Notas iniciais
Own como é bom odiar a Ashley, não acham? hauehueh E nesse capítulo teremos mais que apenas uma dança leitores *-* mas não tanto quanto a Pietra esperava. Enfim, espero que gostem, deixem seus comentários, recomendem para amgs, leiam e releiam. Uma ótima leitura. PS: O Christoph é o cara que nós sempre vamos sonhar em ter (pelo menos eu aheuah) PPS: entendedores, entenderão o lance do francês, e o helicóptero huaheuae sim estou falando de vc Ru e Pati my best friends hauehuaehua Boa Leitura. Nosso objetivo é satisfazer baby ^^

A música acabou, e começou uma mais agitada, mas continuamos do mesmo jeito, dançando lentamente, enquanto as pessoas em voltam dançavam no ritmo frenético da música. Olhei ao redor, e vi a Ashley nos encarando em um canto, ela olhava sem desviar o olhar de nós.

—A Britney Spears não para de olhar pra cá. –sussurrei.

Ele parou, olhou fixamente dentro dos meus olhos, e me beijou. Ele passou a mão direita no meu rosto e parou entre meu pescoço e meu maxilar, minhas pernas perderam o equilíbrio e segurei no seu braço que continuava segurando minhas costas. Não foi um beijo profundo, mas por uma fração de segundos eu esperei mais, eu quis mais. Ele olhou nos meus olhos e sorriu de canto, eu não sei por que, mas meu coração estava acelerado, e eu esperava que ele não tivesse percebido.

—Já passamos tempo demais aqui, vamos.

Ele segurou minha mão e foi me guiando até a porta por onde entramos. Ele não largou da minha mão até chegarmos ao carro, abriu a porta para mim, deu meia volta e entrou; fiquei parada do lado de fora com a porta aberta, tentando similar o que estava acontecendo.

—Não vai entrar? –ele perguntou já com o motor ligado.

Entrei, e fechei a porta, ele engatou a ré e saiu do estacionamento, eu não sabia para onde ele estava me levanto, mas também não me importava. Eu não estou me entendendo, á uma hora atrás o Christoph era só meu amigo, de repente eu já estou me sentindo atraída por ele, diferente de como me senti quando vi o Logan pela primeira vez, diferente de como o Logan me beijou pela primeira vez; era um sentimento totalmente estranho para mim, eu nunca tinha me sentido assim antes, e sinceramente, não estava me importando com mais nada, neste momento eu não queria que as horas passassem.

—Quer comer o quê? –ele perguntou me tirando da minha paranóia.

—Hein? –perguntei sem entender o que ele tinha falado.

—Eu odeio frutos do mar, estou faminto, prefere pizza ou quer ir a um restaurante?

—Pizza. –disse sem tirar os olhos dele, enquanto dirigia.

Ele passou a mão pelo cabelo, e deixou um pouco mais bagunçado, ele estava perfeito, e eu não conseguia tirar meus olhos dele, e para minha sorte ele não percebeu. Ele parou o carro em frente a uma pizzaria, desligou a chave, e baixou o volume do rádio.

—Gosta de qual sabor? –ele se virou pra mim e ficou me olhando.

—Qualquer um pra mim está ótimo. –disse sorrindo.

—Já volto. Me espere aqui.

Ele saiu do carro e eu fiquei olhando até ele entrar na pizzaria. “Me espere aqui”, como se eu fosse fugir pra algum lugar. Eu definitivamente, não estou entendendo porque estou tão nervosa, é uma emoção de felicidade e pânico ao mesmo tempo. Felicidade por ele ter me beijado, por eu ter gostado, e por eu estar perto dele. Pânico, porque eu não acredito em um sentimento a mais entre amigos, eu e o Christoph? Isso é confuso, nunca passou pela minha cabeça, pelo menos não até aquela noite em que jantamos na casa dele. Não, como eu não percebi antes que desde aquela noite eu me pegava pensando nele, no perfume dele, e principalmente o modo como ele me olhou quando apareceu naquela escada. Será que... não, claro que não, eu gosto do Logan, é. Mas pensando bem, eu não sentia um frio na barriga quando estava perto dele, e muito menos senti minhas pernas perderem o equilíbrio quando ele me beijava.

Será que ele também sente alguma coisa por mim? Ou foi apenas por causa da Britney Spears? Bom, ele me pediu pra fingir ser a namorada dele, e ela não parava de nos encarar, então ele deve ter me beijado só para ela parar de ficar olhando. Mas que coisa, é claro que o Christoph não sente nada por mim, e aquele beijo não deve ter significado nada, e eu estou aqui inventando coisas que não existem. Depois de alguns minutos ele voltou com a pizza e refrigerantes, entrou no carro e saímos dali.

—Comprei a moda da casa, não sei bem do que é, mas a moça me garantiu que é muito boa. Estou com muita fome.

—Aonde vamos? –perguntei olhando pela janela.

—Pra algum lugar mais tranqüilo, para podermos comer.

Achei melhor não ficar olhando pra ele, eu não podia ficar criando expectativas para alguma coisa que não iria acontecer. Fala sério, eu e o Logan nem namorávamos, e nós brigamos, o que foi uma coisa boa que aconteceu no momento certo, se não eu estaria me sentindo culpada agora, apesar de não estarmos juntos de verdade, mas eu não quero pensar nele.

Ele parou o carro no estacionamento de algum prédio, ele estava levando a pizza e os refrigerantes enquanto eu o seguia, entramos num elevador e ele apertou o botão para a cobertura. Eram vinte andares, enquanto íamos subindo, estávamos num silêncio perturbador, eu estava meio constrangida, minha respiração estava rápida demais e meu coração descontrolado. Eu queria poder sentir seu perfume mais de perto, eu tentei olhar de canto de olho, mas não conseguia ver seu rosto, então virei e olhei para ele, que estava me analisando com aqueles olhos cinza intimidador.

—O que foi? –eu senti meu rosto corar.

—Você parece pensativa, só estava tentando imaginar em que está pensando.

—Ahm... meus pés estão doendo um pouco, eu não costumo usar salto o tempo todo. –disse olhando para os meus pés, e tentando disfarçar.

—Você fica bem com eles. –ele continuava olhando nos meus olhos.

—Experimente ficar com eles por mais de três horas em pé.

—Você não ficou mais de três horas em pé. –ele disse com um sorriso zombeteiro.

—Fiquei o tempo suficiente pros meus pés começarem a doer.

Eu estou nervosa, por que eu estou nervosa? A porta do elevador abriu, e eu saí o mais rápido que pude, o Christoph passou na minha frente e abriu uma porta, que dava para o telhado do prédio, tinha um sofá de dois lugares e uma mezinha encostado perto da porta, ele colocou a pizza e os refrigerantes em cima da mesa e se sentou no sofá. Ele abriu a pizza e tirou um pedaço, e começou a comer.

—Que lugar é esse? –perguntei me sentando ao seu lado.

—Eu fazia aula de francês aqui. –ele disse com a boca cheia.

Inacreditável, o Christoph sabe falar Frances? Ótimo, e agora, ele vai me dizer que sabe pilotar helicópteros também?

—O que você acha de me contar como foi que começou a namorar com a arrogante oxigenada? –pedi comendo um pedaço de pizza.

—O Kelan e a Ashley são irmãos. O pai deles trabalha com venda de lanchas, barcos, essas coisas. E meu pai e ele eram sócios, eu sempre vinha para cá com meu pai, quando ele tratava dos negócios. Eu e o Kelan ficamos amigos, e tinha a Ashley, que estava sempre, junto com o irmão. Eu achava ela bonita, comecei a gostar dela, e tinha que arranjar algum jeito de vê-la com mais freqüência. Então eu convenci meus pais de que falar outra língua seria essencial. E como ela estava aprendendo falar francês, essa seria a desculpa perfeita, eu aprendi francês por ela.

A cada dia que passa, eu descubro algo a mais sobre o Christoph que me deixa encantada, apesar de eu ter odiado aquela loira oxigenada, nunca, nenhum garoto nem quis aprender alguma manha de jogo da velha por mim, ainda mais outra língua.

—E depois disso...?

—Eu e ela, começamos a sair, e nisso eu comecei a gostar ainda mais dela, ou foi o que pensei, ela era divertida, inteligente, bonita. Eu a pedi em namoro e ela aceitou, mas não durou muito, nós temos a mesma idade, mas ela acabou conhecendo um universitário, amigo de uma prima eu sei lá. Então ela disse que não queria mais nada comigo, que eu era um cara legal, mas ela preferia um homem mais maduro.

—Que garota mais burra.

—É... –ele disse rindo. –Faz cerca de uns seis meses isso, e eu soube que o tal universitário, terminou com ela em grande estilo.

—E você ainda gosta dela? –minha curiosidade estava implorando para eu perguntar.

—Não. Não gosto mais. Eu achei que gostasse que eu estivesse apaixonado por ela, mas... eu estava enganado.

—E porque achou isso?

—Por que eu não sofri, não fez diferença nenhuma para mim, quando ela terminou.

—Então porque me pediu pra fingir ser sua namorada?

—Porque eu queria mostrar a ela, que estava mais feliz com outra pessoa, do que fui quando estava com ela. E que ela não teve tanta importância assim.

—Mais feliz? –perguntei com cara de interrogação.

—Sim. Eu me sinto bem quando estou com você Pietra. Você é minha única amiga em anos, pra ser sincero, eu não acreditava em amizade entre uma garota e um garoto, por que garotas não tem assuntos em comum com garotos. Mas com você é diferente, eu gosto de conversar com você.

Ótimo, ele gosta de conversar comigo, ele gosta de ser meu amigo. Eu fiquei tentada em perguntar por que ele me beijou, mas achei melhor não falar nada, vai que eu estragaria tudo. Ele mesmo disse que eu sou uma amiga, e se isso bastar, para mim é o suficiente.

Comecei a tremer de leve, o vento aqui estava ficando forte, e para ajudar, eu esqueci minha blusa, me abracei, para ver se assim eu conseguia parar de tremer, mas não deu muito certo.

—Está com frio? –ele perguntou perto demais.

—Sim. –consegui dizer sem tremer o queixo.

—Coloque. –ele disse, tirando a jaqueta de couro, e estendendo para mim por.

—Mas e você? –perguntei olhando pra ele.

—Não estou com frio.

Estiquei o braço e coloquei a jaqueta, fechei o zíper até o pescoço, e não pude deixar de sentir o cheiro do seu perfume, fechei os olhos, e inalei o cheiro sem que ele percebesse. De repente, eu senti seus braços passando em volta dos meus ombros, abri os olhos, e ele sorriu para mim.

—Pra você se esquentar mais rápido, está tremendo muito. –ele sussurrou.

Não consegui pensar em nada para dizer, ele me abraçou e encostou o queixo em cima da minha cabeça, me fazendo deitar sobre seu peito. Fechei meus olhos de novo, tentei aproveitar cada segundo, eu me sentia segura junto dele, protegida, e feliz. Ainda bem que ele não podia ver meu rosto, eu estava com um sorriso bobo.

—Mas e você? –ele perguntou sobre minha cabeça.

—O que, que tem eu? –perguntei ainda de olhos fechados.

—Não é possível que você nunca tenha namorado antes. Ou quase pelo menos.

—Ah... na verdade teve uma vez, mas eu não pude aceitar, eu estava indo embora no mesmo dia em que ele me pediu em namoro.

—Onde você estava morando?

—Seattle. Eu amo aquele lugar, se eu pudesse escolher um lugar onde passaria o resto da minha vida, Seattle e Londres estão empatados, então eu teria que viver um ano em cada lugar.

Continuamos conversando por minutos, minutos alegremente intermináveis para mim. Mas quando o Christoph pegou o celular para ver as horas, eu desejei tomar aquele celular da mão dele e quebrar, mas não pude fazer nada.

—Acho melhor nós voltarmos, ou se não seu pai vem com um resgate de busca trás de você. –ele disse rindo.

—Duvido que isso possa acontecer, é mais fácil ele chegar com o FBI. –ele riu um pouco mais, então se levantou e estendeu a mão para mim.

Peguei em sua mão, e fomos caminhando até o elevador, assim que a porta se abriu, eu entrei, e ele veio logo em seguida, fomos em repleto silêncio até o carro, ele abriu a porta parar mim, e depois entrou.

No caminho de volta para casa, só escutávamos o som suave da música, e infelizmente o tempo pareceu passar mais rápido, do que na hora em que estávamos indo. Quando ele parou o carro em frente a minha casa, já eram 23:32.

—Obrigada pelo convite. –eu disse olhando nos seus olhos.

—Obrigado pela companhia. –ele sorriu para mim.

Abri a porta, e saí. Assim que entrei em casa, ouvi ele ligar o motor do carro e ir embora. Fechei a porta atrás de mim e inspirei fundo de olhos fechados. Não tinha ninguém na sala, fui até a cozinha, e estava tudo escuro, tomei um copo d’água, e depois subi para o meu quarto, coloquei meu pijama, escovei os dentes e fui deitar. Eu estava com a jaqueta dele, peguei ela e abracei, dormi com o cheiro do seu perfume, e repassei a noite toda em minha cabeça, desde o momento em que ele chegou em casa, para me pegar, o beijo, a conversa, até o momento em que ele me deixou em casa. Tirando a parte da loira oxigenada é claro. Acabei dormindo, com o sorriso do Christoph na minha cabeça.