Era uma vez uma princesa
18 Rebecca
Notas iniciais

Uma coisa é fechar os olhos quando a maldição chega, outra coisa bem diferente é abrir os olhos e se encontrar presa no sótão de uma casa no meio do nada.
Quando a maldição chegou consumindo tudo, eu apenas fechei os olhos e aguardei para ser levada de volta a floresta encantada, porém o que me surpreendeu foi o fato de abrir os olhos e está em pé no meio de um sótão.
A primeira coisa que fiz ao ver onde eu me deparava, foi tentar fugir, o que descobri ser impossível. Mesmo usando magia eu nem ao menos consegui me tele transportar. Depois de tentar de tudo para sair, fui até a pequena janela, a única coisa que eu podia ver era mato, mas eu sabia que não estávamos na floresta encantada, não apenas a paisagem denunciava ser Storybrook como as outras coisas jogadas pelo chão.
Eu estava morrendo de fomo, aparentemente o uso da magia sugou muito da minha força, e eu estava fraca, tão fraca ao ponto de nem ao menos conseguir fazer algo de comer aparecer na minha frente, então a única coisa que eu poderia fazer no momento era dormir.
Mais uma vez eu sonhei que estava presa em um lugar completamente verde, “Acorda garota” uma voz desconhecida me chama de volta ao mundo real. Demoro um pouco para me situar “Quem é você?” ela apenas ri “Coma, não posso deixar você morrer de fome” ela coloca um prato no chão que eu o analiso minunciosamente “Como vou saber que não está envenenado?” ela ri novamente “Se eu quisesse que você morresse, você já teria”. Quem era essa mulher ruiva? “Você não me disse quem é” ela parece um pouco irritada “Como não me surpreender se nem a sua mãe sabe quem eu sou, como você saberia? Meu nome é Zelena a primogênita de Cora”. Cora? Se ela é filha de Cora, consequentemente é irmã da minha mãe o que significa... “Não pode ser, minha mãe é filha única” mas ela já havia saído.
Os dias foram se passando, e todo dia ela ia me levar algo que comer, porém não falei mais com ela e nem ela comigo. Eu ainda estava fraca para fazer qualquer feitiço de explosão e aparentemente aquele lugar era enfeitiçado para não se poder tele transportar, sem falar que eu tenho a breve impressão que esse cômodo disfarça minha presença, pois um dia, vi que minha mãe veio aqui, eu tentei de tudo para chamar sua atenção: desde bater na janela a praticamente tentar arrancar o chão, porém nada disso deu certo.
Não muitos dias depois, me surpreendo ao ver que ela também está controlando Rumple, o que significa que todos estamos ferrados. Como eu descobri? Ela mandou Rumple me levar comida, era obvio que ela sabia que ele já foi meu mestre. “Rumple!?” não pude esconder a felicidade em vê-lo “Não se anime princesa, apenas vim trazer a sua comida. Ela está me controlando.” Eu disse depressa, sabia que nosso tempo era curto “O que ela quer?” “Uma vingança doentia contra a sua mãe” Quando ele disse essa última palavra não pude deixar de sentir um nó no estomago, por mais estranho que nossa relação fosse eu estava preocupada com ela. “Fuja” ele disse.
Fugir, parecia tão fácil se eu não estivesse presa em um lugar no qual não posso usar magia sem me sentir fraca e nem ao menos me tele transportar. Eu estava com raiva, muita raiva, peguei algumas coisas e apenas joguei tudo no chão ou nas paredes, eu já estava cansada de ficar presa. Foi nesse momento que avistei um espelho, em meio a algumas roupas velhas. Ele era pequeno, era um desses espelhos antigos, eis então que surge uma ideia maluca em minha mente: Usar o espelho como portal. Se eu não poderia me tele transportar, talvez eu pudesse entrar dentro do espelho. Claro é um feitiço ultra mega difícil e complicado, eu apenas tinha lido sobre ele no meu livro, porém até hoje nunca tive coragem para tentar fazer, pois se eu não desse conta de visualizar exatamente o local que eu queria, eu poderia ficar presa no espelho para sempre.
Respiro fundo e encaro o espelho em minhas mãos. Ele é não é grande, e eu não estou com muita força, posso ficar presa nele para sempre, mas se eu não tentar tenho certeza que ficarei presa aqui para sempre. Limpo todos os meus pensamentos da minha mente, visualizo meu quarto, respiro fundo e toco nele.
Quando dou por mim estou caída no chão do meu quarto, não posso deixar de sorrir e ficar satisfeita comigo mesma. Preciso de um tempo para reunir forças para me levantar, se eu não estivesse com tanta pressa para encontrar minha mãe e fazer Deus sabe o que, eu poderia ter me dado ao luxo de dormir ali mesmo, onde estava.
Procurei e gritei pela casa toda, mas aparentemente não havia mais ninguém ali. Sai correndo pelas ruas e não foi difícil chegar a torre do relógio. No momento que cheguei havia muita gente ali e todos olhavam para cima, eu olhei também, e no exato momento em que olhei Zelena estava saindo lá de cima do relógio voando em sua vassoura. Sem ao menos pensar direito, corri e me espremi por entre as pessoas que estavam na rua e entrei na torre. Enquanto passei, não pude deixar de ouvir alguns múrmuros como “Ela derrotou a rainha?” e outras apenas me reconheceram e me deixaram passar. Quando cheguei lá em cima, soltei um suspiro, ela estava bem, caída e com os encantados ao seu redor mais bem. “Mãe” eu gritei, corri e abracei ela ali mesmo, não só ela como os outros se surpreenderam, contudo ela me apertou ainda mais, eu mesma me surpreendi com meu ato, era a primeira vez que eu me aproximei dela.
“Você está bem?” ela isse afrouxando nosso abraço e me analisando, sorrio me afastando “Sim eu estou e você?” ela passa a mão pelo meu rosto “Ela queria meu coração. Você está muito pálida” agora que a adrenalina passou, sinto o preço do meu feitiço, aparentemente ele sugou o resto de magia que eu tinha. “Eu estou um pouco fraca” digo isso e de repente eu vejo tudo ficar escuro e por mais que eu tente não consigo escutar ninguém me chamando.
Abro os olhos lentamente, olho ao meu redor e vejo que estou deitada no meu quarto, há alguém sentado em uma cadeira ao meu lado, me virou e vejo minha mãe. “Dormiu bem?” tentei não parecer assustada com o fato de ter desmaiado “Por incrível que pareça sim” disse me sentando na cama, “Acho que deve estar com fome” “Muita” ela sorri e me entrega uma xicara com um chá roxo. “Não que eu seja ingrata, nem não goste da sua comida, mas esse chá é estranho” eu digo analisando o conteúdo da xicara “Sua magia está fraca, você precisa de algo que a faça se regenerar e esse chá é muito bom para isso” Eu a encaro, mas mesmo assim tomo um gole “Nossa é muito azedo” Digo fazendo careta ela se limita a sorrir “É um chá para de cura querida, não um chá para se apreciar” Tentei dizer que só um gole já estava bom, mas ela me fez tomar tudo. “Onde você estava?” eu contei a ela tudo, ou quase tudo, apenas deixei de fora o fato de como eu consegui sair, acredito que esse tenha sido meu erro. “E como você conseguiu sair se não poderia se tele transportar?” eu engoli em seco, e sem ao menos pensar direito eu disse “Foi a primeira vez que Rumple levou comida para mim, ele deixou a porta aberta e eu sai”. Ela aceitou a minha resposta, porém ficou calada. “Acho que vou dormir novamente” ela apenas fez que sim com a cabeça, fechei os olhos, mas ainda podia sentir sua presença ali.
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