Notas iniciais
Capitulo novinho em folha, espero que gostem *-*

Eu estou dolorida e cansada, tenho que admitir que até um pouco surpresa, pois acabei de acordar no meu quarto. Quando a enorme onda de sono que eu estava sentido hoje na escola passou, eu comecei a notar o quanto minha sombra estava estranha, então fiz uma coisa que minha mãe não aprovara, eu matei os dois últimos horários de aula e fui para a floresta, e esse foi meu erro. Pensei que se me isolasse eu poderia conjurar um feitiço de iluminação e acabar com aquela sombra estranha, eu poderia ter feito isso na escola mesmo, mas aquelas crianças já não gostam de mim não fazendo magia imagina se descobrem que eu sou uma bruxa? Se é que já não sabem, mas voltando ao assunto, quando aquela sombra viu que me afastei da cidade, por mais absurdo que pareça ela começou a me perseguir e com isso fui obrigada a adentrar mais para dentro da floresta. Quando cheguei a um certo local não me surpreendi com que eu vi “Peter Pan?” eu disse confusa, mas eu sabia que ele não era flor que se cheire, ele me propôs um acordo no qual imediatamente eu me recusei, e então ele me disse que se eu não o ajudasse por bem, seria por mal. Foi quando percebi que ele me atacaria, logicamente eu já estava pronta para um ataque, lancei algumas bolas de fogo nele, mas sabia que não ficaríamos assim para sempre, uma hora ele ia conseguir trapacear e me pegar, foi então que não antes de perder minha consciência eu conseguir fazer uma explosão de magia na esperança de que alguém pudesse ouvir/sentir, depois disso não me lembro de nada.

Sento-me na minha cama e olho ao meu redor tentando me orientar, ainda é dia e aparentemente eu tenho um corte no dedo. Eu o examino, me parece que alguém colocou um curativo nele. Depois de me estabilizar, decido que é hora de descer e ver o que aconteceu, mas não antes de parar em frente ao meu espelho e encarar o que eu guardo lá dentro.

Rumple, Mary, Emma, David, minha mãe e o pirata metido estavam conversando lá embaixo, para não falar que faltava pouco estrangularem uns aos outros, Henry parecia não se incomodar, pois estava lendo um livro. Quando cheguei no final da escada eles perceberam minha presença ali e a conversa parou. “Você está bem?” foi minha mãe que quebrou o silêncio, ela parecia um pouco preocupada “Acho que sim” eu disse olhando para o meu dedo “O que aconteceu?” eles me olharam um pouco confusos “Nós que lhe perguntamos isso Rebecca. O que você estava aprontando?” dessa vez ela não estava tão preocupada assim, ela me parecia mais era zangada. Contei tudo do jeito que me lembrava “Você matou aula!?” Minha mãe disse brava, isso é sério? Eu lutei contra o Peter Pan e ela se preocupa com eu matar aula. “Em minha defesa a sombra estava me seguindo” eu disse. “Como você sabe que não era a sua sombra?” o pirata metido me interrompeu, não resisti e rolei os olhos “Porque eu conheço minha sombra, e além do mais aquela sombra irradia medo. Então o que aconteceu depois?” “Ele te manipulou” foi a única coisa que Rumple disse, foi então que liguei as peças do quebra cabeça “Ele abriu seu cofre não é?” eu disse me virando para minha mãe, ela apenas fez que sim. “Mas pra que ele precisava da pirralha?” O maldito pirata se manifestou mais uma vez, “Magia de sangue” eu disse normalmente, como do jeito que se diz quando alguém te pergunta que dia é hoje, claro que eles ficaram surpresos com o fato de eu saber, não sei nem por que, todo mundo sabe que sou uma bruxa. “O que tinha lá?” eu perguntei, todos se encararam “A maldição” eu arregalei os olhos “Então estamos ferrados” praticamente disse o que todos eles estavam pensando. “Qual é o plano?” Mary perguntou esperançosa, porém assim como Rumple e minha mãe eu sabia “Não temos escapatória” foi o que Gold disse, “Não podemos impedi-lo de lançar?” David perguntou, a essa altura eu já estava na janela “Não” eu mesma disse “Por que?” Emma perguntou curiosa “Ela já foi lançada” eu disse apontado lá pra fora “Você não sente que as coisas estão mudando?” eu perguntei, o canto dos pássaros cessou, o vento mudou e até mesmo o dia estava mais nublado.

“Só podemos fazer duas coisas: avisar as pessoas e tirar Henry de Storybook” foi o que minha mãe disse, e foi a vez de Henry se manifestar “Não, eu não quero ir”. “Mas você tem que ir meu amor, só assim você ficara seguro” ela disse se abaixando e ficando da altura dele, eu me virei e encarei aquilo, não sabia explicar, mas lá no fundo eu sentia um pouco de ciúmes, desviei o olhar e acabei encontrando Rumple me encarando, ele apenas sorriu. “Por que não posso ficar mãe? Só por causa de Rebecca você não me quer mais?” ele disse e saiu correndo pela porta da frente. “Acho que alguém está com ciúmes, agora se me derem licença tenho que preparar algumas coisas” foi o que Rumple disse antes de sair. Não preciso dizer que minha mãe foi correndo atrás de Henry, os outros ficaram lá olhando pra porta “Então nós vamos atrás ou vamos tomar chá?” eu disse.

Chegamos a uma distância considerada discreta deles dois, enquanto minha mãe conversava com ele os outros foram avisar o pessoal da cidade. A verdade era que eu sabia o que ela estava contando a ele, ele não poderia voltar pra lá, pois nunca pertenceu a floresta encantada, ele nasceu aqui e pertencia aqui.

Foi quando estávamos andando em direção ao antiquário de Rumple, para minha mãe pedir ajuda a ele com o feitiço de atraso da maldição eis que surge o maldito Pan, ele estava com uma faca e queria matar Henry. Foi quando para minha surpresa Rumple defendeu o neto, nós teríamos ajudado eles, porém Pan nos congelou. No fim finalmente Peter Pan foi derrotado, porém isso teve seu preço: Rumple. Ele deu a vida para matar o Pan.

Estavamos na fronteira da cidade, minha mãe iria mandar Emma e Henry para uma tal de Nova York e estávamos nos despedindo. Henry falou algo para minha mãe que a comoveu, sei que foi algo bom, pois ele tentava disfarçar as lagrimas com um sorriso fraco. “Juízo menina” Foi o que Emma me disse “Você também” eu disse tentando sorrir, não sei por que mais aquela despedida estava sendo realmente triste, foi quando para minha surpresa antes de Henry entrar no carro ele veio até mim e me abraçou “Me desculpe” ele disse em voz baixa, “Pelo que?" "Foi eu que disse ao Pan sobre você, mas foi sem querer” eu sorri, ele era um bom garoto “Tudo bem já passou”.

Estávamos em frente ao relógio da cidade, “Preciso fazer um feitiço, para que nossas memorias permaneçam e voltemos pelo menos para o nosso reino” foi o que minha mãe disse enquanto se preparava para lançar o feitiço “Vai precisar de ajuda” eu disse oferecendo minha mão a ela. Ela pensou por um bom tempo, mas nós demos as mãos, ela fechou os olhos e começou a murmurar algumas palavras, eu segui seu exemplo. Naquele momento pela primeira vez desde que cheguei, senti que estávamos conectadas, foi quando abri meus olhos e ela estava olhando pra mim sorrindo, eu retribui o sorriso e de repente a maldição apenas chegou e consumiu tudo.

Notas finais
Então o que acharam? Leitores fantasmas por favor se manifestem Desculpem qualquer erro de português Bjss e até breve