que aquele careca tem? Problemas conjugais por acaso?
- Aparentemente. –
Comecei a copiar aquilo, AQUILO TUDO! E acho que não teria fim. Alguém precisa de todos estes textos pra resolver simples questões em uma prova? Não entendo esses métodos de ensino de hoje em dia. Deixei de lado as tarefas da aula... Na verdade as deixei pro Near fazer, depois eu as pegava com ele, agora tinha que me focar nos textos.
- Hm... Posso levar seu caderno pra casa? – Bem, eu não conseguiria copiar tudo aquilo ali, e eu também tinha que fazer as que eram passadas na aula.
- Não, preciso deles para as tarefas de casa. – Ah, ótimo! Então tem até esses lixos pra casa?
Não iria pedir pra outra pessoa dali, não conhecia ninguém além dele... E não parecia uma boa idéia tentar arrumar outra companhia já que todos ali pareciam suspeitos e malignos, inclusive esse que está ao meu lado, mais até que ele parece um pouco mais razoável do que os outros...
- E tem alguma forma de você me emprestar o caderno por acaso? – Tinha que ter né? Ele não pode ficar sem os cadernos idiotas durante um dia?
- Você pode levar suas coisas a minha casa e copiar o que precisa lá. – Ah... TA LOUCO?! Eu nem o conheço e já está me chamando até sua casa... QUE ISSO?
- Não sei se é uma boa idéia e... –
- Não tem outra alternativa. — Me encarou com as orbes negras e serenas... Que medo.
- Ah... – Suspirei. – Ta bem... Pode ser amanhã? Ainda não me instalei direito na cidade e... –
- Sim. – Voltou à atenção para o que fazia, já com uma torre de borrachas sobre a mesa. E eu? Apenas continuei a copiar o pouco que conseguia naquela aula.
O sinal já havia tocado, guardei minhas coisas e sai da sala, percebendo que Near havia continuado nessa... Parece que ele não gosta muito de ser um dos primeiros a sair. Mais não reclamo... Nem mesmo eu sou um dos primeiros a sair, e sim um dos últimos.
Voltei pra casa, já tinha memorizado o caminho que não era tão complicado, guardei na cabeça alguns pontos como um açougue e uma locadora que ligavam uma rua a outra, e que tinha que entrar na paralela a elas... Um pouco complicado de explicar.
Cheguei em casa depois do sofrimento de seis aulas que pareciam nunca ter fim... Meus ouvidos já estavam surdos por causa da gritaria na sala, GENTE MALDITA!
- Oi... — Entrei, e lá estava... Tia Lana com os pés na mesinha da sala assistindo clipes de bandas de rock pesado com um ‘balde’ de salgadinhos ao seu lado. Será que ela não trabalha?
- Como foi? – Virou levemente o rosto para me visar.
- Normal... – Sim foi normal... Apesar de vários monstros me secando na sala, um garoto transparente ter conversado comigo, e uns professores medonhos terem explicado coisas sem sentido, foi normal.
- Aliás, Mail... Você... Fez xixi na ‘cama’? – Falou em tom de deboche...
- Não... Por quê? -
- Oras... Suas cobertas estavam molhadas e com um cheiro meio suspeito. – AAAAAAAAAAH! Foi aquele gato demoníaco!
- Você tem um gato certo? – Questionei.
- Sim... É meu Ik-chan! – Ah, então esse é o nome do gato.
- Pergunte a ele o que aconteceu... E arranje uma caixa de areia também. – Ficou com uma cara de... ãn?
Joguei minha bolsa num canto qualquer da sala e fui para fora tentar respirar um ar que não seja de cigarros e fritura. Me sentei nos degraus da entrada de frente para a rua, e para passar o tempo fui jogar PacMan no meu Game boy. Fiquei pensando no dia, e lembrei que amanhã tinha que ir na casa do tal de... Naer, não... Nier... Droga! Near. Isso, é Near.
- Como será que ele vive? – Era uma boa pergunta... Como será que passa o dia? O que será que faz? Engraçado que essas perguntas idiotas parecem mais interessantes com esse tipo de pessoa.
Meus pensamentos vazaram quando vi uma viatura passar em alta velocidade na rua. A sirene ligada alertava a todos que aparentemente estavam atrás de algum bandido ou coisa parecida... Mais me toquei que antes dela passar, um carro preto e velho passou em alta velocidade também, não dei importância porque o mundo está cheio de gente querendo chamar atenção com carros, mais agora parei pra pensar se não estava sendo perseguido pelo carro da policia. Estranho... Essas coisas assim num bairro calmo são meio raras de se ver.
Passei mais um tempo ali, sentindo a brisa calma... Era bom. Tão bom que quando me dei conta já tinha anoitecido.
- Melhor entrar. – Sim, iria tomar um banho, comer alguma coisa e descansar para o dia seguinte.
06hrs 15min, o despertador do celular tocou, é, dessa vez eu me lembrei de ativá-lo para não acordar atrasado. Tomei uma ducha rápida pra despertar, vesti as mesmas roupas de sempre e sai para a escola, dessa vez levando comigo um sanduíche como café da manhã. Com certeza vou acabar ficando desnutrido com essa alimentação.
- Bom dia. – Cumprimentei Near que estava sentado em sua mesa, esperando o professor chegar.
- Bom dia. – Respondeu baixo.
- Bem, posso ir mesmo a sua casa hoje depois da aula? – Era a única hora que eu tinha pra ir...
- Sim. Eu espero você. –
- Certo. –
As aulas foram passando, junto ao intervalo que terminou mais rápido ainda. A última aula era do careca, e eu precisava logo dos textos dele, aliás, geografia é minha PIOR matéria. Não me perguntem o porquê... Mais é tão chato que parece que o cérebro se auto desliga nessas aulas.
Essa também terminou rápido, e quando o sinal tocou, fiquei esperando o branquelo. Seguimos juntos para fora da escola, e para sua casa...
Caminhávamos lentamente, é, lentamente porque ele era lerdo...
- Acho que já passei por aqui... – Murmurei. Acho mesmo, estava reconhecendo aquele açougue... Aquela locadora, aquelas várias árvores...
- Chegamos. – Disse baixo. Sua casa era pequena, nova e... Branca. Era bonita e tinha um pequeno jardim na frente. Foi andando a minha frente e abriu a porta, convidando-me a entrar também. Por dentro era bem arrumada, parece que sua família é bem cuidadosa com isso.
Foi subindo as escadas devagar, minha reação foi segui-lo. Entramos numa porta que provavelmente era a de seu quarto, e nos sentamos no chão.
- Pegue. – Me entregou o caderno, afinal era o motivo no qual eu estava lá.
- Valeu... – Peguei o meu e comecei a passar os textos. Depois de um tempo, percebi que o garoto parecia estar... Brincando... É, brincando com um carrinho. QUANTOS ANOS ESSE CARA ACHA QUE TEM POR UM ACASO?
- Ei Near... – Uma voz adentrou o quarto, fazendo meu corpo se virar rapidamente para de onde ela vinha.
Era um homem estranho. Tinha cabelos pretos caídos e arrepiados, sua pele também era tão alva quanto à do outro. Tinha olheiras, parecia que não dormia há uns cinqüenta anos. Usava uma blusa branca larga de mangas compridas e uma calça jeans. Sua postura era torta. E falando em torta... Ele segurava uma de morango nas mãos.
- Lawliet... Esse é o Matt. –
- Prazer em conhecê-lo Matt. – Me encarou com um pequeno sorriso nos lábios. Pelo menos ele sorri...
- Prazer em conhecê-lo... Lawliet. –
Notas finais
E ai? gostaram do nosso L maraveleoso aparecer aqui??
Bem... ele tem BASTANTE história na fic.
Então para fãs dele. ACOMPANHEM ^^
Aliás, alguém aii... Prestou atenção no tal 'velho carro preto'?
AHÁA! É bom que prestem atenção :3
É isso... Brigada por lerem mais um capitulo.
Bejãao e atéeeeee o próximo capitulo
♥
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