Notas iniciais
Lhes apresento, a maluquinha tia Amber, espero que gostem dela e do namorado escocês, bonitão hauehuah Boa leitura... Nosso objetivo é satisfazer baby ^^

—Que bom revê-la novamente. Srta Uckermann. –o professor Orth disse assim que me viu. –Como está?

—Bem melhor. Obrigada.

Não era bom revê-lo de novo, mas não posso magoar o coitado. Tudo bem que ele pode não gostar de mim, e esse sentimento é recíproco, não tenho nada contra ele, mas a culpa não foi minha se ele implicou comigo desde o primeiro dia de aula. Ele voltou para sua mesa, e eu fiquei folheando o livro, tinha perdido algumas coisas, mas nada que eu não soubesse, já tinha aprendido na ultima escola que havia passado. O professor começou a aula, e nada do Christoph aparecer, talvez ele se atrase, ou talvez não venha para a primeira aula.

Na cantina eu varri meus olhos para todos os cantos, e nada dele. Minha irmã me chamou para se sentar com ela e as amigas, como eu estava sozinha fui caminhando até a mesa onde elas estavam.

—Claro. Eu vou adorar ir ao seu jantar. –a amiga loira da minha irmã disse animada.

—Não é meu jantar. É da Pietra, e meu. Ela é mais velha.

—Só por um minuto e cinqüenta e sete segundos. –disse meio distraída.

Eu não estava muito interessada no assunto delas, e estava tentando disfarçar o máximo possível para elas não perceberem que eu estava procurando alguém.

—Meu irmão falou muito de você Pietra. –a loira disse com um sorriso no rosto.

—Ah. O Dom é um cara legal. –comentei, agora olhando pra ela.

—Você não é muito de fazer amigos, não é mesmo? –ela perguntou.

—Só quando a pessoa vem falar comigo. Caso contrário, não sou muito de puxar assunto.

—Você e o Logan, estão juntos? –a morena perguntou de repente.

—Juntos? Não! Não estamos não. Ele e eu somos só amigos, nada mais. Não se preocupe com isso. –disse dando uma piscadela.

—Você é bem legal, quando se conhece melhor. –ela disse sorrindo.

—Obrigada. –agradeci sem jeito.

Elas voltaram a conversar sobre não sei o que. E eu voltei a procurar o rosto do Christoph em meio á multidão, e nada. O sinal bateu e voltamos para a aula. Na saída, fui caminhando até minha picape, eu queria voltar para casa, comer alguma coisa e passar o resto do dia no meu cantinho do sofá, assistindo tevê. Mas quando cheguei em casa, minha mãe pediu para eu ir com ela, comprar algumas coisas para o jantar no sábado.

—Mas mãe, ainda é muito cedo pra ir preparando isso. –eu disse já no caminho.

—Antes cedo, do que em cima da hora. Não gosto de ter que fazer tudo correndo.

Revirei os olhos e continuei dirigindo. Confesso que eu não estava animada com esse jantar, eu estaria ficando mais velha, e as rugas iam começar a aparecer. Ta, talvez elas não aparecessem agora, mas um dia isso iria acontecer. Eu estava me sentindo super bem de novo, estava me sentindo eu mesma, e não uma garota apaixonada de coração partido. Não posso garantir que eu não volte a ficar daquele jeito de novo, se ver o Christoph outra vez, eu estava me preparando psicologicamente, e emocionalmente para reencontrar com ele a qualquer hora, mas tenho que confessar que no fundo, eu ainda não estava preparada.

Quando estávamos voltando para casa, minha mãe recebeu uma ligação da Genevieve, e nem que eu não quisesse, teria que levar minha mãe até lá. Segundo ela, a Genevieve ia emprestar um jogo de mesa para decoração do jantar. Eu estava com o coração pulsando forte na minha garganta, assim que estacionei o carro em frente a casa, insisti para a minha mãe me deixar ficar esperando no carro, assim ela não demoraria, ela disse que seria falta de educação da minha parte se eu não fosse cumprimentar a Genevieve. E obrigada, tive que descer do carro e ir cumprimentá-la.

—Pietra querida, como está se sentindo? Soube que você desmaiou. Eu quis te ver, mas o Christoph disse que você precisava se recuperar e não podia receber visitas.

—Estou muito melhor. Obrigada.

O modo como ela falava era com doçura, não tinha como não gostar da mãe do Christoph, mas o que me intrigou foi ele dizer pra mãe que eu não podia ver ninguém. Será que essa foi á desculpa que ele achou para dizer, para não ir me ver? É melhor eu não ficar pensando sobre isso. Entramos e eu me sentei no sofá ao lado da minha mãe, enquanto Genevieve foi pegar o jogo de mesa, ela não demorou muito e já voltou.

—Aqui Jeynnie. Eu adoro esse jogo de mesa.

—Obrigada Genevieve, já disse que não precisava se preocupar com isso.

—Imagina. Vai ficar lindo, a final de contas eu quase nunca uso.

Elas continuaram conversando, enquanto eu tentava espionar a escada, ou a entrada da sala de jantar pra ver se o Christoph aparecia. E nada. Fiquei tentada em perguntar pra mãe dele, onde ele estava. Mas tive medo de me decepcionar com a resposta, então fiquei quieta. Para a minha alegria não tão alegre assim, minha mãe já estava querendo ir embora, só fiquei com uma pontada de tristeza por não ter visto o Christoph, mas estava ansiosa para voltar para casa.

—Vamos ficar te esperando no jantar sábado. –minha mãe disse já se despedindo.

—Com certeza, eu e o Edward não vamos deixar de ir.

—Obrigada de novo, e até mais Genevieve.

—Até. Tchau Pietra, se cuide.

—A senhora também. –eu disse sorrindo.

No caminho de volta para casa, fiquei pensando no que a Genevieve disse. “Com certeza, eu e o Edward não vamos deixar de ir”. Será que o Christoph não vai? Isso seria bem provável, já que eu disse pra ele que não poderíamos mais ser amigos.

—Tudo bem docinho? –minha mãe perguntou com a voz doce. –Você está quieta demais.

—To bem mãe. Só estava pensando em que comer quando chegar em casa.

Eu ainda não queria conversar sobre isso com a minha mãe, não quero confessar em voz alta que eu estou apaixonada por ele. Talvez se eu deixasse isso só para mim, não seria tanta verdade, apenas uma ilusão. Como quando eu achei estar gostando do cara de Seattle, eu gostava de como ele gostava de mim, e não dele especificamente. Era uma ilusão, porque eu não gostava dele. Mas o que eu estou sentindo pelo Christoph, é totalmente diferente do que eu já senti na minha vida, eu nunca me apaixonei antes, como posso ter tanta certeza de que estou apaixonada por ele?

—Mãe?

—Diga.

—Como você sabia que estava realmente apaixonada pelo papai? Que não era só uma ilusão.

—Eu não conseguia pensar em outra pessoa que não fosse ele. Adorava cada segundo que estava ao lado dele, cada mania, costume, e o jeito que ele sempre me olhava, como se eu fosse uma tela de arte única. Eu sentia que ele sabia o que eu estava pensando, o que eu sentia. E quando ele disse que me amava, eu soube que eu realmente também o amava, que não era só uma ilusão.

Desde que me entendo por gente, nunca tive a duvida de que meus pais não se amavam, era tão visível. Eles nunca brigavam na nossa frente, sempre se tratavam bem, com carinho, e respeito. Lembro, que quando eu era criança, eu sonhava acordada, que esperaria um dia poder encontrar alguém que me olhasse como o papai olhava minha mãe. Com amor, como se ela fosse á única coisa que importasse pra ele, como se não existisse mais ninguém no mundo, se não ela.

Acontece que o meu caso é uma completa ilusão, chega a ser doentio. Porque nunca, jamais o Christoph poderia se apaixonar por mim, tudo bem que ás vezes ele me olhava de um jeito intimidador, mas com certeza com nenhum significado para ele. Eu nunca falaria que gosto dele, porque ele nunca vai dizer isso para mim. Acho melhor eu esquecer ele, de um jeito ou de outro eu tenho que esquecer ele, só vou ter que descobrir como.

...

O Ian apareceu pro jantar, minha irmã estava toda feliz, até meu pai estava um pouco animado. Acho que ele gostou do garoto, mas não admitiria isso, não por enquanto. Eu estava começando a ficar com sono, e estava empurrando a comida, minha mãe praticamente me obriga a comer, mesmo eu estando sem fome.

—Não vá se esquecer de que amanhã você tem que ir buscar sua tia. –meu pai me lembrou.

—Tudo bem.

—Não esquece que é na balsa. –minha mãe disse.

Eu sabia onde ficava a Marina, mas a balsa não.

—Onde fica a balsa? –perguntei pra ninguém em particular.

—Uns cinqüenta quilômetros antes de chegar á praia. –o Ian explicou.

—E a Marina, ninguém vai lá também? –perguntei para ele.

—Na verdade, a Marina é o local onde transportam e recebem as mercadorias. As pessoas chegam e saem da ilha pela balsa. Tem lanchas, botes, barcos lá. Como eu disse antes. As pessoas não vão muito ao outro lado da ilha, porque fica muito longe da rodovia.

—Entendi.

Depois do jantar, ajudei minha mãe lavar a louça, e depois subi para o meu quarto. Não estava nem um pouco a fim de ficar lá em baixo, escutando eles conversarem sobre coisas que não me interessava. Ainda ficava em estado deprimente, toda vez que pensava no Christoph, ódio e nojo, em pensar que ele está com a loira oxigenada. Mas o que me deixava mais contente, é que amanhã eu iria rever minha amada tia. Estava com muitas saudades dela, não via á hora de abraçar, conversar, com ela.

Acabei dormindo muito rápido, entrei num sono profundo, acordei com a minha irmã gritando, dizendo que eu já estava atrasada. Ainda meio grogue olhei no relógio. Putz passei da hora, levantei correndo vesti a primeira roupa que encontrei no armário, fui ao banheiro fiz minha higiene e sai mais rápido que o Flesh.

—Não se esqueça da Amber.

Ouvi minha mãe gritar enquanto passava pela porta. Estacionei meu carro, e por sorte cheguei bem a tempo na escola. Novamente o Christoph não apareceu, cheguei a pensar que era por minha causa, que ele deve estar querendo me evitar, porque não suporta mais ver a minha cara, e com certeza deve ter ficado com raiva por eu ter o mandado ir embora. Acontece que eu estava começando a me arrepender em ter feito aquilo, pensei que se ficasse longe dele sofreria menos, mas está acontecendo o contrario. Eu tenho que confrontá-lo, encarar ele cara a cara, e tentar esquecer ele.

Depois da aula, fui direto para a balsa esperar a tia Amber, e a surpresa dela. Fiquei esperando por quase uma hora, quando de repente avistei um barco chegando. Levou cerca de uns dez minutos até chegar á balsa. Ela estava radiante, com um vestido florido azul, um chapéu de praia e óculos de sol, assim que ela me viu, veio correndo na minha direção.

—Piet. Que saudades de você. Como é bom te abraçar de novo. –ela disse como costumava me chamar.

Eu não respondi. A abracei forte, e lágrimas começaram a encher meus olhos, não consegui controlar, e elas escorriam pelo meu rosto.

—Oh querida, não chore. –ela disse passando o polegar pelas minhas lágrimas.

—Só estou muito feliz em te ver. –sussurrei.

E realmente estava, mas era bom sentir o carinho de alguém que a gente tanto ama. Ainda mais nesse momento em que eu precisava tanto sentir o conforto de um abraço. E para não perder o costume, o Christoph passou pela minha cabeça. Eu precisava sentir o cheiro dele, os braços dele em volta de mim, me abraçando, como se nada mais importasse.

—O que anda acontecendo com esse coraçãozinho? –ela disse olhando nos meus olhos.

O bom da tia Amber, é que eu não precisava falar o que estava acontecendo, ela me conhecia bem o bastante para saber quando tinha alguma coisa errada.

—Tudo bem, se eu contar depois? Agora de onde vem a sua bela surpresa? –disse enxugando as lágrimas.

Ela abriu um sorriso de orelha a orelha, olhou na direção do barco e eu segui seu olhar. Um homem alto, forte, ruivo estava trazendo as malas. Assim que ele se aproximou, largou as malas no chão, abriu um sorriso largo e estendeu a mão para mim.

—Você deve ser Piet.

—É Pietra, na verdade. –disse apertando sua mão.

—Sou Colin.

Colin tem belos olhos verdes esmeralda. E não é nenhum pouco feio. Caminhamos até minha picape, as malas foram na traseira, tia Amber se sentou ao meu lado, e o Colin da janela.

—De quem é esse carro? –ela perguntou.

—Meu. Presente do papai. –disse olhando a estrada.

—É a cara do Peter dar um carro desses pra você.

—A Ennye também tem um.

—Eu acredito. –ela disse rindo.

Conversamos sobre a viagem boa parte do caminho, eu disse como já estava acostumada a morar na ilha, e que estava tudo indo parcialmente bem, e que morar aqui não é tão ruim quanto parece. Assim que chegamos em casa, minha mãe já estava esperando na porta.

—Jeynnie. –minha tia foi correndo, animada abraçar minha mãe.

Fui ajudar o Colin com as malas, mas ele insistiu que não precisava de ajuda, eu é quem não iria contrariar.

Assim que eles já estavam instalados, fomos almoçar. Minha mãe preparou o prato preferido da tia Amber, lasanha.

...