Era uma vez uma princesa
11 Rebecca
Notas iniciais

Eu estava deitada em minha cama, tentado dormir, mas parecia que a agitação de hoje me deixou sem sono. Primeiro descubro quem é minha mãe, vejo minha avó morrer e finalmente converso com minha mãe pela primeira vez. Ela me cedeu o quarto de hospedes, aparentemente ela está satisfeita por eu estar aqui. Emma veio me buscar, mas minha mãe disse que eu poderia muito em ficar aqui, logico que eu ouvi a conversa entre elas. Emma parecia desconfiar da minha mãe, juro que vi em minha mente Emma entrar na casa de Regina e me tirar dela, antes mesmo de pensar nisso fui tranquilizar Emma alegando que ficaria bem.
As vezes coisas assim acontecem. Tipo quando tenho que fazer escolhas, as vezes aparecem algumas imagens em minha mente, como se fosse um futuro, outras vezes eu sonhava que estava fazendo algo e não muitos dias depois eu me encontrava fazendo exatamente o que tinha sonhado. Era estranho, mas eu me acostumei, nunca contei a ninguém sobre isso.
Alguns dias se passaram, eu já frequentava a escola, que de acordo com minha mãe era essencial para crianças da minha idade. Certas coisas como matemática eu já sabia pois Belle havia me ensinado. As crianças geralmente ficavam me encarando, mas eu não ligava. Henry que havia descobrido sobre nosso parentesco, me contou que os outros apenas tinham medo de mim.
Em uma noite eu tive um sonho estranho, eu sonhava que estava amarrada em uma espécie de cama e levava muitos choques. Acordei muito assustada e não consegui mais dormir. Alguns dias depois e descubro que Tamara e Greg haviam feito isso com minha mãe. Então peguei uma coisa que Rumple me devolvido, eu havia guardado no espelho do meu quarto. Me lembrei do dia em que Rumple me devolveu aquilo.
“Vejo que está explorando a cidade princesa.” Oh sim essa era a voz do meu adorável ex-mentor “Ah eu não sei se você sabe, mas poder andar por ai livremente é bom” ele riu aquela risada de escarnio dele. “Ah eu sei muito bem. Venha, eu tenho algo que lhe pertence” ele andou e eu o segui. Acabamos por chegar a sua loja, eu estava analisando o que ele tinha lá, enquanto ele foi lá para dentro. “Tome cuidado com isso” Ele disse me entregando um livro grosso e antigo, com capa de couro e detalhes em pedras preciosas roxas. “Achei que ele havia sumido com a maldição” eu disse passando o dedo pelos entalhes. “Ele chegou logo após a maldição ser lançada. Eu o guardei para você” ergui a sobrancelha “Você ainda não consegue lê-lo né?” ele sorriu e disse “Acho melhor você ir logo, antes que alguém descubra sobre seu interessante artefato”.
Tranquei a porta do meu quarto, peguei o livro e sentei na minha cama. Eu o li pela primeira vez em muito tempo. Eu o achei quando era pequena na biblioteca de Rumple, eu tinha achado ele muito interessante, mas Rumple não deu a mínima de acordo com ele o livro era intraduzível, ou seja não valia nada para ele. Para ele, pois de alguma forma eu consegui lê-lo, de alguma maneira estranha aquelas escritas distorciam em minha mente e formavam palavras. Eu as lia, e não entendia muito bem, mas sabia que eram feitiços, um dia ele me viu lendo o livro e eu confessei que eu entendia. Ele me encarou para analisar se eu não estava mentindo, ele deu um sorriso e disse que o livro era meu.
Como estou sozinha em casa, eu tinha todo o tempo do mundo para lê-lo, exceto pelo fato de que eu teria que me encontrar com Belle logo. Minha mãe, Emma, Mary, David e Rumple pularam em um portal atrás de Henry que havia sido sequestrado por Tamara e Greg. Sim os mesmos que haviam capturado minha mãe e a torturado. Respiro fundo encarando meu livro, eu o fecho e guardo em meu esconderijo.
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