Notas iniciais
Espero que gostem *-*

Demoramos dias para chegar a maldita terra do nunca e mais alguns dias para achar Henry. Primeiro o clima no navio estava tenso, segundo eu estava com muita vontade de arrancar o coração de alguém e terceiro eu estava louca para interrogar um certo crocodilo, mas vamos por partes, assim como realmente aconteceu.

Eu estava louca para arrancar o coração de Branca, mas eu havia prometido não só a Henry como a Rebecca também que não arrancaria o coração dela. Algumas vezes eu quis mesmo foi cortar a língua dela pra ver se ela calava.

Já com Rumple as coisas foram mais serias e nítidas, tudo aconteceu quando estávamos na praia ambos sozinhos. Esperávamos que a sereia voltasse “Por que você fez o oposto do que eu pedi?” eu perguntei normalmente, “Eu cumpri meu acordo querida: Levar a criança para longe” eu o encarei “Mas não era para lhe ensinar magia” ele riu “Você deveria ter feito um acordo melhor então” rolei os olhos “Em minha defesa eu realmente ia dar ela a um casal de camponeses qualquer, mas pense e se alguém descobrisse sobre ela? Certamente iriam usa-la para atingir você.” Agora foi a minha vez de rir “Desde quando você se importa comigo Rumple? Você só queria uma garantia para que eu lançasse a maldição para você” ele deu de ombros “Ou talvez eu estava preparando outra aluna para lançar a maldição” Eu o encarei, acredito que se meu olhar queimasse eu teria queimado ele ali, mesmo “Por favor Regina, não faça essa cara. Eu fiz um bem a sua pequena princesa” olhei cética para ele “Sério? Minha nossa não tenho nem como agradecer” ele ignorou o que eu disse “Se eu não a treinasse, outro poderia sentir seu potencial para a magia e a treinado. Então você deveria agradecer que fui eu e não outro, afinal sou um bom professor não é mesmo?” Eu o observava, mas permaneci calada. “Não diga que não sente a aura dela” eu dei de ombros e um “Talvez” me escapuliu, deixando ele contente “Ela é jovem e poderosa querida, tenho certeza que será mais poderosa do que você um dia. Com o treinamento certo ela se tornaria uma bruxa extraordinária” eu o interrompi “Não quero isso para minha filha, o poder e a magia sempre tem um preço. Eu não deixarei que você a use também Rumple” ele apenas riu “Você pode tentar protege-la de mim, mas nunca conseguira protege-la dela mesma. Não sei se você percebeu, mas Rebecca sempre faz aquilo que tem vontade e não é do tipo que se arrepende”.

Eu estava com muita raiva de Rumple pelo que ele havia falado, mas pelo menos agora estávamos com Henry e o levando para casa. Se dependesse de mim, não voltaríamos para a terra do nunca, nunca mais.

Chegamos e as pessoas estavam no porto nos esperando, mesmo ajudando no resgate de Henry, percebi que ele estava mais entusiasmado com Emma e sua família encantada. Procurei entre as outras pessoas do porto Rebecca, mas ela não estava lá, eu sabia. Por algum motivo que desconheço sua aura de magia é sempre forte e fácil de localizar, perguntei a Belle onde ela estava e Belle apenas me disse que ela tinha saído.

Pensei em ir para casa, mas algo dentro de mim sabia que ela não estava lá, então decido ir a um local no qual não vou há muitos dias. Não me surpreendo com quem encontro lá, e aparentemente nem ela. “Vocês demoraram” foi o que ela me disse, percebi que ela procurava algo entre meus utensílios mágicos “Procurando alguma coisa?” ela apenas deu de ombros e mudou de assunto “A senhora tem muitos corações” ops, deveria ter escondido eles melhor, afinal como seria um exemplo para minha filha se ainda guardo certos suvenires, agora era minha vez de mudar de assunto “Você não respondeu minha pergunta” ela me olhou sem expressão, “Apenas pensei que havia sentido a presença de uma coisa” eu a encarei “Que coisa?” ela deu de ombros “Eu não sei”. “Você não sabe ou não quer me contar?” eu a interroguei e ela deu de ombros “acho que um pouco dos dois” “Você sabe que eu posso lhe fazer falar né?” ela ergueu a sobrancelha “Será que seu feitiço seria mais rápido que meu tele transporte?” Então ela estava me desafiando. “Não é apenas com magia que se resolve as coisas” ela sorriu “Mas é a maneira mais divertida” “E perigosa” eu a alertei. “A vida é perigosa” ela me disse. “Está gostando daqui?” resolvi que era hora de mudar de assunto “Se a senhora estiver falando desse mausoléu, até que ele é interessante, mas a cidade é um pouco sem graça” sorri com o pensamento dela, era obvio que ela era atraída pela magia. “Tive uma ideia, que tal irmos para casa fazer algo para comer e você me conta como estava por aqui?” ela pareceu gostar da ideia “Acho que seria mais legal se a senhora contasse como foi na terra do nunca”.

Notas finais
Então o que acharam? Comentem