Era uma vez uma princesa
14 Regina
Notas iniciais

Eu estava preocupada com Rebecca, essa foi a primeira vez que a vi daquele jeito. Eu estava dormindo, quando de repente escuto ela gritando, fui correndo para o quarto dela. Ela estava dormindo, mas estava muito suada, claramente ela estava tendo um pesadelo. Foi difícil acorda-la, quando acordou ela parecia perdida e confusa, notei que ela estava tremendo, tentei pergunta-la se ela estava bem e se queria conversar sobre isso, ela respondeu que estava bem, mas não quis conversar sobre o assunto, aparentemente ela ainda não confiava em mim. Ela fixou o olhar em um canto do quarto, percebi que ela tentava se acalmar, mas não queria demonstrar fraqueza. Fiz uma xicara de chá aparecer em minhas mãos e a ofereci, ela aceitou. Rebecca sendo ela, fez uma piadinha sobre eu usar magia, eu já havia notado que ela tende a fazer piadas para tirar o foco de si.
Quando fui tomar café ela já estava lá, pela cara dela eu sei que ela não dormiu o resto da noite, porém eu não posso falar isso. Como eu imaginei ela fugiu do assunto mais uma vez e ainda mentiu sobre ter dormido. Não sou Emma para detectar mentiras, mas sem dúvida alguma já ouvi mentiras mais convincentes.
Depois de ir ver Henry brevemente fui para a prefeitura. Eu estava organizando as coisas, aparentemente sem eu aqui as coisas não funcionam, quando de repente para minha infelicidade chega alguém que eu não fazia a mínima questão de ver tão cedo. “Bom dia majestade” ele disse entrando e se sentando na cadeira a frente à minha mesa. “Você não aprendeu a bater antes de entrar?” eu disse e pra variar ele ignorou. “Temos assuntos mais importantes para tratar” eu o olhei cética “Não me lembro de ter nada a tratar com você senhor Gold”. Mas ao invés de sorrir ou fazer uma piadinha ele permaneceu sério “Alguém veio conosco da terra do nunca” eu congelei “Quem!?” tive medo de perguntar, “Você ainda pergunta? Claro que é ele” eu tentei me manter calma, mas ele continuou “Se vocês tivessem deixado eu arrancar o coração dele isso não teria acontecido. Agora todos nós estamos em perigo”. “O que ele está planejando?” eu pergunto e ele simplesmente dá de ombros “Como vou saber o que aquela mente doentia está pensando?” não resisto a vontade de rolar os olhos “Isso é meio irônico não acha?” “Precisamos da ajuda dos encantados para detê-lo o quanto antes, pois caso ele consiga o que quer ele irá nos destruir.
Estava prestes a ligar para Emma, quando escutamos o barulho de uma explosão, vinha da floresta. Sai depressa da prefeitura e não me surpreendi ao ver Emma ali também. “O que aconteceu?” ela me perguntou “Nada de bom”. Eu, ela, Gold e o pirata fomos ao local de origem da explosão. “Ouve uma luta aqui” Gold só afirmou aquilo que podíamos observar. As árvores ainda estavam pegando fogo, e o lugar ao redor estava devastado, “Foi uma magia poderosa” eu disse me abaixando para sentir a terra, era um truque antigo, mas ainda funcionava, ao tocar a terra eu senti a magia que estava aqui a não muito tempo atrás, uma era completamente negra e poderosa, e a outra eu conhecia bem “Rebecca” eu disse me levantando e um pouco assustada, em que ela havia se metido? “Como assim Rebecca esteve aqui?” Emma perguntou confusa, mas eu não tive coragem para contar minha teoria. “Ela foi sequestrada aqui” foi Gold que disse. “Mas como? E por que?”. “Claro que ele conseguiu captura-la fazendo uso da magia, enquanto ao pôr que devemos perguntar a vossa majestade. O que você guarda de tão precioso Regina?”.
Eu congelei. Só havia uma coisa nesse mundo que eu guardava, e que precisariam de Rebecca para conseguir “A maldição”. Não preciso dizer que todos ficam mudos com isso. “Por que diabos você não a destruiu?” Gold gritava furioso para mim “Você não tem ideia do que pode causar”. “Eu a guardei por precaução, eu não imaginei que pudessem ter acesso sem mim, pelo menos não até agora”.
“Lá vamos nós” foi o que o pirata disse ao adentrarmos o meu mausoléu. Depois do ocorrido na floresta eu os levei direto para o local onde meu cofre estava, Emma ligou para David e Mary nos encontrar lá.
Eles procuravam em qualquer canto, mas eu sabia exatamente onde ele estava e foi na mosca, lá estava ele acabando de fazer um corte no dedo dela. Os outros chegaram não muito segundos depois. “Solta ela” foi o que eu disse, eu estava furiosa e já estava preparada para ataca-lo “Não” Emma disse colocando a mão no meu ombro “Ele vai faze-la de escudo”. Logico que Peter Pan riu descaradamente “Então os bravos heróis estão com medo de atacar o malvado Pan e acerta a princesa bruxa?” Ninguém respondeu, e para minha surpresa Rebecca o estava obedecendo era obvio que ele conseguiu fazer a sombra se apossar dela, “Como estou muito feliz pelo que consegui e seria uma pena matá-la vocês me deixarão sair e eu a soltarei” eu iria dizer não e com certeza ataca-lo, foi quando que para minha surpresa Rumple se manifestou desde o que aconteceu na floresta “Aceitamos seu acordo”.
Nós o deixamos sair, embora eu quisesse muito mata-lo lentamente, quando já estávamos todos lá fora ele correu por entre as arvores e quando já não o víamos mais a sombra se desprendeu de Rebecca, deixando ela cair inconsciente no chão.
Fale com o autor