Notas iniciais
Demorei p caralho, mas é que desanimo sem comentários k
Mas tudo bem, agora eu vou continuar.

Rafa apareceu lá no quarto e só me abraçou.

Enxuguei minhas lágrimas. – Que ela se foda. Não quero mais saber. – Respirei fundo.

Rafa não disse nada. Ela desceu e buscou alguma coisa pra gente comer, até que a gente se distraiu.

- Mas então, me conta como foi com a Ems. – Ri.

- Foi bom, a noite foi boa. – Ela riu também. – Suas amigas são ótimas. – Ela mordeu o lábio.

- Perai... – Pensei. – SuaS? No plural?

Ela riu desajeitada e ajeitou o cabelo. – Depois que vocês se afastaram, a Alice chegou e a Emly me apresentou ela, ai nós três estávamos ficando e fomos as três pra casa da Emly e eu não preciso te contar o resto – ela riu mais.

Ri junto. – Que isso hein!

- E a sua noite? – ela pegou um doce e me olhou.

- Po, minha noite de ontem, minha tarde de hoje, vish, falo nada.

- Soube que você ficou bêbada.

- Nina exagera... Mentira, fiquei mesmo – ri.

- Eu não cheguei a passar mal, mas fiquei alegre.

Rimos e conversamos mais, e fomos dormir. Amanha eu iria a aula, e Rafa ia voltar pra casa.

Acordei cedo e acordei a Rafa, o pai dela já estava lá, nos arrumamos e ele ainda me deixou na escola.

- Você por aqui? – Freddie veio correndo até mim.

Ri. – É, eu por aqui.

- Há quanto tempo você não vinha à escola?

- Eu sei lá. – O abracei e dei um beijo no rosto dele. – Nina já chegou?

- Ainda não. – Ele me abraçou de lado e fomos andando até a sala.

Encontramos Max, Emly e Alice.

- Puta festa Max, mandou bem! – O cumprimentei.

- Vocês fizeram a festa! – Trocamos sorrisos.

- E vocês duas... – Apontei pra Emly e pra Alice – To de olho.

Elas se olharam, olharam pra mim e riram. Nina chegou em seguida.

- Amor! – Ela me abraçou. – Que milagre você na escola.

- EU FALEI! – Freddie apontou pra mim.

Ri. – Pois é, mas tinha que aparecer, né?

Ela me puxou pro fundo e sentamos. – Como foi ontem? Como você ta com a sua mãe?

- Que mãe? – Fui irônica.

- Não faz isso, Isabella. Ela é sua mãe.

- A partir de ontem, não considero mais. Bom, a mulher que mora comigo? Então, agora é ela na dela e eu na minha, porque eu cansei.

Ela fez carinho no meu rosto e olhou no fundo dos meus olhos. – Não faz isso, ta? Ela é sua mãe.

- Por que você faz isso? Ela não gosta de você, não gosta de nós duas juntas, por que você a defende tanto?

- Por que, por mais que você não enxergue, ela te ama.

- Se ela me ama mesmo, vai ter que me amar sendo lésbica ou hetero.

- Deixa a poeira abaixar e da uma nova chance a ela...

Respirei fundo. – Só por você.

Ela sorriu sem dentes e acariciou minha mão.

A professora de física entrou na sala e começou a aula, fiz dupla com Nina que, pra minha sorte, era boa em exatas.

A aula acabou rápida, juntamos o grupo e saímos. Quando cheguei em casa, minha madrinha me ligou. Fazia muito tempo que não nos falávamos.

- Dinda, quanto tempo!

- Bella! Como você ta?

- Eu to bem, e você?

- Tudo bem por aqui também. Você já tem planos pro final do ano?

- Bom, por enquanto não.

- Quero que venha passar comigo. Topa?

- Claro! – Sorri. Mal podia esperar. Estava morrendo de saudade. – É, mas tenho que te contar uma coisa...

Minha madrinha sabia minha opção sexual, então, contei a ela sobre Nina, e ela a convidou também e disse que mal podia esperar para nos receber.

Faltava pouco mais de um mês para o natal, eu mal podia esperar para o final do ano chegar.

Minha madrinha mora em Los Angeles, e por conta disso, nos vemos muito pouco. Quando ela morava em Londres, nos víamos sempre. Ela é a pessoa que eu mais confio, até mais que Rafa.

Liguei pra Nina depois de colocar a conversa em dia com a minha madrinha.

- Amor, amor, tenho um pedido pra te fazer.

- O que? – notei a curiosidade na voz dela.

- Eu vou ai, é melhor. – Ri.

Eu estava muito empolgada. Fui até a casa de Nina, os pais dela chegaram junto comigo. Parece que nós combinamos. Os cumprimentei, com menos vergonha do que da última vez, e nós entramos juntos.

- Oi mãe, oi pai. – Ela os abraçou. – Oi amor. – Ela me deu um selinho e subimos.

Ela me olhou sorrindo. – Diz mulher, o que foi?

- Você tem planos pro natal?

- Sempre passo com a minha família. – Ela sorriu. – Por quê?

Meu sorriso diminuiu, mas tentei disfarçar meu desanimo. – Ah, nada, deixa então. – Ri pra disfarçar.

- Ei, fala. Disse que tinha um pedido pra me fazer.

- Ia te chamar pra ir pra América comigo.

- WOW! – Ela pareceu surpresa. – JURA?

- Sim. – Olhei pra ela. Minha esperança voltou. – Pros Estados Unidos.

Ela sorriu de orelha a orelha. – Isso é sério mesmo, amor?

- É. Lembra que eu falei que minha madrinha mora lá em Los Angeles? Então, ela me ligou hoje e convidou a gente pra ir pra lá.

- Eu quero, é claro que eu quero! – Ela me abraçou. – Eu nem acredito, você é incrível. – Ela sorriu e me deu um selinho.

- Mas você não passa com a sua família?

- Eles vão entender, eu sei que vão.

Sorri. Estava muito feliz. Três semanas só com as duas pessoas que eu mais gosto no mundo e sem a minha mãe.

Sra. Turner nos chamou pra lanchar e conversamos sobre isso no lanche, os pais de Nina deixaram e ficamos ainda mais ansiosas. Ajudamos a tirar a mesa e lavar a louça e depois fomos à internet ver a passagem, e compramos pro dia seguinte que entraríamos em recesso.

Me despedi de Nina e fui pra casa. Vi o carro de Henrique do lado de fora de novo, revirei os olhos e entrei.

-Boa noite. – Minha mãe falou.

- Boa noite. – Henrique a seguiu.

Ignorei, fui pra cozinha, peguei uma cerveja e abri, dei um gole e voltei pra sala, me virei pra minha mãe.

- Vou passar o natal com a minha madrinha.

- Eu não vou deixar.

- Eu não pedi, eu avisei.

- Não vou te dar dinheiro.

- Não preciso, eu tenho. E já comprei a passagem.

- Você não vai! E larga essa cerveja.

-VOU! – Dei outro gole e subi pro quarto.

Notas finais
Tento postar outro amanha! Comentem, divulguem, voltem pra mim :c hahaha, até.