Notas iniciais
Eu sei que demoro muito pra postar, mas acontece que eu não tenho muito tempo. Hoje vou postar mais 2 capitulos, ao inves de 5, como de costume. Mas vou tentar fazer o máximo possível para postar mais. Boa leitura. Nosso objetivo é satisfazer baby ^^

—Chris, querido. Eu estava contando a Jeynnie que você toca lindamente piano. –a mãe dele disse com um sorriso orgulhoso no rosto.

—Eu adoraria lhe ouvir tocar. –minha mãe falou, também sorrindo.

—É Christoph, com certeza todo mundo aqui, quer te ouvir tocar. –ele se virou pra mim, e fez um careta.

—Estou desafinado, não acho que seria uma boa idéia. –ele disse ainda fazendo cara feia pra mim.

—Não seja tão covarde, você só vai tocar para três... –vi minha irmã sentada no sofá. –Ahm... quatro pessoas, e não para uma platéia.

Ta, eu estava fazendo isso de propósito, por que eu percebi que ele não queria tocar, e além de fazer ele passar essa pequena vergonha, eu estava super curiosa pra saber se ele tocava bem, por que a final, ele nunca tinha mencionado que sabia tocar piano, nem que era londrino, pensando bem, ele nunca havia me falado nada a seu respeito.

—Você não é Beethoven, mas também não deve tocar tão mal assim. –disse ainda provocando.

Ele me olhou sério, eu estava com um sorriso leve no rosto, mostrando que estava brincando, mas ele pareceu não ter gostado disso. Mas eu não me importei; ele caminhou até o piano preto de calda, se sentou no banco e começou a tocar. Realmente, ele tocava lindamente, como sua mãe disse, e para a minha surpresa estava tocando Bach, eu sempre gostei de música clássica, por causa do meu avô, dos netos, eu era a única que adorava passar tardes com ele jogando xadrez enquanto escutava música clássica, e depois nós comíamos tortas, e tomávamos chá, ás vezes ele até me levava pra tomar sorvete quando estava muito calor. Tenho que confessar que fiquei surpresa por saber que o Christoph sabia tocar tão bem piano, acho que eu subestimava ele demais, ou talvez seja por que eu não tinha a mínima idéia sobre ele, e olha que éramos amigos, ele tem sido meu único amigo em anos.

—Mas que lindo Christoph, eu não imaginava que você tocasse tão bem. –minha mãe disse depois que ele parou de tocar.

—Meu garoto é incrível Jeynnie, tenho muito orgulho dele. –a mãe dele disse com um sorriso de relha a orelha.

—Certamente Genevieve, está de parabéns. –minha mãe também estava sorrindo.

Christoph se levantou e parou do meu lado com a cara fechada.

—Eu não achei graça alguma, Pietra. –ele sussurrou num tom intimidador.

—Pois eu achei. Beethoven. –disse rindo da cara dele.

—Suas piadas nunca tem graça, e sim mal gosto. –ele parecia furioso, o que foi mais engraçado.

—Mal gosto ou não, pelo menos eu dou risada, principalmente quando é pra rir de você. –disse ainda rindo dele.

—Vou pedir pra que tragam seu chá. –ele revirou os olhos, deu meia volta e saiu.

Sentei ao lado da mãe dele, que agora parecia que era amiga de infância da minha mãe, enquanto minha irmã não parava de mexer naquele celular. Eu fingi estar prestando atenção na conversa delas, quando na verdade eu estava pensando em chegar em casa, vestir meu pijama, deitar, levantar de madrugada, caçar alguma coisa pra comer dentro da geladeira e depois voltar pro meu quarto, quando de repente Genevieve falou alguma coisa me tirando dos meus planos sobre o que comer de madrugada.

—Desculpa, o que disse? –perguntei meio confusa.

—Estava dizendo a sua mãe, que o Christoph não tem um amigo á anos, fora o primo dele. –ela disse agora virada para mim. –Eu tenho que te agradecer.

—Não precisa, imagine. Bem... é que o Christoph e eu, somos colegas de laboratório.

—Eu sei, na verdade já ouvi falar muito de você. –ela sussurrou no meu ouvido.

Eu fiquei sem jeito, ela voltou a falar com a minha mãe, e eu olhei discretamente pra entrada da sala de jantar, que dava para a cozinha. O Christoph estava vindo com uma bandeja de chá nas mãos, com certeza eu iria tirar isso á limpo com ele depois. Que história é essa de que a mãe dele já ouviu falar muito de mim? E a final, porque ele falaria de mim pra mãe dele? Talvez ela ficasse especulando ele o tempo todo perguntando se ele fez amizades novas, como ela disse, eu era a única amiga dele em anos, mas por que ela teria que ouvir falar muito de mim? Isso estava me intrigando.

Ele colocou a bandeja na mesinha de centro, perguntou se alguém queria chá, colocou numa xícara para minha mãe, e para a mãe dele, minha irmã recusou sem tirar os olhos daquele bendito celular, que pra falar a verdade já estava me irritando. E colocou um pouco numa xícara para mim. Eu olhei com os olhos cerrados para ele, que pareceu nem se importar, ele se levantou e saiu dali. Segui ele com o olhar, mas ele nem olhou na minha cara, eu ia fazer algum sinal de que teria que interrogá-lo, mas ele não voltou. Alguns minutos depois, meu pai apareceu com o pai dele, estavam conversando animadamente, sorrindo, dou um palpite de que o Sr. Voughan gostou da ideia de construir o hotel. Logo depois nos despedimos, o pai do Christoph chamou ele para que desse tchau á nós, ele veio deu um abraço no meu pai, na minha mãe e na minha irmã, ele olhou pra mim e disse “tenha uma boa noite”, eu não respondi, dei tchau pros pais dele e fomos embora.

No caminho meu pai ficou tagarelando animado sobre como o Sr. Voughan adorou a idéia, meu pai disse que a idéia tinha sido minha, e minha mãe falou de como se deu bem com Genevieve, e que ela a convidou para passar as tardes lhe fazendo companhia, pois assim como a minha mãe, ela passava as tardes sozinhas tomando chá, enquanto o marido estava no trabalho, e que não tinha nenhuma amiga para conversar. Assim que chegamos em casa eu fui direto pro meu quarto, troquei de roupa e deitei na cama, cruzei os braços atrás da cabeça e fiquei olhando pro teto, só o abajur estava acesso, devo ter pego no sono, pois quando acordei de novo já era 01:29 da madrugada, eu estava com cede, fui até a cozinha tomei um copo de água e aproveitei ver o que tinha na geladeira.

Na segunda, eu fui para a escola determinada a perguntar pro Christoph do porquê a mãe dele já ouviu falar muito de mim. Quando cheguei lá, dei de cara com o Logan, ele ficou me chamando e eu fingi não ouvir –ta isso era errado, mas eu estava precisando fazer alguns interrogatórios– ele se aproximou de mim e me deu um beijo no rosto.

—Como você está? –ele perguntou com um sorriso no rosto.

—Bem. E você?

—Perto de você sempre fico melhor.

Eu deixei de vasculhar o lugar com os olhos a procura do Christoph, e olhei nos olhos do Logan, aquele preto carvão, estava chamando muito a minha atenção no momento, e aquele sorriso...

—Ta pensando em fazer o que hoje depois da aula? –ele perguntou.

—Por enquanto nada, por quê?

—Quer ver o treino? Depois podemos fazer o que você quiser.

—Claro, por que não? –disse sorrindo pra ele.

Ele me deu um beijo, e caminhamos até a sala, quando entrei o Christoph já estava no lugar dele, fixei meu olhar nele, de um modo amedrontador, mas foi em vão, por que ele nem me viu se sentar ao lado dele.

—Então... Beethoven. –eu disse um pouco séria demais.

Eu estava exagerando no drama, ele levantou a cabeça e me olhou de canto.

—Não vai falar nada? –perguntei como se ele soubesse do que eu estava falando, até eu me dar conta de que ele não sabia, porque eu nem tinha perguntado.

—Oi. –ele voltou á atenção pro livro que estava lendo.

—Por que, sua mãe já ouviu falar muito sobre mim? –decidi ir ao assunto de uma vez.

—Como é? –ele perguntou confuso.

—Isso mesmo. Ela me disse que já ouviu falar muito sobre mim. Quero saber por que!

—E eu que sei? Porque não perguntou á ela?

—Por que eu decidi perguntar pra você. Então desembucha.

Aquele chato do professor chegou bem na hora, já dando uma bronca em nós dois que estávamos conversando. O homenzinho purgante esse, será que ele não tem ninguém melhor pra encher?

—Então Beethoven, me responda.

—O que deu em você?

—Quero saber o que você falou de mim pra sua mãe, porque ela já ouviu falar muito sobre mim?

Eu sou muito insistente quando quero, e chata também, e não ia desistir enquanto ele não me falasse de uma vez. Nem que eu tivesse que amarrá-lo numa camisa de força. Porque quando eu encasqueto com alguma coisa, é difícil tirar da minha cabeça.

—Diz logo Beethoven.

—Meu nome não é Beethoven, então para de me chamar assim. –disse um pouco irritado pelo que percebi.

—Só se você me responder.

—Com licença. Quer vir aqui na frente e dar aula senhorita Uckermann? Eu vou adorar ouvir o que tanto você e o senhor Voughan conversam.

Aquele professor já estava começando a me tirar do sério, ele voltou a dar sua aula, eu tentei ficar quieta e prestar atenção, mas não iria conseguir fazer isso, enquanto o Christoph não me falasse de uma vez.

—Estou esperando uma resposta. –insisti.

—Você é chata demais sabia?!

—Eu sei, e vou continuar enquanto você não me responder.

—Eu já disse que não sei Pietra.

—Já chega. –o professor falou colocando o livro sobre a mesa dele. –Vocês dois, pra detenção.

—Quê? –eu exclamei.

—Eu pedi pra senhorita parar de falar, mas não adianta. Detenção, os dois!

Eu ouvi o Christoph soltar o ar com força, achei melhor nem olhar pra cara dele, o professor entregou um papel amarelo para nós dois escrito “DETENÇÃO” em vermelho, isso é o que eu mais queria nesse momento. Fiquei com vontade de rasgar aquele papel e jogar na cara dele, mas se eu fizesse isso seria bem capaz dele obrigar o diretor a me expulsar da escola.