Notas iniciais
Então o que será que Rebecca vai aprontar? Estão esperando o que!? Descubram *-*

Eu estava furiosa, e nem sabia ao menos o porquê. Logo após conseguir sair daquela bizarra reunião de família, eu me tele transportei para o meio da floresta, eu definitivamente estava confusa, magoada e principalmente perdida. Então fiz o que precisava fazer, eu apenas joguei bolas de fogo para todo o lado, eu precisava me acalmar.

Depois de me esgotar, eu sentei e me encostei em uma árvore. Eu fechei os olhos e as memorias do último ano me inundaram. Se antes eu já queria fazer aquela maldita bruxa do oeste sofrer, agora eu queria esmagar o coração dela até fazer ele virar pó. Abri os olhos e vi que minhas mãos estavam envolvidas em uma espécie de fumaça roxa, respirei fundo para me acalmar e a fumaça desapareceu. Eu passei o último ano sendo refém daquela maldita bruxa verde e isso era inacreditável.

Ouço o barulho de alguém se aproximando, me levanto e espero o ataque, quando de repente um homem aparece, eu nunca o tinha visto antes, ele possui os cabelos negros e os olhos claros “Quem é você?” “Me chamo William” ele responde. “O que você está fazendo aqui?” eu pergunto e ele apenas me encara “Apenas caminhando e você?” ele me responde com uma nova pergunta “Apenas pensando”. Ele parece compreender “Já está escurecendo, você não deveria estar em casa? Seus pais devem estar preocupados” eu olho desconfiada para ele “Você não sabe quem eu sou?” Ele faz que não com a cabeça, eu apenas digo tchau para ele e caminho rumo as árvores.

Me tele transportei para a porta da frente de casa, não estava muito animada para caminhar pela cidade no momento. Quando abri a porta não me surpreendi com todos ali, as vezes me pergunto se por aqui não existe privacidade. Cheguei bem na hora que Mary perguntava ao Gancho quem havia dado a ele a poção “Eu enviei a poção para ele” eu respondi a pergunta, deixando o clima mais tenso, porém não fiquei ali para conversar, subi as escadas direto para o meu quarto, sem ao menos me dar o trabalho de pedir licença aos presentes ali.

Já era noite quando ouço alguém bater na porta, porém não respondo, continuo sentada na minha cama imóvel, olhando para o nada. A porta se abre, mas nem mesmo me dou ao trabalho de olhar quem é, afinal sei muito bem quem. Ela se senta na poltrona e me encara “Você está bem?” eu apenas dou de ombros “Não sei” isso parece deixa-la preocupada. “O que você fez mais cedo...” ela começou, mas eu a cortei “Você não me procurou” eu disse me referindo ao que tinha acontecido na floresta encantada, eu me levantei. Eu estava me descontrolando de novo, eu comecei a andar de um lado para o outro no meu quarto “Eu esperei por você, todo dia, durante um ano.” eu comecei a dizer, mas minha voz ficou embargada, eu mal conseguia continuar “Eu confiei em você” eu disse limpando as lagrimas que teimavam em cair dos meus olhos.

“Eu te procurei” ela me abraçou, acabamos por sentar no chão abraçadas, eu ainda soluçava. Ela não disse para mim parar de chorar, ela não me proibiu de chorar, ela apenas ficou lá para mim, me abraçou e talvez pela primeira vez em minha vida eu demonstrei minha magoa, meu medo e principalmente me deixei fraquejar diante de alguém. “Eu nunca tinha chorado assim” eu confessei a ela “Eu imaginei”. “Por que você não me salvou?” eu perguntei a essa altura, ela já estava sentada escorada na minha cama e eu deitada no chão com a cabeça em seu colo. “Eu te procurei desde que nós chegamos lá e você não estava conosco, eu te procurei durante todos os dias por um ano, mas” foi então que eu a cortei “Você estava mais preocupada com o que Zelena estava tramando” ela iria me responder, mas eu continuei “Tudo bem mãe, eu entendo. Zelena estava causando o mal e vocês tinham que detê-la. De qualquer jeito não haveria como me achar, ela usou um feitiço para me ocultar” eu a consolei, a verdade era que por mais que eu quisesse culpa-la por minha prisão, hoje sei que a culpa não era dela, Zelena tinha meios para me esconder e de uma forma bizarra minha mãe era a rainha e estava ajudando Mary e David a deter a bruxa má do oeste.

“Me desculpe” ela quebrou o silêncio. Eu sentei ao seu lado para encarar ela e respirei fundo para o que eu diria a seguir “Mãe eu te desculpo, afinal se houvesse uma maneira de me achar eu sei que a senhora teria tentado. Eu é que tenho que pedir desculpas pelo que eu acabei de fazer” ela sorriu fracamente enquanto colocava uma mexa do meu cabelo atrás da orelha “Não é errado demonstrar suas emoções Rebecca”.

Notas finais
Então o que acharam desse momento mãe e filha? E esse novo personagem, será amigo ou inimigo? Esperando novas opiniões e especulações Bjss e até breve