Notas iniciais
Muita melancolia da parte da Pietra pra vcs? Bem, não seria clichê se não tivesse os detalhes clichês não é? kkkkkl Espero que estejam gostando, mais alguns capítulos adiantes, tenho certeza de que irão gostar, porque eu adorei, mesmo sendo suspeita pra falar. Boa leitura, recomendem, favoritem e acompanhem. Nosso objetivo é satisfazer baby ^^

—Eu pensei que ninguém viesse á praia. –disse olhando pela janela.

—Na verdade, ninguém vai á praia do outro lado da ilha. Essa é mais freqüentada, porque fica perto da rodovia. –o Ian explicou.

—O dia está lindo, não vejo a hora de dar um mergulho. –minha irmã disse animada.

O Ian estacionou o carro e descemos, fomos caminhando até algumas pessoas que já estavam na praia, algumas eu conhecia de vista, tinha alguns caras do time de basquete, as amigas da minha irmã, e algumas que eu não conhecia.

—Se enturme, vai te fazer bem. –minha irmã disse para mim.

—Eu não sei me enturmar. –disse suspirando.

E não sei mesmo, é por isso que eu quase nunca tinha amigos por onde passava. Minha irmã sempre foi mais popular, porque ela sempre estava fazendo amizades, ela sabe se enturmar fácil com as pessoas. Eu sou a anti-social arrogante, como costumam me chamar, mas eu nunca me importei com isso, para mim, ter mais ou menos amigos não fazia a menor diferença.

Minha irmã colocou duas cadeiras, e armou o guarda-sol, nos sentamos e ela ficou conversando com as amigas, enquanto eu folheava uma revista que ela trouxe. De repente um garoto loiro de olhos azuis, e um corpo bem definido, se sentou ao meu lado na areia.

—Você deve ser a Pietra. Prazer, Dom. –ele estendeu a mão, e estava com um sorriso encantador no rosto.

—Aperto de mão forte. –comentei sem saber direito o que dizer.

—Eu sou irmão mais velho da Emily.

—Achei que tivesse ouvido seu nome em algum lugar.

O Dom era parecido com ela, loiro, bonito, muito bonito aliás. Mas o que diferenciava é que ele tem olhos azuis e ela não. Ficamos conversando, ele era bem divertido e simpático, até que um outro garoto veio perguntar se alguém queria jogar vôlei.

—Não obrigada, eu prefiro tomar meu banho de sol. –uma das garotas que eu não conhecia disse.

—Eu vou. –falei me levantando.

—Mais alguém? –o garoto perguntou.

O Dom, a minha irmã e as amigas dela também levantaram. Apesar de eu não saber jogar nenhum esporte, eu achei que seria legal eu tentar me divertir um pouco pra variar. Fiquei no mesmo time que o Dom, a minha irmã o namorado dela e as duas amigas dela. Volte e meia eu acertava a bola na cabeça de alguém, mas como eles perceberam que eu não sabia jogar, eles não se importaram, bem pelo contrario até riam e tentavam me ajudar. E pra minha maior surpresa eu acertei alguns pontos, acabei por fim conseguindo aprender um pouco do jogo, estava me achando a craque.

Depois do jogo, fomos comer alguma coisa, minha irmã foi dar o mergulho dela, eu não me atrevi a tentar já que não sei nadar, mas coloquei meus pés na água e fiquei caminhando sozinha. Já estava começando a escurecer quando me chamaram para se juntar com eles na fogueira.

—Senta aqui Pietra. –o Dom disse, dando lugar ao lado dele.

Me sentei, e ficamos conversando até que alguém começou a tocar violão. Minha irmã estava de chamego com o namorado, todo mundo cantando junto, animados. Até eu tentei a letra, apesar de eu não saber cantar nada bem, pelo menos não errei a letra da música. Estava tudo muito agradável, divertido. Eu fiz amizade com algumas pessoas, em principal o Dom, ele é quem mais conversava comigo.

—Adoro o espetinho de peixe daqui, é o melhor que eu já comi. –o Dom disse, mordendo o peixe.

—Eu nunca tinha comido espetinho de peixe antes. –confessei.

—Nunca? –ele fez cara de espanto.

—Jamais. –disse rindo da cara dele.

—Inacreditável. –ele começou a rir também.

Era bom rir de novo, desde os últimos dias. E apesar de eu não ter pensado no Christoph nas ultimas horas, eu não conseguia esquecer ele, mesmo que eu quisesse. Varri ele dos meus pensamentos, pra debaixo do tapete, e aproveitei o resto da noite. Estava sendo bom divertido me descontrair, e não seria ele quem iria estragar isso, mesmo não estando por perto.

Não era muito tarde quando voltamos para casa, o Dom queria nos dar uma carona, mas eu insisti que não precisava, porque o Ian iria nos levar. Assim que o Ian parou o carro em frente da nossa casa, eu agradeci pela carona.

—Não há de quê Pietra. –ele disse assim que fechei a porta.

—Te espero lá dentro Ennye. –disse pra ela, pela janela.

—Não vou demorar.

—Tchau Hagrid. –disse e entrei em casa.

Eu estava com os pés sujos de areia, precisava de um bom banho quente, subi e fui direto pro banheiro. Depois que tomei meu banho, e coloquei meu pijama, voltei pra sala, e minha irmã estava espatifada no sofá.

—Cadê o papai e a mamãe? –perguntei me sentando no meu cantinho do sofá.

—No escritório.

—Estou faminta, quer comer alguma coisa? –perguntei me levantando.

—Não, obrigada. Vou tomar banho primeiro.

—Tudo bem.

Fui para a cozinha, e minha irmã subiu. Abri a geladeira peguei o queijo, presunto, salada, e o hambúrguer. Peguei o pão e preparei um sanduíche para mim, e outro para a minha irmã. Quando eu já estava indo comer meu sanduíche ela apareceu na cozinha.

—Preparei um sanduíche pra você. –disse mordendo meu pão.

—Obrigada. –ela sorriu e se sentou no balcão ao meu lado. –Parece que o Dom gostou de você.

Eu sabia que ela ia comentar alguma coisa sobre isso. Ela era invasiva demais nesse aspecto, sempre querendo me arranjar um namorado. Revirei os olhos pra ela, e continuei comendo meu sanduíche.

—Eu sei que você gosta do Christoph, não estou falando que você deva ficar com o Dom.

—Ah não?

—Claro que não. Estou querendo dizer que você conseguiu se enturmar.

—Não é difícil se enturmar com ele, mas não quero falar sobre isso.

—Como queira. –ela disse mordendo o pão. –Hum... isso ta muito bom. –ela falou de boca cheia.

Minha mãe entrou na cozinha, deu um beijo em mim e na minha irmã, pegou uma xícara e foi preparar seu chá.

—Como foi o passeio?

—Foi bom. –eu e minha irmã respondemos em uníssono.

—Que bom que se divertiram. Principalmente você Pietra. –minha mãe disse com um sorriso doce no rosto. –Adivinhem quem ligou.

—Napoleão Bonaparte. –eu disse ao mesmo tempo, que a minha irmã falou “Maria Antonieta”.

—Elvis Presley. –minha irmã disse para mim.

—Joan Jet. –eu disse pra ela.

Isso era uma brincadeira particular nossa. Sempre que minha mãe perguntava quem tinha ligado, ou quem apareceu, ou quem escreveu, nós dizíamos nomes de pessoa que nunca fariam uma coisa dessas, porque nós nem imaginávamos quem teria feito. Minha mãe olhou para nós duas, e revirou os olhos.

—Tia Amber.

—Tia Amber? –eu e minha irmã falamos ao mesmo tempo.

—Ela chega na terça.

—O que ela vai fazer aqui? –minha irmã perguntou.

—Pro aniversário de vocês. E disse que tem uma bela surpresa.

—Da ultima vez que ela veio para o nosso aniversario, a bela surpresa era aquele namorado... de onde ele era mesmo? –perguntei sem me lembrar.

—Gênova? –minha irmã disse.

—Não, acho que era da Finlândia. –respondi.

—Ele era da Bulgária. –minha mãe respondeu.

—Isso. Vitor, não é?

—Aquele cara era engraçado. –minha irmã disse rindo.

Tia Amber, era nove anos mais nova que a mamãe, ela vivia viajando, e sempre arranjava um namorado diferente de cada país, e sempre dizia que o relacionamento não ia adiante, por causa da distancia. Ela morava em São Francisco, quando passamos uma temporada lá, eu e a tia Amber estávamos sempre juntas. Ela é muito divertida e engraçada, parece uma garota, apesar de ter só vinte e nove anos, da pra dizer que tem vinte.

—De qual país será agora? –minha irmã perguntou ainda rindo.

—Aposto que vai ser da França. –minha mãe disse confiante.

—Aposto Portugal. –minha irmã falou, já não rindo mais.

—Não sei. Pelo que conheço dela, aposto um Irlandês. –opinei.

Ela sempre dizia que adoraria se casar com um irlandês, ainda mais um que soubesse cantar e tocar violão, ela adorava o verde do país.

—Será que ela vai se casar? –perguntei duvidosa.

—Isso seria bom. Mais um pouco, e ela fica pra titia. –minha irmã respondeu.

Não tocamos mais no assunto, depois que terminamos de comer, fomos assistir um pouco de tevê, e como eu estava exausta, acabei indo dormir mais cedo. Não foi difícil conseguir dormir, essa noite eu deitei, fechei meus olhos e já estava sonhando. Por um alivio para o meu cérebro, não pensei muito no Christoph o dia inteiro, mas só para acabar com a alegria, sonhei a noite inteira com ele.

Olhos cinzentos não parava de me olhar. E aquele sorriso encantador dele, me encantava muito. Eu não tive um sonho muito nítido, mas podia ver muito bem o rosto dele. Me virei de um lado para o outro a noite inteira, não estava conseguindo dormir muito bem, e toda vez que eu acordava, sem abrir os olhos, voltava a sonhar com ele. E era sempre o mesmo sonho.

O domingo passou muito rápido, quando eu percebi já estava de noite. Faltava seis dias para o jantar de aniversário, e a mamãe já estava começando a preparar. E eu fiquei encarregada de pegar a tia Amber, e a bela surpresa na balsa terça-feira. Mesmo ela não tendo falado que era um namorado, nós já sabíamos, não era bem uma surpresa, o que surpreendia era o país de onde o meliante vinha. Eu estava super feliz em rever ela; ela é como se fosse uma irmã mais velha para mim.

...

Na manhã seguinte, acordei bem disposta, diferente de como tinha me levantado todos os dias da semana passada. Infelizmente eu tinha que voltar para escola, e uma parte de mim ficava feliz por isso, eu iria rever o Christoph, e a outra parte ficava triste, porque revendo o Christoph, eu estaria sofrendo. Mas valeria esse sofrimento, pelo menos hoje. Eu já estava com saudade dele, desde o dia em que a gente se encontrou no mercado, eu não o vi mais. E nem tive mais noticias, mas quando eu me lembrava que ele poderia estar com a Ashley, meu sangue fervia de raiva, e quando eu pensava que eu nunca chegaria nem perto de ser como ela, me dava um alivio, porque eu não gostaria de me parecer com a replica falsa da Britney Spears. A única coisa que eu não entendo, é como o Christoph pode gostar dela, e não de mim. Eu não sou tão feia assim, apesar da minha arrogância, sou um pouco divertida, e não tento imitar ninguém.

Quando eu cheguei na escola, fui esperançosa pra aula de biologia, sabia que o Christoph estaria lá, e se não estivesse, logo chegaria. Eu não poderia falar com ele, estaria violando uma regra, para poder me recuperar do sofrimento, mas observar de longe não faria mal algum.