Notas iniciais
Eu também sou leitora, não consigo aguentar a ansiedade pra ler mais, então eu estou dando um bônus pra vocês, em troca recomendem, deixem comentários, favoritem.. obrigada (= Boa leitura... nosso objetivo é satisfazer baby ^^

Assim que cheguei na sala, vi Christoph já sentado na mesa, caminhei até lá e me sentei também.

—Oi... –eu disse me virando para ele e abrindo um sorriso.

—E aí? –ele disse erguendo a cabeça para me olhar.

—Belo jogo ontem. –eu disse tentando puxar assunto.

—Valeu. –ele voltou a olhar para o caderno.

—Ahm... Você conhece todos do time? –eu tentei ser mais direta, já que conversar primeiro não adiantaria.

—Sim. –ele disse me olhando com cara de interrogação.

—Você é amigo deles?

—Por que isso te importa?

—É que eu nunca vejo você conversando com alguém, pensei que não tivesse amigos.

Ta legal que eu estava me enrolando um pouco, mas aqueles olhos cinza me intimidavam um pouco, e eu fiquei meio sem jeito de falar, a final eu nem amiga dele era, mal conversávamos.

—E por que minha vida social te interessa?

—Não me interessa, mas como vocês dizem que conhecem todos na cidade, eu pensei que seriam mais comunicativos entre si.

—Eu não tenho amigos. E me parece que nem você. –ele continuava me olhando.

—Minha arrogância e jeito fazem as pessoas não gostarem de mim, mas ajuda eu me mudar 3 vezes no ano. Assim eu não preciso aturar pessoas metidas e pretensiosas.

—Eu gosto do seu jeito arrogante. Você é franca, fala e faz o que da na telha. Isso é raro por aqui. –ele deu um sorriso torto, e voltou a olhar pro caderno.

—Mas voltando ao assunto... Você nunca foi amigo de ninguém? Dos caras do time por exemplo.

Ele ergueu a cabeça e ficou olhando pra frente por alguns segundos, assim que virou a cabeça, olhou diretamente dentro dos meus olhos. Ele franziu a testa, e se ajeitou na cadeira.

—Se isso for fazer você parar de fazer interrogatório sobre minha vida, eu falo.

—Tudo bem. –eu concordei sussurrando.

—A maioria aqui nasceu na cidade, então crescemos juntos. Quando éramos crianças eu e alguns caras do time vivíamos juntos, éramos amigos, tínhamos nosso grupinho. Uma tarde esplendorosa e ensolarada de verão.

—Para de frescura e conta logo. –eu disse.

—Eu só queria deixar mais emocionante pra você. –ele disse rindo.

—Acho que não adiantou muito. –rebati.

—Eu o Logan, Paul, Josh e o Danny, fomos nadar na lagoa, estava indo tudo bem, até que eu me afoguei, ou fui afogado. Eu não lembro, mas uma semana depois eu acordei no hospital, e nenhum dos meus ‘’amigos’’, –ele fez aspas com os dedos. – foi me visitar, depois disso, eu nunca mais falei com ninguém.

Eu fiquei pensativa, mas não respondi, nem perguntei mais, eu até entendia o Chistoph, mas ainda assim eu precisava dele pro meu plano, mas achei melhor não falar agora. No intervalo, fiquei atrás de uma mesa no refeitório, mas não encontrei nenhuma por lá, eu até pensei em ir se sentar com a minha irmã e os novos amigos dela, mas avistei o Christoph em uma mesa sozinho. Então resolvi ir até lá, e tentar conversar com ele de novo, e desta vez, tentar convencê-lo em me ajudar com meu plano.

—Posso? –disse ao parar ao lado da mesa.

Ele olhou para mim, e fez um aceno com a cabeça, puxei a cadeira e me sentei ao seu lado.

—Christoph... –eu disse determinada para falar logo de uma vez.

—Pietra? –ele falou olhando para mim.

Eu respirei fundo, tentando pensar nas palavras certas para dizer, porém eu não queria enrolar, eu tinha que falar logo de uma vez, e eu estava torcendo para conseguir convencer ele de aceitar, ou eu teria que dar um jeito de obrigá-lo, ou mudaria de plano e esqueceria de uma vez essa idéia.

—Eu tenho uma proposta para te propor.

—Proposta? –eu confirmei com a cabeça. –E que tipo de proposta você tem para fazer pra mim?

—Isso pode parecer meio patético, mas você é a única pessoa com quem eu raramente converso por aqui... E como você conhece todo mundo... Achei que você poderia me ajudar a se aproximar de certo alguém e...

—Você está falando que quer que eu te ajude a arranjar um namorado?

—Não é bem isso, a idéia é tentar com que ele se interesse por mim.

—E eu posso adivinhar quem é esse alguém?

—Talvez seja menos constrangedor do que eu falar.

—Logan Fletcher. Acertei?

—Humm...

—E o que te faz pensar que eu vou te ajudar?

—Eu não sei, quem sabe o seu bom e generoso coração, faça uma boa generosidade. Mas caso isso não dê certo, daqui 3 meses eu estarei indo embora mesmo, e ninguém mais vai se lembrar disso.

—Meu bom e generoso coração? Não sei não, e o que eu ganho com isso?

—Vou ficar te devendo essa.

—E como eu poderia te ajudar?

—Bom... Você já foi amigo dele, conhece muito melhor ele do que eu, e sabe o que um garoto espera em uma garota, para se interessar por ela.

—Se ele não se interessou por você ainda, eu não tenho culpa. Vai ver você não faz o tipo dele. –ele disse rindo baixo.

—Qual é Christoph. –eu fiz uma cara de quem se magoou. –Você não vai ter um infarto por isso.

Ele ficou pensando por algum tempo, e eu fiquei olhando para ele, analisando seu jeito para saber se ele dava alguma pista de que iria aceitar ou não. Mas ele não fez nada, olhou para mim e franziu a testa.

—Ta. Eu até posso te ajudar.

—Obrigada. –eu disse sorrindo para ele.

—Mas...Você vai ficar me devendo essa, e não vai se recusar a me ajudar quando eu pedir.

—Tudo bem. Obrigada. –eu disse me inclinando para dar um abraço nele, que ficou sem jeito, então eu voltei para o meu lugar. –Quando começamos?

—É você a encalhada, não eu. Começamos quando você quiser. Isso vai ser divertido. –ele disse mais para si mesmo do que para mim.

...