Era uma vez... de novo.

20 A primeira aula gera resultados, no mínimo, engraçados.


Notas iniciais
ATENÇÃO POVO! (VOU DIGITAR EM CAIXA ALTA PORQUE É IMPORTANTE) OS COMENTÁRIOS ESTÃO DESPENCANDO DE NOVO. NO ÚLTIMO CAPÍTULO FORAM DOIS COMENTÁRIOS (PELO MENOS NESSE MOMENTO), SENDO QUE SÃO 27 ACOMPANHAMENTOS E QUASE 20 FAVORITARAM. Tá, parei com o caps lock. Mas ainda é importante. Sério gente, a Chess já tinha pedido no capíto anterior e eu reforço, mas dessa vez nós apelamos. São cerca de 40 pessoas que leem e só umas 3 ou 4 deixam comentários. Nós realmente estamos cansadas desse povo que não comenta, desculpa se fui grossa. Enquanto não tivermos pelo menos 15 comentários nesse capítulo, a fic não continua. Prometemos que vamos escrever enquanto a meta não é batida, então quando chegarem a 15 comentários a Chess imediatamente vai postar, e quando o capítulo dela chegar a 15 eu vou imediatamente postar, assim por diante. Nós queremos saber se realmente querem que a fic continue. Por favor, não fique pensando "Ah, é só eu esperar que outras pessoas vão comentar". Deixe um comentário, nem que seja só um "Oi! Continua!" ou "Oi! Acho que ~insira a sua opnião~ está ruim/bom!". Nós vamos ler e tentar mudar, ok? Desculpem se fui grossa, mas realmente é chato. Enfim, aproveitem.

(Ok, agora chispa. É minha vez.).

Olá.

(Nananinanão. O pato fica. Quack pra você também.).

Então, vamos lá.

Acordei o dia seguinte e me preparei para dar uma travesseirada em Dorotéia, só que ela já havia levantado. Meio incomodada com isso, levantei e fui até o banheiro. Fiz uma trança comprida e coloquei a roupa de aprendiz, um tanto incômoda. Escovei os dentes e fui até a estante, ignorando a fome.

Peguei um livro completamente aleatório e voltei para a cama, entrando de novo embaixo das cobertas. Foi então que reparei no nome do livro: “Os reinos mágicos ao redor do mundo”. Parecia um livro de escola, mas interessante. Dei uma olhada no índice. Neverland, Feriados (com subitens, claro), Wonderland e, obviamente a Floresta encanta. A minha surpresa foi perceber que havia subitens. (Ai! Ok, ok! Desculpa, esqueci!).

Dorothy acabou de me dar um belo peteleco na nuca porque me esqueci de citar Oz. Tudo bem, também havia Oz.

Continuando: havia subitens. O reino mágico era um só, mas dentro do mapa havia as terras de cada rei ou rainha: Regina, George e... Christian.

Meu coração deu um salto, e rapidamente fui para a página do Rei Christian. Não me surpreendi ao ver três fotos bastante familiares: A dos meus pais e a minha. Havia também avós e bisavós, mas por causa da minha “madrasta” nunca cheguei a conhecê-los.

Dorotéia está me olhando feio porque estou me desviando da história, mas vou contar um pouco sobre a minha história.

(Cala a boca, você fez a mesma coisa com o negócio do espantalho.)

FLASH BACK ON

Eu vivia bem feliz naquela torre, até que certo moleque, cerca de um ano mais velho que eu resolveu escalar até a janela e entrar lá.

Esse moleque era Flynn Rider.

Enfim, foi bem parecido com a cena de Enrolados. Em minha defesa, eu nunca tinha visto um cara na minha vida. Então eu o nocauteei e amarrei em uma cadeira com o cabelo. Só depois que ele acordou que começou a me contar que tinha acompanhado minha rotina lá debaixo durante a última semana e que, como tinha me visto na janela, mas eu nunca descia, resolveu subir pra ver o que acontecia. E aí resolvi contar minha história. Ele ficou meio que com pena e passou a me visitar todos os dias. Depois de um tempo, começamos a bolar minha fuga. E aí é o que você já sabe.

Ele virou meio que um irmão mais velho, e me ajudou muito. Eu tinha 12 anos nessa época.

Na verdade, no dia em que Flynn conseguiu me apresentar ao Rei e que ele me reconheceu como filha era véspera do meu aniversário de 12. Foi uma festa enorme, e Flynn foi meu acompanhante.

Foi exatamente um ano antes da maldição.

FLASH BACK OFF

Enfim, passei alguns minutos observando aquelas fotos. Não tinha visto meus pais em Storybrooke, e achei que ainda estavam na Floresta. Antes que eu realmente sentisse a saudade, ouvi alguém entrando.

Rachel! Loira! Pigmeu! Chihuahua! Formiga Doceira!- é, não foi difícil saber quem era. Joguei o livro no chão ao meu lado e me joguei nos travesseiros. Estava com fome, e não tão bem humorada, pois estava faminta. Quando Dorothy chegou, mandei um travesseiro nela, que saiu correndo e gritando “BRAD PITT!”.

Calma, caramba! –Gritou. – Eu sei que isso é fome, então toma. ela me conhece. Me entregou uma tigela com um creme escuro... Bom, nojento.

– Só come.

Com uma leve relutância, coloquei uma colherada na boca.

Sorvete de morango! Nunca vi sorvete de morango com essa cor.

– Sério? Você comeria sorvete de morango pelo resto da sua vida sem enjoar?- ela perguntou, e fiquei confusa.

– Deixa para lá.Revirou os olhos.

Resolvi fingir que não tinha ouvido a última frase.

– Ei, vamos ficar balançando naquele “cafofo” do jardim enquanto comemos o sorvete de morango?

Ela me encarou, confusa.

– O “cafofo”?

– É, aquele negócio no jardim. Como se chama?Respondi, pensativa.

Ela pareceu tentar usar o cérebro por um segundo.

(Há! Sério que tentou me acertar com a almofada de porco? Bom, agora as duas são minhas.)

– Aaah, o “cafofo”!Ela disse. O tal de cafofo era aquele cesto com uma almofada dentro que Jack havia nos dado, como a própria Dorothy explicou.

Aquele pássaro inútil saiu correndo na minha frente e sentou no cafofo, me deixando com uma bela cara de bunda. Ficamos lá conversando por uns tempos, até que Sally chegou e se sentou.

– Olá, garotas. Estavam conversando sobre o que?

– Acabamos de chegar aqui.

– Ótimo!Sally exclamou – Você disse que eram fábulas, certo?Ela olhou para mim, e eu confirmei com a cabeça. – Vamos, me contem algo que aconteceu com vocês antes de chegarem nessa tal de Storybook... ou algo assim.

Cara, você realmente achou tempo de contar tudo. Quando? Dorothy me olhou espantada.

– Perdi o sono. – Respondi. E não era mentira, pois realmente havia passado a noite com Sally.

– Você primeiro então.

Não, eu já contei o meu caso para Sally ontem.

Ela bufou e colocou muito açaí na boca, e contou toda aquela lenga-lenga sobre como conheceu o espantalho. Não vou fazer vocês ouvirem tudo aquilo de novo. Depois que ela acabou, comentei:

–É realmente diferente do que imaginei.

– É fantástico!Disse Sally, arrancando um sorriso de Dorothy– Quero conhecer o Senhor Espantalho um dia.

– É verdade, será que ele está lá em Storybrooke?Dorotéia parecia bastante animada com essa possibilidade, e olhava para mim. Simplesmente dei de ombros. Provavelmente havíamos cruzado com ele, mas nunca tínhamos nos visto. Ou ele continuava em Oz, o que era mais provável.

Depois de alguns segundos, Dorotéia fez a pergunta mais idiota que poderia ter feito. Parece que aquele pássaro não é a favor do silêncio.

(Ai! Que foi? Ah, para! Você mesma disse que foi uma pergunta retardada. Ah, tá. Não é porque gosto de conversar que não sou a favor do silêncio).

– Ei, esse negócio adquire o gosto da sobremesa favorita de quem o come, certo? Eu e Sally concordamos com a cabeça, e ela infelizmente continuou. – E se a sobremesa favorita de quem come for de fato a poção mágica? Vai ter gosto de quê?

Acho que consegui mostrar o que estava pensando com o olhar, mas antes que pudesse dizer em voz alta Sally se levantou, como se tivesse levado um choque.

Droga! Eu me esqueci! Eu havia vindo aqui por que Jack havia me pedido para buscar vocês para a primeira aula! Ele deve estar enlouquecendo de tanto esperar!

Engoli em seco. Nos levantamos rapidamente e corremos até a casa de Jack. Ao chegar lá, Dorotéia abriu a porta com força.

– Onde vocês estavam? Achei que Sally havia ido chamar vocês!

Nesse momento, a própria Sally chegou.

– Me desculpe querido! Eu tinha esquecido completamente de chamar elas.

Jack suspirou e deu um mini-sorriso.

– Bom, um monstro que não erra não é um monstro. – Disse ele. – Obrigada, querida.

Sally sorriu e saiu. Vi ela se sentando nas escadas e observando-nos na janela.

– Jack, se me permite perguntar, Sally mencionou algo sobre uma... aula. Como assim? –Eu disse, indo para perto de Dorothy.

– Vocês são minhas aprendizes, simples. – Disse Jack, empurrando a mesa dele para um canto, abrindo espaço.

– Mas... Aprendizes de quê? – Dorothy perguntou.

– Magia, é claro. – o esqueleto respondeu com simplicidade.

A empolgação tomou conta de mim quando pensei em tudo o que Regina podia fazer.

– Irão aprender sobre um pouco de tudo, mas o foco será o susto. Vejamos...

–Hm, Jack?- chamei.

– Sim, Rachelle?

– As roupas. Será que não poderia...

Com um movimento da mão, estava com outras roupas. Perfeitas.

– Agora, vejamos... Pelo pouco que conheço de suas personalidades, creio que Dorotea poderá focar em medo físico, e Rachelle no medo psicológico.

Nenhuma das duas objetou.

– Dorotea, tente modificar sua sombra.

– Minha... Sombra?

– Sim. Use a magia dos seus sapatos, tente passa-la para suas mãos. Quando conseguir, tente dar uma nova forma a ela. – Ele posicionou uma vela atrás dela, alongando sua sombra. E se virou para mim.

– Rachelle. Vou focar você na arte da ilusão. Como fiz com os sapatos de sua amiga. Vamos começar com a arte de mover coisas.

– Mover? Isso conta como ilusão?

– Não exatamente, mas entra em terror psicológico. Vamos começar por... Aqui, este vaso.

– Jack, não o vaso!- Sally nos observava da janela.

– Relaxe querida. É bom ela ter a motivação de não quebrar o vaso. Agora Rachelle, concentre-se.

Respirei fundo e levei em conta o conselho que ele havia dado para o pássaro. Imaginei a magia de meus cabelos até a ponta dos meus dedos, indo em direção ao vaso e erguendo-o.

Deu certo.

O vaso flutuou alguns centímetros. Em alguns segundos, ouvi Dorothy:

– Jack, consegui! Dá uma olhada, Loira!

Não olhei, ou deixaria o vaso cair. Pelo canto do olho, vi Jack se abaixar e sussurrar algo para Dorothy, e ela deu uma risadinha. Uns segundos depois, o vaso foi envolto por sombras.

Jack agora estava ao meu lado, e sussurrou pra mim:

– Ei, tente modificar visualmente o vaso. Crie a ilusão da cor normal, e ele irá voltar à cor normal.

Respirei fundo e imaginei o vaso em sua cor original. Funcionou de novo. Depois de alguns segundos, ouvi Dorothy rir histericamente. Pousei o vaso no lugar e olhei para mim mesma. E em seguida para meu cabelo.

Sim, cabelo.

O MEU CABELO ESTAVA ENVOLTO EM SOMBRAS.

Imediatamente transformei-o de volta à cor natural. Enquanto aquele pássaro inútil ria histericamente, pensei em vingança.

Pássaro.

Imaginei o nariz de Dorothy se transformando em um bico de Dodô. Ela parou de rir quando viu o que eu tinha feito. Olhou suplicante para Jack.

O esqueleto deu de ombros e fez um gesto com a mão.

Dorothy teria que arrumar sozinha. Ela se concentrou e o bico diminuiu, mas o nariz não surgiu.

– Arruma!- ela me olhou, com ódio.

– Promete que não se mete mais com o meu cabelo.

Ela armou um bico (Ai! Não era um trocadilho, mas agora é) e eu cruzei os braços. Quando viu que não teria escolha, resmungou.

– Prometo.

Fingi pensar.

– Acho que tudo bem. – desfiz o bico, e ela deu um sorrisinho enquanto movimentava a mão. Não percebi diferença até olhar no espelho.

Meu rosto estava completamente coberto por pelos pretos. Minha imaginação viu um gato, e com isso meus olhos e nariz se igualaram ao de um felino.

Nesse momento me senti como Hermione.

Não consegui desfazer, mas me vinguei. Transformei o rosto de Dorothy no rosto de um Yorkshire. No momento em que as duas se preparavam para o próximo “golpe”, Jack se intrometeu:

– Já chega garotas.

As duas se assustaram e acidentalmente acertaram os feitiços em Jack. Metade do rosto dele estava com bolinhas de sombras, e a outra metade com bolinhas brilhantes.

Ele piscou confuso e murmurou, enquanto limpava o rosto:

– Isso está funcionando mais rápido do que esperava.

– E isso é bom? –perguntei.

– Muito. – ele sorriu e limpou nossos rostos – Achei que iria demorar para dar isso à vocês, mas...

Ele estendeu as duas mãos e névoa preta as envolveu. Em cada uma delas surgiu um medalhão. Eles eram iguais, a não ser pelo fato de terem nossas iniciais gravadas. Quando eles já estavam em nossos pescoços, Jack explicou:

–Esses medalhões vão permitir que vocês mudem de forma. Cabelos de cobras, garras... Usem-nos para assustar. Agora, creio que vão querer testá-los. Podem ir por hoje, vocês conseguiram mais do que eu esperava. Divirtam-se.

Saímos e fomos direto até nossa casa antes que abríssemos a porta, Sally se aproximou.

– Ei, Jack não quer que vocês saiam para a rua hoje. Pediu para praticarem em casa, pois alguns monstros ainda não aceitaram vocês.

Assentimos e entramos. Só então nos entreolhamos.

– Quer brincar de imitação? – Dorothy perguntou. Sorri e assenti. Me sentei no sofá para que ela começasse.

Ela começou a andar, mas não percebeu que seu medalhão brilhou. Em alguns segundos, nossa antiga professora de espanhol estava na minha frente. Antes de ela sequer começar a mímica, anunciei:

– Srta. Weasley.

Ela me olhou sem entender, então mandei ela se olhar no espelho. Depois de um segundo, ouvi um gritinho. E então ela voltou, com a aparência normal.

– Essa coisa não é tão difícil de usar. Sua vez, Loira.

Pensei por um segundo. Será que eu conseguiria imitar um personagem? Me imaginei como Alice, a da Disney. Não notei diferença, mas Dorothy exclamou:

– Funciona com desenhos? Bom, vou embarcar na sua ideia.

E então ela se tornou o gato Cheshire e fez aquilo do cumprimento com as orelhas.

Sorrimos uma para a outra, e passamos a nos caracterizar como personagens. Em algum momento, Dorothy se tornou Hook. Sorri para ela, e me caracterizei como ela. Com direito ao vestido e tudo.

Dorothy deu um sorrisinho irônico e voltou à aparência original, acompanhada por mim. Parecia um pouco triste, e entendi o porque.

– Está com saudades, não é?

Ela assentiu. Resolvi tentar consolá-la:

– Acredite, também sinto. Não só de Storybrooke, mas do meu reino também. Não vejo meus pais desde a maldição. A última lembrança que eu teria foi um colar que minha mãe me deu quando soube da maldição, mas houve um saque no baile de máscaras do dia anterior e ele foi levado.

– Espera, espera. Um colar de flor prateado?

Ergui as sobrancelhas.

– Sim. Por que?

Ela deu um sorrisinho sem graça.

–Acho que fiz parte do saque, com a tripulação de Killian.

Arregalei os olhos.

– Você era a garota com a máscara de coelho que encontrei no meu quarto?

– Eu mesma.

– Dorotéia Gale. Você vai me devolver esse colar assim que voltarmos para Storybrooke.

– Como sabe que está comigo? Ou com Killian?

Revirei os olhos.

– Dorotéia, o roubo foi menos de 24 horas antes da maldição. Não daria tempo de vender.

– Ok, ok. Confesso. Está no porão do Jolly Roager. Te devolvo quando voltarmos.

Foi quando me ocorreu: será que voltaríamos? Não tive coragem de dizer isso em voz alta, conversaria com Jack depois.

– Bom, continuando o jogo. Agora sem o colar, ok?

Desse jeito, nos mantivemos distraídas, esquecendo temporariamente da vontade de voltar. Foi só quando Sally chegou e nos mandou para a cama que paramos com o jogo, e depois de alguns minutos dormimos. Bom, Dorothy dormiu, resmungando. Fiquei a ouvindo falar sobre Storybrooke, saques e magia, o que me levou a ter sonhos (ou pesadelos) com tudo o que era novo ou o que eu sentia falta.

Só um detalhe final: a ultima parte da gravação foi calma porque aquele pássaro resolveu ir jogar GTA. Agora ela está aqui, me puxando para ir aprender a jogar. Vamos lá, acho que vou entender o porquê das risadas histéricas dela.

Ou vou passar a acha-la mais idiota do que já acho.

Notas finais
Gostaram, odiaram? Não se esqueçam do que eu disse lá em cima, gente. 15 comentários, ok?