Era uma vez uma princesa
20 Henry
Notas iniciais

Eu estava há tantos dias nessa cidade chata, que estava louco para ir embora. As pessoas daqui são um pouco incomuns, as vezes elas ficam me encarando como se já me conhecessem. Minha mãe está trabalhando em um caso, então só sobrou para mim ficar com a bibliotecária o que era frequente nos últimos dias, porém hoje apareceu uma nova garota apareceu, ela se identificou como a filha da prefeita.
Ficamos na biblioteca, eu estava jogando, enquanto elas estavam lendo alguns livros digamos assim diferentes. De repente a garota apenas pega um livro e me puxa pelo braço “Venha, eu descobri” eu não quis protestar, não que eu não goste de bibliotecas, mas já estava ficando chato ficar só por aqui.
Fomos a um local afastado, e encontramos a prefeita e outro cara se agarrando, eles pareceram ficar envergonhados, porém o que me surpreendeu foi a reação da garota, acho que ela não gostou do que viu. Mas ela ignorou, ela apenas disse “Aqui” e apontou no livro. “Isso não vai dar certo” a prefeita disse “Mas podemos tentar, só precisamos da Emma” fiquei mais atento quando ela mencionou o nome da minha mãe. “Vamos, ela está la dentro”.
Porém quando estávamos indo para o galpão, uma mulher me agarrou e me levantou para o alto. “Larga ele” a prefeita gritou, a mulher ruiva apenas gritou “Se você insiste” e me soltou, o que me surpreendeu, foi que a prefeita conseguiu me manter no alto, e foi me trazendo para o chão devagar. Quase que ao mesmo tempo minha mãe, Mary Margareth, David e aquele cara que nos buscou.
A mulher ruiva lançou uma bola de fogo em nossa direção, foi então que acabei de crer, que essas pessoas não são normais. Cheguei a me encolher, mas então a garota ficou a nossa frente e fez uma barreira roxa aparecer. A parede que ela fez aparecer instantaneamente absorveu o fogo. Logo após, a menina estalou os dedos e de repente toda a sombra presente ali no local se juntou e começou a cobrir a mulher ruiva.
A garota parecia estar hipnotizada, uma energia roxa começou a emanar nela. Escutei a mãe dela chama-la pelo nome “Rebecca!” mas ela não pareceu nem ao menos escutar, eu pude ver minha mãe tentando se aproximar dela, mas o homem que nos trouxe para cá, a puxou pelo braço e diz ser perigoso, pois a garota soltava uma espécie de pequenos raios roxos. Porém a mãe dela não se importou, ela apenas foi até a garota, desviando dos pequenos raios e a segurou. Ela a agarrou em um abraço, escutei ela dizer que ficaria tudo bem, a garota apenas ficou lá, a mãe dela deu um beijo na cabeça dela e foi aí que tudo aconteceu.
Tudo caiu em mim de uma vez, a única coisa que eu fiz foi correr até aquelas duas e me juntar aquele abraço. “Mãe, Rebecca vocês estão aqui” elas me olharam sorrindo, e me abraçaram também. Quando terminamos de nos abraçar, olhamos para o lado e a bruxa ruiva havia desaparecido.
Depois de separarmos do nosso abraço triplo, corri até meus avós e os abracei. Quando todos estávamos juntos, percebi que o clima estava tenso, afinal o que Rebecca fez foi inacreditável. “O que você fez?” Emma perguntou “Um feitiço...” Rebecca respondeu baixo, mas seu rosto estava mais pálido que o normal.
Enquanto todos me perguntavam como eu estava, vi pelo canto do olho Rebecca me pedindo silencio com o dedo e desaparece em fumaça roxa.
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