Erito - Escola dos Mortos
4 Despedida
Notas iniciais
Asuma também se surpreendera com o que acabara de ouvir, afinal não é fácil saber que se deve morrer e ao olhar a seu redor ele nota os rostos tristes que o fitavam com angustia e pena.
– Isso não pode ser verdade! – reclamou Kurenai aos prantos.
Todos a olharam e novas lágrimas começaram a escorrer pela face de Sakura e Naruto. Agora, nem Sasuke conseguia conter o choro. O irmão do Uchiha, que ainda estava do outro lado da linha, mandou um sinal pelo rádio.
– Sasuke! – Ele chamou sem êxito – Sasuke, o seu professor não tem mais salvação. O melhor que você pode fazer por ele agora é... – foi interrompido pelo jovem moreno que cortara a ligação por não querer ouvir a continuação da frase.
Durante várias horas eles permaneceram ali, em silêncio absolutos. Apenas olhando uns para os outros e esperando por aquilo que seria o provável ultimo suspiro do mestre Asuma.
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A garota dos olhos perolados que seguia com o primo e mais duas amigas estava apreensiva. Ficara o tempo todo pensando em seu pai e sua irmã que estavam fora do país, pensando se o que estava acontecendo ali estava ocorrendo em outros lugares também.
– Neji, nós precisamos dar um jeito de sair do laboratório de informática.
– É eu sei!– este se encontrava sentado em uma das cadeiras com a cabeça apoiada sobre a mesa.
– Daqui a pouco vai escurecer e nós precisamos encontrar um abrigo. – Temari levantou-se e foi até a estante da sala, pegou uma caixa e uma pistola de pregos que o marceneiro do colégio esqueceu enquanto fugia dos ataques dos alunos.
– O que vai fazer com isso? – Neji perguntou desapoiando a cabeça da mesa.
– Ué. Precisaremos nos defender para sair daqui, certo? – anunciou à loira como se matar em si fosse algo fácil e rotineiro, o que deixou os outros incrédulos com o que acabara de dizer.
– Verdade! – o garoto assentiu – Também precisamos de algo para nos proteger, agora ele dirigia-se as outras duas meninas do grupo.
Os quatro começaram a vasculhar as salas do segundo andar para ver o que encontravam. Na sala dos faxineiros foi onde encontraram mais objetos que serviriam para proteção. Eles pegaram um pé de cabra, a tesoura de jardinagem que desmontava em duas facas bem afiadas, lanternas e pilhas.
– Precisamos de comida, se o que está acontecendo aqui realmente estiver acontecendo lá fora talvez tenhamos que sair da cidade! – comentou Tenten colocando alguns dos objetos na mochila.
Todos a olhavam surpresos, como não haviam pensado nisso antes, é claro que precisariam de alimentos. Após pegarem tudo que precisariam naquele andar, desceram até o térreo, eles precisavam chegar até a cozinha. O problema é que lá embaixo os mortos estavam mais concentrados, aparentemente eles estavam se reunindo naquele local.
– Como vamos passar por eles? – perguntou Neji à sua prima, mas a garota dos olhos perolados continuou olhando para as pessoas no térreo.
–x-
O sangue começara a respingar novamente por todos os lados conforme o Professor tossia. Ele parecia está sentindo muita dor, pois gemia de forma estranha. A crise de tosse parou por um momento então Asuma olhou para os alunos que o encaravam.
O homem fez menção em dizer alguma coisa, mas nada saía de sua boca. Os olhos estavam avermelhados e deles escorria um líquido escuro e viscoso que se misturava ao sangue e pingava do queixo em sua blusa — Seu estado era uma calamidade.
– Sasuke, Naruto?! – o professor finalmente conseguiu dizer alguma coisa – Eu preciso... – ele começou a tossir, mas logo voltou a falar – Eu preciso da ajuda de vocês.
Todos o encaravam com perplexidade, não sabiam o que lhes iria ser pedido. Porem era de se imaginar, pela situação em que o homem se encontrava de que o pedido não seria algo agradável.
– Sim! – Sasuke o incentivou a continuar.
– Eu não consigo me levantar, estou perdendo o controle sobre meu corpo e minha consciência. – começou pela explicação, ninguém queria acreditara especular no que ele provavelmente tinha a dizer, mas todos já sabiam o que provavelmente ele iria lhes pedir.
– Bom, eu preciso que me ajudem a alcançar o parapeito para que eu me taque do terraço!
– Você está louco! – Kurenai berrou.
– É provável que a queda seja o suficiente para me matar de uma vez e dessa forma nenhum de vocês ficaria encarregado de ter que fazer isso. – continuou a falar sem se importar com as palavras da professora.
Vem que ninguém se movia para ajudá-lo Asuma começou a força seu corpo a obedecê-lo, o que era uma tarefa quase impossível e com muita dificuldade ele conseguiu colocar-se de pé com as costas apoiadas na parede por não conseguir manter o corpo em pé sozinho.
Kurenai correu a seu encontro e o abraçou, deixando a todos preocupados já que Asuma poderia atacá-la sem querer a qualquer momento. Ela chorava em seu peito e pedia para que ele não fizesse isso.
– Se você morrer eu também não tenho mais o porquê para continuar vivendo! – Ela gritou olhando nos olhos do homem.
Ele riu, fazendo-a franzir as sobrancelhas em repreensão a sua atitude. Asuma levou a mão com dificuldade até o rosto de Kurenai, acariciando-o e logo depois a puxando para um abraço.
– Você não pode morrer, eu jamais me perdoaria se isso acontecesse. – ele afagou-lhe os cabelos – Você precisa viver, vocês dois precisão! – a ultima frase saiu como um sussurro para que apenas ela ouvisse.
Sakura tentava conter as lágrimas que cismavam em aparecer, Naruto também estava de cabeça baixa pelo fim do mestre. Sasuke se levantou e caminhou em direção ao professor, para ajudá-lo a alcançar o para-peito.
– Não, eu não vou fazer isso! – protestou Naruto.
O Uchiha não deu ouvidos ao amigo, continuou a se aproximar de Asuma. O professor afastava Kurenai de seu corpo com as mãos e Sakura abraçou a auxiliar de educação física para que ela não fizesse nenhuma besteira.
–Sasuke, você não está me ouvindo? – interrogou o loiro puxando o moreno pelo braço – Não podemos fazer isso! – Exclamou.
– Você não consegue perceber, Naruto? Não importa o que façamos, ele vai morrer! – Sasuke anunciou ao amigo com tom de poucos amigos, mas sem ser agressivo.
Naruto fechou os olhos com cara de choro em sinal de aceitação, porém permanecia segurando o outro pelo braço. Nesse momento Asuma demonstrou uma crise de tosse ainda mais grave que as demais, chegando ao ponto de vomitar sangue. Momentos depois ele caiu de joelhos no chão sendo seguido pelo resto do corpo, que acabou por ficar em cima de todo aquele sangue vomitado por ele anteriormente.
– ASUMA! – grita Kurenai tentando se aproximar, no entanto sendo impedida por Sakura.
O professor ficou desmaiado por vários minutos encima daquele líquido viscoso, Ninguém naquele terraço conseguia acreditar que ele estava realmente morto. Sasuke decidiu então aproximar-se para checar, acaba pro constatar o falecimento de seu professor — o coração dele já não mais batia.
Todos continuaram olhando para o corpo caído, que de hora para a outra começou a mover-se.
–x-
Ainda parados na escada em frente ao térreo, o grupo de Neji permanecia pensando em uma maneira de passar por toda aquela gente e ir até a cozinha sem serem pegos ou vistos.
Contrariando os pensamentos de Hinata Hyuga, um garoto de pele morena é avistado por ela caminhando em meio aos mortos e sem carregar nem um ferimento. Ele dava passos rápidos entre os zumbis e se encostava a uma parede ou qualquer outra coisa que estivesse em seu caminho.
A garota começou a achá-lo diferente dos demais. Foi então, encarando-o, que ela percebeu que ele não estava na mesma situação que os outros. O garoto olhou para ela também e esboçou um sorriso.
– Neji, olha ali! – ela o mostrou a localização do garoto.
– Como será que ele faz isso? Por que não estão atacando? – Neji questionou se em voz alta.
– Eu não sei, parece que ele está vindo para cá! – falou ao ver o rumo que o rapaz tomava.
Em quanto caminhava, o garoto fez com as mãos sinais pedindo para que os outros continuassem em seus lugares e que fizessem silêncio. Temari e Tenten observavam aquela cena boquiaberta, sem acreditar se o que viam era real ou não.
Chegando ao local onde o grupo se encontrava, o rapaz avisou que era para não fazermos barulhos muito altos, pois aquelas criaturas seguiam através do som.
– Como você sabe disso? – indagou Tenten.
– Pelo que andei vendo essas coisas seguem suas vitimas pelo som! – deu uma pequena pausa. – Notei isso quando estava sendo perseguido.
Vendo que os outros ainda não haviam entendido ele tratou de explicar melhor.
– Eles estavam me seguindo, mas quando passaram pessoas correndo por nós e fazendo mais barulho de que eu eles simplesmente mudaram de alvo!
– É provável que isso seja verdade, já que comprovamos visualmente você andando entre eles Neji comentou demonstrando superioridade.
– Agora já sabemos como chegar até a cozinha! – riu Temari enquanto falava.
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