Erito - Escola dos Mortos
5 Escapando da Morte
Notas iniciais
O grupo de Neji o seguiu até a cozinha sem enfrentar maiores dificuldades pelo caminho. Passaram com muito medo pelos mortos do térreo, mas alcançaram o cômodo esperado rapidamente. Já na cozinha fecharam a porta, pois não queriam que ninguém indesejado entrasse.
– Vocês tiveram a mesma ideia que eu... – o rapaz de pele morena incentivava uma conversa – De vir até a cozinha pegar alguns suprimentos para o caso de lá fora esta como aqui dentro!
– Pôs é! Seria o mais sensato a se pensar em fazer... – Comentou Temari em desdém pegando algumas garrafas de água.
– Não liga... Ela é grossa assim mesmo! – informou Tenten ao moreno.
Todos riram exceto Temari, que continuou o que estava fazendo sem dar muita importância para o que falavam.
– Chato mesmo é que lá fora esta acontecendo à mesma coisa... – adicionou Hinata a conversa.
– Verdade! – completou Neji cabisbaixo pegando algumas caixas de fósforo e pondo nos bolsos.
– Nossa, eu já ia me esquecendo: meu nome é Kiba, Inuzuka Kiba. Prazer! – falou o de pele morena estendendo a mão direita para que Hinata apertasse.
Hinata se apresentou da forma certa, apertou a mão de Kiba e tudo mais. Disse também os nomes dos amigos que acompanhavam ela e o primo Neji. Todos estavam ocupados de mais para fazer festa de boas vindas ao grupo para o novo amigo então continuaram o que estavam fazendo. Até um kit de primeiros socorros fora encontrado por Hinata.
No final, todos continham em suas mochilas pelo menos duas garrafas de um litro de água, uma garrafa de energético e comidas congeladas como: salgados naturais, pizzas brotinho (esse tipo de cozinha que é vendida na cantina da escola). Neji ficou encarregado do kit de primeiros socorros e da caixa de fósforos.
–x-
Sasuke se afastava de vagar e em silêncio de Asuma, que com muita dificuldade começara a se levantar enquanto fazia alguns barulhos estranhos conforme o ar lhe entrava nos pulmões. Era uma espécie de rugido misturado com gemidos de dor.
– Isso não pode ser real, pessoas não voltam à vida! – enfatizou Sakura num sussurro ainda com a professora nos braços.
Sasuke que se afastava acabou por esbarrar com o pé em um dos tacos de metal no chão. Olhou para o objeto de rabo de olhos e se abaixou de vagar para pega-lo. Ao alcançar o bastão pode perceber o olhar incrédulo de seu amigo que não acreditava que ele estava realmente pensando em fazer isso.
– Sasuke você não vai... Ma-matá-lo? – gaguejou o loiro.
Nada foi dito em resposta, o moreno apenas se levantou e começou a se aproximar do mestre. Kurenai não mais olhava para aquela cena. Sabia que não havia nada a ser feito.
O Uchiha já estava em pé diante de Asuma, pronto para acertar sua cabeça com toda a força. Quando finalmente criou coragem para descer o taco foi impedido pelo amigo que segurou suas mãos por trás evitando o contado do objeto com o mestre.
– O que você está fazendo seu Idiota! – berrou Sasuke ao se desequilibrar e cair de bunda no chão, deixando nas mãos do amigo o taco de metal.
– Você não pode matar ele! – Naruto berrou em respostas com lágrimas nos olhos.
– Você prefere morre? – indagou Sasuke ainda gritando.
O grito dos amigos chamou a atenção de Asuma. Com a cabeça voltada para os garotos a sua frente, o homem foi logo abrindo a boca e pulando com tudo em cima de Sasuke. Nesse momento Kurenai e Sakura que estavam assistindo a cena gritaram. Seus gritos foram seguidos por um zunido forte do metal ao se atritar com o vento. Um barulho forte foi ouvido no contato do taco com a cabeça do Professor.
O sangue se esparramou por todo o chão, junto com partes do cérebro, dentes e até um dos olhos. O corpo desequilibrado e já desfalecido, ainda conseguiu dar alguns passos para trás. Tropeçando perto do parapeito e despencando colégio a baixo.
–x-
– Que barulho foi esse? – Perguntou Kiba assustado com o som que ouvira vindo de fora do prédio.
– Eu não sei! – respondeu Neji indo até a porta de a cozinha verificar se avistava algo estranho. – Mas foi um barulho alto o suficiente para atrair todas essas coisas para longe de nós.
– Ok! Então usaremos isso para sair do colégio... Afinal precisamos encontrar um abrigo antes que anoiteça! – Falou Temari já colocando a mochila nas costas.
– Verdade! – completou Neji – Bom... Eu moro a nove quarteirões daqui e a Hinata está morando comigo enquanto o pai e a irmã dela tão fora.
Todos encaravam o Hyuga, não haviam entendido de primeira qual era o objetivo do rapaz ao fornecer tais informações.
– Temos que saber quem mora mais próximo, para podermos ir pra lá! – foi Hinata quem explicou o plano do primo.
– Ah! Eu não moro em Konoha, vim de Suna estou fazendo intercambio. – sorriu Temari ao falar que era uma estrangeira no país.
– Qual é. Vocês sabem que eu moro depois da casa de vocês! – Respondeu Tenten curta e grossa em direção aos Hyugas.
– Bom... Eu moro no final do quarteirão, podemos ir para lá! Se vocês quiserem. – falou Kiba sorrindo.
Os cinco saíram da cozinha e caminharam em direção a entrada do colégio. Os zumbis estavam realmente focados em frente a um dos prédios, eles se amontoavam uns por cima dos outros. Era realmente o momento perfeito para saírem sem ser notados.
Atravessaram os portões do colégio sem nem olhar para trás. Houve uma surpresa para todos do grupo, as ruas estavam desertas. Nem mesmos os benditos dos zumbis estavam caminhando por ali.
O grupo desceu a rua da escola (a escola ficava no topo de uma rua de ladeira), lá embaixo as ruas estavam cobertas de sangue, porém poucos corpos se encontravam no local. Casas estavam abertas. Carros capotados. Roedores e répteis correndo por ai. Parecia até uma cidade fantasma.
– A sua casa ainda é muito longe daqui? – perguntou Temari já irritada por descer aquele quarteirão que não acabava nunca.
– Não, é aquela ali. – Ele apontou para uma casa de muro alto e três andares com um quintal enorme.
– WOW! – Falou Tenten com todas as letras. – Só não é maior que a casa da Hinata de Amegakure no Sato. Aquilo é quase um castelo, mas isso daqui é praticamente uma mansão.
– Não é para tanto! – desconversou o moreno sem jeito.
O portão da residência estava trancado e sobre todo o muro de contorno da casa tinha uma cerca eletrificada. Com certeza ninguém conseguira entrar na residência. Os cães de guarda estavam soltos, eram três pastores negros que obedeciam fielmente o dono Kiba.
– não precisam se preocupar. Eles não vão morder, pois vocês entraram acompanhados de mim! – riu ao perceber que Tenten tinha medo de cães.
O Inuzuka trancou o portão da casa e dirigiu-se para a porta de entrada. Já foi enfiando a chave e abrindo. Pediu para que todos entrassem, colocassem suas coisas por ai que ele ia ver se conseguia alguma informação na internet.
Quando já estava voltando com o note book na mão e sendo seguido por um cãozinho mestiço (mistura de labrador caramelo com pastos suíço) de nome Akamaru, Kiba viu que todos estavam meio sem jeito por estarem na casa de um cara que mal conheciam.
– Ham, Fiquem a vontade! Sintam-se em casa. – Kiba falou.
– Ah... Os seus pais não estão em casa? – Hinata perguntou desconversando o assunto anterior.
– Não, minha irmã e minha mãe foram numa apresentação de cães de raça em Suna. – o garoto falou com naturalidade. – tomara que essa epidemia não esteja acontecendo em outros lugares também... – comentou tristonhamente.
O Inuzuka com ajuda de Neji colocou comida para os cães, trocou a água limparam o quintal. Tudo enquanto as meninas tomavam seu devido banho e pegavam roupas emprestadas da irmã do garoto de pele morena.
A tarde já estava se acabando, era quase seis horas. A janta já estava no forno, à refeição seria: arroz branco, estrogonofe de carne e batata palha. Uma comida rápida e simples.
Depois que as meninas terminaram o banho era a vez dos rapazes. Não porque a casa só tinha um banheiro, na verdade tinham quatros, é que eles precisavam que alguém ficasse de olho na comida e nos arredores da casa. Lá para as sete horas todos já estavam sentados a mesa para comer.
O cão albino de Kiba acompanhava a janta de perto. Tudo parecia estar delicioso.
–x-
Todos estavam tristes. Sakura lacrimejava de um lado, Kurenai de outro. Sasuke estava cabisbaixo e Naruto olhava sobre o para-peito do terraço para a cidade as escuras. Já passava das sete quando o Irmão do Uchiha deu uma chamada pelo rádio do loiro, amigo de Sasuke.
– Sasuke, você está aí? – ele perguntou com a voz rouca.
O moreno pegou o rádio e apertou o botão, mas não disse nada. No entanto, com isso, Itachi já sabia que ele estava lá. E o estava ouvindo.
– Como esta a situação do seu professor? – ele perguntou em seguida.
– Como você acha que está?! – interrogou o moreno em resposta, mas sem dá muito tempo para o irmão reagi – Ele está morto, é essa a situação dele.
Nada foi mencionado pelo Uchiha maior.
– Itachi? – Foi à vez do moreno de franja começar a conversa.
– Sim! – a resposta veio rápida.
– Tem como você dá um jeito de nos tirar daqui? Ainda estamos no terraço da escola! Está frio e estamos com fome... – entregou para o irmão as informações de seu grupo.
Novamente o silêncio se formou. Itachi não respondia. Naruto deu um meio sorriso sarcástico e mencionou alguma coisa de que ninguém os iria salvar e que eles já estavam mortos de qualquer forma. Custe o que custar nada os tiraria daquela situação.
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