Notas iniciais
Oiee amores. Desculpa não postar semana passa, eu estava em off ={ Bassss... cá estou e não lhes abandonarei. Se deliciem com mais um cap. Não esqueçam de favoritas, recomendar e comentar ;} A opinião de vcs é muito importante. Boa leitura. Nosso objetivo é satisfazer baby ^^

Nos dias que se prosseguiram, tia Amber e mamãe não paravam quietas programando a viagem; tia Amber conseguiu reservar os quartos no hotel, minha mãe programou o mapa com os lugares que iríamos visitar. Passaríamos uma semana em Orlando, e eu estava eufórica para ir no parque da Universal. Com a sorte de o Colin trabalhar numa agência de viagens, ele conseguiu as passagens pela metade do preço. Papai conseguiu a folga no trabalho, e minha irmã convenceu o Ian a ir junto. Enquanto eu arrumava minha mala muito distraída, levei um susto quando meu celular começou a tocar em algum canto do meu quarto.

–Alô? -disse depois da segunda ligação.

–Estava dormindo?

–Meu celular estava brincando de esconde-esconde.

–Ansiosa pra amanhã?

–Acho que não vou conseguir nem dormir.

–Se quiser que eu te faça companhia...

–Não despenso sua companhia nem por uma barra de chocolate do Willy Wonka.

–É tão valiosa assim? É capaz de perder o bilhete de ouro se trocar.

–Você seria meu bilhete de ouro.

–Ah ma chéri.

–Já terminou de arrumar sua mala?

–Desde ontem. E você?

–Comecei agora.

–Sempre deixando as coisas pra última hora. Depois diz que está ansiosa. — ele riu.

–Ai ai, parece que estou naquele clipe da Katy Perry e fogos de artifício explodem do meu peito.

O Christoph começou a rir no outro lado da linha, sua risada era contagiante, nem eu contive o riso.

–Você é uma graça senhorita Pietra.

–E você ri de tudo o que digo senhor Voughan. Não precisa me agradar tanto.

–Acredite ma chéri, eu não dou risada de suas piadas mal feitas por simples educação.

–Aham.

–Eu só liguei pra te desejar uma boa noite, e dizer que te amo. E que amanhã estarei te esperando para nossa viagem em família.

–Já se infiltrou na minha família é?

–Não estava sabendo? Segundo seu pai, sou o filho que nunca teve.

–Eu e o senhor Peter precisamos ter uma conversa bem séria.

–Ciúmes dele, ou de mim?

–Quem disse que é ciúmes?

–Tá certo. Você nunca vai admitir.

–Admitir o quê? Não tenho nada para admitir não.

–É mesmo? -ele riu baixo. -Pois bem, vou deixar que termine de arrumar suas coisas, e vê se dorme um pouco. Amanhã nos vemos logo cedo.

–Como queira senhor Voughan. Tenha uma ótima noite.

–Senhe comigo.

–Todas as noites.

–Até.

Depois de alguns segundos ele desliga o telefone e volto para as minhas coisas.Demoro um longo tempo para terminar tudo, de tanto fazer e desfazer essa mala, acabei ficando cansada e o sono bateu. Assim que fechei os olhos já precisava abri-los outra vez, pois minha mãe não parava de bater na porta me chamando para o café.

Bem grogue, me levanto e pego a roupa que separei pra viagem e vou tomar um banho pra acordar. Depois de pronta desço até a cozinha onde todos, exceto minha irmã estão sentados tomando café.

–Pra que acordar tão cedo? Ainda não é nem sete e meia.

–Para que mocinhas como você é sua irmã não se atrassem. -meu pai resmungou do seu lugar.

–Saímos ás oito docinho. -minha mãe disse. -Sente-se e tome seu café bem sossegada.

–Mas não sossegada demais, se não nos atrasamos. -tia Amber falou.

Cinco minutos depois, minha irmã desceu, assim que todos terminamos nossos cafés, meu pai foi levando suas respectivas malas até o carro.

–Viu se está tudo trancado? -minha mãe perguntou ao meu pai.

–Está.

–Tem certeza?

–Sim, foi eu mesmo quem tranquei.

–Certo. Preparados crianças? -minha mãe perguntou empolgada.

Quando chegamos a balsa, avistei o Christoph de longe. Ele estava com uma calça jeans, uma jaqueta de couro beje, e uma bota na mesma cor. Estava deslumbrante, encostado no seu carro com as mãos no bolso da frente da calça olhando na nossa direção.
Meu pai estacionou o carro ao lado do dele, sai e fui cumprimenta-lo.

–Bom dia. -eu disse e ele me beijou.

–Como eu disse que estaria te esperando. Cá estou.

–Um homem de palavra. -eu sorri.

Ele abriu o mais lindo dos sorrisos. Me tirando completamente o fôlego.

–Vou ajudar com as malas. -ele me deu um beijo leve e saiu.

Fiquei observando ele ajudando meu pai e Colin levarem as malas pra dentro da balsa. Eu definitivamente sou uma garota de sorte. Quantos caras como o Christoph existia por ai?
Lindo, inteligente, forte, encantador, respeitador, educado, charmoso... Ele é perfeito demais pra minha imaginação, as vezes penso que estou sonhando, e que quando eu acordar tudo não vai ter passado de um sonho.

–Acho que só falta o Ian chegar, e então poderemos ir. -meu pai disse me tirando de meus devaneios.

–Ele chega em três minutos. Teve um problema com o carro, o pai dele está trazendo ele. -minha irmã explicou.

–Tudo bem.

–Ai. Isso não é tão emocionante? Todos juntos, viajando. -tia Amber falou animada como sempre.

–Viajar é bom demais. -conclui.

–E viajar em família é melhor ainda. -Colin completou.

Exatos três minutos o Ian apareceu. O pai dele veio nos cumprimentar e trocou algumas palavras com o meu. Assim que ele saiu, todos entramos na balsa e seguimos viagem.

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A viagem de balsa durou cerca de quase duas horas. Quando chegamos no continente tinha dois táxis a nossa espera. Meu pai já tinha reservado. Foi eu, tia Amber, Colin e o Christoph em um. Meu pai, mamãe, Ennye e Ian no outro.
Quando chegamos no aeroporto já era onze e vinte. Nosso vôo sairia ao meio dia e meia. Papai foi fazer o chequim, enquanto aguardávamos ele nos bancos.

–Estou com fome. -resmunguei.

–Quer comer o quê? -o Christoph perguntou ao meu lado.

–Qualquer coisa.

Ele se levantou e estendeu a mão para que eu pegasse. Fiz, ele colocou minha mão em seu braço e me conduziu até a lanchonete.

–Posso ajudar? -uma moça que estava no balcão perguntou educada.

–Hum... -o Christoph olhava o cardápio enquanto a moça o encarava esperando o pedido.

–Quero oito desses salgadinhos a moda da casa, oito desses sufles de chocolate. -ele falou olhando pra moça, que ficou corada.

–Mais alguma coisa? -ela perguntou sem desviar os olhos dele.

Até parece que eu não estava aqui, a menina não tirava os olhos do Christoph, enquanto ficava um pimentão de tão vermelha.

–Mais alguma coisa ma chéri? -ele se virou pra mim.

–Acho que não.

–Então é só isso. -ele disse sério para a moça.

–Vão levar ou comer aqui?

Agora que ela notou minha presença parou de encarar o Christoph, ficou olhando pro cardápio. Não era só em mim que ele causada tal efeito. Mas também pudera né.

–Vamos levar.

A moça deu meia volta e foi pegar as coisas. O Christoph se virou pra mim com o semblante sério como de costume, mas começou a mudar, ele estava parecendo mais relaxado, e um sorriso brincava no canto de sua boca.
Ele se inclinou e me beijou, foi um beijo suave e breve. Me fazendo esperar mais.

–Estou feliz em estar aqui com você ma chéri.

–E eu feliz por você estar comigo. É a primeira viagem em anos que faço sem que esteja me mudando.

–Se você se mudasse eu iria junto. -ele deu uma piscadela e voltou a me beijar.

–Aqui está. -a moça disse nos interrompendo.

–Quanto deu? -o Christoph perguntou com aquele tem sério.

–Vinte.

Ele pegou a carteira no bolso da jaqueta, tirou uma nota e entregou pra menina que pegou toda tímida.
Voltamos, e o Christoph entregou dois de cada para cada um.

–Obrigada Chris. -tia Amber agradeceu, e todos também.

–Não por isso.

Peguei meu salgadinho e devorei, estava bom demais ou era minha fome que estava grande.

–Está gostoso? -o Christoph perguntou com um olhar de satisfação.

–Demais. -eu disse de boca cheia.

–Coma bem. -ele sorriu e mordeu um pedaço do seu sufle.

Depois que meu pai voltou com nossas passagens, ficamos aguardando até dar a hora do vôo. Enquanto conversávamos a hora passou que nem percebemos. Quando nosso vôo foi anunciado nos caminhamos até a fila de embarque. Entreguei a passagem e segui caminho o Christoph logo atrás de mim.

–Acho que nosso lugar é esse ma chéri. -ele disse parando ao lado de uma poltrona. -Quer ficar com a janela?

–Se não for encomodo? Durmo melhor do lado da janela.

–De modo algum. -ele sorriu para mim e deu passagem.

Sentei no meu lugar enquanto o Christoph guardava as bagagens de mão, logo se sentando ao meu lado. Meu pai e mamãe se sentaram três bancos a nossa frente, Ennye e Ian um atrás de nós. Tia Amber e Colin sentaram quatro a frente ao nosso lado.
Quando o avião decolou um frio na minha barriga me fez arrepiar. Essa sensação era igual quando eu ia andar de elevador, era boa e ao mesmo tempo me dava um pouquinho de medo. Apertei forte o braço do Christoph que apertou de leve minha mão tentando me acalmar, assim que o avião já estava sobre os céus minha respiração voltou ao normal, e agora era só curtir a viagem.
Durante o caminho eu e o Christoph assistimos a uns três filmes, sendo que eu dormi na metade do segundo, e acordei encostada no ombro dele com um pouco de baba escorrendo pelo canto da minha boca. Por sorte ele também estava dormindo, tão sereno e tão lindo; voltei a deitar no seu ombro e acabei pegando no sono novamente.

Depois de sete horas nosso destino finalmente havia chegado. Desembarcamos e pegamos as bagagens. Papai e Colin alugaram dois carros, como no táxi eu e Christoph fomos com a tia Amber e Colin. Chegamos no hotel e fizemos outro chéquim. Eu e Ennye ficamos no mesmo quarto, Ian e Christoph juntos. Então meu pai e minha mãe, restando tia Amber e Colin.
Cheguei em frente ao meu quarto e parei na porta.

–Estou tão exausta. Preciso de 24 horas para repor meu sono.-murmurei.

–Eu pensei em te convidar para darmos uma volta. Mas já que vai descansar, também irei.

–Podemos jantar juntos se quiser.

–Não precisa pedir duas vezes.

–Pode ser aqui no quarto mesmo?

–Que tal no restaurante do hotel. Eu posso reservar uma mesa para às dez. Assim você descansa um pouco.

–Tudo bem. Às dez e meia estarei pronta.

–Você senhorita. Abusa da minha boa vontade. -ele disse rindo.

–Também te amo. -disse e o beijei.

O beijo se aprofundou, o Christoph passou a mão nos meus cabelos e enrolou os dedos. Passei meus braços em volta do seu pescoço. De repente fomos interrompidos por um picarreio. Nos separamos lentamente e eu virei para ver quem era.

–Se não se importam. Estão trancando a passagem.-minha irmã falou.

–Eu já vou indo. -O Christoph voltou a olhar pra mim e me dei um beijo rápido.

Saímos de frente da porta e então minha irmã abriu e entrou, deixando-a entreaberta.

–Te encontro às dez e meia. -ele deu uma piscadela e saiu.

–Okay. -sorri e entrei no quarto.

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