Eramazon
1 Capítulo 1
Olho fixamente para pequena peça de metal dourada em forma de coração, apesar de achar que não se pareça com o órgão, mas os humanos dizem que é – Arqueio a sobrancelha e sorrio docemente.
Ela contém alguns detalhes feitos à mão, com uma pequena pedra esverdeada no meio. Em um movimento rápido abro a peça vislumbro a minúscula foto do rosto da minha mãe, que parecia tão sereno... Tão feliz... Jogo o cordão para cabeceira da minha cama e fecho os olhos firmemente tentando conter a lagrima, respiro fundo, e os abro os olhos olhando fixamente para o teto que continha pequenas imitações chamadas de estrelas incrivelmente perfeitas. Só em saber que foi a minha mãe que as desenhos. Uma pequena alegria se espalhar pelo o meu corpo, me fazendo relaxar.
Só em pensar que tudo começou por uma troca de olhares, da paixão ao meu nascimento, do meu nascimento a perda, da perda a superação e aqui estou eu, tentando sobreviver cada dia que passar com a minha família, não digo que é a perfeita porém cada um deles contém um pedaço de mim, da minha vida, dos meus momentos de felicidade á tristeza. Eles me entendem e aceitam-me do jeito que sou. Graças a eles aprendi superar cada que obstáculos que o destino me impôs, a sobreviver sem a minha mãe.
Respiro fundo com dificuldade.
— Porque você te que parti mamãe – Murmuro com as costas da minha mão em minha boca.
A minha historia foi planejada pelo destino muito anos, antes de eu existir. Há vinte anos, tudo começou quando o meu pai foi mandado para Terra para estuda a espécie humana e supervisionar a base secreta na Amazônia, pois era uma espécie que intrigava muito aos os outros planetas.
A Terra aos olhos dos outros planetas parecia à combinação perfeita de pureza e ódio, apesar da adversidade da vida os humanos estão sempre felizes, ganhando ou perdendo, aprendendo ou errando. Sempre fazendo guerras, e às vezes perdendo a batalha, mas sempre arrumando um jeito de ganhar a guerra. Eles procuram curas para as doenças que os matam pouco a pouco, estão sempre lutando e tentando superar as coisas que os destrói, que os fazem fracos. É um planeta que não conhecer a palavra “Desisti”; são inteligentes, pessimistas, estudam sobre eles mesmos para se prepara para o futuro. Sobre tudo estão arrumando algo que os façam sorrir, que cada momento seja magnífico.
Mas o que, todos os reinos invejam sobre os humanos é o “Amor”, como eles podiam ser tão cruel. Se destruíam e cometiam atrocidade porém sob tudo eles amavam, tinha um sentimento que nenhuma outra espécie tinha, eles são bondosos – mordo o meu lábio levemente. — deve te sido por isso que o papai não resistiu à mamãe.
Ele me dizia que ela era uma pessoa linda, meiga e inteligente e que foi ela que o ensinou amar, mas como resistir a minha mãe com um rosto de anjo, esbelta como uma rosa branca, com a sua pele dourada um pouco avermelhada, os seus cachos negros e brilhosos e um sorriso perfeito de uma divindade — Sento na cama e mordo levemente os meus lábios novamente.
O meu pai sempre me diz que cada dia que se passar, mais eu me pareço com ela não só aparência, também o interiro apesar dele viver mudando. — Num movimento rápido me coloco de pé de frente para o imenso espelho perfeito e em caro o meu reflexo. Não sei como o meu pai pode me considera uma criança se o meu corpo te mostra uma mulher, tento não repara nas pequenas cicatrize no meu corpo – sorrio. — Sempre fui uma criança bem arteira só em pensar que daqui alguns messes, vou me torna uma mulher responsável por mim mesma... Falta tão pouco para os dezoitos anos com forme manda a lei da espécie humana, mas o meu pai acha que não vai mudar em nada vou continuar sendo a pequena dele.
Olho para o meu cabelo intensamente, examinando os meus cachos eles já eram mais fechados, puxado mas para o castanhos claro com um toque de mel, a minha pele era negra avermelhada apesar que os humanos me considerariam parda por o meu tom de pele ser claro e dourado, porem isso não me faz ser menos negra por mais que o meu pai fosse branco, a minha mãe não era. Os humanos se baseiam muito pelo o tom de pele para tratar as pessoas e para as classifica-las, por mais que todos sejam iguais por dentro.
Os acho hipócritas por isso, somos todos iguais, falamos, pensamos, amamos e lutamos por aqui que acreditamos ser importante.
Olho para foto colada no espelho da mamãe com a mão no seu ventre e com o papai e o meu irmão abraçados, pareciam estarem feliz, por, mas que nunca tenha tido a chance de conhecê-la eu amava muito e sentia muita falta dela, ela se sacrificou por mim para que eu viesse ao mundo, isso tudo por mim, por amor.
A única coisa que me restou dela foi um colar e as memória do meu pai com ela – caio de joelho no chão e deixo que uma pequena água desça pelo o meu rosto, tiro pequeno cacho que caia na minha face.
Lembro-me da primeira vez que aquelas pequenas gotas desceram pela a minha pele, lembro que estava morrendo de medo das lagrimas que rolavam pela a minha face, foi quando o meu pai me disser que se chamava lagrima, disser que não precisava ter medo, que elas costumam descer quando lembramos algo ou quando estamos tristes, que era um sentimento. Volto olhar para foto queria ter tido a chance de conta-la que eu ouvia tudo que ela falava, mesmo estando em sua barriga, de dizer a sua voz era macia, que parecia como um sussurro doce, que amava quando ela cantava para mim. – levanto desorientada e volto me senta na cama.
Mesmo o meu irmão não sendo filho dela de sangue ela o amava muito como se fosse filho dela. Ela o criou Felipe desde os cinco anos de idade.
O meu pai me contou que a mãe dele, que o carregou no ventre era sem coração, não amava, ela não o quis o rejeitou e deu para o papai fazer o que ele quisesse com o bebê. Uma coisa que o meu pai sempre falou e que as pessoas de Eramazon são muito cruel. E como Trevis foi encarregado de tomar contar da base de Eramazon na terra ele trouxe o meu irmão junto com ele.
Mas de uma coisa eu tenho certeza e que o meu pai deveria ter pensado melhor porque foi desnecessário o meu irmão chato, idiota ter vindo. – Em um pisca de olhos volto a deitar na cama e sorrio de felicidade. – Felipe e perturbado porém eu o amo muito, praticamente ele é a minha única família – limpo as lagrimas do meu rosto, olho para o relógio prata na parede que marcava 5:30 da manha.
— Merda!! – murmuro dando um pulo para fora da cama, rapidamente, coloco o meu sapato e o meu casaco de couro perto.
— Airy vai me matar estou meia hora atrasada – digo bem baixo e saio.
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