Era uma vez : O Livro da Vida

4 Um companheiro inesperado e um plano


Notas iniciais
E ai oncers!!!!! Beleza? Mais um capitulo pra vocês que vão passar o feriado online!

A loira cavalgou por alguns quilômetros até que um lobo branco -acinzentado o encurralou e assustou o cavalo que empinou e fugiu em seguida, deixando -a no sentada no chão apenas com a bolsa. Do nada, Graham apareceu montado em seu lindo corcel branco como neve. Se não fosse pela barba mal feita, o cabelo sem aparar e pelo rosto sujo, talvez fosse um príncipe encantado como seu pai. O lobo sumiu em meio a densa floresta que a cercava como uma sombra.

– Pare de me seguir... — disse Emma pondo -se em pé, voltando ao caminho e nem dando atenção para o homem.

– Ei, se continuar assim, meu lobo pode voltar aqui e te atacar... — Ele desceu do cavalo e entrou na sua frente segurando -a pelos ombros. — Eu posso te dar uma ajuda...

– Você só pode estar bêbado... — Assim que Emma parou assim que falou isso, pensando na cena que aconteceu na primeira vez que se beijaram.

Num movimento rápido,Graham segurou seu rosto e a beijou. Foi bom. Muito bom na verdade. Como matar a sede como um copo de água gelada. Como se a brecha no muro estivesse abrindo novamente no muro chumbado. Talvez aquilo fosse errado.

– Eu não posso ficar aqui... — Disse ela assim que se separou dele. O rosto homem estava corado e um sorriso irrompeu em seus lábios. — É terrível mas preciso achar o Capitão Gancho... Não posso deixá -lo partir sem mim ...

– Porquê? Você e ele estão por acado ... — Graham se afastou dela sugerindo que os dois pudessem estar juntos. A moça estava tentando organizar sua resposta para não parecer falsa ou qualquer outra coisa que o fizesse desconfiar de algo

– Não ... — Ela sorriu nervosa, tentando pensar em algo para justificar mas nada veio em sua mete — Por favor, eu preciso que me leve ao cais. Preciso impedir que Gancho fique com o Livro da Vida... — Ela ponderou por um instante. -Se me deixar ir vou te achar novamente, eu prometo... Nem que seja em outro mundo... isso é uma promessa.

–Me beije, só se isso for verdade... — Ela refletiu por segundos e chegou e tocou -lhe os lábios e aos poucos ele foi ficando cada vez mais desesperado. A voz dentro de sua cabeça lhe mandou parar e ela obedeceu. — Não vou te deixar... Nós vamos achar esse livro juntos... — Ela sorriu concordando sabendo que mesmo dizendo não, ele acabaria a seguindo.

Graham e Emma montaram acampamento ali mesmo para passarem o resto da noite. Dividiram o pouco de comida que costumava manter numa bolsa e a cabana. Antes que pegasse no sono, a cabeça dela começava a pensar naquelas palavras de Gancho havia dito. Acordaram cedo e pegaram seu caminho, planejando o fariam.

Quando chegaram, viram que tudo parecia como numa pintura, mas muito mais belo do que a paisagem cinzenta Nova York. Em questão de minutos, o lugar lotou de pessoas de várias cores, roupas e idades. A dupla quase se perdeu no meio da multidão que embarcavam e desembarcavam do navio. Ao olharem as embarcações, encontraram o velho Jolly Roger aportado, o que significava que o proprietário estaria nas redondezas.

Entraram num pequeno pub chamado Horse Head que ficava de frente ao mar, tendo quase certeza de que Hook estaria lá. Era um lugar escuro, cheirava a marinheiro que estava a mais de meses sem tomar banho misturado com animal morto. Não tinha muita higiene já que no teto havia teias de aranhas em cada canto, e nem classe com as mesas cobertas com toalhas de piquenique, mas estava lotado aquela hora da manhã e isso indicava que era bem popular ali . Enquanto esperavam, a moça trocou a calça pelo vestido de camponesa para melhorar seu disfarce.

Escolheram uma mesa nos fundos e sentaram -se e esperaram muito nervosos para porem em prática o plano. Já devia ser quase meio -dia quando a figura sombria usando o casaco de couro lustroso deu o ar da graça. Ele chegou no balcão, pediu uma dose de seu sagrado rum. Várias das garçonetes -prostitutas o rodearam, fazendo -o sorrir.

Aquela era a hora. A loira se aproximou do pirata e eles conversaram e enrolava com velho truque da bebida, de longe Graham observava atento da mesa onde estavam. Emma via que o pirata mal tirava os olhos dela e ignorava as garçonetes que acabavam a voltar a seus afazeres. A certo ponto, quando as palavras enroladas que saiam de seus lábios, eram vazias , como se tivessem sido alvejadas e um buraco estava aberto.

– Que tal irmos lá fora um pouco, amor? — O pirata disse sugestivo passando a mão na perna da moça, que disfarçou um arrepio e se limitou a apenas a um sim sugestivo com a cabeça.

Gancho a puxou pela mão para fora e a levou a um beco ao lado do pub, onde na penumbra ele a prensou contra parede de tijolos pelos punhos e a beijou. Ela aproveitou -se por um instante dos beijos que tinham gosto de rum, pela saudade .

Ela então inverteram a posição e agora ela segurava seus pulsos que estavam cerrados e sentia seu delicioso cheiro de oceano, com a cabeça enterrada nos cabelos negros. Os dedos dela deslizavam de cima para baixo, chegando ao quadril sentindo o cinto de couro que havia algum tipo de arma pendurada.

– Não vai querer que me machuque, não é? — Emma falou colando seu corpo ao dele e desprendendo a fivela a bainha enquanto ele ria de excitação nem prestando a atenção.

Num movimento rápido inimaginável, ela pegou o florete que estava guardado e apontou para o pescoço dele. Do outro lado Graham, encostou a ponta do punhal no pescoço pálido, bem em cima da artéria carótida ( mira de caçador era sempre precisa) fazendo Gancho ofegar e tremer de medo.

– Você tem uma coisa que queremos muito … Nos dê ou terá problemas, meu amor... — A moça estava ficando como Regina, mas naquele momento ser como a Rainha Má era bem útil.

Notas finais
O que acharam? :0