Era uma vez

7 Capítulo 7 “Palmatória”


Notas iniciais
Não tá fácil pra ninguém.

Higor chegou às margens do rio e para verificar que estava só olhou em volta. Mas a insegurança era tanta, que resolveu entrar apenas com as roupas de baixo , pois se molhasse, não as poderia trocar. Mas antes que se despir-se lembrou-se que não havia sabonete. Então não era banho,certo?
Amontoou folhas, e no meio da calçada das ruas de paralelepípedo, dormiu.

Um sono leve e incomodado, mas dormiu. Passou a tarde e a noite daquele dia assim:Dormindo.
Enquanto isso , Victor estava dando um belo de um sermão nas garotinhas.
–Como podem trazer um desconhecido para nossa casa? E se a Rainha descobre?
E , chorando, as garotinhas foram repousar-se. Ao deitar na cama rezaram e
agradeceram a Deus , por o protegerem da Rainha Flor, que era a vizinha deles
basicamente.
Higor , ao acordar , levantou-se com um gosto péssimo na boca, e foi procurar
alguma cafeteria ou sei lá... Algo que pudesse comer.
Passou alguas quadras e tropeçou num chapéu. Havia um homem se apresentando a frente. Tocava violão como ninguém. Ninguém não, como seu pai.
“Juliano seu boca aberta!” — pensou. Chegou ao homem e perguntou pelo Higor, o pai ria-se descontrolavelmente. Já havia perdido a memória. Higor era um dos mais antigos “novos moradores” de tal mundo , e o mesmo não perdeu a memória. O porquê nem ele sabia.
Enquanto isso, Júlia dormiu no castelo. Acordou meio dia pela mãe, Flor , gritando feito uma histérica.
–Você tem compromissos! Escola! Saia já daí folgada!
E aquela nem era a mãe que ela via todo dia. Nem em forma de tratamento.
Ao levantar, a mesa já estava posta, e havia empregados até para tirar seu pijama!
Tudo era estranho, pois por mais que vivesse no luxo , não possuía toda aquela
pompa. Se bem que , com todos seus pertences...
Seu uniforme era uma saia para baixo dos joelhos e uma camiseta (de manga
comprida) e branca. Saiu de carruagem para ir a escola, e todos a olhavam. Com todo o dinheiro de princesa, a garota pensou encontrar uma grande escola e riquíssima. Mas para a época...
Mesas e cadeiras de madeira, e a escola é como as mais simples e públicas de
hoje em dia.
Não se sentia bem estudando com plebeus, pois se achava superior. Mas sua
cabeça confusa só queria achar Higor, Victor e Juliano. A aula começou. Todos em silêncio. A garota interrompeu a aula do professor de Biologia para perguntar se poderia usar o toilete.
A pergunta soou como um insulto, pois todos a-olhavam. “Eu não posso?” -
perguntou. O professor a chamou junto a lousa , e a pediu que estendesse sua mão esquerda. Na inocência, a garota esticou. Tolice... Levou uma estilingada da palmatória que nunca mais esquecerá... Após isso ficou virada pra lousa.
A garota precisava de um refúgio certo? Colocou o dedo na garganta e vomitou ali mesmo, na carteira do professor. Os alunos , pasmos , começaram a vaiar tal atitude. A garota chutou o professor e saiu correndo. Ao chegar na calçada tirou o uniforme, ficando apenas com uma espécie de forro , e uma calcinha (que mais parecia uma bermuda) …
Foi ao lado de uma padaria onde havia um homem se apresentando e ao lado dele, um rostinho conhecido.
***

Notas finais
Júlia achou Higor? '-'