Era uma vez : O Livro da Vida

3 É encontrada a solução e uma viagem precisa ser feita


Notas iniciais
Oi pessoal!!! Como vão? Mais um capitulo pra vcs!!

Emma estava inquieta esperando pelo grupo que faltava. Foi então que bateram na porta e pelo olho mágico, viu que era Regina, Robin, Henry e Neil, e os deixou entrar para que começasse a juntar as peças daquele quebra -cabeça. Além deles, Belle estava lá com Will Scarlett, que apesar de não saber de nada talvez seria útil para algo.

– Não achamos nada com Jefferson... -Falou Emma olhando para Hook que estava muito mais silencioso do que costumava ser. Talvez ele soubesse de algo e não estava contando.

– Ele falou apenas do que já sabemos e que acordou em seu apartamento que está fechado desde que ele morreu. Mary... — Complementou Hook.

– Trouxemos Belle para que ela explique... — Disse a mãe de Emma acenando para que a moça falasse.

– Encontrei nos livros um mito sobre... — Ela foi interrompida por Regina.

– O Livro da Vida, não é, Traça? ... — Disse a prefeita. — Rumple nos contou sobre ele : O livro mais poderoso que já existiu...

Revezando, Belle e Regina contaram o que sabiam o que era quase nada por isso não ajudou muito. A maioria eram boatos e mitos que estavam escritos em outros livros que estavam na torre da biblioteca. Ao final, eles se olharam e a prefeita complementou com fatos que Gold havia dito quando foram a cadeia.

– Um amigo me disse uma vez que, o tempo não era uma linha reta... E que há varias camadas passadas para que nosso presente esteja assim... — A rainha cruzou as pernas e entrelaçou os longos dedos.

– Quer dizer que em alguma dimensão passada, alguém encontrou o Livro e está refazendo o nosso futuro? — Questionou Emma ainda confusa.

– Sim... — Disse Gold entrando na sala com um sorriso maléfico nos lábios, assustando a todos. — Mas voltando ao assunto princiapal, temos duas horas até que tudo que fizemos ir por água abaixo.

– E o que vamos fazer? — Voltou a loira a falar. Hook segurava a mão dela delicadamente.

– Voltar no tempo... A- Disse Gold girando sua bengala como Genny Kelly e sentando -se numa poltrona- E a Salvadora nos salvará novamente.

– Mas como? — Perguntou Neil.

Rumple começou a contar -lhes o plano : uma maçã de Branca, e o feitiço de transe o de Aurora, iria levar Emma até aum ponto antes de encorarem o objeto e sua missão seria que encontrar o Livro da Vida, mantê -lo seguro para garantir que nada no futuro mudasse. Todos se entreolharam e respiraram fundo demonstrando um certo medo, mas Emma se levantou e aceitou.

Começaram a ser feitos os preparativos. Emma mordeu a maçã envenenada e se despediu dos amigos com intermináveis abraços. Na vez de Hook, ele se despediu com um beijo apaixonado e desesperado , como o primeiro que trocaram na Terra do Nunca, que fez Neil que estava perto ficar com um pouco de ciúmes e desviar o olhar para longe.

– Lembra de Nova York, Swan ? — Disse Hook com sua voz rouca e ofegante acariciando -lhe o rosto dela, como se não quisesse deixá -la partir. – Faça o contrário... tente ficar mais longe possível de mim... Você sabe como eu era então fique mais distante que der. E antes que não tenha tempo suficiente eu queria dizer que eu te amo...

Aquela foi a primeira vez que Gancho dizia aquilo. E ela não conseguia achar palavras para expor o que havia em seu interior e ela foi levada à quando Neil caiu no portal da Terra do Nunca, quando ele disse aquela frase. Naquele dia, a loira havia prometido que nunca diria essa frase caso amasse de novo. Ela ficou estática por um instante antes que uma descarga a atingisse.

Foi um momento de desespero, já que Emma sentiu seu corpo se inflamar de dentro para fora, ao tentar gritar de dor das supostas queimaduras, sua voz havia desaparecido. Ela viu o cenário em sua volta rodar como num gira- gira e apagar -se por um segundo e quando conseguiu se por em pé de novo, as coisas estavam bem diferentes.

Ela estava deitada no meio estrada ou clareira cujo o chão forrado com folhas e a terra escura . A névoa acinzentada e pesada que pairava entre as árvores, não lhe permitiu ver mais do que dois metros pra dentro e as copas não permitiam ver -lhe o céu. A única certeza que tinha era que realmente tinha voltado ao passado.

Ao olhar para suas roupas, não ficou muito feliz já que usava uma capa de pele que a aquecia e por baixo um vestido de camponesa como o da vez que estivera com Hook ali tempos atrás. O espartilho azul estava tão apertado que iria cortá -la ao meio e quanto ás saias? Bem, ela não era muito fã, por isso pensou que deveria trocar suas roupas o mais rápido possível. A bolsa de couro pendia ao seu lado era a única coisa útil, nela havia algumas moedas de ouro, uma cantil; Na cintura, uma espada pendia de seu coldre.

Depois que se recompôs e se lembrou, seguiu a estrada vazia que parecia cenário de um filme de terror. Não viu nada e nem ninguém por quilômetros a fio. Foi então que, percebeu que algo se mexia num arbusto. Com o susto estendeu a mão mas não tinha magia . Decidiu usar a espada.

Com passos sorrateiros e soturnos, chegou mais perto do arbusto e assim que tentou emboscar qualquer que seja, sentiu ser içada metros para cima.

Ótimo... Caí num erro de principiante...” pensou irônica. Se Regina estivesse ali teria sido bem pior com direito a uma gargalhada irônica e piadas de mal gosto. Do alto, sentiu algo se aproximar. Mas infelizmente, não poderia fazer nada presa numa armadilha de caçador e sua espada estava no chão.

A armadilha devia estar a uns 5 metros. Tentou acuar mas a rede não deixou e se enrolou cada vez mais, quando parou de tentar, sentiu a corda afrouxar e em menos de 4 segundos ela voltou ao chão.

Quando abriu os olhos viu duas figuras : Um era um homem alto e de cabelos claros, guardando um arco em sua aljava e outro, levava consigo um punhal dourado e usava roupas feitas de pele e couro. Ambos bem conhecidos por ela.

– A senhorita está bem? — O tom marcante da voz fez a vir em sua mente o nome de Robin. Ele estendeu a mão e a fez levantar aliviada por estar com alguém que conhecia.

– Desculpe -nos se demoramos a aparecer... Estávamos olhando nossas outras armadilhas... — Emma reconheceu o caçador : era Graham. Ela se levantou rápido e o abraçou fazendo -o ficar sem saber o que fazer. A moça ficou ofegante com saudade do primeiro que começou a escavar seu muro.

– Acho que isso é um sim... — Concluiu Robin sem graça e Emma se separou do Graham.- Sou Robin Locksley e esse como pode perceber esse é o Graham...

– Sou Rose... — Mudou seu nome mais uma vez só por precaução.

– E o que a moça faz sozinha aqui? … O vilarejo mais próximo está a dias à pé de distância... — Lembrou Graham dando uma risada, ainda um pouco rubro. — E pelo jeito não vei caçar...

– Estou procurando uma coisa que perdi... — Assim que a moça falou isso, os homens se entre olharam. Um lobo branco apareceu e uivou antes que Emma pudesse falar.

– Vamos para o acampamento... -Disse Robin olhando para o céu. — Está tarde e acho que a senhorita precisa descansar um pouco.

Eles se embrenharam na floresta . Eles conversaram pelo caminho e é obvio que Emma ( ou Rose ) precisou mentir, já que ela sabia das consequências poderiam afetar o futuro e o destino de todos poderiam ser trágico.

Mais rápido do que acreditava eles chegaram ao acampamento. Havia cabanas verdes que se camuflavam com as arvores armadas sobre uma clareira limpa e homens começando acender as fogueiras para aquecer o grupo. Robin deu um assovio alto e então Marian vindo em sua direção com um sorriso.

– Olá , querido … — Ela o beijou apaixonada nos lábios. O jeito amoroso que a Marian o saudou a dez corar pensando em Gancho isso- Quem é ela?

– A encontramos na trilha do porto. Está meia confusa... — Ele falou a fitando com um brilho nos olhos. — Leve -a para a ajudar com a comida por hoje, para descansar...

– Claro... — Ela se despediu com um beijo.- Vamos...

Elas foram para cozinha improvisada. Emma e Marian conversaram enquanto preparavam a refeição dos homens e a Salvadora recontou sua mentira familiar. A culpa do problema que havia causado enchia cada vez mais sua consciência e fazia com que ficasse mais e mais ofegante.

– Estou procurando pelo Livro da Vida...- Disse Emma enquanto descascava as batatas e colocava num pote para a sopa, tentando mudar de assunto.

– Porquê?- Perguntou a Marian virando -se assim que terminou de mexer o caldo. Havia um sorriso irônico nos seus lábios — As coisas não estão boas do jeito que estão?

– Não é que... hmmm... É que eu cresci ouvindo sobre ele e então resolvi procura -lo — Emma reduziu em dizer aquilo.

– Bem... Sabe que ele pertence a Aslam certo?

– Sim... — Concluiu Emma. — Ouvi boatos sobre isso...

– Bem... Esse livro estava guardado... Aslam registra todo o nosso destino nesse livro. Ele que nos guia e conhece nossas histórias.

– Mas por que Ele não busca por sí mesmo? — Emma falou confusa. — Sabe... o é estranho o dono não ir atrás de seus pertences...

– Ele tem seus caminhos e quem o ajude... Nossas decisões nos fazem desviar do que ele planeja... Mas se quisermos, podemos deixá -lo nos conduzir — Disse Marian pegando as batatas e colocando -as no fogo. — Mas, bem a alguns dias Robin e Graham voltaram do povoado e contaram que o livro foi roubado por um pirata chamado Capitão Gancho, que está com o navio atracado no Porto.

– Oh... — Emma disfarçou o desapontamento ao entender que quebraria a promessa feita — Quer dizer... Que horrível...

– Disseram que ele estava disposto a mudar toda a história e que para ter um final feliz e passaria por todo... Está pronto...- Lady Marian limpou a colher com o dedo- Poderia chamar os meninos para jantar enquanto coloco a mesa?

– Claro.... — Emma levantou -se e foi ao campo chamá -los.

O jantar transcorreu normal. A sopa que Marian e Emma haviam feito recebeu vários elogios e depois da comilança, houveram danças e músicas tocadas pelo Bando dos Homens Felizes, que foi contagiante, apesar da preocupação de Emma com o livro.

Quando viu que todos haviam dormido, a Salvadora pegou um par de calças e uma blusa trocou de roupas o mais rápido possível. Guardou a troca em sua inseparável mochila de couro e a capa e pegou um cavalo e partiu de volta para estrada à cavalo a qual havia sido “capturada” para ir ao porto.