Era uma vez... de novo.
14 Eu tenho um sonho, só não preciso compartilhá-lo. Certo, amigos da Rachel?
Notas iniciais
Tudo bem. É minha vez, por mais que eu esteja com preguiça de falar agora. Fazer o quê, né?
( Cala a boca, Rachel. )
Ela está dizendo que eu não estou com preguiça, e sim com vergonha. Quer saber, é isso mesmo, eu estou com vergonha.
Mas não vou fazer suspense, no final da minha gravação vão entender.
Antes de voltarmos à realidade, devo ressaltar que a cama de Rachel estava bastante confortável, e ficou ainda melhor quando percebi que todos iam dormir no chão, exceto eu. Melhor sentimento do mundo, acreditem. Porém, minha felicidade durou pouco, pois fui acordada com um gato arranhando minha cara.
Eu, com minha incrível habilidade de gritar coisas estranhas quando sou acordada repentinamente , exclamei algo parecido com “canguru”. Provavelmente “Kangaroo”, pois me lembro claramente da música Kangaroo Court na minha cabeça naquela hora. Também fiz um movimento brusco com o braço que fez o gato – provavelmente era a gata de-nome-nada-criativo de Rachel – ser quase jogado da cama. Esperei meus olhos focarem no teto da torre, e percebi que não havia luz do dia entrando, mas também não estava escuro. Me levantei, um pouco tonta, transformando os sapatos em pantufas vermelhas. Sério, essas coisas simplesmente não querem sair do meu pé. É a vida. Andei até a mínima janelinha da torre, mais parecendo um zumbi do que uma pessoa normal, e olhei através dela. O céu estava um azul anil, como se o dia estivesse nascendo. Para falar a verdade, o dia estava nascendo. Foi aí que percebi que todos na torre ainda estavam dormindo. Milhões de maldições brotaram em minha mente, todas dirigidas para a gata que me acordou. Cocei minha cabeça e andei até uma penteadeira bonita que ficava perto da cama eu que eu havia dormido. Quando me olhei no espelho, eu juro, com todas as minhas forças, que eu quase dei um grito de tanto susto. A visão de uma eu completamente imunda, com o cabelo todo bagunçado ( um lado estava solto e outro ainda preso pela fita vermelha ), o vestido também estava imundo, e minha cara estava toda arranhada ( obrigada, gata de-nome-nada-criativo da Rachel ).
( Ah, não vai brigar comigo não, você sabe que esse nome não é criativo. Eu sei que Totó também não é criativo, mas cá entre nós, minha história se passa nos anos 40! )
Olhei ao redor mais uma vez, avistando uma sombra no pé da minha cama. Me aproximei, tendo uma linda vista de Rachel e Henry adormecidos, pode-se dizer que bastante próximos. Dei um sorriso de satisfação, pegando o celular de Rachel na penteadeira e tirando uma foto dos dois. Como uma “vingança” por qualquer coisa que Rachel já havia feito a mim, mandei a foto para o celular de Emma, acompanhada da mensagem “ BOMBA! Rachel e Henry nem percebem que foram flagrados pela nossa querida paparazzi Doroteia! Está rolando, ou não? Sexta, no Good Morning Storybrooke! “. No momento em que a confirmação de que a mensagem fora enviada chegou ao celular, coloquei-o onde eu o achei com uma risadinha e apenas esperei os outros acordarem, pois se eu tentasse dormir novamente, não daria certo.
Alguns minutos depois me vi sentada na janelinha da torre,com os pés apoiados na lateral da mesma, de olhos fechados e cabeça inclinada, cantarolando Can’t Help Falling In Love, do Elvis. Pois é, acabei cochilando.
Pode-se dizer que não acordei do jeito mais bonito. Felizmente, não gritei nada estranho e não caí da torre. Porém, levei um copo d’água no rosto.
Obrigada, Rachel.
Após uma série de xingamentos e um tapa no ouvido da loira ( bati no de Henry também por que a cara dele me irrita ), percebi que a garota estava totalmente diferente do que estava antes: o vestido verde agora era verde-água, mais bonito e limpo. O cabelo da garota estava impecável, com duas mechas da frente presas atrás numa trança grega. E eu lá, uma aberração em pessoa. Tudo bem, continuando. Ela estava agindo normalmente, o que me fez deduzir que não vira que eu havia mandado a mensagem. Tentei disfarçar:
– Você tá parecendo um Pokémon que evoluiu, querida. – Eu disse, com um pingo ( ou um balde ) de sarcasmo na frase. Visto que Rachel não entendera, tentei explicar. – É por que quando um Pokémon evolui ele fica com a aparência totalmente diferente e você mudou de roupas e...- Parei, bufando. – Deixa pra lá. Apenas me diga como você conseguiu se limpar.
– Ah, tomei um banho no rio. – Eu mal deixei ela terminar a frase, pois comecei a rir.
– Sério? Banho no rio?– Eu disse, cruzando os braços com um sorriso brincalhão. – Que coisa mais... primitiva. Prefiro ficar suja. — Rachel estava prestes a dizer alguma coisa quando o celular tocou, me fazendo congelar. Fiquei entre rir e ficar com medo, mas quando a loira se mexeu para ir atender o telefone, eu corri , me colocando na frente dela e atendendo o celular.
– ....Alô? – Disse, com um pouco de cuidado na voz.
– Dorothy? – Ouvi a voz de Regina do outro lado da linha, e me arrepiei um pouco.
Rachel ia me matar.
– Euzinha. Suponho que queira falar com o Henry. – Respondi, dando um sorriso travesso.
– Por favor. – Ela disse, tentando ser gentil, porém era visível que estava prestes a explodir. Com um cuidado aparente, passei o telefone para um Henry confuso. Aproveitando que Rachel prestava bastante atenção no garoto e no telefone, tentei sair de fininho dali. Porém, fios de cabelo loiros me impediram de fazer isso.
– O que diabos você fez, Doroteia? – Ela perguntou, apenas com o movimento dos lábios. Dei um sorriso inocente, dando de ombros. Ela me olhou com raiva e levou um susto quando quase fora acertada no rosto pela mão de Henry que segurava o celular. Regina gritou tão alto no telefone que o garoto teve que afastar o aparelho bruscamente de seu ouvido. Com os olhos arregalados, ele jogou o telefone para Rachel, que não conseguiu o colocar no ouvido por causa da gritaria. Sem saber o que fazer, jogou o telefone para mim, e o que eu poderia fazer a não ser pegar? Era nosso único meio de contato com o pessoal da cidade.
Foi assim que os próximos 2 minutos se sucederam: eu jogava o telefone para Henry, que jogava para Rachel, que assim, jogava o aparelho para mim. Apenas após ficarmos tal tempo brincando de batata quente com o pobre celular, parece que Regina se acalmou, e desligou o telefone sem a gente nem perceber. Quando finalmente nos demos conta de que a chamada havia sido encerrada, o telefone estava em minhas mãos.
– Doroteia Gale. – Rachel olhou para mim, com um olhar mais mortal do que o Godzilla.
– O que você fez agora? – Completou Henry. Fui dando pequenos passinhos para trás enquanto os dois me seguiam como se estivessem prestes a cometer um homicídio.
– Olha, depende. – Eu disse, sem parar de me afastar, com um riso nervoso.
– Doroteia,fala. – Rachel me respondeu, quase que num rosnado. Eu estava prestes a dizer algo quando um tipo de quina me atingiu nas costas. Ótimo, havia batido em cheio na penteadeira. Com um grito irritado de dor, me afastei bruscamente da mobília, colocando a mão direita nas costas. Agora eu e os outros dois estávamos na frente da penteadeira. Eles não paravam de falar e eu já via todos os Homens Alegres, Aurora e Filipe observando aquilo tudo.
– OK, CALEM A BOCA! – Berrei, já ficando irritada com todo aquele drama. Até os espectadores se assustaram com meu grito. – Olhem só: brincadeira infame. De péssima qualidade. Mas..
– Realmente muito infame. – Uma voz do além chegou aos meus ouvidos. Dei um grito logo após ouvi-la ecoando pela sala,fazendo todos se assustarem de novo. Para falar a verdade, não se assustaram com meu grito, e sim com uma projeção de Regina no espelho da penteadeira que aparecera do nada. Me virei, com os olhos arregalados, ao ver a face de Regina se diminuir para dar espaço para mais duas figuras ao lado dela: uma Emma de cara fechada para mim, e um Killian desempenhando uma perfeita imitação de minha cara naquele momento.
( Sabe aquele esquilo que está de costas, e do nada vira a cabeça, que está com uma expressão assustada de “ Babado Rosa Chiclete”? Então, é assim mesmo que eu estava. Pare de tentar imitar, Rachel. Ninguém vai superar o Killian nessa imitação. Continuando, né?)
– Regina,o que você está fazendo no espelho? Emma? Killian? – Choraminguei de forma dramática enquanto tocava o espelho como se estivesse tentando tirar os três de lá. – Me salva desses dois, capitão! – Choraminguei mais uma vez.
– Só estou aqui de figurante, Dot. – Killian disse, tentando segurar uma risada – tentativa falha, se quiserem saber.
– Dorothy, querida, obrigada por mandar a foto. Era tudo que eu precisava.. saber. – Regina disse, com um sorriso. Emma se curvou, para assim sussurrar “ Eles não são bebês, Regina. Só porque dormiram próximos não quer dizer que estão juntos. Precisava me acordar para tudo isso? “ no ouvido da rainha. Regina suspirou, arqueando as sobrancelhas. – É, acho que tem razão. Vocês podem voltar.- Disse a mesma, indicando Emma e Killian. Ela ia dizer algo a mais, quando eu a interrompi.
– Espera, vocês estavam juntos? – Perguntei, cruzando os braços, arqueando as sobrancelhas e dando um sorriso maldoso.
– É..é.. – Começou Killian.
– Não, é claro que não? Enlouqueceu, Dorothy? Sai daqui, Hook. Sai! – Emma disse, numa péssima atuação, enquanto saía da visão do espelho. A projeção de Regina voltou a aumentar no espelho. Regina voltou a falar:
– Me desculpe,acho que me preocupei demais. Obviamente vocês dois não estão junt...
– Na verdade... – Interrompeu Henry. Rachel congelou.
– O quê? – Eu e a rainha exclamamos exatamente ao mesmo tempo. Ela olhou para mim, voltando a ficar vermelha.
– Dorothy, por que você não vai... colher maçãs, fora de... seja lá onde vocês estejam?
– Mas.. – Tentei insistir.
– Agora. Vocês aí no fundo também. – Ela disse.
Me virei, com os olhos arregalados e tentando processar tudo o que havia acontecido até agora. Não consegui, pois apenas um pensamento me vinha à mente enquanto me dirigia até a janelinha da torre, junto com os Homens Alegres, Filipe e Aurora.
“ Da última vez que tentei colher maçãs, não deu muito certo. “
Mais ou menos dez minutos depois, Rachel e Henry desceram da torre, tendo uma linda visão de mim tentando plantar uma bananeira e tentando fazer o vestido ficar no lugar ao mesmo tempo, enquanto um garoto chamado Ian, filho de um dos homens alegres e apenas um ano mais velho que eu, ria incontrolavelmente. Porém, quando vi os fios dourados do cabelo da loira, voltei a posição normal e me aliviei ao ver que estava sã e salva.
– E então? – Perguntei, segurando uma risada.
– Regina disse para eu não te bater. Por que você não fez nada de errado. Por mais que eu queira desobedecer essa regra, ela ameaçou cortar meu cabelo. Ele nunca esteve tão bonito,não vou arriscar. – Ela disse, num tom emburrado. Henry disse que Regina não disse diferente para ele, apenas que se ele me xingasse iria tirar o videogame.
Sorri, vitoriosa.
– Então, pessoal. Eu e meus homens não achamos algo como proteína ou carboidrato para comer.Tem uma pequena vila perto daqui, vamos ter que andar até lá.
Todos se lamentaram em voz alta e ao mesmo tempo, mas acho que meu choro falso foi mais alto, pois todos riram.
Depois de uns dois minutos, começamos a andar. Robin e Filipe na frente, ambos portando seu arco e espada, respectivamente. Atrás deles, o resto dos homens alegres. À minha frente, aurora andava segurando a mãozinha de Roland. Eu andava ao lado de Ian, conversando com ele, e Rachel andava ao lado de Henry, logo atrás de nós. Após eu rir de algo que o garoto dissera, ouvi a voz da loira atrás de mim:
– BOMBA! Doroteia e Ian nem percebem que foram flagrados pelos nossos queridos papparazzi Rachel e Henry! Está rolando, ou não? Sexta, no Good Morning Storybrooke!.
Sério, como ela sabe o nome do garoto que até agora apenas eu havia conversado? E sério, ela realmente se lembrava da exata mensagem que mandei para Regina?
Loira sem criatividade.
Olhei para ela.
– Há, há,há. Sério, precisa rever suas maneiras de vingança. – Eu disse, logo depois me virando para frente novamente.
Algum tempo depois, eu, Rachel, Henry e Ian conseguimos chegar lá para a frente, logo atrás de Robin e Filipe. Já estávamos chegando na vila, pois eu, pelo menos, já era capaz de ver uma estrutura de madeira escura logo à nossa frente. Porém, tal estrutura parecia ter algum significado para a loira ao meu lado, pois logo quando a mesma viu a placa que pertencia à estrutura, saiu correndo, com um gritinho – sem antes deixar de trombar em mim. Andei rapidamente, seguindo-a, acompanhada de Henry.
A placa dizia: “ Patinho Fofo. “
– Eu estou com medo do que vou encontrar aí dentro. – Eu disse, cautelosamente, para o garoto.
– O lugar se chama Patinho Fofo. Deve ser uma creche para crianças, sei lá.Vem, vamos entrar.
– Ok. – Eu disse, respirando fundo, e abrindo a porta com força. – OLÁ, CRIANÇ...
Não eram crianças.
Nem velhinhos.
Eram caras – mais parecidos com muralhas- abraçando e fazendo cafunés em Rachel.
Eles pararam na hora, quando gritei, e olharam para mim com olhares de “quem é essa garota invadindo nosso bar”. Fiquei branca da cabeça aos pés.
– Henry, quem são eles? São gigantes, e me dão medo. – Choraminguei num sussurro para Henry. Ele, também branco da cabeça aos pés, deu de ombros.Olhei para frente: um dos caras, gigante, estava me olhando feio, bem na minha frente.
– Nós te damos medo? Por que te damos medo? – Ele disse, a voz tão assustadora que arrepiei.
– E-eu... já estava de saída. – Tentei me virar para sair pela porta, mas uma pontada em meu ombro me fez parar. Olhei para o cara: ele possuía um gancho.
Tentei não ficar com medo do gancho. O que era irônico, por que eu achava o gancho de Killian adorável.
O homem me pegou pela cintura – nem tentei lutar, eu já passara da fase medo, agora estava na fase irritada – e me pendurou pela barra das costas do vestido num gancho preso na parede, de modo que eu ficasse pendurada lá – jeito bem clichê, estilo desenho animado.
( Nem sabia que dava para fazer isso )
– Ela é minha amiga, pessoal. Mas podem deixar ela aí, é bem divertido ver ela assim. – Disse Rachel, com um sorriso no rosto.
Como diabos uma florzinha de jardim como a Rachel é amiga de caras como esses?
Continuando, o resto do papo com Rachel e os caras eu não prestei atenção, pois estava emburrada demais para me manifestar. Henry e Ian rindo não ajudavam também. Só após um tempo percebi os dois sentados numa mesa ao lado de onde estava pendurada, e nem havia notado que todos os Homens Alegres, Filipe e Aurora também estavam lá, rindo de mim. Só após os homens colocarem Rachel em cima de uma mesa, prestei atenção.
– Então... você precisa ir para casa, certo? – Um homem – de nariz gigante – perguntou.
– Sim, só não sei como. – Ela respondeu. – Mas e vocês, como andam? Novos amores? Problemas? Amigos? – Perguntou. — ...Sonhos? –Para esse último ela deu um sorriso esperançoso.
– Sabia que ia perguntar isso. – O homem que me pendurara disse, sorrindo. – CARA DA SANFONA! – Ele gritou, apontando para um pobre coitado que sentava em um banco e começava a tocar uma sanfona.
Ah, eles não iam fazer isso.
Porém, enquanto uma careta BEM GRANDE se formava em meu rosto.
Me surpreendi com a voz do cara-do-gancho:
I'm malicious, mean and scary( Sou mal-intencionado, malvado e assustador )
My sneer could curdle dairy ( Minha zombaria pode coalhar leite )
And violence wise my hands ( Se falarmos de violência )
Are not the cleanest ( Minhas mãos não são as mais limpas )
But despite my evil look( Mas apesar de meu olhar maligno )
And my temper( Do meu temperamento )
And my hook( E do meu gancho )
I've always yearned to be a concert pianist! ( Eu sempre quis ser um pianista )
Quando o tal cara-do-gancho começou a tocar um piano de aparência velha num palco que havia na taverna, fechei os olhos e me belisquei, para acordar daquele sonhos.
Droga.
Não era um sonho.
Apenas abri os olhos alguns segundos depois, quando a música das princesinhas da taverna já havia chegado no seguinte verso:
Tor would like to quit and be a florist ( Tor gostaria de ser um florist. )
Gunther does interior design ( Gunther faz design de interiores )
Ulf is into mime ( Ulf gosta de mímica )
Attila's cupcakes are sublime ( Os cupcakes do Attila são maravilhosos )
Bruiser Knits ( O Bruiser faz tricô )
Killer sews ( Killer costura )
Fang does little puppet show ( O fang faz teatro de fantoches )
And Vladimir collects ceramic unicorns ( E o Vladimir faz coleção de unicórnios )
Uma pena que não percebi o silêncio que havia se tornado a taverna depois desse verso, pois perguntei, em alto e bom tom, para Henry ao meu lado:
– Por que estão cantando? Eles ensaiaram isso? Me ajude, acho que estou em um filme da Disney.
Todos os homens se viraram para mim, fazendo um círculo em volta da pilastra onde eu estava pendurada. Só percebi quando Henry começou a rir. O cara do gancho se aproximou, colocando as mãos – perdão, a mão – na cintura.
– E você? Qual o seu sonho?
O homem me pegou pela cintura, me colocando com facilidade no chão.
Manti a calma. Aquilo era uma representação ao vivo do filme Enrolados. Como pode isso?
– Me desculpe, pessoal. Não tenho sonhos. – Eu disse.
Eles apontaram as espadas para mim.
Congelei. Virei um pinguim. Melhor, um urso polar. Um urso polar vestido de esquimó. Um urso polar vestido de esquimó, tomando sorvete.
Tentei me lembrar do filme,me colocar no lugar do namorado da Rapunzel.
( Ok, isso não ficou legal. Pare de rir, Rachel. )
Os homens abriram caminho para que eu passasse pelo círculo e subisse numa bancada.
I have dreams like you-- No, really!( Tenho sonhos como vocês, sério! )
Just much less... touchy feely( Apenas menos, sentimental. )
They mainly happen( Se passam em )
Somewhere warm and sunny!( Um lugar quente e ensolarado )
On an Island that I own( Numa ilha que me pretence )
Tanned and rested and alone( Bronzeada, descansada e sozinha )
Surronded by enourmous piles of money( Rodeada por pilhas de dinheiro!)
Sim, eu havia acabado de cantar na frente de um bando de caras que me dão medo, Rachel, Henry, Ian, os Homens Alegres, Aurora e Filipe.
( Não importa se agora você tem uma arma contra mim, Rachel. Deixe-me continuar)
Esperem que ainda não acabou.
Não me lembro do que Rachel cantou naquela hora, pois eu fui praticamente empurrada para ao lado de uma cabra vesga que babava. Sério, o que esse povo tinha na cabeça?
Não tive tempo para descansar, pois me puxaram de novo, me colocando em cima de um barril.
Maldito barril.
E me empurraram.
Caras soltando fogo pela boca, jogando gravetos flamejantes à minha frente, tábuas soltas do chão, o fato de eu estar de salto foram obstáculos que enfrentei para andar naquele barril que rolava solto pelo chão.
Sério, aquilo foi traumatizante.
Meu barril estava indo em direção à porta.
A última coisa que ouvi da música foi o verso final:
Yes way down deep inside i've got a dream! ( Pois no fundo eu tenho um sonho sim! )
No momento em que todos gritaram “Yeah”, dei de cara com a porta da taverna, que estava entreaberta. Além do impacto com a madeira, deitada no chão de terra do lado de fora da taverna.
Tentei me levantar, e a única coisa que vi foi a barra de um vestido de cor vinho.
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