Era uma vez uma princesa
17 Regina
Notas iniciais

Eu estava ficando louca, por quatro motivos: primeiro voltamos para Storybrooke sem nenhuma lembrança do que aconteceu no ano em que estivemos fora, segundo Rebecca desapareceu e estou muito preocupada, terceiro tem alguém na cidade rindo da nossa cara e quarto enquanto tento resolver todos esses problemas um tal de Robin Hood não larga do meu pé.
Enquanto ajudava Emma e os outros eu estava fazendo minha própria investigação, fui a uma nova casa que apareceu no campo e para variar Robin foi atrás. Não tinha ninguém ali, porém acabei descobrindo uma coisa interessante Robin Hood era o dono da tatuagem de leão. É logico que isso me deixou mais maluca e doida para descobrir a verdade, contudo não posso me distrair com ele agora, pois tenho uma coisa muito mais importante: achar minha filha.
Eu estava no Grannys com os encantados, o pirata que só fica atrás de Emma e claro Henry que parecia alheio a toda essa bagunça que estávamos vivendo. O restaurante estava consideravelmente cheio, foi então que a porta se abriu, imediatamente senti um frio percorrer toda a minha espinha. Uma mulher de pele clara e cabelos vermelhos entrou e seguia em minha direção, nesse exato momento eu sabia o que se tratava: uma bruxa querendo vingança, apesar de que eu nem conhecia ela. Nós trocamos alguns insultos e ela me desafiou “Eu não vou lutar com você, nem sei quem você é” eu respondi e ela pareceu ficar mais brava ainda comigo “Ah claro, como poderia ir me esquecendo eu sou Zelena filha de Cora.” Eu levei um choque com o que ela disse, e aparentemente não foi só eu, todos naquele restaurante ficaram mudos e nos encararam como se esperassem uma explosão ou algo assim, tentei me recompor, “Não vou lutar com você” ela sorriu como se já esperasse por isso “Você vai sim, caso contrário você não à vera novamente” ela disse e saiu.
Eu sai logo depois, eu não podia acreditar. Eu não sabia para onde estava indo, porém não me assustei ao me encontrar dentro do meu mausoléu, ajoelhada em frente a um baú velho, lendo uma carta e com lagrimas que teimavam em cair.
Durante minha vida toda acreditei ser filha única, não sei como descrever o orgulho que senti quando li aquela carta pela primeira vez, achando que era eu a escolhida do senhor das trevas, uma bruxa mais poderosa até do que minha própria mãe, porém era mentira, até mesmo Rumple sabia dela. Eu queria que tudo que ela havia me dito fosse mentira, mas no fundo eu sabia que não era. Respiro fundo e limpo minhas lágrimas, só há uma coisa que eu possa fazer nesse momento: lutar com ela, para que assim eu possa ao menos recuperar Rebecca.
A luta estava marcada ao anoitecer, eu iria para casa, mas antes passei em um lugar. Quando cheguei em casa o primeiro lugar que fui, foi o quarto dela. Eu o observei ela manteve as paredes pintadas de branco, mas começou a dar seu toque. Prestei atenção nos livros que estavam na escrivaninha, achei os interessante e acabei por me sentar e foliar alguns. Sorri com o que encontrei, se olhar de longe se parecem com livros comuns, mas não são. Eram livros escritos em élfico e que ela estava traduzindo, analisei sua caligrafia era uma escrita fina e inclinada para a direita, é uma letra muito bonita.
Sou tirada dos meus pensamentos ao escutar a campainha tocando. Vou correndo atender, era Emma, ela me perguntou qual era o meu plano, eu apenas disse que iria dar a Zelena o que ela queria, e faria ela se arrepender por cada memoria que ela me tirou. Em um momento de fraqueza e necessidade de conversar com alguém, acabei por confessar a Emma minha decepção.
Já estava anoitecendo, eu estava atrasada, quando cheguei no local marcado havia uma multidão lá. Não me surpreendo, o povo dessa cidade é muito curioso, sem falar no fato que aqui não acontece nada de interessante. Não me assustei quando vi Rumple ali, Emma havia me contado sobre ele e Neal. “Ninguém te avisou que preto é a minha cor?” eu disse chamando a atenção do local para mim.
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