Notas iniciais
Olá pessoal. Nossa, muito obrigada, estou hiper feliz por estarem gostando, isso só me emotiva a escrever mais, se puderem comentar eu ficaria grata. Bem, tenho uma surpresa pra vcs nesse capítulo, espero que gostem, mas o melhor ainda está por vir, e já estou providenciando, não se preocupem. Não vou ficar tagarelando, tenham uma ótima leitura. Não esqueçam de recomendar, acompanhar, e favoritar. ;) Nosso objetivo é satisfazer baby ^^

Eu estava num sono tão profundo, quando meu celular começou a tocar, procurei ele com as mãos, sem abrir os olhos, ainda era de madrugada, e eu não queria acordar. Mas o celular ficava com aquela música isistente, até que finalmente eu consegui achar.

—Alô, acho bom ser alguma coisa urgente, pra me ligar em plena madrugada. –eu resmunguei pra seja lá quem for na outra linha.

—Bom dia pra você também ma chéri. E até onde me lembre ainda estamos no mesmo lugar, aqui não tem fuso horário.

O Christoph ainda com seu humor irônico, era fascinante.

—Se não é madrugada, então porque está me ligando tão cedo, alguém morreu? –eu ainda estava meio grogue de sono.

—Felizmente não, e se você olhar no relógio, vai perceber que já é quase meio dia, e você perdeu aula.

—Argh. –resmunguei.

—Sim, hoje é segunda. Mas por sorte, falta uma semana para a tão esperada férias.

E eu achando que já estavámos em férias, e ainda assim ninguém veio me acordar.

—Se ainda não estamos em férias, porque não foi para a escola?

—Porque só os inteligente deixam de ir essa semana, e isso inclui você ma chéri. Essa semana é para os que terão que recuperar as notas perdidas. Mas em que mundo você anda divagando dona Pietra?

—ChristophLandia, onde você perde a noção do tempo, e tudo que está em sua volta. –eu disse sarcástica.

Eu só ouvi o doce som da risada do Christoph, no outro lado da linda. Ele ficou um bom tempo rindo, e eu quase voltei a dormir, quando ele pegou fôlego e começou a falar.

—Bem, eu te liguei para ouvir sua linda voz, e dizer que eu te pego daqui a uma hora, então se ajeite, e não esqueça do biquíni.

—Hein? Mas eu nem tenho bi...

—Uma hora. –e então ele desligou.

—Ótimo, e de onde vou arranjar um biquíni? –eu disse pra mim mesma.

Levantei e fui até o banheiro, fiz minha higiene e desci, tia Amber e Colin estavam sentados no sofá no maior love, fui direto para a cozinha, e ali encontrei minha irmã.

—Bom dia Ennye. –eu disse me sentando na bancada.

—Olá bela adormecida, quer café? –ela disse estendendo uma xícara para mim.

—Obrigada. Onde está a mamãe e o papai?

—O pai foi trabalhar, ele anda trabalhando direto nessa construção do hotel. E a mãe está no escritório, escrevendo seu misterioso livro.

Eu e minha irmã ainda não tivemos tempo para conversar sobre o que me aconteceu recentemente, ela teria que me dar algumas explicações, mas eu não estava com presa em saber, e por incrivel que pareça, nem curiosa.

—Ennye, você pode me emprestar aquele seu maiô? –pedi bebericando meu café.

—Claro, vai á praia?

—Não sei. O Christoph não quis me contar onde quer me levar. –revirei os olhos.

—Tá legal. –ela disse rindo. –Ele está no meu guarda-roupa, na segunda gaveta.

—Obrigada, assim que terminar meu café eu vou lá.

Ficamos batendo um papo, nem ela e nem eu tocamos no assunto que se referia ao Christoph, minha irmã também não precisou ir a escola essa semana, então isso significava que de bônus, ganhamos uma semana de férias a mais, o que era uma maravilha, e eu nem sequer me lembrava disso.

Depois que terminei meu café, fui até o quarto da Ennye pegar o maiô, voltei para o meu quarto e comecei a me arrumar, vesti o maiô e coloquei meu macacão jeans, e um chinelo, nada de tão especial assim, prendi meu cabelo num coque frouxo, coloquei algumas coisas básicas na mochila, com uma toalha, protetor solar e uma roupa extra. Desci e fui até o escritória da mamãe, bati na porta e entrei.

—Olá docinho, como você está? Vai sair?

—Estou muito bem, e sim. O Christoph vai vir me pegar daqui a pouco, vai me levar a algum lugar, onde se precisa usar maiô. –eu disse apontando para a minha roupa.

—Estou muito feliz por você docinho. O Christoph é um rapaz muito decente, educado, e respeitador. Seu pai também aprovou, e isso é bom. –ela disse sorrindo.

Alguém bateu na porta e entrou.

—Piet, seu bofe sedução está te esperando na sala. –tia Amber disse toda animada.

—Vai lá querida, se cuide por favor.

—Pode deixar mãe. –eu dei um beijo na cabeça dela e sai.

Quando entrei na sala, vi um Christoph lindo, com uma camisa cor de gelo, e bermuda jeans xadrez cinza com azul marinho. Assim que ele me viu, ele abriu um sorriso estonteante, me olhou da cabeça aos pés, eu fiquei um pouco tímida.

—Façam um bom passeio, e acho bom você cuidar bem da minha sobrinha rapaz. Eu tenho um belo par de punhos escocês que sabe lutar muito bem. –ela disse apoiada no Colin.

—Não se preocupe Amber, além de prezar pela vida da Pietra, eu tenho piedade pela minha também. –ele disse rindo.

Nos despedimos e saimos, ele abriu a porta do carro para mim, deu a volta e entrou.

—Ansiosa? –ele perguntou.

—Curiosa! –afirmei.

Ele olhou pra mim, e deu um sorriso de canto, ele se inclinou um pouco e deu um beijo rápido no meu lábio.

—Você está linda.

E então se endireitou, colocou seu óculos de sol aviador, o que deixava ele ainda mais charmoso; deu a partida no carro e saiu. Durante o caminho ele ligou o rádio e deixou numa música bem confortavel.

—Antes de chegarmos ao nosso destino, preciso passar em um lugar primeiro.

Não perguntei nada, permaneci em silêncio enquanto escutava a música, o vento que batia no meu rosto, e as folhas na estrada, parecia que eu estava em um video clipe. Sem que eu desse conta, o Christoph estacionou o carro em frente a uma casa, era grande, e bonita, ele desceu do carro e abriu a porta para mim.

—Não vamos demorar. –ele disse pegando minha mão, e caminhando até a casa.

Ele bateu na porta, e ficamos esperando por alguns segundos, até que um rapaz um pouco alto, com os cabelos cor de um amarelo queimado, e olhos num caramelo, nos viu parados.

—Irmãozinho, mas que honra você na minha humilde residência. Venha, entrem. –ele deu passagem para entrarmos.

—Scott, essa é a Pietra. –o Christoph me apresentou.

Espera, então esse é o tão misterioso “O primo”? Com certeza eu não imaginava que ele fosse tão bonito, ele tinha um sorriso branco, e acomodativo, também tinha algumas pequenas semelhanças com o Christoph, mas não aquela ar misterioso igual ao dele.

—Então você é a famosa Pietra? Eu ouvi tanto sobre você, até parece que somos amigos de infância. –ele disse sorrindo.

—E você é o misterioso primo? –eu disse também sorrindo.

—Scott ao seu dispor madame. –ele pegou minha mão, e deu um leve beijo.

—Sem formalidade por favor. –o Christoph disse sério, tirando a mão do “O primo”, da minha. –Eu só vim pegar a encomenda do meu pai.

—Claro, claro. Só um minuto. –ele entrou em algum cômodo, e voltou em menos de um minuto. –Aqui, o titio vampiresco sabe mesmo como usar? –ele perguntou olhando pro Christoph.

—É o que ele diz, mas caso não consiga, com certeza ele te chama. –ele falou enquanto pegava uma caixa da mão do Scott.

—Claro. Sem problema.

—Bem, nós já vamos.

—Foi um prazer finalemente te conhecer Pietra. –o Scott disse sorrindo para mim.

—O prazer foi meu.

—Apareçam mais vezes. –ele disse enquanto caminhávamos até a porta. –E Chris, não se esqueça de dizer ao tio vampiro, que ele tem que apertar o botão verde, para poder ligar.

—Tudo bem.

Entramos no carro, e o Christoph acenou para “O primo”, enquanto saiamos de frente da casa.

—Tio vampiro? –perguntei sem entender nada.

—O Scott é metido a piadista. Ele chama meu pai de vampiro, por causa daquele cara do filme Crepúsculo, o Edward.

—Então você é fã de filmes de vampiro? –perguntei com humor.

—Tenho que confessar, que os vampiors são mais interessantes que os lobisomens. –ele riu.

—Você assistindo Crepúsculo, essa é nova. –eu ri mais.

—Em minha defessa, o Scott praticamente me obrigou, era isso ou Legalmente loira.

O Christoph parou o carro numa estrada de terra, ele abriu o porta luvas e tirou uma bandana vermelha, olhou pra mim e deu uma piscadela.

—O que vai fazer? –perguntei olhando pro pedaço de pano na mão dele.

—Eu quero que seja uma surpresa. Então eu preciso que confie em mim, e me deixe por essa bandana nos seus olhos.

—Você não vai me jogar de um penhasco, vai?

—Você acha que eu sou um maluco? –ele fez uma careta. –Isso me magoa ma chéri. –ele colocou as mãos no peito, fazendo drama.

—Você está a cada dia me surpreendendo senhor Voughan.

Ele abriu um sorriso lindo, e ficou me encarando por alguns segundos.

—Então, confia em mim? –ele perguntou erguendo a bandana.

—Tudo bem, mas saiba que se você me matar, eu mato você. –disse num tom de brincadeira.

Ele esticou os braços, e passou a bandana em volta dos meus olhos, amarrou, mas não muito forte, só o suficiente para não cair, e eu não poder ver nada. Ouvi ele abrir a porta do carro, e fechar novamente, eu fiquei intacta no mesmo lugar, ele abriu a porta ao meu lado.

—Pode vir. –eu senti a mão dele na minha.

Sai do carro, e fiquei parada. Ele fechou minha porta, e continuou segurando minha mão.

—Não se mova. Eu só vou pegar algumas coisas no porta-malas. Não precisa se preocupar, são apenas comida.

Ele soltou minha mão, e pude ouvir ele se afastando de mim, ele abriu o porta-malas, e alguns segundos depois, ele fechou novamente, ouvi os passos dele se aproximando,e de repente ele parou. Sem poder ver nada, meus outros sentidos se aguçaram. Senti a respiração quente dele perto demais do meu rosto, eu continuei imóvel, pude perceber que ele estava milimitros de distância, ouvi sua respiração inspirar e expirar. E derepente seus lábios quentes junto aos meus, mas ele logo se afastou. Ele pegou na minha mão, e começou a me puxar atrás de si.

—Cuidado, tem uma descida... Devagar... Só mais um pouco. –ele falava pelo caminho. –Pronto.

Eu pude ouvir barulho de água, mas não perguntei nada, de repente ele colocou a mão no meu rosto, e acariciou minha bochecha, então ele desamarrou o nó da bandana, mas não tirou dos meus olhos.

—Antes de eu tirar, quero que feche os olhos, e só abra quando eu mandar. Certo?

—Certo.

Fechei os olhos, e então ele finalmente tirou aquele pedaço de pano dos meus olhos. Permaneci de olhos fechados, o Christoph se afastou de mim, e começou a fazer barulho de sacola, e outras coisas. Depois de alguns minutos ele voltou ao meu lado, e me conduziu lentamente uns três passos para frente.

—Pode abrir. –ele sussurrou no meu ouvido.

Assim que abri os olhos, eu vi uma cachoeira, era lindo, a água clara, as árvores ao redor, e ao nosso lado tinha uma toalha estendida sobre a grama, e alguns pães e doces sobre ela. Eu olhei pra ele, que estava sério me encarando, seus olhos cinzas não desviavam do meu rosto, enquanto eu abria um sorriso para ele.

—Então?

...